-Bem Gente a Hermione vai dizer o que vocês precisaram saber para participar da AD. –Falou Harry.
-Eu?!? Eh... ééé... –Harry deu um tapa nas costas de Hermione—bem, vocês terão que assinar o nome neste pergaminho. –ela levantou os braços mostrando um enorme rolo de pergaminho e uma pena.—Esse pergaminho será uma espécie de acordo, onde vocês concordaram em não falar com niguem que não seja um membro da AD sobre a AD.
-Este pergaminho é igual ao do ano passado? Aquilo que você fez com a Marieta foi muito injusto...
-Este não é igual ao do ano passado, primeiro porque eu estou avisando da azararão e segundo, pode ter certeza, não vai aparecer só escrito dedo-duro na cara de quem falar de mais e depois sua amiga marieta mereceu, ou você se esqueceu que ela dedurou você também?
-Eu só acho que...
-Vamos parar de discussão –Gritou Harry agitando os braços—quem não concordar com os termos pode dar meia volta e sair pela mesma porta que entrou e lembrando que esse não é só mais um clubinho idiota, nem o quadribol será prioridade este ano. Este ano a AD não será aberta só pra obter mais pontos nos exames, nos temos um excelente professor esse ano só que ele mesmo não achou que isso seria o suficiente para prepara-los para o que os espera lá fora. Voldemort os espera, Voldemort esta rondando a procura de seguidores e aqueles que se recusarem terão suas famílias dizimadas. –À medida que Harry falava sua voz aumentava—quem assinar seu nome aqui não terá garantia de que será capaz de derrotar os Comensais da Morte, mas eu garanto que terá toda ajuda possível para aprender a lutar contra eles e se preciso defender suas próprias famílias ou ate mesmo Hogwarts se necessário. Quem assinar o nome aqui terá que tomar a linha de frente se Hogwarts for atacada e defender os outros que não tiveram o devido preparo.
Harry parecia cansado de gritar e quando terminou se assustou com o tanto de pessoas que prestavam atenção nele. Ele tomou fôlego e voltou a falar.
-Quem aceitar participar da AD terá que seguir as ordens de nos seis, porque, antes que alguém pergunte, porque nos fomos os fundadores e nos estivemos no ministério a três meses atrás, porque nos derrotamos e prendemos doze Comensais da Morte. É só isso que tenho a dizer. –Harry deu as costas às cabeças que o observava e se sentou numa cadeira de costa para a multidão. Uma lagrima queria escorrer pelo seu rosto ao se lembrar de Sirius. Gina percebeu isso e colocou uma mão no ombro de Harry, ela apertou carinhosamente o se ombro e ele se sentiu melhor com isso, ela se abaixou e disse ao seu ouvido.
-Belo discurso, mas vê se melhora esse humor, Sirius jamais gostaria de velo assim, tenho certeza e eu não gosto de velo assim. –Após sussurrar no ouvido de Harry, Gina deu um beijo em sua bochecha e Harry se sentiu muito melhor depois disso.
-Quem concordar com os termos que foram impostos, façam uma fila aqui na minha frente e venha assinar o seu nome aqui e pegar o galeão na cesta ao lado. –Hermione indicou onde deveriam fazer a fila e onde estava a cesta que continha os galeões—esse galeões informaram a data e a hora, nos números de serie, que será realizada a próxima reunião, as moedas ficaram quente quando os números de serie forem alteradas na moeda do Harry.
Algumas pessoas desistiram, mas quase todas as pessoas ali presentes entraram na fila. Depois que todos assinaram, Hermione conferiu a lista e disse:
-Cento e sete, contando com nos seis, um bom numero, para falar a verdade é mais do que eu esperava. Será que a sala Precisa vai caber todo mundo? E por falar em sala Precisa, e quem não souber onde ela fica como vai fazer para chegar ate lá? –perguntou Hermione.
-A sala Precisa vai caber, com isso não se preocupe, mas quanto aos que não a conhece agente pode pedir para virem para frente desta sala e ai agente os leva pra lá –falou Harry—Quando a próxima reunia for marcada, vocês deveram vir para frente desta sala e daqui, nos, levaremos vocês para a sede da AD. –Gritou Harry para a multidão.—Podem ir todos agora.
Quando as pessoas estavam terminando de sair, Cho Chang se aproximou de Harry e disse:
-Preciso falar com você em particular –Disse a garota.
-Tudo bem. –Harry se virou para os amigos—podem ir indo à frente, eu encontro vocês no salão comunal.
Depois que todos saíram e Harry e Cho ficaram a sos, ele resolveu encara a garota e mais uma vez ela parecia prestes a chorar.
-Eu queria saber se os boatos são verdadeiros Harry...
-Que boatos?
-Os boatos sobre você e a Hermione Granger... sabe, estão dizendo por ai que vocês estão namorando –uma lagrima escorria pela face da garota.
-Bem, receio que não sejam boatos. –Disse Harry seriamente
Cho parecia muito chocada com a resposta. Seus olhos se arregalaram e mais lagrimas escorreram. Ela apertou forte a mão contra o peito e olhou no fundo dos olhos do garoto como se esperasse um vestígio de brincadeira ou mentira que ali se revelasse, mas como não encontrou nada caiu no choro. Harry a abraçou e tentou acalma-la, mas foi em vão.
