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27. O fim


Fic: De forma inesperada RxHr Cap final on


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O fim


 
 


O vento açoitava os jardins de Hogwarts. A noite escura parecia a mais sombria de que Rony se lembrava. O medo e o desespero pareciam preencher cada canto do castelo. O fim iminente chegara. A guerra havia começado, e Hogwarts estava tomada de estudantes, todos dispostos a lutar.


 


- Você está bem? – Perguntou, preocupado, a Hermione.


 


Ela apenas assentiu com um breve aceno de cabeça, olhando nervosa para os lados. “Tinham chegado vivos até ali, e deveriam permanecer vivos até o fim.” Repetia mentalmente desde que haviam chegado à Hogwarts.


 


Rony não queria pensar no pior, mas sabia que poderia ser inevitável. Era preciso concentrar todos os esforços para manter sua família, seus amigos e Hermione a salvo. Ele não iria falhar dessa vez, não permitiria que Hermione sofresse mais do que já havia sofrido até ali.


 


Sentia seu coração palpitar no ritmo assustador do medo, mas ele tinha razões para lutar, e não decepcionaria as pessoas que amava.


 


 


......


 


A sala precisa parecia uma concentração de guerra, todos pareciam determinados a lutar, e todos ali tinham motivos para não temer.


 


Rony olhou a taça em sua mão, vendo seu próprio rosto refletido no objeto, permaneceu analisando-a por alguns minutos, como se buscasse por uma resposta, e de repente ele sabia o que precisava fazer!


 


- Hermione, tive uma ideia, venha – sussurrou se aproximando e puxando a garota pela mão. – Espera, vamos precisar disso. – Ele apanhou uma vassoura e continuo andando em direção a saída.


 


- Aonde estamos indo? – Perguntou sem entender, enquanto era arrastada pelo ruivo. – E por que precisamos de uma vassoura?


 


- Banheiro – disse apressado andando com a varinha em riste cautelosamente pelos corredores.


 


- O quê? – Hermione parou de andar abruptamente.


 


- O que você está fazendo? Vamos logo – repreendeu Rony impaciente.


 


- Não, primeiro me diga o que está acontecendo! E para que banheiro estamos indo?


 


Rony definitivamente amava Hermione, mas ela era irritante algumas vezes! Isso lá era momento para um interrogatório?


 


- O banheiro da Murta, câmara secreta – respondeu revirando os olhos, como se tudo fosse muito lógico e evidente.


 


A boca de Hermione escancarou-se, ela arregalou os olhos e exclamou impressionada:



- Francamente, como não pensei nisso!


 


- Podemos continuar? – Perguntou rabugento.


 


Ela descruzou os braços e saiu atrás de Rony, acompanhando seus passos apressados.


 


- É aqui! – Exclamou quase sem fôlego.


 


Hermione parou ao lado do ruivo, notou que ele respirava muito depressa, olhando ansioso para uma das pias enferrujadas do banheiro.


 


- A entrada para a câmara secreta? – Perguntou baixinho sentindo seu coração bater muito depressa, era a primeira vez que entrava ali.


 


- Uhum – foi tudo que Rony disse, sem desviar os olhos da serpente desenhada sobre a pia.


 


- E como... como faremos para entrar?


 


- Bem... É preciso falar em língua de cobra. – Esclareceu sentindo as orelhas esquentarem.


 


Hermione sentiu sua euforia esmorecer.


 


- Então por que viemos até aqui, Rony? Precisamos do Harry! – Disse irritada, ameaçando dar meia volta. Rony a segurou pelo braço com força.


 


- Não, não precisamos do Harry – disparou quando a garota o olhou surpresa pelo aperto. – Eu posso abrir.


 


- Você? – Ela perguntou sem entender, tentando soltar seu braço dos dedos de Rony que estavam começando a machucar, ele pareceu notar e afrouxou o aperto, largando-a em seguida.


 


Rony olhou concentradamente para a pia e sibilou algo ininteligível, mas nada aconteceu.


 


Ele pigarreou nervoso, e tentou mais uma vez. Nada!


