Harry caminhou com Rony ate a sala Precisa sem abrir a boca ou olhar na direção do amigo. Harry não queria ter que explicar a mesma coisa, já que seria difícil explica-la uma vez, duas ou mais, por que ele tinha certeza que não teria forças para isso.
Enquanto caminhava, Harry, pensava em uma maneira de contar tudo que tinha para contar aos amigos e ficava imaginando quais seriam as suas reações. Bem, nenhuma delas o agradou, pois, ele esteve a ponto de voltar atrás, desistir de contar, mas ele não podia, devia uma explicação a eles, eles eram a família dele.
Chegando ao corredor da sala precisa, Harry não precisou passar mais que uma vez para a porta se materializa, afinal tudo que ele queria era um lugar reservado para conversar com os amigos sem correr o risco de serem escutados de qualquer maneira. Harry abriu a porta viu que tudo estava do jeitinho que ele havia imaginado. Uma sala com quatro poltronas confortáveis, elas estavam envolta de uma lareira onde um fogo crepitava aquecendo e iluminando toda a pequena sala. Quando Harry encostou a porta viu que havia uma chave na fechadura para poder trancar a porta e terem mais privacidade.
Harry se sentou em uma poltrona próxima a lareira, onde ele ficava de frente para as outras três e a porta. Harry se sentiu mais confortável perto do fogo, mas em momento algum encarou o amigo. Pelo canto do olho ele viu que Rony acabara de abrir a boca então ele falou:
-Sente-se Rony, por favor, elas não demoraram a chegar e logo eu explicarei tudo.
Ainda sem encara o amigo, Harry ficou fitando a porta, como se procura-se ver através dela.
Não demorou muito, Gina e Hermione entravam pela porta que Harry havia ficado encarando nos últimos minutos.
-Por favor, tranquem a porta. –Pediu ele—o que tenho para falar com vocês é muito importante, por isso eu peço que não me interrompam.
Harry deu uma olhada no rosto de todos e viu que eles estavam preocupados. Harry intimamente pediu que a expressão deles não mudasse depois que ele terminasse de contar tudo que tinha para revelar.
-Bem, o que tenho a dizer é sobre aquele dia no Ministério –Começou ele apreensivo—naquela noite eu tive muitas perdas, mas não é sobre as perdas que eu quero falar, eu quero falar sobre o que todos achavam que havia se perdido –Harry deu mais uma conferida na expressão dos amigos—eu particularmente gostaria realmente de ter perdido, mas com certeza se tivesse perdido iria querer não ter perdido antes de saber.
Harry fez uma pausa, pois sua coragem estava se esvaindo. Ele respirou profundamente e continuou.
-A profecia que todos pensaram que havia se perdido –Harry encarou o chão, pois sabia a exata expressão dos rostos dos amigos e não queria ver—a profecia não estava perdida, aquela era só uma copia, aquela esfera continha apenas uma lembrança, uma lembrança de Dumbledore.
Ao falar isso Harry não pode deixar de olhar os amigos, Rony e Gina estavam com a mesma expressão, que Harry julgou ser de família, ambos tinha apertado firme os braços das poltronas e de tinham os olhos bem arregalados, Hermione por sua vez tampava as mãos com a boca com a expressão de como se alguém acabace de dizer um palavrão muito feio.
-Dumbledore, naquela mesma noite, me mostrou o conteúdo da profecia –continuou Harry—a principio a profecia não se aplicava a mim somente a Voldemort. –Harry sentiu o arrepio que percorreu os amigos e teve certeza que não foi pela menção do nome de Voldemort—na Ordem eles disseram que Voldemort queria conseguir dessa vez algo que ele não tinha no passado, bem no passado ele não tinha a profecia por inteiro.
-O inicio da profecia dizia que no final de julho nasceria um garoto com o poder de derrotar o Lorde das Trevas e cujos pais já haviam enfrentado Voldemort três vezes pessoalmente, --Harry não podia mais parar ou não conseguiria continuar—a principio essa profecia não cabia só a mim, cabia também ao nosso amigo Nervile, essa foi à parte que chegou ao ouvido de Voldemort, Dumbledore disse que estava n’O Cabeça de Javali, ele entrevistava a nova candidata ao cargo de adivinhação, sim, a Prof ª Trelawney, quando ela fez a profecia, felizmente quem escutava foi expulso da estalagem e não ouviu o resto.
