Harry estava diante de um Véu que esvoaçava sem nenhum vento no local, Era uma sala circular, parecia uma arena, era imensa e tinha grandes escadas de pedra que pareciam arquibancadas, vozes vinham de trás do Véu, uma em especial chamava o seu nome, uma em especial chamava sua atenção. Harry estava cada vez mais perto do Véu, ele esticou o braço e estava perto de passar a mão pelo arco que prendia o Véu. No instante que sua mão tocou o Véu ele sentiu uma forte atração, algo o puxava, um grito ecoou.
-Não Harry –era a voz de Sirius—Vá embora daqui, não volte aqui nunca mais. Eu estou bem, mais não tem mais volta, esqueça isso, não se preocupe mais comigo, se preocupe com o seu futuro, com o futuro da humanidade. Harry, você foi como um filho pra mim, e eu daria minha vida por você quantas vezes fossem possível. Minha morte não foi...
Harry sabia o que ele iria dizer, mas jamais chegou a ouvir, uma gargalhada ecoou na câmara, ele olhou a volta e viu parada ali uma bela mulher, com longos cabelos negros e cílios pesados. Sua boca estava escancarada e sua gargalhada ecoava.
A fúria subiu a cabeça de Harry, ele fez mansão de pegar a varinha, mas ela não estava com ele. Ele olhou novamente para Belatriz e viu que ela segurava duas varinhas apontadas para ele, uma era a sua.
-Ora de se juntar ao meu amado priminho, Potter. –Disse enquanto guinchava a sua gargalhada fria e cruel—Estupefaça.
Dois jorros de luz vermelha bateram diretamente no peito de Harry e ele foi jogado na direção do Véu, ele estava quase atravessando, ele não reagiu, não sentiu nem o ataque que explodiu em seu peito, ele se sentia feliz, logo saberia o que tem depois do Véu, logo encontraria seu padrinho, Sirius estaria lá esperando por ele, ele sentiu a brisa sair do Véu, logo ele seria engolido, o Véu roçou a sua nuca, ele fechou os olhos uma voz gritou.
-Harry, Harry, você esta se sentindo bem? Harry acorda...
Ele abriu os olhos, estava na enfermaria do St. Mungus estava mais escura agora, sua vista estava nublada, mas logo entrou em foco porque alguém colocou nele os seus óculos. Ele viu a silhueta de uma pessoa de cabelos aveludados que ia ate um pouco abaixo dos ombros, era Hermione.
-Harry você esta se sentindo bem?
-Estou Mione, mas, sem querer te ofender, o que você esta fazendo aqui? Quer dizer, você não tinha que estar na escola?
-É só amanha. E nos resolvemos revezar para passar a noite aqui com você –ela apontou com o braço duas poltronas, onde aparentemente Rony e Gina estavam, desconfortavelmente, dormindo—agente ta se revezando de uma em uma ho...
-Harry, você acordou –Gina pulou em cima dele causando uma profunda dor no coração (ele expressou isso com um sonoro “Aí”), mas profundo do que a ferida—desculpa é que eu estava preocupada.
-Tudo bem, eu estou bem.
-Que bom cara que você já esta bem –Rony acordou com o grito de dor do amigo.
-Há quanto tempo estou dormindo?
-À algumas Horas, são só oito da noite. –respondeu Hermione.
-Continua assim e você não vai precisar dormir em Hogwarts, quem sabe assim você faz todas as lições. –brincou Rony.
-O que você estava sonhando Harry? –Perguntou Hermione preocupada.
-Não era nada demais.
-Você estava... chamando... pelo... Si... seu... –ela parecia com medo de falar—você chamava pelo Sirius, você falava que estava indo se encontrar com ele, eu fiquei preocupada. –concluiu baixando a cabeça.
-Não era nada, eu... só sonhei com ele. –ele baixou a cabeça. Era a primeira vez que falava de sirius depois de sua morte.
-Harry, você é apenas um garoto normal, não precisa agüentar tudo sozinho, nos estamos aqui para te ajudar, confie na gente. –Falou Hermione.
-É cara, você precisa falar com agente sobre os seus problemas. –falou Rony.
-Nos somos os seus amigos, nós gostamos de você, nós preocupamos. –Gina parecia meio emocionada.
-No momento eu não quero falar sobre nada, –Harry virou-se na cama e ficou de costas pros amigos, não queria mais chorar—obrigado por se preocuparem, mas eu estou bem. –ele fechou os olhos e se lembrou do sonho.