 


- Ron, você tem certeza de que pode fazer isso? – Ela perguntou cautelosa, tocando no ombro do garoto. - Digo... é algo complicado... e bem... você não é ofidioglota.


 


- Eu ouvi quando Harry abriu o medalhão, eu... eu só preciso me concentrar. – Disparou ríspido, talvez magoado por Hermione duvidar de que era capaz.


 


Ela se afastou alguns passos, vendo-o tentar mais algumas vezes, porém sem sucesso.


 


- Eu sou um estúpido! – Rony bradou, socando a pia com raiva. – Eu não consigo! – Disparou derrotado, depois de mais algumas tentativas frustradas.


 


- Você consegue sim, Ron! É claro que consegue! Você derrotou uma Horcrux, por favor, não desista, é nossa única chance.


 


Ele mirou Hermione por alguns instantes, como se procurasse por dúvida nos olhos dela, mas não encontrou.


Voltou a encarar a pia a sua frente, e mais uma vez sibilou algo em língua de cobra. Um rangido fez ambos se assustarem e darem um passo para trás. A pia se afastou, dando espaço a um imenso buraco escuro.


 


Hermione sorriu orgulhosa quando seus olhos encontraram os azuis, e Rony agradeceu com um sorriso tímido.


 


- Vamos! – Ele se jogou no cano escuro, sendo seguido pela garota.


 


O cheiro pútrido fez o estômago de Hermione se contorcer.


 


- Lumus.


 


- Nossa, que cheiro horrível. – Ela levou a mão ao nariz, tentando impedir que o cheiro a deixasse tonta.


 


- Basilisco em decomposição... Nada agradável! Vem, é por ali. – Com a varinha iluminando o caminho, os dois seguiram em busca dos restos do monstro. Mais alguns passos e Rony parou olhando indeciso para os lados.


 


- E agora?


 


- Eu não sei, só vim até aqui da última vez!


 


- Certo, então vamos tentar por aqui. – Os dois viraram para esquerda e continuaram andando, se guiando pelo cheiro pútrido que parecia cada vez mais forte e insuportável.


 


- Olha, está ali. – Disse Hermione apontando para os restos apodrecidos da criatura. - Incrível, ele está praticamente inteiro.


 


- Esse animal é mesmo assustador! E pelas cuecas sujas de Merlim, como fede!


 


- Vamos, vamos pegar o máximo de presas que conseguirmos.


 


- Mas tome cuidado, Mione, são venenosas. – Alertou Rony enquanto, recolhia algumas presas.


Pegaram os dentes do basilisco o mais rápido que puderam, o cheiro era insuportável e estava os impedindo de respirar.


 


- Acho que são suficientes. – Avisou Hermione, que parecia terrivelmente nauseada.


 


- Certo, agora vamos sair logo daqui.


 


Eles percorreram o mesmo caminho, carregando as presas e a taça.


 


- Precisamos destruí-la. – Hermione apontou para a taça quando já estavam em frente ao cano que os levaria de volta ao banheiro.


 


- Aqui?


 


Ela acenou afirmativamente com a cabeça.


 


Rony colocou a taça no chão, temeroso, as lembranças do medalhão ainda faziam seu corpo tremer.


 


- Acho que você deve destruí-la – Rony se virou em direção à garota e lhe estendeu uma das presas. Harry destruiu o diário, eu o medalhão, acho que é sua vez, agora.


 


- Eu... eu não sei se é uma boa ideia, eu não sei se consigo... – Hermione sentiu algo estranho percorrer sua espinha, era uma espécie de pavor que a deixava paralisada.


 


- Você consegue, Mione, é a bruxa mais brilhante de Hogwarts. – Rony se aproximou e alisou o rosto dela carinhosamente.


 


- Não, Rony, tem alguma coisa errada, essa taça me assusta, me amedronta, eu não posso.


- Hermione, me escuta, eu sei que você pode – disse convicto, oferecendo novamente a presa à garota.


 


Hermione pegou a presa e andou vacilante até a taça, seu coração batia como se quisesse fugir do peito, havia alguma coisa em sua garganta que parecia impedi-la de respirar.


 


Um sentimento ruim parecia tentar penetrar sua alma, fazendo-a hesitar.