-O resto da profecia dizia que o Lorde das Trevas iria escolhe-lo e marca-lo como um igual, --ele apontou para a cicatriz que tinha na testa—talvez se ele tivesse escutado essa parte da profecia ela nunca se concretizaria, ele fez a escolha dele, ele me escolheu, me marcou como um igual, nos somos as nossas escolhas, me disse Dumbledore uma certa vez, são elas que nos fazem diferentes.
-Bem, o final da profecia é a minha parte, é a minha escolha que decidira o destino do mundo, não só o mundo bruxo, mas o trouxa também. Um não poderá viver enquanto o outro sobreviver, dizia o final da profecia, minha escolha será ser um assassino ou ser a vitima, ambas terão conseqüências gravíssimas, ou mato ou morro. Tudo que sei é que enquanto não fizer minha escolha terei uma vida atormentada, sofrida, Voldemort nunca me deixara em paz.
Harry já não tinha forcas para encarar os amigos, fitava o chão e continuava a dizer antes que todas as suas forcas se esgotassem.
-Não poderei jamais me dar ao luxo de ser feliz com ele a solta por ai. Agora que eu já disse tudo que tinha para dizer eu gostaria de ficar sozinho. Voltem para o dormitório que eu preciso ficar a sos com os meus pensamentos, não quero responder perguntas agora. –Harry se encolhia na poltrona e abraçava as próprias pernas.
Pelo canto do olho ele viu Gina se levantar e abrir a boca quando Rony apertou levemente o braço dela e balançou a cabeça negativamente. Rony se dirigiu ate a porta e a segurou aberta paras as duas garotas passarem.
Após elas passarem, Gina parecia prestes a chorar e Hermione continha as lagrimas e abraçava a outra garota, Rony olhou pesarosamente para Harry antes de baixar a cabeça e sair fechando a porta logo atrás de si.
Harry não queria dormir, ele pensava na reação dos amigos e se perguntava qual era que ele não soube dizer. Será que eles seriam amigos de um assassino ou se colocariam em perigo sendo amigo dele sabendo o que o aguardava? Era essa a pergunta que Harry fazia durante toda a noite quando caiu no sono.
Harry estava sentado na faia da floresta observando o lago, era um dia de sol forte e os terrenos estavam vazios. Ele estava deitado, encostado a uma árvore, ele via o céu se refletir por inteiro no lago, ate os pássaros que voavam ao longe se podia ver com nitidez na superfície do lago, superfície lisa que se parecia muito com um espelho, não havia vento no dia nem para enrugar levemente as águas cristalinas.
Harry se sentia muito tranqüilo, não tinha nenhuma preocupação ele só queria passar o resto de sua vida ali admirando o lago. Depois de algum tempo Harry notou uma leve perturbação na superfície do lago, pequenas ondas se formaram fazendo o reflexo do céu se tornar difuso, mas as ondas foram aumentando gradativamente.
Harry se postou de pé e empunhou a varinha, mas só teve tempo para gritar, uma sombra imensa emergiu das águas. Aparentava ter mais de quinze metros e estava se agitando muito.
Harry gritava e sentia o suor quente escorrer pelo seu cabelo e seu rosto, ele estava deitado aos pés da lareira que já havia se apagado, seu cabelo estava molhado pelo suor e sua vestes pregadas ao corpo. Harry ficou em pé e tentou enxugar o rosto na manga das vestes, mas esta já esta empapada demais para absorver mais suor.
Harry logo se lembrou o que tinha acontecido naquela sala horas atrás, lamentou pela paz do sono ter sido quebrada pela sombra gigantesca que apareceu, ele já sentira aquela mesma pás antes, antes de descobrir que era um bruxo, antes de conhecer Hagrid e sua própria historia.