-Nos vamos fazer silencio para você poder dormir mais Harry. –Ele ouviu Gina dizer—Mione, pode descansar. Eu fico com ele agora.
-Tudo bem Gina. –Ele ouviu a outra responder.
-Um beijinho de boa noite? –Pediu Rony.
Hermione soltou um risinho tímido e Harry ouviu um barulhinho que indicava que Rony recebeu o que pedia.
Depois de passar, o que ele imagino, uma hora e meia ele se virou para mudar de posição porque seu braço estava dormente por suportar o peso do seu corpo. Ao se virar ele percebeu que Gina o olhava, mas quando seus olhares se cruzaram ela desviou e fez um barulho como se estivesse engasgada, ela se levantou, foi ate a jarra d’água que estava em uma mesa ao canto se serviu de um copo, bebeu sem nem respirar, de um gole só e virou-se para ele.
-Você quer um pouco d‘água ou qualquer outra coisa? –perguntou sem olhar nos olhos do garoto.
-Eu estou com um pouco de sede e de fome também. Tem alguma coisa para comer ai? –ele tentou se levantar, mas uma dor aguda no peito o impediu.
-Calma Harry eu te ajudo. –Falou a garota correndo para ajuda-lo.
Ela deixou o copo na mesa de cabeceira dele e enfiou os braços por baixo dos dele para ergue-lo. Ela estava bem perfumada, um perfume que ele conhecia, um perfume que fazia ele se sentir seguro, confortável. Ele olhou para gina, ela estava com sua cascata de cabelos vermelhos caindo sobre os olhos dele. Por um momento ele pensou em sua mãe e resolveu matar a curiosidade.
-Que perfume é esse que você esta usando?
-Ahn? Ah... meu perfume... você gostou? –ela parecia desconcertada, terminou de ajeita-lo na cama e se afastou corando.
-Me lembra alguém ou alguma coisa, qual é?
-É essência de Lievans –acrescentou ao ver a expressão do garoto—a rosa eterna. Por acaso ele te lembra a Cho? Ou e outra garota de quem você já gostou? –ela tentou fazer essa pergunta o mais normal possível, mas Harry notou que ela desviou o olhar dele e parecia um pouco tremula.
-Não, não é a Cho, e também não tive nenhuma outra garota. As garotas mais próximas de mim são você e Hermione e ela não usa nenhum perfume igual, na verdade eu nunca reparei qual era o perfume dela.
-Você não pode ter sentindo de alguma outra garota? –perguntou sem ainda olhar para ele.
-Eu não sou muito de reparar em perfumes, eu só me lembro de ter reparado o perfume de uma mulher...
-Da Cho? –ela pareceu não conseguir segurar a pergunta e se virou para olha-lo. Ela estava muito vermelha.
-Não, eu nem sei qual é o perfume dela, na verdade foi a da Profª. Trelawney, um perfume horrível se você quer saber.
Eles riram e ela pareceu menos nervosa. Ela serviu para ele pãezinhos de minuto e o ajudou a comer. Eles ficaram num silencio constrangedor por alguns minutos ate que Gina falou.
-Harry, você acha que essa guerra vai demorar a acabar?
-Eu não sei te responder isso... –ele baixou a cabeça pensando na profecia.
-Eu tenho medo, tenho medo de que alguém que eu goste morra ou saia seriamente ferido. Eu queria que ela acabasse logo, eu não agüento mais, metade da minha família esta na Ordem e você esta sendo perseguido... –ela ficou muda por um tempo, uma lagrima escorreu pelo seu rosto—ah Harry eu tenho tanto medo... –ela desabou a chorar, caiu sobre ele e o abraçou.—Eu não sei o que eu faria se algo te acontecesse, eu não suportaria... ah Harry eu queria tanto que tudo acabace logo, que tudo terminasse bem...
Ela chorava Baixinho, Harry não sabia o que fazer para consola-la, ele só pensava na profecia, ate agora ele só pensou em morrer ou ser um assassino, mas agora ele pensava no que as outras pessoas fariam se soubessem da profecia, o que elas fariam se ele se tornasse um assassino ou o que as pessoas que gostavam dele, principalmente Rony, Hermione, Gina e todos os Weasley fariam se ele morresse. Ele não suportava mais o peso dessa profecia, mas não poderia dividir esse fardo com ninguém. Ele tinha medo da reação das pessoas e não podia preocupar mais ainda quem já estava preocupado com ele como a Gina.