 


- Vamos, perfure-a, Hermione – disse Rony impaciente, vendo a taça oscilar.  


 


Quando Hermione ergueu a presa com a mão trêmula, a taça vibrou e brilhou de forma tão intensa que ofuscou seus olhos, e ela precisou protegê-los com os braços.


 


Rony tentou se aproximar, mas ficou cego por alguns minutos devido à luz, que o fez andar para trás desorientado.


 


Uma sombra dourada semelhante a de uma mulher brotou em meio à luz, era morena, cabelos cacheados e castanhos, e andou em direção a Hermione, que permanecia de olhos fechados.


 


- Hermione... – Sussurrou a voz da mulher, assustando Hermione, que abriu os olhos, tentando enxergar em meio à claridade excessiva.


 


- Hermione – gritou Rony – NÃO DÊ BOLA AO QUE ELA DIZ!


 


- Filha...


 


A voz da sua mãe ecoou pelos canos com clareza, fazendo-a cair de joelhos.


 


 


- M... Mãe... – gaguejou Hermione, sua voz estava embargada e seu coração agora parecia estar sendo esmagado por uma mão de ferro. Depois de meses ouvir a voz suave da sua mãe era doloroso, mas ao mesmo tempo reconfortante e lhe trazia a estranha sensação de que tudo ficaria bem, de que estaria protegida.


 


- Perfure-a, agora – ordenou Rony, vendo a confusão nos olhos de Hermione. Sabia exatamente o que ela estava sentindo, a dor e o desespero estavam consumindo lentamente suas entranhas, e a impediriam de destruir a Horcrux.


 


- Por que nos abandonou, Hermione? Por que minha filha? Eu te amei tanto minha pequena, e você me abandonou... – A voz chorosa da mulher, fez uma onda de pânico percorrer o corpo de Hermione.


 


- Não, mãe, eu não abandonei vocês... – Aquela verdade lhe atingia como um punhal afiado.


 


- Hermione não escute, é apenas Voldemort tentando impedi-la de destruir a taça, não dê ouvidos a ele, está tentado confundi-la, ignore-o. – Rony tentou se aproximar, mas foi impedido pela taça, que o jogou para trás mais uma vez.


 


- Minha querida, como pôde? Estamos sofrendo tanto, você nunca mais vai nos ver...


 


- Por favor, mãe, não... – Hermione sucumbiu num choro descontrolado, a presa que estava em sua mão caiu, enquanto ela sentia suas forças ruírem diante da imagem da mãe.


 


- Você nos matou Hermione, matou a mim e ao seu pai...


 


Hermione sacudiu a cabeça desesperada, negando.


 


- Hermione, pegue a presa, destrua a taça – berrou Rony tentando mais uma vez se aproximar. Mas a garota parecia não ouvi-lo, continuava olhando perplexa para a imagem da mãe chorosa a sua frente.


 


- Você me matou Hermione... Como pôde?


 


Ela sentiu seu peito inflar de uma forma absurdamente dolorosa, a taça lhe mostrara toda a verdade, ela havia destruído a vida de seus pais, as pessoas que mais a amavam no mundo.


 


- Destrua a taça, agora.


 


Hermione hesitou por alguns instantes, seus olhos desfocados pelas lágrimas e pelo pânico, tentou se erguer, sentindo as pernas vacilarem. Uma confusão de sentimentos que a faziam se sentir tonta e desorientada.  


 


- Você nunca nos amou, sempre preferiu seus amigos...


 


- Nãooooo!!!! – Hermione pegou a presa caída ao seu lado e cravou na taça. Houve um ruído de metal se partindo, uma luz intensa explodiu, cegando-os completamente, e um grito ensurdecedor rasgou o lugar por breves instantes.


 


A garota desabou no chão, o rosto manchado de lágrimas e o corpo trêmulo. Rony correu para ampará-la, abraçando-a o mais forte que pôde.


 


- Você conseguiu. – Ele disse beijando seus cabelos, aliviado.


 


Ela enterrou o rosto no pescoço do ruivo, se deixando amparar, enquanto seu corpo tremia involuntariamente.


 


Rony continuou segurando-a firmemente em seus braços, enquanto alisava os cabelos castanhos, até que ela estivesse mais calma.