Ele voltou a se sentar na poltrona e pensou como seria se Hagrid nunca o tivesse encontrado, se ele ainda vivesse com os Dursley. Bem, muita coisa mudaria, mas não para melhor. Pensar nisso o fez lembrar que ainda não visitara Hagrid esse ano, e ele já não queria mais ficar só, mas ele tinha medo de voltar a encontrar os amigos então ele decidiu eu iria visitar Hagrid esse domingo. Olhou para o relógio de pulso e viu que já era manha, oito horas, então ele decidiu sair e fazer a visita.
Toc-toc.
Latidos eram ouvidos do lado de dentro da porta, mas nenhum outro sinal de vida, Harry bateu a porta novamente e ouviu uns resmungos.
-Quem pode ser a essa hora? Quem em sã consciência acorda tão sedo em uma escola num dia de domin...? –Hagrid abriu um enorme sorriso ao abrir a porta e ver Harry parado ali se encolhendo por causa do frio.—Harry, que bom, pensei que só te veria novamente na minha aula. Vamos entre esta frio aqui fora.
-Bom dia Hagrid, espero não estar incomodando. –Falou o garoto esfregando os braços e entrando na cabana do guarda caças.
-Que isso Harry, já estava na hora deu levantar mesmo, venha sente-se que eu vou preparar um chá para tomarmos nosso café. –Hagrid foi ate a dispensa e pegou uma chaleira velha e começou a preparar o chá—o que o trás aqui tão cedo num domingo? Onde estão o Rony e a Mione?
-Eles devem estar dormindo ainda e eu só queria te fazer uma visitinha, saudades. –completou o garoto sorrindo.
-Saudades? –perguntou o guarda caças sem entender—tem algo de errado Harry? Você parece cansado e abatido, você não dormiu?
-Não tem nada Hagrid –Mentiu o garoto—eu estou cansado, mas estou sem sono então resolvi vir fazer essa visitinha pra conversa um pouco.
Harry passou um agradável começo de manhã tomando chá e comendo biscoitos amanteigados com Hagrid, eles conversaram muitas coisas e ambos pareciam sempre desviar a conversa quando ela caia sobre a guerra, Voldemort ou Sirius.
Mais tarde, por volta das dez, Hagrid falou que teria que cuidar de alguns seres do lago que estavam machucados, parece que haviam sofrido algum ataque em massa, e perguntou se Harry gostaria de acompanha-lo. Harry se pós de pé na hora para ir com ele.
Chegando ao lago Hagrid caminhou ate onde a água batia em seus joelhos, Harry, que achou que o dia estava muito quente, tirou as vestes e ficou só de bermuda e camiseta e seguiu o amigo ate onde pode, teve que nadar um pouco, pois a água já lê cobria a cabeça. Hagrid enfiou a cabeça no lago e depois de alguns segundos e algumas bolhas saindo de onde estava a cabeça de Hagrid algumas criaturas surgiram, criaturas que Harry nunca tinha visto antes, nem durante o torneio tribuxo quando ele passou mais de uma hora no lago. Hagrid tomou fôlego e abaixou a cabeça novamente, Harry fez o feitiço do cabeça-de-bolha e mergulhou para saber o que Hagrid fazia.
Hagrid, por mais incrível que parecia, estava soltando alguns guinchos e grunhidos. Harry voltou a superfície junto com Hagrid e perguntou:
-O que você esta fazendo?
-Estou chamando os seres do lago que estão feridos. –Respondeu o gigante que agora passava uma pasta verde nas costas de um pequeno ser peludo e com muitas barbatanas.
-Eu não conhecia muitos desses seres, não os vi nem quando estava no torneio. –Falou o garoto.
-É porque você não foi ate o fundo do lago –Falou Hagrid que agora amarrava algumas talas em um cavalo marinho de uns três metros—esse ali é um pelúcio aquático –disse apontando para a pequena criatura peluda e cheia de barbatanas que ele acabara de esfregar o creme—ele procura por tesouros no fundo de lagos e oceanos, ou seja, eles ficam bem no fundo do lago.
-E o que os estão atacando?
-Boa pergunta Harry, não só os atacou como os afugentou, eles estão todos próximos a superfície e se tornam presa fácil para outros predadores.
