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9. Controle de Sentimentos


Fic: Harry Potter e a Sombra do Lago


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry via o brilho dourado a sua frente, tentou esticar o braço para agarrar o pomo de ouro, mas percebeu que não conseguiu mover um músculo se quer, estava exausto. Ele ouvia gritos ao longe mais não reconhecia a voz.
-...eu só saio daqui quando ver que ele esta bem, ninguém me tira daqui –gritava uma das vozes.
-Eu repito, ele deveria ir para a ala hospitalar –disse outra voz.
Os sentidos de Harry voltavam aos poucos, um perfume enchia seu peito cada vez que ele respirava, um cheiro que lê dava conforto.
-Por favor, Papola, volte para o banquete de abertura, os weasley e a srta. Granger podem ficar se quiserem. Ele parece estar acordando, só precisara recuperar um pouco as energias e estará bem...
A ultima voz estava muito próxima de Harry, sua visão foi clareando, ele percebeu que o brilho dourado não vinha do pomo, mas sim de óculos, óculos de meia lua que pertenciam a um senhor de cabelos e barbas prateadas, barbas tão compridas que poderiam ser amarradas no cinto, o nariz era muito grande e estava muito próximo do de Harry. Era Alvo Dumbledore, o diretor de Hogwarts.
-Onde estou? –perguntou o garoto colocando a mão na cabeça e sentindo um enorme dor, se lembrou do ocorrido no trem e olhou a vota viu Rony ao lado de Hermione que estavam visivelmente brancos, mas pareciam bem, e ao lado de Hermione estava Gina. Suas mãos sangravam e tinha alguns cortes no rosto.
Harry se pós de pe de uma vez para ver se ela estava bem, mas se arrependeu porque ainda estava fraco e fazendo isso ficou tonto, sacudiu a cabeça para ver se melhorava, se arrependeu disso também porque ficou mais tonto ainda, e cambaleou.
-Você esta em meu escritório Harry –disse Dumbledore conjurando uma bela poltrona de chintz atrás de Harry e ele caiu sentado nela.
Seus amigos se aproximaram, ele olhou novamente para Gina.
-Gina você esta bem? –Perguntou—você esta cheia de cortes, deveria ir a ala hosp...
-Claro que estou bem, estou mais preocupada com você. –interrompeu-o—você nos deu um baita susto quando...
-Eu sinto muito, não queria machucar ninguém –disse ele baixando a cabeça.
-Eu estava preocupada porque você desmaiou, e você salvou minha vida ta lembrado?
-Mas eu coloquei sua vida em risco, eu fiz aquilo, não sei como, mas fiz... –ele estava com raiva de se mesmo. Quase matara os melhores amigos.
-Bem vocês já viram que o Harry esta bem, tenho que pedir a vocês que o esperem lá fora para que eu possa dar uma palavrinha com ele. –disse Dumbledore calmamente fazendo um sinal e abrindo a porta para passarem.
Gina demorou, mas no final saiu arrastando os pés sem tirar os olhos de Harry. Dumbledore fechou a porta foi ate o outro lado da escrivaninha e se sentou na sua cadeira. Pegou algo na gaveta e atirou para Harry.
-Lupin sempre achou que chocolate era bom para recuperar as energias, não sei como ele não engorda... –Harry rasgou a embalagem e começou a comer o chocolate.
O Profº. Dumbledore estava sentado com os cotovelos na mesa e com as mãos segurando o queixo olhando para Harry através dos óculos de meia lua.
-É, professor, suponho que o senhor tinha algo a me dizer. –falou com o chocolate a meio caminho da boca.
-Sim Harry, supôs certo, eu queria li falar sobre os sentimentos. –Disse o professor sem mudar de posição, continuando a encara-lo.
Harry estranhou, por que o professor queria falar sobre sentimentos, será que ele andava tão solitário que não tinha para quem confidenciar isso?
-Hun... não entendo professor. Que sentimentos você quer falar e por que? –indagou o garoto ainda com o chocolate a meio caminho da boca.
-Os seus Harry, você não esta sabendo diferenciar os seus sentimentos, você tem muitas coisas na cabeça e não esta conseguindo discerni-las. O que você sofreu no trem foi um colapso de acesso de raiva, você esteve todo esse tempo oprimindo os seus sentimentos, sua raiva, suas frustrações. Destruir coisas parece amenizar o que você esta sentindo e se isso te faz se sentir melhor eu não me importo que você destrua todo o expresso de Hogwarts, do mesmo jeito que não falei da minha casa, apesar de que você restaurou todos os estragos quando a srta. Weasley chegou –como ele sabia disso, pensou Harry—mas eu me importo com as vidas que você pós em risco hoje Harry –o diretor falava calmamente, mas Harry percebeu que ele estava um pouco nervoso—as pessoas que estavam no trem não tinham culpa de nada...
Ele parou de falar, respirou fundo tirou os óculos e esfregou os olhos, parecia realmente cansado.