 


- Precisamos ir. – Avisou quando o corpo dela parou de tremer.


 


Hermione se afastou, limpando o rosto e recolhendo as presas. Ela iria lutar até o fim, e iria salvar seus pais.


 


 


 


..........................


 


 


 


- Onde vocês estavam? – reclamou Harry aflito, ao ver os dois amigos entrarem na sala.


 


- Câmara Secreta. – respondeu Rony, tentando voltar a respirar normalmente.


 


- O quê? Mas...


 


- Foi o Rony, foi ideia dele – anunciou Hermione admirada e sem fôlego. – Não foi absolutamente genial? O Rony se lembrou do basilisco, então... então nós fomos até lá, e ele falou, Harry... – ela narrava eufórica, os olhos brilhando.


 


- Como... como assim? – Interrompeu Harry confuso.


 


- O veneno do basilisco, ele é capaz de destruir uma Horcrux – respondeu Rony com simplicidade, as orelhas vermelhas.


 


Finalmente, Harry pareceu notar os objetos que os melhores amigos carregavam nos braços.


 


- Mas como entraram lá?


 


- Foi o Rony, ele sabe Harry, ele falou em língua de cobra – voltou a exclamar Hermione orgulhosa. – Ele foi incrível... – os olhos dela brilharam com intensidade e suas bochechas ficaram rosadas.


 


Rony estufou o peito, tentando esconder o constrangimento, embora suas orelhas o denunciassem. Não estava acostumado com Hermione o elogiando tão entusiasticamente.


 


- E onde está a taça?


 


Rony mostrou os destroços do que havia sido um dia a taça de Hufflepuff.


 


Hermione desviou os olhos do objeto como se ele ainda pudesse atingi-la, e agradeceu por Rony não mencionar o episódio de minutos atrás, quando ainda estavam na câmara secreta.


 


- Genial! – Berrou Harry. - Agora só precisamos destruir a diadema, eu sei onde ela está. – Contou Harry, depressa. - Ele o escondeu exatamente onde eu escondi meu livro de Poções antigo, onde todos têm guardado coisas por séculos. Ele pensou que seria o único a achar o lugar, venham.


 


- Espere um momento! - Disse Rony bruscamente, interrompendo o amigo. - Nós estamos esquecendo alguém.


 


- Quem? - perguntou Hermione, confusa, ainda olhando Rony, aparvalhada.


 


- Os elfos domésticos, eles devem estar na cozinha, não devem? – Ele se virou e mirou Hermione com intensidade, parecendo impassível. Os olhos se encontraram – azul no castanho, castanho no azul -, uma troca silenciosa de comoção.


 


- Você acha que devemos chamá-los para lutar? - Perguntou Harry.


Hermione enrijeceu, abriu a boca, pronta para protestar, mas Rony foi mais rápido.


 


- Não, claro que não - disse o ruivo, sério - eu acho que devemos falar para eles saírem. Não podemos mandar que eles morram por nós.


 


O coração de Hermione inflou de tal forma que ela pensou que ele pudesse explodir. Um extraordinário sentimento de admiração percorreu cada molécula do seu corpo.


 


Houve um barulho estrépito quando os dentes do basilisco caíram de suas mãos. Ela correu até Rony, sem se preocupar com a presença de Harry e agarrou o pescoço do ruivo, beijando-lhe a boca com urgência e paixão.


 


Rony também arremessou os dentes do basilisco e a vassoura que estava segurando e correspondeu ao beijo com tanto entusiasmo que levantou Hermione do chão.


 


Ele fechou os olhos, sentindo os lábios dela se moverem sobre os seus. Rapidamente seu cérebro foi devastado, a proximidade entre seus corpos o fez esquecer momentaneamente qualquer outra intenção que não fosse beijá-la para sempre. Ela não se importava, estava o beijando sem reservas, sem medo, sem se importar com o que Harry iria pensar!


 


Hermione simplesmente não se importava, ela queria mais é o que mundo testemunhasse seus sentimentos por Rony. Deslizou os dedos pelos cabelos ruivos, intensificando o beijo, tentando demonstrar naquele contato todos os seus sentimentos, toda a sua admiração, todo o seu desejo.


