N/A: HellooO!!! Tudo bem? x]... Espero que sim! Bom, aí está o cap 12, espero q gostem! **Agora respondendo rapidinho aos coments: Mari_Evans_Potter: Você acompanha a fic ou começou a ler agora?? Se vc acompanhar, passe a comentar, e vai me deixar mt feliz...x]. De qualquer maneira, o fato de ser seu primeiro coment não tem nada a ver e vc pode pedir o que quiser viu?! A fic não acaba nesse cap nem no próximo entende? O que eu quis dizer eh q a história tá tomando o rumo final, mas ainda tem uns belos caps pela frente ok??? E muito obrigada pelos elogios! ò.Ó Pamela_Weasley_Evans_Potter: Eu demorei??? Ah, q isso... xDD... Eu ganhei uma fan?! Nossa, estou lisonjeada! Muuuito obrigada!!! ³³³ *Manda**Evas*: Thanks pelos elogios! Se vc gostou do cap 11, eu espero q goste ainda mais desse! Clariinha: Eu tbm te amo prima linda³³³³!!! Tô doida pra te ver di novo!!! Eh nóis no niver da Bianca neh??? xDDD
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Ana caminhava atenta por Hogsmead, os olhos procuravam o que o coração receava ver, mas que ao mesmo tempo sua mente lhe implorava. Sentia o coração disparar a cada casal que avistava e ela sabia que não havia sentido nenhum no que estava fazendo, mas sabia também que não podia ignorar o fato de que Sirius estava por aí, e não com ela, e que ele poderia como deveria estar nos braços de outra garota que quisesse apenas seus beijos, e então não podia deixar de pensar que se isso estivesse acontecendo, tudo que fizera tinha sido em vão.
À medida que caminhava, a quantidade de alunos á sua volta diminuía, e Ana vacilante seguia em frente, ela não sabia o que faria se visse o que temia ver, mas em toda a sua vida fora movida por impulsos e não os abandonaria agora. Logo a frente havia um pequeno bar, não muito freqüentado se comparado ao Três Vassouras, mas ainda assim, com uma aparência aconchegante.
“O que eu tô fazendo?! A gente não tem nada... O que eu tô pensando meu Merlin?!” – Ana parando um segundo pra pensar esteve a ponto de dar meia volta, até que encarou os animados alunos à distância e percebeu que não sentia a mínima vontade de estar entre eles, então subitamente aquele bar aconchegante lhe pareceu convidativo.
* * *
- E então... Agora acredita? – Tiago perguntava á Lily, um tanto quanto ofegante após se separarem do beijo.
- Não...
- Então me deixa ser mais convincente... – Tiago cortava a ruiva e ia se aproximando novamente, no que ela o impediu o afastando com as mãos.
- Não Potter, não! Eu não estou interessada em provas, eu não estou interessada no seu amor, nos seus beijos, ou nas suas cantadas e definitivamente eu não estou interessada em você! – Lílian respondia surpreendentemente calma e com uma sensação estranha de que estava sendo terrivelmente falsa.
- Isso não quer dizer que eu vá desistir. – Tiago dizia parando de tentar beijá-la.
- E isso não quer dizer que eu vá mudar de idéia. – Lílian respondia conclusiva.
- Ok, tudo bem. Já que ninguém vai desistir, só nos resta ver quem vence.
- Isso não é um jogo Potter! E, além disso, já está passando da hora de voltar, e infelizmente eu não tenho mais tempo pras suas brincadeirinhas. – Lily dizia irônica.
- Posso te acompanhar? Prometo que me comporto! – o maroto acrescentava após receber um olhar desconfiado da ruiva.
- Adiantaria dizer que não?
- Não. – Tiago respondia com um sorriso.
* * *
Ana subiu lentamente os degraus que levavam ao pequeno bar, e empurrou a porta que se abriu com um rangido baixo, olhou á sua volta, investigando o lugar.
O pequeno local era muito aconchegante realmente, mesinhas estavam espalhadas por toda a parte, cobertas por toalhas brancas que recebiam um detalhe xadrez por cima, as janelas tinham cortinas rendadas, e as garçonetes usavam meticulosos uniformes, era um local, podia-se dizer, bastante romântico.
Havia uns poucos casais, e uma mesa com animadas senhoras. Porém um casal bem jovem ao fundo lhe chamou a atenção, eles se beijavam, Ana não podia ver muito da menina, pois essa estava de costas pra ela, mas assim que se separassem, ela saberia exatamente quem era o garoto, ela tinha quase certeza que eram de Hogwarts.
- Sirius... – Ana sussurrou no milésimo de segundo em que seus olhos encontraram os do maroto, assim que ele terminou o beijo.