Harry estava admirando novamente s águas cristalinas do lago, elas não pareciam tão lisas quanto às do seu sonho. Aos poucos Hagrid ia tratando das criaturas feridas e elas voltavam a mergulhar e ir para as profundezas. Em pouco tempo poucas restavam, Hagrid parecia estar gostando de cuidar daqueles seres e dava breves explicações sobre eles e pelo que Harry pode notar, todos eram seres passivos.
Depois de um tempo ali admirando o lago Harry se assustou, não podia ser, ele via uma sombra, uma sombra igual a do seu sonho, ela vinha em sua direção, mas antes que Harry pudesse gritar ela saiu da água e Harry viu aliviado que era a sereia Serena que o havia salvado quando ele caiu no lago na casa de Dumbledore.
Harry suspirou e falou:
-Que susto você me deu –a sereia riu—eu ainda não pude te agradecer por ter me salvado, muito obrigado –ela sorriu e balançou a cabeça dizendo claramente tudo bem—você por acaso não saberia o que andou machucando essas criaturas? –Ela balançou a cabeça negativamente—que pena.
-Oi Serena, tudo bem? –Cumprimentou Hagrid e a serei confirmou com a cabeça—não sabia que vocês se conheciam, você a conhece do torneio Harry?
-Não, ela me salvou na casa do Dumbledore. –Disse Harry.
-Você sabia que ela é filha da Rainha dos Sereianos? Ela é uma princesa Harry e será a próxima no comando de todo o cardume.
Harry se espantou, a sereia sorriu ao ver a cara de espanto do garoto. Como uma sereia tão bonita podia ser filha da mais carrancuda das sereias que Harry já viu? Perguntava-se Harry.
Harry ficou mais alguns instantes ali com Serena sem falar nada já que monologo não era muito interessante a ele e ele não entendia sereiano. Ele ficou por algum tempo ali só nadando com a sereia quando Hagrid o chamou para voltar, ele murmurou um tchau e acenou com a mão e a sereia simplesmente sorriu e acenou com a mão antes de mergulhar e espirrar água no garoto com a calda.
Hagrid disse ao Harry para voltar para o castelo para almoçar, eles se despediram mais Harry não queria voltar para o castelo, não queria ter que ver os amigos ainda. Então ele caminhou ate a faia e se sentou embaixo da árvore e ficou observando o lago.
O dia estava claro e o sol forte, tão forte que ele já estava quase seco. O sol se refletia na superfície lisa do lago, os pássaros eram nitidamente vistos no enorme espelho que o lago formava. Parecia não estar ventando porque a superfície do lago nem enrugava e neste exato instante Harry se lembrou do sonho.
Não poderia estar acontecendo, Pensou ele, não podia. Ele olhou para os terrenos e pareciam estar desertos, tudo indicava que era o sonho dele, tudo exceto que ele estava preocupado, preocupado com o que iria acontecer, no podia ser o sonho dele, lá ele estava calmo e sem preocupações, era verdade que quando ele se sentou ali ele não tinha nenhuma, mas quando se lembrou do sonho ficou muito preocupado. Pensando agora Harry se lembrou que Hagrid disse que algo estava atacando as pequenas criaturas, e se fosse aquela sombra do sonho que ele tivera.
Harry prendeu a respiração quando viu uma leve onda na beira do lago. As águas foram se tornando mais agitadas e uma sombra surgiu e quando ela ia se ergue Harry ficou de pe e empunhou a varinha quando...
-Harry, ei, Harry... –Alguém o gritava.
Harry se virou para ver quem era e viu que era a Cho, quando voltou sua atenção para o lago não viu mais nada, as águas estavam calmas como antes.
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*!*Me descupem pelo atraso(essa frase ta virando bordao)É que eu tava d mudança e fim d ano provas(Agora recuperação d química :( ) ai não deu p eu postar, mas o proximo capitulo eu vo fazer o possivel p posta amanha ou depois(ainda to arrumando as coisas da mudança na casa nova). Eu gostaria d dizer q eu fico bastante xateado quando eu entro nas fics dos outros e vejo um mont d comentarios e me lembro q so tem 7 na minha ond 3 sao meus, entao eu pesso dinovo, por favor comentem, eu preciso saber se a fic ta ruim o pessima ou uma mer... bem dexa p la mas comentem por favor. Brigadus. flw*!* |