 


Corpos colados, corações batendo forte e rápido...


Ambos completamente esquecidos da Guerra, de Voldemort, de Harry... Rony teve a impressão de ouvir um pigarrear nervoso, mas não deu atenção, estava completamente perdido e envolto nas sensações que aquele beijo lhe causava. Toda vez que beijava Hermione tinha a sensação de que era a primeira.


 


- Esse é o momento? - Harry perguntou baixo, parecendo constrangido, e quando nada aconteceu, a não ser Rony e Hermione se agarrarem ainda mais fortemente, ele aumentou o tom de voz: - Ei, tem uma guerra acontecendo aqui.


 


 


Rony e Hermione se afastaram, mas um mantendo os braços em volta do outro.


 


Hermione sorriu com os olhos ainda fechados, o coração se arremessando furiosamente contra seu peito, tomado de orgulho e amor...


 


- Eu sei companheiro - disse Rony, parecendo ter sido atingido na cabeça por um balaço. - Então, é agora ou nunca não é?


 


 


Ele soltou Hermione e recolheu as pressas e a vassoura; arriscou olhá-la com o canto dos olhos. Ela estava corada, um brilho determinado nos olhos castanhos.


 


Seu coração ainda batia num ritmo frenético, fazendo o ar parecer pouco. Hermione acabara de beijá-lo diretamente na boca na frente de Harry. Ela gostava dele, e simplesmente não mais se importava de mostrar isso a quem quer que fosse. Seus mais supremos sentimentos eram correspondidos e isso era tudo que importava no momento.


 


 


 


 


............................


 


Rony respirou fundo, tentando enxergar o que estava acontecendo, havia feitiços vindo de todos os lados, pessoas gritando e correndo. O pânico parecia espalhado por todo o castelo em ruínas e deslizava como ácido pelo seu peito. Os momentos ao lado de Hermione, o beijo que haviam trocado, tudo parecia ter acontecido há semanas, tinha a estranha sensação de que estavam naquele batalha há meses e que ela nunca teria fim.


Ele estava em meio a uma guerra, mas não tinha uma armadura ou um escudo, apenas uma varinha e a obrigação de proteger sua família e seus amigos.


 


Um feixe de luz passou ao seu lado, e ele girou a cabeça depressa, acompanhando-o incrédulo e desesperado.


 


- NÃO!!!!


 


O grito ensurdecedor de Rony fez o coração de Hermione parar por alguns segundos. Um arrepio desagradável percorreu sua espinha e ela permaneceu imóvel com a varinha em riste, sem coragem de se virar. Outro grito, e seu coração deu um salto, causando uma dor física que a fez perder momentaneamente o ar.


 


Girou o corpo num movimento cheio de receio e medo.


A cena diante de seus olhos de repente parecia se passar em câmera lenta, e ela simplesmente não queria acreditar no que via.


 


Encontrou os olhos de Rony cheios de uma dor que nem ela saberia mensurar ou descrever. Sentiu-se tonta, a ânsia subindo rapidamente do estômago até a garganta.


 


Viu Rony cair de joelhos e tentou se mover, mas suas pernas simplesmente não obedeciam, o pânico que tomava conta de cada célula do seu corpo a deixara imóvel.


 


Antes que pudesse assimilar o horror que via diante de seus olhos, Jorge, cujos olhos ela não reconhecia, correu desabalado segurando a varinha com mais força que o necessário, sua têmpora latejando como se fosse romper.


 


Esperou que Rony o impedisse, mas o ruivo parecia tão transtornado quanto o irmão.


 


- Jorge, não! – A voz de Hermione cortou o som dos feitiços e dos gritos que ecoavam de todas as partes, mas foi inútil, Jorge não lhe deu atenção, permaneceu andando determinado e furioso.


 


- AVADA KEDRAVA!


 


Ela fechou os olhos com força quando a luz verde da varinha de Jorge atingiu o comensal diretamente no peito.


 


Finalmente, ela conseguiu se mover, correndo de encontro a Rony que tinha o outro irmão sem vida nos braços.