Saindo apressadamente daquele local, Ana tinha a certeza de que o maroto também a vira, e algo lhe dizia que ele viria atrás dela, mas encará-lo agora era a única coisa que ela não era realmente capaz de fazer.
Apertando o passo em direção ao castelo, que de repente lhe parecia milhas mais longes, ela ouvia passos atrás de si que se destacavam dos outros, porém não existia nela a coragem de olhar para trás.
Chegou ao castelo depois do que lhe pareceu horas, os seus pensamentos entravam constantemente em conflito e havia a incerteza do tempo que conseguiria prender as lágrimas, ou se devia sequer derramá-las e ainda se isso era uma escolha.
Subiu as escadas correndo, queria ter tempo pra não ter que encará-lo, ela tinha certeza agora que Sirius estava atrás dela, ela só não tinha certeza do por que disso.
Com as pernas tremendo levemente, Ana parou em frente ao retrato da mulher gorda que dormia profundamente.
- Sapo de chocolate. – Ana murmurava nervosamente, sem que a mulher no quadro sequer se mexesse. – Sapo de chocolate. – dizia mais firme, mas ainda assim se surtir efeito. – SAPO DE CHOCOLATE! – no segundo seguinte o retrato num impulso pulava para o lado deixando á vista a passagem.
- Ana! – Sirius chamava a morena que entrava na sala comunal, sem que ela o encarasse - Ana! Dá pra parar e me escutar?! – Sirius corria atrás dela.
- Você não tem nada pra me dizer! E nem precisa se explicar! – respondia num impulso, virando-se e o encarando.
- Eu sei que não! Só não sei por que você se importa! Nós só estávamos ficando, não era isso?! Com liberdade para outras pessoas...
- Liberdade sim! Outras pessoas não, seu idiota! O que você queria?! Que eu bancasse a namoradinha estúpida e ciumenta?! Eu podia fazer isso! Mas eu quis ser diferente, eu quis ser o que você queria...
- Eu... Eu achei que você... Não achei que você estava levando á sério...
- Eu não estou mais. Imagino que você goste dessas que ficam aos seus pés, e eu não vou fazer isso, não vou mesmo! – Ana revidava sentindo seu coração acelerar e o choro subir á garganta.
- A gente não precisa brigar por isso... Vamos conversar, eu posso explicar... – Sirius baixava o tom tentando amenizar a situação.
- Não seja cínico, Sirius. O que você pensa que eu sou? – a morena o encarava prendendo as lágrimas que ela nunca deixaria rolar.
- Você é... É perfeita, eu nunca mais vou duvidar. – o maroto sussurrava num tom quase inaudível.
- Eu juro que eu tentei... Mas eu não consigo mais... Ser tão fria... Eu também sonho com um príncipe encantado, Sirius, com aquele amor das poesias e das canções...
- Eu não acredito no amor. – Sirius a interrompia.
- É uma pena Black... Por que ele acredita em você. – Ana terminava virando as costas pro maroto no instante em que as lágrimas não puderam mais ser presas e começaram a rolar pelo seu rosto. Prendendo os soluços pra que ninguém a ouvisse, Ana subiu as escadas escutando as batidas do próprio coração descompassado e morrendo de medo de que Sirius pudesse ouvi-las também.
Sirius sentiu uma sensação extremamente ruim crescendo em seu peito, como se faltasse um grande pedaço. Ele tinha medo, muito. Mas não sabia mais de quê tinha medo... Se de amá-la, ou de não ser amado por ela. Tudo se misturou em um redemoinho confuso. Ele precisava descobrir o que sentia...
* * *
Tiago e Lílian caminhavam em direção ao castelo. O maroto não parava de falar um instante na tentativa de manter um diálogo, coisa que Lílian não o ajudava a fazer, ela simplesmente não lhe dirigia a palavra, não o encarava e não o respondia. E mesmo assim Tiago ignorava a atitude da ruiva e continuava a falar como se estivessem conversando animadamente, até que ele finalmente começou a se irritar.
- Lílian! – Tiago parava de andar e desfazia o sorriso que tinha no rosto – Eu posso saber POR QUE você está me IGNORANDO e fingindo que é surda, por favor?! Por que até onde eu sei, eu não fiz NADA pra te ofender srta. “miss simpatia”.
- Olha eu não pedi pra você me acompanhar, então eu não tenho obrigação nenhuma de manter um diálogo com você, ok?! E se não for de grande dificuldade, me deixa em paz! – a ruiva encarava o moreno, e percebia, ficando um pouco constrangida, que ele a olhava de um modo magoado e não chateado como ela previra.
Acontece que o maroto não podia adivinhar os pensamentos da ruiva, enquanto essa caminhava tentando ignorá-lo.
