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20. Natal Em Família


Fic: Harry Potter e a Sombra do Lago


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry acordou sedo na manhã seguinte, trocou de roupa e começou a descer as escadas quando parou de chofer ao ver quem o aguarda no final dela. Eliza Paker o aguardava, ela estava com um olhar entre constrangida e temerosa. Harry continuou a descer as escadas e parou de frente para ela. Ao ver que ela não deu nenhum sinal de vida e não o encarava ele a cumprimentou:
-Bom dia Eliza.
-Bom dia Harry, eu queria dar uma palavrinha com você, será que posso? –Perguntou a garota ainda sem olha-lo.
-Claro, do que se trata? –Perguntou o garoto como se esperasse que fosse sobre quadribol, mas já imaginava que viria a seguir.
-Não finja que não aconteceu nada. Eu podia estar um pouco bêbada, mas eu ainda me lembro. –A garota continuava a encarar o chão.
-Mas não aconteceu nada Eliza, rony me chapou pro quarto sedo ontem, você se lembra?
-Lembro, Harry e me lembro também que foi bem na hora em que eu tentava te beijar. Olha, eu só quero te pedir que não conte nada a Gina, eu e ela estamos nos tornando grandes amigas e eu não queria que o deslize da bebida estragasse isso.
-Eliza, eu posso ater não falar nada, Rony com certeza se eu pedir não falara só que você se esqueceu que estávamos em uma sala lotada ontem e que seria melhor Gina ouvir isso da sua própria boca do que da boca de outros. –Falou Harry sabiamente.
-Sabe, Harry eu sempre te admirei e sabia desde o inicio que Gina gostava de você, eu não sei por que vocês brigaram e isso não é da minha conta, mas eu sei que ela faria qualquer coisa por você –agora Eliza encarava os olhos de Harry—sei que vocês se merecem e que ambos tem sorte de ter um ao outro, então eu te aconselho a se resolver com ela e quando você encontra por ai um cara igual a você, por favor, não esquece de me apresentar.
Dizendo isso Eliza tomou o rumo do dormitório das meninas, ao que Harry imaginou que ela fosse falar com Gina assim que ela acordasse, quando no alto da escada ela se virou e disse:
-Eu tenho certeza que qualquer coisa que Gina tenha dito ou feito foi pensando no seu bem, porque mesmo antes de você nota-la, ela sempre velou muito por isso.
Harry ficou olhando Eliza virar o corredor quando uma mão tocou o seu ombro e uma voz disse:
-Ela esta certa e eu sei disso melhor do que ninguém. –Harry se virou para constatar que era Rony—Afinal, ela só tinha bebido um pouco a mais mesmo né, quer dizer, ela não é na realidade toda atira do jeito que ela estava ontem pra cima de você?
-Não, ela é uma garota legal... Vamos tomar café?
-Pelo visto seu bom humor esta de volta! Então eu acho melhor eu aproveitar antes que ele mude.
Harry e Rony foram rindo para o salão principal como faziam antigamente, como bons amigos. Se sentaram lado a lado e começaram a se servir, Rony como sempre com um enorme apetite. Harry olhou para as portas do salão quando viu Gina, Hermione e Eliza entrarem, as duas pareciam estar consolando e encorajando Gina, que quando o olhar cruzou com o de Harry, pareceu que iria tomar o caminho de volta para sair dali, mas Harry se levantou, pegou algumas torradas, uma jarra de suco e dois copos, se encaminhou ate elas. Hermione e Eliza saíram de fininho e Harry deu o braço convidando Gina para um passeio.
Eles se sentaram na faia embaixo de uma arvore onde Harry costumava se esconder pra pensar. Ele entregou a ela as torradas, serviu o suco de abóbora nos dois copos e entregou um a ela.
-Sabe Gina, eu costumava sentar aqui e observar aquele lado da margem sem nem perceber que era você sempre que eu estava observando –Disse Harry para quebrar o gelo—Mione que abriu meus olhos pro que já era obvio aos dela.