 


Jorge andou como um inferi na direção em que estavam, seu corpo parecia desprovido de alma; o gêmeo jogou a varinha e se deixou desabar, os joelhos bateram com força no chão, mas ele não pareceu se importar.


 


Mais um berro fez o coração de Hermione gelar.


A Sra. Weasley vinha desabalada em direção aos filhos.


A mulher se jogou sobre o filho morto, abraçando-o desesperada, enquanto o assombro da dor a fazia gritar como um animal sendo abatido, da forma mais cruel e impiedosa.


 


Hermione a viu erguer as mãos para o alto como se implorasse por misericórdia, como se esperasse que alguém pudesse arrancar-lhe a dor que a consumia.


 


Rony permanecia imóvel, sem desviar os olhos do corpo sem vida de Fred.


 


Ela pensou que sufocaria tamanha a dor que sentia em ver aquela família, pela qual tinha tanto carinho e admiração, ruir. Quis andar até Rony e abraçá-lo, como ele havia feito com ela na câmara secreta algumas horas atrás, mas Gina que vinha correndo com o pai e os outros irmãos, se jogou nos braços do ruivo, soluçando como uma criança desamparada.


 


Hermione se ergueu debilmente ao ouvir um estrondo.


A guerra ainda não havia terminado e precisavam continuar lutando.


 


 


....


 


 


A sala comunal estava vazia e silenciosa. Hogwarts inteira agora estava mergulhada num silêncio perturbador e quase desumano.


A imagem dos corpos enfileirados no salão principal ainda o atormentava.
 


Rony respirou fundo, notando apenas agora o quanto seu corpo doía, cada osso parecia ter sido quebrado em milhares de pedaços, mas isso definitivamente não importava. A dor que sentia nas costas e nas costelas não era nada se comparada a dor que esmagava seu peito de forma impiedosa.



Fechou os olhos, sentindo uma lágrima quente escorrer pelo seu rosto.



Ouviu um barulho, alguém estava entrando na sala, mas ele se recusou a abrir os olhos. Permaneceu imóvel, com a cabeça escorada na poltrona.



- Rony. – A voz receosa atingiu seus ouvidos como o mais doce dos alentos. Hermione estava viva, e seu coração reagia ao som da voz dela, vibrando contra seu peito e lhe alertando de que nem tudo havia sido em vão.



Abriu os olhos ao sentir os dedos delicados dela limparem as lágrimas que manchavam seu rosto. Um arrepio agradável percorrendo-lhe o corpo. Notou que ela também tinha o rosto manchado por lágrimas e os olhos vermelhos e inchados. Parecia tão frágil e ao mesmo tempo tão forte.



Hermione ficou de joelhos diante da poltrona em que Rony estava sentado e fez a única coisa que poderia fazer, o abraçou com força, depositando naquele gesto todo o carinho e conforto que o ruivo precisava. Rony retribuiu o gesto, apertando-a contra seu peito, sorvendo o calor que emanava do corpo dela e o fazia se sentir vivo.



Ficaram um longo tempo em silêncio, aproveitando o conforto dos braços um do outro.



Rony alisou os cabelos fofos dela, que incrivelmente ainda exalavam um cheiro levemente doce, que o transportava para um outro mundo, onde a única coisa que importava era Hermione Granger, seu primeiro, único e grande amor.



- Estou tão cansada. – Ouviu a voz fraca dela, e afastou-se para poder olhá-la nos olhos. 



A exaustão, que os últimos meses tinham provocado, era evidente no rosto de ambos.



Rony queria tanto ter evitado todo aquele sofrimento, toda a dor que ela havia vivenciado ao longo daquele ano, mas não fora capaz. Hermione estava magra, abatida, tinha cicatrizes pelo corpo.



Uma onda de pânico o fez abraçá-la mais uma vez. Merlim, o que seria dele se tivesse perdido Hermione?


 


- Eu tive tanto medo – Hermione sussurrou, enquanto Rony alisava seus cabelos.



- Está tudo bem agora – Rony disse incerto, sua voz carregada de tristeza.


Hermione se ergueu, sentando ao seu lado.



- Não, não está tudo bem, mas um dia ficará, Ron – concluiu pesarosa, entrelaçando seus dedos aos dele.