-Como você pode, como você pode Harry. Depois deu ter dito o quanto eu gostava de você, depois deu ter dito o que estou sentindo... e por que, por que a Hermione Granger, você sempre me disse que ela era só sua amiga e mais nada.
-Olha Cho, eu gosto dela, eu não pedi isso, simplesmente aconteceu...
PAF.
-Nunca mais dirija a palavra a mim novamente Potter, eu não quero mais te ver, eu não quero mais saber de você –a garota estava fora de controle, ela massageava a mão.
Harry retirou a mão do rosto, ele suspeitava que o local deveria estar vermelho, se aproximou da garota e a abraçou. Ela, a principio, resistiu, socava o peito dele, mas ele simplesmente a segurava firme nos braços. Quando ela parou, ele se aproximou e falou ao ouvido dela.
-Eu sinto muito Cho. Nunca tive a intenção de magoa-la. Você tem que entender, eu jamais poderia ter algo com você, com ninguém, a minha vida é amaldiçoada, não posso me envolver com as pessoas, todos que eu gosto morrem. Eu escolhi a Hermione simplesmente pelo fato dela não poder ser enganada, ela jamais cairá numa cilada de Voldemort, ela jamais esperara uma cara minha de dia dos namorados ou outra forma afetiva qualquer.
Cho se sentia confortável e protegida nos braços de Harry, ele também se sentia confortável com aquilo, mas não podia durar muito.
-Cho, não quero que você tenha raiva de mim, eu gosto de você por is não posso expor você a nenhum risco. Por favor, me entenda. –Ao dizer isso, Harry, soltou a garota e se encaminhou para a porta.
Harry abriu a porta e a segurou para que a garota passasse. Ela passou, virou-se para ele e disse:
-Eu te entendo Harry. Só que você tem que entender que não da pra você salvar todo mundo, você não pode ser sempre o herói, mas tudo bem, eu não terei raiva de você, mas como eu disse outro dia, esse é o meu ultimo ano aqui e eu quero que ele seja o melhor. Não vou esperar por você Harry, simplesmente vou tentar ser feliz sem você. –Ela enxugou as lagrimas, deu um tchauzinho—ate logo Harry –e foi embora.
Harry seguia para o salão comunal. Por um atalho aqui e outro ali. No quinto andar, a poucos atalhos do retrato da mulher gorda, Harry entrou num atalho atrás de uma tapeçaria velha e corroída pelas traças, tão corroída que nem se podia ver mais a imagem dela. Ao atravessar a tapeçaria encontrou Rony berrando a plenos pulmões com Hermione que estava muito vermelha e Gina entre os dois tentando segura-los.
Harry, que já estava cansado das brigas dos dois, puxou Gina pelo braço e a levou para fora do atalho, mas antes de sair falou:
-Vocês dois tem problemas, resolvam.
E saiu, sem perceber, puxando Gina pelo braço. Quando estavam passando por um atalho atrás de um espelho Gina parou e disse:
-Sabia que amanhã eu vou precisar usar esse braço. Muito dever sabe. –Harry parou abruptamente e soltou a garota.
-Me desculpe. É que esses dois já estão pra me deixar maluco.
-Por que você me tirou de lá, eu acho que não vai demorar muito para encontrar o corpo de um dos dois lá –disse a garota enquanto massageava o braço—eu acho que vai ser o do meu irmão, a Mione é rápida de mais pra ele com a varinha.
-Eles precisão resolver logo o que querem um do outro.
-E você não se sente mal por isso, quero dizer, você e a Mione...
-Não se finja de besta. Você sabe muito bem que... –Harry não terminou a frase. Quando olhou para Gina viu que ela ria da cara dele.
-Eu só estava brincando. E com a Cho, come que foi? –Perguntou a Garota ainda rindo.
-Eu disse a ela porque eu não podia me envolver com ela e ela aceitou.
-E por acaso esses são os mesmos motivos pelos quais você não pode se envolver comigo? –Perguntou a garota o encarando seria, olhando no fundo dos olhos verdes do garoto.
-Sim e não, tenho mais motivos com relação a você. Sinto muito. –Acrescentou e virando-se para a outra extremidade da passagem—vamos, tenho um monte de coisas para organizar da AD.
Harry nem viu como aconteceu, Gina o puxou pelo braço e o jogou contra a parede. Ela se colocou na frente do Harry, as mãos na parede acuando ainda mais o garoto.
-Quero que você me diga com todas as palavras o por que de você não querer nada comigo. Quero que você diga por que você nunca me quis e quero que você diga agora, olhando no fundo dos meus olhos.
Harry não sabia o que fazer, suas pernas tremiam, ele pensou na profecia e decidiu que era hora de contar.