Gina continuou calada, segurando a pilha de torradas em uma mão e o copo de suco na outra. Harry percebeu que ela continuava com o mesmo olhar vago e tristonho e disse:
-Gina, seria melhor se você comece e esquecesse o que aconteceu ontem e eu sei que você estava só pensando no melhor pra mim e eu não tinha o direito de trata-la daquela maneira, mas eu fiquei nervoso com tudo isso, com todos querendo controlar a minha vida e com os poucos momentos que eu tenho pra desfrutar de felicidades...
Gina diminuiu um pouco a expressão chorosa e bebeu um pouco do suco, ela olhou atentamente para Harry e percebeu que ele precisava de consolo nesse momento. Harry estava agora com a mesma expressão que Gina apresentava a pouco.
-Eliza me contou o que ouve ontem, a principio eu fiquei com raiva dela, mas ela me falou que você a aconselhou a ir falar comigo. –Começou Gina—sabe, eu sempre tive medo, já que você é um dos garotos mais cobiçados desse colégio, sempre tive medo que você logo, logo me trocasse por outra garota que fosse, ah sei lá, mais legal, mais bonita, mais inteligente... quando a Eliza me contou que bebeu demais ontem e que começou a dançar com você, eu fiquei com medo, Eliza é muito bonita, mas quando ela falo que você logo deu um jeito de se desvencilhar dela e que nada aconteceu eu me senti muito melhor e mais confiante com relação a você poder ter a garota que você quiser assim –Ela estalou os dedos.
-Eu não sabia que eu estava dentre os alunos mais cobiçados de Hogwarts e muito menos que eu pudesse ter qualquer garota estalando os dedos –falou harry sem mudar a expressão do seu rosto—sabe a Eliza é uma garota legal!
Ele finalmente olhou para ver a expressão atordoada de Gina e continuou:
-Mas ela é muito feia já que eu posso ter a garota que quiser em meus braços só estalando os dedos –Gina pareceu acuada e quase chorosa de novo—vou testar –Harry estalou os dedos e ficou olhando para ela—eu acho que você estava enganada Gina, eu ainda não te tenho nos meus braços.
Parecia que a mensagem havia levado alguns minutos para chegar ate o cérebro da garota ai ela se jogou nos braços dele e o abraçou forte. Depois ela se acomodou no peito de Harry e começou a comer as torradas e olhar o lago, eles passaram a manha inteira ali, sem dizer nada, só trocando caricias e Gina observava o lago enquanto Harry registrava cada sarda do rosto dela, como se quisesse fazer um mapa completo do rosto da garota. Quando dava por volta da hora do almoço Rony e Hermione se juntaram aos dois e ficaram ali por uma meia hora, mas logo os quatros se levantaram para ir almoçar porque naquela tarde era a visita a Hogsmeads antes do natal.
Quando chegaram ao povoado, as garotas queriam ir à casa de chá da Madame Pumdefore só que os garotos disseram que lá não era um lugar para um encontro a quatro e Rony lembrou que estavam ali, única e exclusivamente para comprar os presentes de natal. Então Gina decidiu que deveriam se separa para comprar os presentes e se encontrarem daqui à uma hora no Três Vassouras. Harry se preparou para ir com ela quando ela disse:
-Vamos e eu e Mione, afinal ela vai me ajudar a escolher o seu presente enquanto isso vocês podem ir se empanturrando na Dedos de Mel.
Ao dizer isso Harry e Rony apenas ficaram observando as duas garotas se afastarem e, ao que pareceu a Harry ser intencional só para provoca-los, rebolavam e sacudiam os cabelos. Harry se virou para Rony e perguntou:
-Ande vamos primeiro?
-Tem uma loja ótima de presentes ali naquela rua –apontou sem tirar os olhos da garota e Harry podia jurar que ele limpou uma baba antes de continuar—Madame Rosas e Perfumes presentes para ocasiões especiais, ou algo assim.
-Então vamos lá, que eu tenho que agradar a duas mulheres esse natal.
-Como assim duas mulheres, você por acaso não esta...?
-Não, não estou traindo a sua irmã.
-Então quem é a outra?
-Sua mãe.
Rony olhou para o amigo com um das sobrancelhas arqueadas.
-Pretendo falar com ela sobre eu e Gina assim que encontrar com ela, afinal ele gostaria de saber não é?