-Harry, eu não quero que você oprima mais seus sentimentos, isso não é bom –voltou a falar ainda esfregando os olhos—Tom não nasceu mau, sabia? Ele se tornou por falta de amor, quando nasceu foi abandonado pelo pai e sua mãe morreu logo após o seu nascimento, tendo tempo somente par lhe dar o nome, ele, como você, só soube que era bruxo quando recebeu a carta de hogwarts aos onze anos, durante esses onze anos ele viveu em um orfanato trouxa, onde ele não era muito bem tratado, na escola ele não tinha amigos, os únicos seres com quem Tom falava era com as serpentes. Tom começou a gostar das artes das trevas, foi descobrindo o seu passado quando chegou aqui, descobriu que era herdeiro de Slinterim, depois encontrou seguidores que o seguiam não por gostarem dele, mas por perceber que ele seria poderoso, ai que Tom Servolo Riddle se tornou Lorde Voldemort.
-Você esta entendendo onde eu quero chegar Harry? –perguntou o professor o analisando atentamente o garoto.
-O senhor esta querendo dizer que eu posso passar pro lado de Voldemort?
-Não Harry, estou tentando li dizer para não deixar a raiva que você sente de Voldemort ou de Belatriz te arrastar para o lado das trevas, Harry.
-Eu sinto muito professor –ele encarava o chão—mas...
-Harry, eu não estou te pedindo para me pedir desculpas, estou lhe pedindo para combater essa raiva, controlar seus sentimentos.
-E como eu faço isso professor? –perguntou o garoto não parecendo muito interessado—O senhor pode me ensinar?
-Não Harry, eu não posso te ensinar, isso não se ensina, isso só se aprende sozinho, o que eu posso te dizer é que você, no mínimo –ele pronunciou forte essas palavras—é que você arranje um sentimento que pelo menos equilibre as coisas dentro de você Harry.
-Que sentimento seria esse? –perguntou o garoto finalmente erguendo a cabeça.
-Harry, somente o amor pode combater o ódio. Você tem que descobrir o amor nas pessoas, nas amizades, nas coisas ao seu redor. Não quero te perder para as trevas... –ele apoiou mais uma vez a cabeça para traz retirou os óculos, esfregou os olhos, colocou novamente os óculos e disse—você me entendeu Harry?
-Acho que sim professor –respondeu o garoto agora pensativo.
-Então, por favor, quando você sair peça a Srta. Weasley para vir dar uma palavrinha aqui comigo. –disse Dumbledore estendendo o braço para indicar a porta.
-Tudo bem Professor.
-E vá ate a cozinha pegar alguma coisa se estiver com fome, afinal à uma hora dessas o banquete já terminou.
Harry saiu e ao descer as escadas viu sentado aos pés da escada, Rony, Hermione e Gina. Quando viram Harry ficaram em pe de um salto os três. Gina correu para abraça-lo, Hermione também foi junto, e depois que as duas garotas se afastaram Rony lê deu um tapinha nas costas.
-Então, você vai ser preso por tentar destruir uma propriedade do governo? –brincou Rony.
-Rony! –Exclamaram, Gina e Hermione juntas, mas...
-Eu acho que vou pegar só uns seis meses em askabam se eu pagar o estrago. –disse Harry sorrindo.
Gina, a principio, pareceu preocupada, mas quando o viu sorrir percebeu que não passava de uma brincadeira.
-A propósito Gina, o Profº. Dumbledore quer dar uma palavrinha com você. –falou o garoto assim que ela vinha li dar outro abraço.
-Comigo? Mas o que será que ele quer falar comigo? –perguntou a garota intrigada. Harry deu de ombros.
-Vai ver vai mandar te prender também por agressão a funcionários públicos. Pelo menos vocês poderão fazer companhia um para o outro –brincou Rony.
-Engraçadinho, hun –ela fez uma careta para o irmão—eu não agredi ninguém.
-Como não, você não deixou nem o Profº. Dumbledore se aproximar de Harry quando agente estava trazendo ele para dentro do castelo –foi à vez de Hermione brincar—e quando estávamos na sala do profº. Dumbledore, qualquer um que tentasse te tirar de lá sai coberto de hematomas...
-Mentira... –defendeu-se a garota.
-Mentira –Fingiu Hermione estar ofendida—com certeza a profª McGonagal vai estar uma fera com você quando te ver de novo, ela tentou te tirar de lá e você pisou no pe dela e deu uma cotovelada nas costelas dela, que ainda não estavam boas depois dos quatro feitiços estuporantes que ela recebeu o ano passado.
-É melhor eu ir subindo antes que vocês dois rachem a minha cara de vergonha –disse a garota subindo as escadas de cabeça baixa.
Harry pensou no que Dumbledore disse a ele e subiu atrás dela, puxou-a pelo braço e disse perto do seu ouvido:
-Se tudo que eles disseram foi verdade, obrigado por se preocupar tanto comigo –ele sentiu a garota se arrepiar e brincou—mesmo depois deu ter quase te matado.
Ele a viu subir o resto dos degraus, percebeu que ela estava muito vermelha, virou e deu de cara com Rony e Hermione o olhando, ficou muito vermelho.
-Que foi?
-Nada –responderam os dois com sorrisos idênticos.