Ele assentiu com a cabeça em meio a um sorriso triste.



- E os outros? Foram todos pra Toca?



- Sim. – respondeu temerosa.



- Minha família, eles... – Rony sentiu um bolo se formar em sua garganta – Maldição, por que o Fred, Mione?



- Eu... eu não sei, Ron! – Ela sabia que Rony esperava por uma resposta que o fizesse se sentir melhor, que explicasse porque aquele horror estava acontecendo com sua família, mas ela não sabia, não tinha uma explicação para confortar o coração de Rony! Com um suspiro triste, ele levantou, se afastando dela.



- E o Harry?



- Foi com eles, Gina, praticamente, o obrigou a ir. – Ela deu um sorriso triste. – Prometi a sua mãe que cuidaria de você – confessou envergonhada - e nós realmente precisamos descansar – disse se aproximando do ruivo e entrelaçando seus dedos novamente aos dele.



Rony lhe devolveu o sorriso triste, e apertou com força a mão dela na sua.


 


.................


 


Hermione soltou sua mão quando chegaram às escadas que levavam aos dormitórios, que inacreditavelmente ainda estavam em condições habitáveis, e Rony agradeceu por isso.



- Vou para o dormitório das meninas, boa noite, Ron. – Ela ficou na ponta dos pés e lhe beijou os lábios delicadamente; Rony fechou os olhos aproveitando o contato macio, parecia que não a beijava há anos, sentia tanta falta daquele toque.



- Hermione – chamou assim que ela lhe deu as costas. Ela se virou, encarando-o com os olhos brilhantes. – Fica comigo essa noite?!



Ela sorriu e o seguiu até o dormitório dos garotos.




........................


 


O horror de horas atrás não o deixava dormir, sua cabeça continuava latejando dolorosamente. Os gritos e o pânico ainda estavam presentes e pareciam ecoar em seus ouvidos.


 


Rony passou as mãos pelo rosto; seria bom se pudesse dormir e no dia seguinte, ao acordar, descobrir que a morte de Fred havia sido apenas um doloroso pesadelo. Hermione se mexeu ao seu lado, chamando sua atenção.



Virou a cabeça, e ficou alguns longos minutos a observando. Os cabelos dela ainda estavam úmidos, espalhados pelo travesseiro. O rosto cansado parecia finalmente ter encontrado descanso. Ela se mexeu novamente, aconchegando-se ainda mais a ele. Rony passou os dedos pelos cabelos, estavam macios e cheiravam tão bem. A pele agora limpa parecia ainda mais machucada.



Hermione havia se sacrificado mais do que qualquer um, ele sabia disso, mas ela nunca reclamou, nunca fraquejou.



Rony sentiu o braço de Hermione pousar sobre sua barriga e ela se aproximou ainda mais, a respiração calma e morna dela batia contra seu pescoço, e uma sensação desconhecida percorreu cada célula do seu corpo. De repente se imaginou dormindo e acordando todos os dias ao lado dela, e isso lhe pareceu tão certo, tão necessário....



Passou os dedos delicadamente pelo rosto dela, notando que havia um corte muito grande próximo a sobrancelha.



Hermione abriu os olhos lentamente, encontrando os de Rony a fitando.



- Ainda acordado? – Perguntou sonolenta.



Ele não disse nada, apenas desenhou o contorno dos lábios dela com a ponto dos dedos. Hermione fechou os olhos com o contato, e Rony substituiu seus dedos pelos lábios, a beijando bem devagar, sem pressa, aproveitando ao máximo o sabor e o calor que emanava da boca rosada e macia. Hermione correspondeu, deixando-se levar por sensações desconhecidas que a faziam esquecer todas as dores e angústias.



Separaram-se ligeiramente ofegantes depois de o beijo ter se tornado urgente e intenso.



Rony colou a testa na dela, segurando seu rosto entre as mãos.



- Obrigado, Hermione. – sussurrou ofegante.



Ela abriu os olhos, encontrando os azuis de Rony a fitando com intensidade.



- Pelo que, Ron? – Perguntou sem entender.



- Por estar viva.