-É, e eu também vou ter que agradar a duas, acabo de me lembra que os pais de Mione vão passar o natal com agente lá na ordem e Mione quer que eu fale com eles o mais rápido possível, ou seja, assim que nos encontrarmos.
-Vamos, eu te ajudo a escolher algo.
Os dois amigos foram ate a loja que tinha uma decoração igual ao que se encontraria no quarto de uma garota de onze anos muito rica. Primeiro nas paredes e no teto havia vários tons de vermelho, o chão era coberto por um carpete rosa e nas varias tinha inúmeros bichos de pelúcia segurando flores e corações, ao lado dos bichos de pelúcia tinham frascos de perfumes de diferentes cores tamanhos e formatos. A loja tinha um cheiro agradável que lembrava a Harry os cabelos de Gina e pelo visto a Rony lembrava algo em Hermione.
Harry notou que no balcão tinha algumas prateleiras que continham cestas de diferentes tipos e que na vitrine abaixo do balcão tinha muitos doces, como caldeirões de chocolate e borboletas de alcaçuz. Harry imaginou que ali, naquela loja, eles teriam que escolher o perfume, depois o bichinho de pelúcia, no balcão a cesta, os doces um embrulho e uma fita para combinar, então foi o que ele fez.
Saiu primeiro a procura de um perfume para a Sra. Weasley e um bichinho de pelúcia que pudesse agrada-la. Encontrou um perfume que cheira a flores do campo e um unicórnio de pelúcia que ficava batendo com a pata no chão e jogando a bela crista para trás com um movimento muito esplendoroso. Foi ate o caixa e uma bruxinha de ar infantil o atendeu.
-Boa tarde, qual cesta o Senhor deseja para acompanhar? –Perguntou a bruxa que aparentava ter poucos anos a mais que Harry.
Harry analisou bem, as cestas para ele pareciam ser a mesma coisa, mas com certeza para uma garota aquilo significaria muita coisa.
-Qual você me sugere? –Perguntou para a moca.
-Bem, eu acho que essa em formato de coração –Ela pegou uma que tanto a cesta quando a alça dela tinham a forma de um coração e tinha também em volta vários corações prata.
-Você pode ate reservar essa para o próximo presente, mas pra esse aqui eu queria algo assim que se daria pra uma mãe. –Falou Harry analisando as outras cestas que eram muito parecidas.
-Hun, que tal essa –a bruxa mostrou o garoto uma cesta redonda como a maioria de lá, só que essa tinha uma fita dourada em volta e um laço no alto da alça Harry assentiu com a cabeça—então vai querer bombons?
-Preencha todo o espaço vago que sobrar na cesta, depois que você colocar o unicórnio e o perfume, com caldeirões de chocolate.
Enquanto a bruxa enchia satisfeita a cesta, Harry começou a procurar o presente que daria a Gina, não encontrou o perfume que procurava, mas encontrou um bichinho que chamara a sua atenção. Ele era idêntico ao real, muito peludo, fofinho e com patas que pareciam pás, na etiqueta se lia que ele era totalmente lavável e que jamais perderia o primeiro perfume que fosse colocado nele. Harry analisou bem o bichinho que logo pulou em seu pescoço e começou a fareja-lo e depois agarrou a corrente que do leão.
Ele não tinha a forca de um pelúcio real, mas a sua persistência era bem igual. Harry se dirigiu ao caixa com o pelúcio encarrapitado no pescoço e perguntou:
-Por acaso vocês não teriam essência de Lievans?
A garota olhou para ele sem compreender e respondeu:
-Desculpe, mas eu não conheço essa essência.
-Não é? –Ele ficou meio decepcionado, mas continuou—Quais os tipos de essências de rosas você tem ai?
-Todas. Você gostaria de ajuda para escolher? –Pergunto a sorridente atendente.
-Não, não precisa, basta me dizer onde estão.
-Naquele corredor a direita.
Harry foi ate o corredor e começou a sentir o cheiro de vários perfumes ate que encontrou uma que se parecia um pouco com o que Gina usava. Pegou ele e votou ao balcão. Entregou o pelúcio a moça e o vidro de perfume.
-Pode encher a cesta com todos os doces que voce tem ai e use um embrulho discreto e que não se poça ver o que tem dentro, por favor. –Pediu Harry.