Ele ficou ali abraçado com ela ate que ela dormiu, sentada na beirada da cama dele, com a cabeça no peito dele onde seu coração batia, mas não doía mais, o perfume dela penetrando suas narinas e enchendo o seu pulmão, seu coração batia mais rápido que o normal. Ele estava ali, olhando para o rosto dela iluminado pela lua. Ele deitou a cabeça dela sobre seu travesseiro, colocou suas pernas encima da cama. Depois de cobri-la, ele foi ate a janela e ficou olhando a lua. Lembrou-se de Lupin, que devia estar sofrendo em algum lugar com a lua cheia. Ele ficou ali ate os primeiros raios de sol entrarem pela janela.
Foi ate o seu malão para pegar uma camisa, ele estava sem por causa do curativo. Vestiu-se e foi ate o banheiro, lavou o rosto e quando voltou para o quarto viu Hermione debruçada na janela olhando o sol nascer.
-Você é muito cavalheiro por deixa-la dormindo em sua cama, mas você tinha que estar repousando –disse ela sem olha-lo.
-Eu estou me sentindo melhor e ela estava caindo de sono. –disse o garoto em sua defesa.
-Eu sei, ela adormeceu abraçada com você. Eu vi –disse a garota agora olhando para ele com um sorriso maroto.
-Nos só estávamos conversando...
-Eu sei, eu ouvi, não de propósito é claro. –acrescentou ao ver a cara do garoto.
-Então você sabe que não ouve nada de mais.
-Sei e sei também que você perde muito tempo.
-Como assim?
-Harry, Harry –Hermione balançou cabeça lembrando muito o profº Lockhart—você não percebeu ate agora?
-Percebe o que?
-Harry, desde que Voldemort te atacou, ela vive chorando, ela tem medo de te perder. Ela não saiu do lado da sua cama nem para comer. Ela tem ficado a maior parte do tempo acordada, só ta dormindo quando fica esgotada, de dois em dois dias mais ou menos.
-Eu não sabia, ela não pode fazer isso.
-Eu sei, ela nem queria ir para Hogwarts hoje.
-Mas ela vai!
-Foi difícil convence-la.
-Mesmo que não a tivessem convencido, ninguém me convence a ficar aqui. Eu vou hoje com vocês.
-Mas Harry você não pode sair, o curandeiro disse que você vai ter que ficar de duas a seis semanas hospitalizado...
-Eles também disseram que era difícil eu me recupera e que só me recuperaria depois de uns dois meses ou mais. Quero ver quem me faz ficar.
-Bem Harry, eu só acho que você devia se recuperar...
-Eu estou melhor, não sei porque, mas o ferimento parece ate que já cicatrizou.
-Como assim Harry, é impossível, você estava muito mal hoje de manha.
Harry tirou a blusa e depois afastou o curativo, estava cicatrizando muito depressa, pois esta manha ainda sangrava muito e agora estava quase fechada a ferida. Neste momento Rony acordou, olhou para os dois e viu Hermione com as mãos no tórax de Harry e com a cabeça muito próxima também. Ele se levantou de um salto, Hermione se afastou de Harry, como se ele estivesse em chamas. Rony correu ate Harry.
-Rony, nos só... eu só estava mostrando a Hermione...
-Que bom Harry –disse ele parecendo eufórico indo ver a ferida mais de perto—eu acordei com vocês falando, mas não tava acreditando.
-Nossa Rony que susto você nos deu –Falou Hermione com a mão no peito respirando com dificuldade—achei que você fosse dar mais uma crise de ciúmes.
-Que isso, eu confio no Harry.
-Como assim você confia no Harry, quer dizer que você não confia em mim é?
-Calma Mione eu só tava brincando, calma ou você vai acabar acordando o prédio inteiro.
Os três riram ate Gina acordar, o curandeiro veio trocar os curativos de Harry e falou que nunca vira nada cicatrizar tão rápido, de uma hora para outra. Disse também que Harry estava liberado para ir a Hogwarts.
Harry, Rony, Hermione e Gina embarcaram na plataforma 9 ¾ às onze horas em ponto.
Rony e Hermione foram para o primeiro vagão para a reunião de monitores e Gina e Harry ficaram sozinhos esperando por eles em um vagão.
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*!*mais um capitulo terminado, bem ate a proxima entao xaus*!* |