Eles esperaram alguns minutos Gina descer, depois eles foram ate a cozinha.

-Dobby, ola –cumprimentaram o elfo domestico.
-Harry Potter, meu senhor –cumprimentou-o fazendo uma exagerada reverencia que quase encostou o nariz no chão—e seus amigos –fez uma reverencia para cada um—que bom vê-los, o que desejam?
-Nos não participamos do banquete e estamos morrendo de fome, será que sobro alguma coisi...?
Mal terminou de falar e cinco ou seis elfos os empurraram ate uma mesa, onde se sentaram e foram servidos por um banquete igual ao de abertura de ano letivo que sempre tinham.
Hermione e Rony sentaram de um lado da mesa e Harry e Gina de frente para eles. Harry se lembrou que Gina estava cheia de cortes, principalmente nas mãos, virou-se para ela e disse:
-Você não acha melhor dar uma passadinha na ala hospitalar Gina? Para dar uma olhadinha nesses cortes, parecem fundos. –disse ele apontando para as mãos da garota.
-Ah? A esses cortes, eu não estava nem lembrando, nem tava sentindo, só preciso lavar as mãos antes de comer –ela se levantou e foi ate a pia lavar as mãos. Harry a viu fazer algumas caretas de dor. Quando ela voltou, ele disse:
-Não me convenceu. Dobby, por um acaso você não tem um kit de primeiros socorros ai não? –perguntou ao elfo.
-Claro meu senhor. –Dobby estalou os dedos e apareceu em suas mãos uma caixa branca com uma cruz vermelha no centro.
Harry pegou a caixa, abriu e tirou de dentro um algodão e um liquido púrpura.
-Abre as mãos.
-Harry eu já...
-Abre as mãos. Não quis ir a ala hospitalar, tudo bem, mas vamos cuidar disso assim mesmo.
Ela abriu as mãos, Harry pegou um pouco do liquido e entornou em um pedaço de algodão. Com uma mão segurou as costas da mão dela com delicadeza e com a outra passou, com mais delicadeza ainda, o algodão sobre os cortes, tirando um pedacinho de caco de vidro aqui e ali. Aquele liquido ardia um pouco, mas Gina parecia estar gostando. Quando ele terminou coma aquela mão ele pegou uma faixa e passou envolta da mão dela, cortou o pedaço que sobrara com a tesoura que estava na maleta e fez o mesmo com a segunda mão.
-Obrigada Harry. Agora podemos comer? –Agradeceu a garota ainda com as mãos estendidas.
-Ainda não, você tem vários cortes no rosto, e daqui eu vejo alguns cacos de vidro brilhando neles. –disse ele olhando a garota.
Ele molhou mais um pedaço de algodão e passou por todas as feridas que havia no rosto da garota, tirando mais alguns cacos aqui e ali.
-Pronto. Obrigado Dobby. –disse dirigindo-se ao elfo e li entregando a maleta de primeiros socorros.—Agora, podemos atacar –disse voltando a se virar para a mesa sem reparar que Gina ainda o olhava.
-Eu to morrendo de fome. –disse Rony massageando a barriga.
-Rony! Novidade seria você não ter fome –falou Hermione começando a se servir.
Rony ficou indignado com a “amiga”, mas ao ver o olhar de desaprovação de Harry ele fechou a boca e também começou a se servir.
-Harry você ainda não nos disse o que Dumbledore conversou com você? –perguntou Rony começando a devorar uma coxa de galinha.
-Rony, Dumbledore pediu para agente sair porque a conversa era só entre eles, né? –falou hermione—e esvazie a boca antes de falar –acrescentou quando viu que ele ia abrir a boca para retrucar.
-Não Hermione, não tem problema eu conto. –Falou Harry.
-Então conta. –falou Hermione parecendo mais interessada que Rony.
Harry narrou toda a conversa que teve com Dumbledore e os amigos não pareceram muito surpresos com o que o professor disse a ele.
-Então, agora eu entendi porque você ta mais calmo –falou Rony—e ate mais atencioso –acrescentou olhando para Gina.
-E com você Gina, o que Dumbledore queria? –perguntou Hermione.
-Ele chamou só a mim porque era particular né Mione. –respondeu a garota sem nem desviar o olhar do seu prato.
Harry e Rony caíram na gargalhada e Hermione pareceu profundamente ofendida.
-Mas –acrescentou Gina—pra você depois eu conto.
Os garotos pararam de rir e Hermione deu um sorriso que foi retribuído pela amiga.
Depois de alguns minutos mais e mais alguns pratos vazios, Rony soltou um enorme arroto, Hermione ralhou com ele, Gina e Harry riram dos dois que ainda não se acertaram completamente, e resolveram subir, mas não sem o monte de bolos e docinhos que os elfos empurraram em suas mãos.
Chegando ao salão comunal, Gina e Hermione subiram para o dormitório das meninas e Harry e Rony para o dos meninos. Harry deu boa noite ao amigo e adormeceu quase que imediatamente.



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*!*mais um capitulo terminado bem espero que tenhao gostado. comentem *!*

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