A atendente assim como foi pedido fez e perguntou se Harry o levaria ou preferiria que fosse entregue. Harry pediu que fossem entregue e deu o endereço d’A Toca, rabiscou um cartão e pagou e de brinde a atendente deu dois caldeirões de chocolate a ele. Brinde depois dele pagar quinze galeões por cada cesta mais ou menos.
Harry se juntou a Rony que estava com a expressão de espasmo no rosto.
-Lojinha meio cara não –comentou ao perceber a chegada do amigo.
-Eu sei que você vai recusar, mas eu poderia emprestar o restante do dinheiro pra você e com o passar dos anos você me paga.
-De jeito nenhum eu posso aceitar...
-Olha Rony eu tenho mais dinheiro do que preciso, tenho duas propriedades em meu nome e não quero nenhuma delas, você é meu amigo e precisa impressionar a mãe da Mione, deixa eu te ajudar, prometo que fica só entre nos dois.
-Harry, eu ao posso aceitar. –Rony estava com as orelhas vermelhas.
-Claro que pode, a quantos verões eu vou pra sua casa como, bebo e durmo sem pagar nada?
-Ma é diferente, minha mãe jamais deixaria você pagar.
-Sim e eu jamais deixaria você se sentir mal por ta sem muito dinheiro e os meus bolsos estarem transbordando. Com a morte de Sirius você se esqueceu que mais dinheiro foi pra minha conta?
-Ta bom eu aceito, mas vou ter que te pagar e não quero presente de natal esse ano.
-Amigos, amigos negócios aparte, eu te emprestarei o dinheiro e te darei o presente e você vai aceitar os dois de boca fechada.
-Ta bom. Então me faz mais um favor, me ajuda a escolher o presente da Mione?
-Compra um livro...
-Quero algo mais de namorado...!
-Que tal um livro de pelúcia? –Falou Harry apontando para a estante atrás do amigo.
-É, esse aqui definitivamente é a cara da Mione. Pelo menos ele é macio caso ela durma em cima dele.
-É e não ira acordar com o rosto todo marcado pela tinta do livro.
Os garotos riram e logo saíram da loja depois de Harry forçar rony a encher a cesta com todos os doces para a Hermione e sua mãe.
Quando eles encontraram as meninas no Três Vassouras elas estavam carregadas de pacotes e eles se lembraram que tinham mais pessoas a presentear.
-Onde estão os seus presentes? –Questionou Gina ao avistar os garotos por cima da pilha de pacotes que carregava.
-Ai tem que ter pelo menos um pra mim e outro pro Harry. –Brincou rony apontando a pilha de presentes nos braços das amigas.
-Eu to perguntando os que vocês compraram. –Ralhou Gina ao ver que nenhum dos dois se moveram para ajuda-las.
-Bem, como a grana tava curta eu só comprei um pra você e outro pra Mione –falou Harry enfiando a mão no bolso—querem levar agora?
Ele estendeu a mão para as duas mostrando os dois caldeirões de chocolate e elas amarraram a cara para ele então logo ele recuou e ofereceu ajuda.
Tomaram uma cerveja amanteigada e depois saíram para comprar o restante dos presentes que faltavam. Gina ainda estava de cara amarrada e piorou ao ver que Harry havia comprado um par de meias para cada dia do ano para Doby e nada para ela.



Chegou o dia de embarcarem para casa para passara os feriados de natal, ao chegarem n’A Toca foram calorosamente recebidos pelos Weasley, Granger, Lupin, Tonks e Moody.
Depois do almoço Harry chamou o Sr. e a Sra. Weasley a um canto da cozinha e começou a se entregar.
-Eu gostaria de falar uma coisa muito importante pra vocês –começou ele com receio—bem eu gostaria de dizer –Harry olhou para os rostos a sua frente e se sentiu mais encabulado ainda.
O Sr. Weasley parecia ter compreendido o que se passava, mas a Sra. Weasley parecia estar com medo de ser alguma noticia ruim.
-Bem, eu queria dizer –Harry agora encarava o chão—que Gina e eu...
-O que tem Gina e você, Harry? Vocês não correm perigo corre? Oh, Gina querida...? –A Sra. Weasley começou a gritar por Gina, mas o Sr. Weasley a interrompeu.
