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18. Problemas de Adultos


Fic: Harry Potter e a Sombra do Lago


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Algumas semanas depois, os treinos de quadribol seguiam normalmente, Gina e Harry conversavam normalmente como se não tivesse acontecido nada entre os dois. Às vezes, quando os olhares dos dois se cruzavam, Harry sentia que ela estava pensando a mesma coisa que ele, “Quando vamos ter aquela conversa”, mas ela nada dizia.
O time estava realmente bom, não tão bom como o time original ao que Harry entrara, mas definitivamente estava muito bom. Rony não deixava de guardar uma baliza, as artilheiras, Gina, Natalia McDonald e Letícia Haker, tinham um enorme entrosamento no campo e não só no campo, muitas vezes elas eram vistas andando juntas pelos corredores rindo e conversando como velhas amigas de anos, a batedora Eliza Paker também era vista com elas e ela durante os trinos dava muito trabalho as artilheiras e ao próprio Harry. O pequeno batedor, Victor Hugo, tinha braços fortes, mas uma mira vacilante, às vezes ele não errava uma mosca, mas às vezes não via as arquibancadas, não errava a goles, mas esquecia-se de frear quando estava muito próximo, ele se concentrava tanto na goles que parecia se esquecer do resto a sua volta, era como se existisse só ele, o bastão, a goles e o alvo que ele queria acerta naquele momento. Isso lhe causou algumas lesões durante os treinos, mas fora isso o time estava impecável.
As reuniões da AD prosseguiam normalmente e agora com Rony, tornara-se mais fácil monitorar os campos. Ele não tirara Ernesto do posto dele cm os seis tomando conta dos grupos, Harry ficava andando por entre os alunos para ver como iam as coisas e dar algumas dicas. Harry ainda fazia par, às vezes, com Tomas, o aluno do primeiro ano que lembrava muito Nervile. Harry via um enorme potencial no garoto, só que o garoto não sabia como alcança-lo. Tudo estava ótimo para Harry ate que ele se lembrou, durante a reunião, da conversa que tivera com Dumbledore, ele tinha que ter aquela conversa com Gina o mais rápido possível, porque ele precisava dela para ajuda-lo no treinamento da proteção que ele ainda teria que descobrir qual era.
No final da reunião ele dispensou todos aos poucos como sempre e quando restaram apenas ele, Gina, Hermione, Rony, Nervile e Luna, ele pediu que eles fossem na frente e pediu, muito constrangido, que Gina ficasse. Ela assentiu com a cabeça e os outros saíram, Rony deu uma boa olhada de desconfiança para Harry, mas saiu puxado pela mão por Hermione.
-Gina eu decidi que chegou a hora de termos aquela conversa. –Começou ele.
-Por que você decidiu que agora é a hora certa Harry? –Ela parecia decidida a não parecer uma boba apaixonada que cairia nos braços dele assim que ele pedisse.
-Eu, bem, estive pensando na conversa que tive com Dumbledore, eu não mudei o que eu penso, mas ele falou que eu precisaria de você pra achar respostas então eu pensei que deveríamos conversar. –Falou ele sem jeito.
-Bem, só por isso, porque você precisa de mim. –Falou ela com um tom de desprezo—Sabe, às vezes eu acho que Dumbledore controla a sua vida.
-Por que você ta dizendo isso? –Perguntou o garoto sem entender o comentário.
-Bem, ele falou que você tinha que ficar comigo pra conseguir proteger a mente e aqui esta você. –Ela parecia despreza-lo e isso o estava machucando.
-Eu não estou aqui só por que ele pediu. –retrucou o garoto.
-Sabe o dia em que chegamos aqui em Hogwarts esse ano, você disse que ele tinha te pedido pra você procurar o amor nas pessoas a sua volta e você começou a tratar todo mundo bem, cuidou ate dos meus ferimentos.
-Isso eu fiz porque eu achei que era o mínimo que podia fazer depois de ter quase te matado. –Ele começara a perder a paciência com a atitude de Gina, como ela podia ser tão fria com ele?
-Sabe por que ele me chamou na sala dele logo depois que você saiu? –Harry fez que não com a cabeça—Ele queria que eu fizesse você e Mione ficarem juntos, ele achou que isso te ajudaria a controlar o ódio que cresce cada dia mais dentro de você.