Ele não podia saber que ignora-lo era fugir do efeito sedutor que ele estava exercendo sobre ela, não tinha como saber o quanto ela se sentira envolvida e logo depois envergonhada quando se separaram do beijo em Hogsmeade, ele não sabia que toda a falta de interesse que ela dizia ter era apenas uma desculpa para o interesse crescente que aflorava nela, não sabia da tentação que as palavras mais bobas dele estavam se tornando, e ele não sabia que ela achava que finalmente estava caindo nas teias daqueles infinitos “eu te amo”.
- Lily o que é que você tem, heim?! Achei que a gente já tinha passado dessa fase de trocar elogios! – Tiago respondia realmente surpreso com a resposta da ruiva.
- Acontece que não tem “fases” entre nós Potter, por que não tem que ter NADA entre nós! Nem uma conversa, nem uma palavra, NADA!
- Ah, você está querendo discutir, é?! Pois bem, então nós vamos discutir! Mas não aqui, vem cá... – Tiago olhava á volta e via a maré de alunos que voltava de Hogsmeade passando pelos jardins, a maioria deles lançava olhares curiosos para ele e Lílian, então ele puxou a ruiva pelo braço e saiu arrastando-a novamente para longe, dessa vez para a margem do lago, que ficava mais afastada dos alunos.
- Ai, me solta Potter! Eu não quero discutir, eu só quero ficar bem longe de você! – Lily tentava prender os pés no chão, mas Tiago era bem mais forte que ela.
- Não, não, você começou isso! Já falou muito e agora vai ter que escutar! Só que não na frente de todo mundo, por que como diz um ditado trouxa : em briga de marido e mulher ninguém tem que ficar bisbilhotando.
- O ditado não é assim Potter! É: em briga de marido e mulher não se mete a colher.
- Mas pelo menos você concorda que a gente se encaixa no ditado... – Tiago abria um sorriso maroto.
- Ah, pelo amor de Merlin! Eu não sei o que eu ainda tô fazendo aqui! – a ruiva dizia virando-se para ir embora.
- Ah, ah, pode ficar aqui... – Tiago a segurava novamente – Eu vou te mostrar o que você está fazendo aqui... – num gesto rápido Tiago envolveu-a e a trouxe para perto de si, aproximou os rostos, até que os narizes roçassem um no outro, então a encarou por um momento...
Lily tinha os olhos fechados, o rosto inclinado para cima, na inconfundível posição de quem espera um beijo, daquela maneira ali ela parecia um anjo, a pureza em forma humana, a tradução de tudo que aquele maroto sentia e que desejava que ela sentisse também... Então ele aproximou seus lábios do ouvido da ruiva e sussurrou...
- O que você disse mesmo sobre não estar interessada nos meus beijos?... – o moreno abria um sorriso maroto e no segundo seguinte sentia Lílian empurra-lo para longe.
- POTTER EU TE ODEIO! TE ODEIO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS! VOCÊ É UM GAROTO RIDÍCULO, EU SÓ ESPERO QUE UM DIA VOCÊ ACORDE E PERCEBA QUE O MUNDO NÃO GIRA EM TORNO DE VOCÊ! – Lílian encarava o maroto com uma expressão furiosa, o rosto já vermelho de raiva e vergonha pela situação, ia andando para trás querendo se distanciar até finalmente poder ir embora dali – SE BEM, POTTER, QUE EU ACHO QUE VOCÊ É EGOCÊNTRICO DEMAIS PRA SUPOTAR ESSA IDÉIA, TALVEZ VOCÊ SOFRA UM COLAPSO QUANDO DESCOBRIR QUE EXISTEM PESSOAS QUE REALMENTE NÃO SE IMPORTAM NEM UM POUCO COM VOCÊ!!!
- Lily... – o maroto a encarava com um sorriso divertido, ela ia gritando, ficando vermelha e andando para trás, ele queria avisar que ela estava chegando próxima ao lago, mas ela não permitia.
- EU ACHO BEM MELHOR PARA A SUA SAÚDE VOCÊ FICAR CALADO, POTTER! POR QUE EU NÃO TENHO MAIS PACIÊNCIA PARA TE OUVIR, ENTENDEU?!
- Mas Lily...
- NUNCA MAIS, NUNCA MAIS ME DIRIJA A PALAVRA POT... – a ruiva não pôde terminar, antes que se dessa conta o chão acabava sobre seus pés, ela sentia o tênis que usava mergulhar na água, tirando dela todo o equilíbrio, e um instante depois ela caía no lago, tombando para o lado direito onde o lodo a fizera escorregar e a última coisa que ela sentiu foi uma dor excruciante na cabeça quando essa bateu de encontro á uma pedra, então depois disso tudo foi frio e escuro...