-Calma Moly, a noticia que Harry tem pra nos é uma boa noticia é uma noticia que você espera desde o primeiro verão que ele passou aqui.
A Sra. Weasley primeiro se acalmou, depois pareceu compreender e assim abriu um largo sorriso de orelha a orelha e abraçou Harry com toda a forca que tinha.
-Ah, mas que bom, eu sempre quis isso Harry, eu sempre quis que você fizesse mais parte da família. Quer dizer então que em fim você notou a Gina? –Perguntou a sorridente Senhora fingindo estar brigando com ele.
Harry se sentiu mais acuado com a brincadeira, mas encarou o casal e disse:
-Sim, Gina e eu estamos namorando.
-Que bom Harry, em tempos como estes é sempre bom ouvir noticias boa. Dumbledore vai adorar saber que tem mais amor no mundo.
-Ele já sabe –Falou Harry sem se conter.
-E como ele pode passar aqui ontem e não nos dizer nada? –Perguntou a Sra. Weasley indignada.
-Calma Moly, ele podia ter querido que Harry mesmo nos desse a noticia.
-Bem passaremos um natal em família como nenhum outro. –Comentou a Sra. Weasley que ficou toda sorriso o resto do dia.


-Então cara come que foi que você falou com os meus pais? –Perguntou Rony no quarto, onde ele e Harry se arrumavam para o jantar de natal.
-Tranqüilo, eu cheguei pra eles e disse “Gina e eu estamos namorando” e eles aceitaram. –Falou Harry enquanto tentava dar um jeito nos cabelos com um pente molhado, mas não conseguia obter êxito, então declarou a batalha como perdida e perguntou deixando o pente de lado—E como foi com os pais da Mione?
-Ainda não falei com eles e ela não fala comigo... –Falou cabisbaixo enquanto fingia amarrar os cordões do sapato que Harry já o vira amarrar a alguns minutos.—Foi só isso mesmo que você falou com meus pais?
-Claro, por que eu mentiria pra você?
-A Mione falou que eu tenho que dar a noticia ate antes do natal ou ela só voltar a falar comigo no natal do ano que vem.
Eles terminaram e desceram. Harry se encontrou com Gina e os dois foram falar com os pais dela, Hermione simplesmente deu as costas a Rony e foi se sentar no solfa. A família de Fleur também estava lá já que ela iria se casar com Gui e Harry viu pelo canto do olho Rony ir se arrastando, como se caminhasse para a morte, em direção dos pais de Hermione, mas antes que Harry pudesse se virar para ver como o amedrontado do amigo se saia uma garota veio ao seu encontro e o abraçou forte.
-Arry que pom revê-lo –Era Gabriela, irmã de Fleur a quem ele salvara no torneio tribruxo—querria tanto revê-lo. –A garota deu um longo e estalado beijo na bochecha de Harry fazendo o corar.
-Arry, Gui não me fallou que você estarria aqui –Agora era a própria Fleur que vinha arrastando Gui pela mão, ela deu um beijo igualmente estalado e molhado na bochecha de Harry fazendo ele se sentir bem quente—querria apresenta-lo aos mus pás.
Harry cumprimentou o Sr. e a Sra. Delancor e esses não falaram muito porque pareciam não saber falar a língua deles, mas a Sra. Delancor deu um beijo igual ao das filhas em cada bochecha de Harry e ele sentiu a sua temperatura subir ainda mais ao ver o olhar zangado da enciumada Gina.
Após todos se sentarem à mesa, Rony muito vermelho sentado ao lado de Hermione, eles estavam prontos para saborear o jantar de natal quando o Sr. Weasley se levantou para dar as boas novas:
-Tenho noticias boas para dar a todos –Harry, Gina, Rony e Hermione se encolheram sob os olhares e Harry e Hermione se destacaram mais já que não tinha cabelos ruivos para disfarçar a quentura que subia pelo pescoço dos quatro.
O Sr. Weasley não pode terminar o discurso, porque nesse momento a porta da casa se abriu e um jovem de cabelos ruivos e óculos de aro de tartaruga entrou.
-Resolvi passar um natal em família.



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