-Ele me pediu pra falar com a Mione, tentar convence-la de que ela gostava de você e tentar te convencer você que você gostava dela. –Harry pensou um pouco, e se lembrou que Dumbledore sorrira muito para ele quando ele entrou de mãos dadas com Hermione no salão principal e também ele comentara algo sobre isso na ultima conversa que os dois tiveram.
-Ele não esta tentando controlar a minha vida só esta tentando me ajudar a viver ate chegar ao meu destino. –Nem mesmo Harry acreditava no que estava dizendo, só que esse era o único argumento que tinha.
-Você não consegue enxergar Harry –Gina pareceu ligeiramente preocupada e com a expressão triste largando de vez a expressão de durona que estava antes—desde que Dumbledore ouviu a profecia ele tenta controlar a sua vida, ele quis fazer seus pais se esconderem aqui, quis que você crescesse aqui e recebesse treinamento pra combater Voldemort, depois da morte de seus pais ele te condenou a viver com os trouxas dos seus tios e agora tenta fazer você gostar de uma pessoa só porque ela se parece com sua mãe. Cai na real Harry, sabe-se lá mais o que Dumbledore planejou na sua vida, ele deve estar monitorando ate quando você vai ao banheiro é o que eu penso.
-Você acha mesmo Gi? –Harry parecia realmente estar considerando o que ela falava.
-Sim eu acho, a Pedra Filosofal, a Câmara Secreta, a fuga de Sirius, o torneio Tribruxo e a ida ao Ministério a alguns meses atrás, você não acha que ele poderia muito bem ter evitado que você participasse de tudo isso já que ele é tão onisciente, não só aqui em Hogwarts, mas no mundo lá fora também?
Harry não respondeu, ficou digerindo as suposições de Gina, isso tudo parecia realmente se encaixar, ele nunca procurara o perigo antes, bem talvez a Pedra Filosofal, mas não o resto, e ele sempre passa por muitos perigos e provações.
-O que você ganhou com tudo isso Harry? –Perguntou Gina tirando-o de seus devaneios.
-Experiência. –Respondeu ele sem pensar com a cabeça ainda em tudo que aconteceu desde que recebera a carta de Hogwarts. Ele sempre estivera, mesmo que por acaso, no lugar certo na hora certa.
-Isso! E isso não é o que você ganha quando esta treinando? Isso tudo não parece a você uma espécie de treinamento? Quantas pessoas aqui em Hogwarts passaram pelo menos por uma aventura igual a sua?
Harry não respondeu, estava pensando, Hagrid o levara no Gringotes no dia que fora retirar a pedra filosofal de lá, se isso era um assunto secreto, por que Dumbledore pediria a Hagrid que fizesse isso justamente no dia que fosse buscar Harry? Por que Dumbledore o ensinou a usar o espelho de Ojesed? Por que confiou nele quando fora acusado inúmeras vezes de atacar os estudantes quando Câmara Secreta fora aberta mesmo sabendo que ele falava língua das cobras? E por que mandou falks levar o chapéu e a espada de Grinfidor para ajuda-lo na câmara secreta?
Harry pensou mais e se lembrou que Dumbledore o ajudara a libertar Sirius no terceiro ano e também poderia telo tirado do torneio Tribruxo já que ele não havia se inscrito, e isso não selava o ato contratual mágico, mas ao invés disso, o fez participar mesmo sabendo que alguém poderia estar querendo mata-lo. E no dia no ministério ele poderia ter aparecido lá antes, mas enquanto Harry só lutava contra os comensais ele nada fez, mas quando Harry começou a duelar contra Voldemort, ele interveio e não permitiu que ele saísse debaixo daquela estatua, com certeza porque achava que Harry ainda não estava preparado para duelar com ele e que com certeza perderia. Ele também acobertara a AD no ano passado, mesmo arriscando ser cassado e pedira que Harry a reabrisse esse ano, Harry tinha certeza que Moody só teve a idéia porque dumbledore pediu.
Como Dumbledore poderia estar controlando a vida dele assim? Pensou ele. Como se ele fosse um boneco, uma marionete. Um ódio profundo cresceu dentro dele, talvez fosse ate culpa de Voldemort que Harry tivesse a vida que tem hoje, mas Dumbledore poderia ter impedido muita coisa se tivesse agido em vez de prepara-lo para realizar a profecia. Por que ele mesmo não combatia e matava Voldemort, afinal Voldemort o temia.