-Gina, não é que eu nunca quis nada com você antes, eu sempre te vi como a irmã do Rony, nada mais, e sempre achei também que aquele seu jeito todo atrapalhado era porque eu era o famoso menino que sobreviveu –Ele não sabia mais se conseguiria continuar encarando aqueles olhos que permaneciam firmes, sem piscar—depois que eu vi você com o Miguel tive certeza. –Ele olhou para as duas passagens—Esse ano as coisas mudaram. Eu não sabia, mas sem perceber eu estava começando a reparar em você, no seu cabelo, nos seus olhos, no seu jeito. Só que você não deixou de ser quem você é e nem eu deixei de ser quem eu sou.
-E quem eu sou Harry?
-Você é Gina Weasley, irmã do meu melhor amigo, Ronald Weasley.
-E você, o que tem?
-Eu sou Harry Potter e estou sendo caçado, você mesma viu, tem uma guerra lá fora e eu sou o motivo principal, você viu eles virem atrás de mim, esse ano, no ano passado e ate quando eu era um bebe. Tudo que eu toco vira pó, todos que eu amo morrem. Não posso perder você, não posso deixar ninguém mais morrer por minha causa.
-Mesmo que essa pessoa esteja disposta a morrer por você?
-Mesmo, meu pai, minha mãe e ate Sirius morreram por mim e eu não quero mais ninguém morrendo, eu tenho que enfrentar o meu destino.
-Harry, ao menos uma vez, esqueça Voldemort e tente fazer aquilo que você quer.
Harry não sabia o que estava acontecendo, ele já não conseguia mais sustentar o olhar da garota, seus olhos sempre desviavam para a boca dela ou para as duas extremidades da passagem.
-Harry, seja sincero, você gosta de mim?
Essa pergunta foi demais para ele, seus atos falaram mais do que todas as palavras que poderiam ser ditas. Ele a tomou nos braços com delicadeza, passou a mão pelos seus cabelos e segurou sua cabeça. Aproximou o nariz ao dela e sentiu que a respiração dela estava ofegante, assim como a dele, e sentiu o hálito quente e refrescante sair da boca dela semi-aberta. Ele tocou os lábios dela com doçura e sentiu como se seus pés saíssem do chão, sentiu que não havia nada no mundo, alias que mundo? Tudo que existia eram eles.
Os segundos se tornaram minutos e os minutos se tornaram quase meia hora que estavam ali sem desgrudar os lábios, sentindo aquilo que ambos queriam fazia tanto tempo, ate que...
-Harry!
-Gina!
-Rony! Mione! –Exclamaram os dois juntos desgrudando as bocas.
BAM.
-Rony, o que você fez! –Recriminou Hermione.
-Hermione ele tava te traindo e ainda mais agarrando a minha irmã. E você sua... sua...
-Sua o que Ronald Weasley? –desafiou Gina.
-E você. Pensei que fosse meu amigo –Virou-se para Harry fugindo a pergunta da irmã—primeiro você rouba a garota que eu amo, depois a trai e ainda por cima com a minha irmã. Que espécie de amigo é você?
-Do tipo que tenta abrir seus olhos. –Disse Harry limpando o sangue que escorria pela boca.
-Como assim enh? –Perguntou Rony.
-Harry e eu não estamos namorando Rony, ele quis fingir que estávamos namorando para fazer ciúme em você e quem sabe assim você vê que pode me perder –Falou Hermione ajudando o Harry a se levantar—e também para evitar que os boatos que a Cho andou espalhando a colocassem em risco, Voldemort poderia usa-la contra o Harry.
-E com você ele não se preocupa? –Perguntou Rony ainda furioso.
-Claro que se preocupa, mas como eu disse nos não estamos namorando, então se eu recebesse uma carta marcando um encontro para o dia dos namorados ou ate mesmo um presente eu saberia que era armação porque não estamos namorando. –Falou Hermione.
-Ah!
-E eu queria que vocês parassem de brigar, mas pelo visto não adiantou. –Harry ainda massageava a boca—queria abrir seus olhos para você tomar atitude e não perde-la.
-Mas não adiantou Harry, ele já me perdeu. –Dizendo isso Hermione saiu da passagem e foi embora.
Harry, Gina e Rony ficaram se olhando ate que Rony falou.
-Me desculpe pelo soco –Ele ainda estava de cabeça baixa.
-Tudo bem, você bate que nem mulherzinha –Falou Harry ainda massageando a boca. Ele estava bastante tonto por causa do soco.
-E quando foi que você apanhou de uma mulher? –Perguntou Rony.
-A Cho acabou de me dar um tapa.
-Não pense que todas as mulheres são iguais ta ouvindo. E reze para não merecer um tapa meu. –Falou Gina.
-Tudo bem então. Gina me faz um favor, vá chamar a Mione e diz pra ela me encontrar na sala precisa agora e venha junto. Preciso falar algo de muita importância com vocês três. Eu e o Rony estaremos lá esperando –Ele deu as costas para a garota e saiu da passagem. Ela ficou chateada, pois estava esperando outro beijo.
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*!*Po gente, comentem, eu to comecando a ficar desanimado e olha que eu ja to com quase a historia toda pronta, mas sem comentarios, se eu nao sei se voces estao gostando ou nao fik dificil tentar agrada ne. flw entao e obrigado por lerem pelomenos*!* |