Lagrimas de fúria começaram a rolar pelo rosto de Harry, ele teria que tirar essa historia a limpo com o professor, ele não iria deixa-lo controlar mais a sua vida, não ligaria mais para profecia nenhuma, ele viveria a vida dele agora, Voldemort seria problemas dos adultos ele ainda era apenas uma criança, não eram o que diziam sempre a ele?
-Harry ta tudo bem? –Perguntou Gina parecendo preocupada.
-Agora esta Gi, agora esta. –Respondeu o garoto erguendo a cabeça e enxugando as lagrimas—O Rony tinha razão, Voldemort não é desculpa pra eu não ficar com você, eu é que tinha medo de você não gostar de mim, mas agora tudo vai mudar, Voldemort é problema dos integrantes da ordem e do ministério não meu, eu sou apenas uma criança, não é o que eles dizem? Eu vou esquecer Voldemort e viver minha vida agora e se você me permitir eu queria que fosse ao seu lado. Você me ouviu e sabe o que sinto por você e eu não pretendo esconder isso de ninguém.
Harry sorriu e Gina parecia não ter capitado nada do que ele falou ate que ela sorriu e pulou nos braços dele, ele sentiu o calor do corpo dela no dele e sentiu o doce perfume que sempre o fortificava e por fim ele se entregou de corpo e alma beijando-a profundamente, matando o desejo que os dois guardavam para si. O desejo de ficarem juntos.
-Eu gosto muito de você Gi e quero muito ficar ao seu lado. –Ele disse separando o beijo e olhando no fundo dos olhos dela.
-Eu também Harry e você sabe que sempre gostei muito de você.
Eles se beijaram mais uma vez e ficaram ali sem separar o beijo, pelo que pareceu a eles, um minuto, mas pelo que o relógio registrava, uma hora. Eles resolveram ir, e quando eles chegaram ao buraco do retrato a mão de Harry buscou a de Gina e eles entraram de mãos dadas no salão comunal arrancando exclamações de surpresa de todos.
Harry e Gina procuraram por Rony e Hermione, mas eles não estavam lá. Harry correu ate o dormitório e pegou o mapa do maroto, voltou correndo e o abriu a um canto junto de Gina. Ele não queria espionar os amigos, mas tinha que dar a noticia antes que ela chegasse ao ouvido deles pelas fofocas da escola. Harry rapidamente os encontrou, os dois pontinhos, intitulados, Ronald Weasley e Hermione Granger, eram quase um só e estavam em uma passagem secreta que poucos sabiam no segundo andar.
Harry já ia mostrar para Gina animado que os havia encontrado, mas viu que ela estava distraída olhando um ponto que tinha dois nomes, Harry se aproximou para ler e viu escrito lá: Nervile Longboton e Luna Lovegood. Interrogações se formaram na cabeça de Harry, mas Gina as esclareceu.
-Luna já estava gostando do Nervile a algum tempo e ele parecia interessado nela, bem parece que os dois estão se dando muito bem né? –Disse ela sorrindo.
Harry sorriu, mas voltou sua atenção para Hermione e Rony e os dois foram correndo ao encontro dos amigos.
-Bem que agente podia se perder por uma destas passagens um dia desses, enh? –Brincou Gina por baixo da capa enquanto eles passavam por uma passagem do terceiro andar.
Harry parou e a puxou para um longo beijo sem tirar a capa da invisibilidade. Ele sabia que Fiuch não conhecia aquela passagem, mas não queria arriscar serem pegos por outra pessoa. Eles ficaram ali se beijando por um bom tempo ate que se assustaram com a porta da passagem se abrindo e eles viram Rony e Hermione entrando aos beijos.
Harry nunca vira nenhum dos dois tão assanhados e se sentiu constrangido com a situação, pigarreou alto, fazendo Rony estremecer, ele se esquecera que estava usando a capa. Quando ele e Gina saíram de debaixo da capa Rony e Hermione coraram a ponto de se camuflarem, pois a parede atrás dos dois era vermelho sangue e eles estavam passando disso já.
-O que vocês dois estavam fazendo aqui? –Perguntou Rony tentando parecer descontraído, mas estava muito embaraçado.
-Nos viemos procurar vocês. –respondeu Harry—precisávamos falar uma coisa. Não queríamos... sabe... atrapalhar.
-Não, vocês não... atrapalharam nada –falou Hermione muito vermelha coçando a nuca constrangida—então o que vocês queriam falar para agente.
Harry segurou a mão de Gina e mostrou para os dois, Hermione abriu um largo sorriso e pulou no pescoço da amiga gritando, ”ai que bom” e “eu sabia que ia dar certo”, e Rony simplesmente acenou com aprovação para Harry e não falou nada.
Eles seguiram para o salão comunal conversando sobre como seria o próximo passeio a Hogsmeads, na verdade somente Gina e Hermione conversavam eufóricas enquanto Harry e Rony trocavam olhares por cima das cabeças delas que diziam com todas as letras “onde nos fomos nos meter”, deram boa noite e cada casal trocou um longo e molhado beijo com seu parceiro e tomaram caminhos para os dormitórios. Harry sorriu ao ver que Nervile dormia com um largo sorriso no rosto e foi se deitar, logo adormecendo.



Harry acordou junto com Rony no dia seguinte e quando desciam as escadas encontra aos pés dela Gina e Hermione que já os esperavam. Cada uma deu um selinho no seu namorado e juntos desceram para o salão principal para o café da manha.
Chegando lá mal Harry começara a se servir quando recebeu uma carta de Dumbledore o requisitando em seu escritório. Era essa a chance que Harry queria para falar tudo que estava entalado na sua garganta e em seu peito. Levantou-se sem nem tomar o café, explicou aos amigos aonde ia, Gina pareceu se preocupar, ele lhe deu um selinho para acalma-la e tomou a direção para escritório do diretor.
Chegando lá, Dumbledore já o aguardava sentado atrás de sua escrivaninha com o olhar analisando Harry.
-Sente-se Harry. –Convidou o Diretor—Fiquei sabendo das boas novas.
-Como sempre onisciente professor. – Dumbledore pareceu não notar a nota de sarcasmo na voz de Harry e continuou.
-As noticias correm rápido aqui em Hogwarts Harry, principalmente as que envolvem celebridades. –Brincou o diretor—bem eu o chamei aqui para saber se você já descobriu algo sobre aquela sua proteção, eu queria saber se você já esta treinando?
-Não professor e nem pretendo. –Falou Harry secamente.
-Posso saber por o que Harry? –Perguntou o Diretor sem mudar a expressão de analise em que estava.
-Pode sim. Eu simplesmente me cansei do senhor controlar a minha vida, me cansei de Voldemort, me cansei de tudo isso, –a voz de Harry ia aumentando a cada palavra—como vocês sempre me dizem quando eu quero alguma informação, eu sou criança, e esses problemas são de adultos, eu quero viver a minha vida agora e deixar de ser a sua marionete especial. –Harry estava com uma mistura de ira e triunfo no olhar, Dumbledore agora parecia alarmado com a declaração do pupilo.
-Entendo Harry, você esta fazendo a sua escolha, então pode ir para as suas aulas, não temos mais nada para conversar. –Dumbledore parecia aturdido e Harry se levantou triunfante. Quando chegou a porta Dumbledore continuou—tenha um bom dia Sr. Potter, qualquer coisa pode me procurar a hora em que desejar, eu o estarei aguardando.
-Não me espere, eu não o procurarei professor. –Ao dizer isso Harry seguiu para sua aula com o ar mais triunfante possível, deixando para traz um pensativo senhor. “Será que eu o perdi também”.




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*!*Mais um capitulo terminado, espero que minhas ideias nao cotrarie ninguem mas isso é exatamente o que eu axu que Dulbledore fez com a vida de Harry desde que soube da profecia... quem gostar comente, quem nao gostar comente tambem e me diga por que, eu quero muito saber a opiniao de outras pessoas. Esse cap eu dedico mais uma vez aos victor matheu e lumus potter que estao sempre comentando e o que é mais importante, lendo... bem flws e ate o proximo que nawm vai demorar muito por que eu to cheio de ideias e super empougado. xaus*!*

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