Hermione sentiu uma comoção percorrer seu corpo, aquecendo seu corpo como o primeiro gole de uma xícara de chá quente; beijou levemente os lábios do ruivo, voltando a se aconchegar contra o peito dele.



- Boa noite, Ron. – sussurrou baixinho, sabendo que tudo ficaria bem... um dia!


 





 


 


.................................................


N/A: Todas as personagens e o universo dessa fic pertencem a JK Rowling, sendo a ela reservados todos os direitos.


Antes de mais nada, quero pedir desculpa pelos erros, e deixar claro que a história é um compilado de ideias. Sempre quis saber mais do ponto de vista de Ron e Hermione nos livros, e tentei dar minha versão de alguns acontecimentos, usando como fonte a obra de JK e fics de FW brilhantes que li ao longo desses anos. Sei que meu texto não é original, muito menos genial, mas foi feito com carinho e dedicação.


Talvez percebam que algumas partes apresentam semelhança com ones que postei, e isso não é uma mera coincidência...rs...

Agradecimentos: 


Carol Peeters 


Joanaa


tainá delazeri sangali


Daniela Ferri


Pipoca Lissandra Alvarenga Swerts


Viviane Barreda


deborah potter


EduardaP


Arienne Weasley


Olívia Weasley


thais mathiazen 


Laura Tonks


Pitty Potter


Letícia M. Klein


vitoria emanuela 


Michelle M. Rossi 


Raquel Pereira


Duink


Tia Carolis


Weasleys Girl


Janis Weasley 


lucas hp


Van Vet


Trícia Guima


Aliny


Cleidz


Andrômeda Potter


 


Caso tenha esquecido do nome de alguém, me cobrem na home da fic que tentarei me redimir :)



Enfim, é com muito pesar e ao mesmo tempo muita alegria que lhes informo que DFI chegou ao fim!


Foi um prazer inenarrável compartilhar esse espaço com todos vocês; a FeB me presenteou com o que há de mais incrível: amigos! Esses anos que tenho estado aqui me fizeram entender, respeitar e admirar as diferenças.


Poder dividir meu amor por Ron e Hermione com pessoas inteligentes, sensíveis e brilhantes é algo impagável.


E, por Merlin, isso não é um adeus, apenas um até breve, há mais projetos em vista :)


 


E peço encarecidamente que não deixem a chama do fandom se apagar. O dia 15 de julho está cada vez mais próximo e espero que o último filme de HP não seja um divisor de gerações! Lembrem-se: Só depende de nós para que o fogo continue aceso, iluminando e levando luz a todos!


 


Agradeço imensamente o apoio, os comments, o carinho e a gentileza de todos vocês; essa história é nossa, a criamos juntos; se ela chegou ao fim foi sem dúvida graças a generosidade de cada um que leu, comentou e me incentivou.


Gostaria de fazer um agradecimento especial a Viviane Barreda, que generosamente betou os últimos capítulos; a Pipoca que, juntamente com a Vivi, sempre me incentiva a não desistir, e a Lilly por, além de ler minhas fics, me permitir usar as fanarts incríveis que desenha para ilustrar meus textos.


Beijos,
Disomers 


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N/B por Viviane Barreda


Esta fic que já é das mais tradicionais de Ron e Hermione, uma preciosidade indefinivelmente prazerosa, que preencheu os vácuos deixados no livro, assim como também os nossos dias esperando pelos últimos dois filmes de encerramento da saga.


O final da fic veio nos mostrar que Ron e Hermione se entregaram ao que sentem, apaixonados e declarados publicamente, eles já não têm nada a perder.


Quero agradecer imensamente a Di por toda a paciência e confiança comigo e por todos os momentos que criou para o meu casal favorito nesta fic, em todas as outras, e também nas que virão...


Obrigado a todos que acompanharam, e opinaram interagindo deliciosamente; obrigado a Pipoca por ter colaborado sempre de forma tão coerente, e pela amizade e apoio inabalável a Di, espero que tenha ficado feliz com um determinado trecho desse último capítulo; E obrigado a Lilly, por ter participado emprestando sua obra, amizade e atenção nos mais diversos momentos.


Eu, como muitos dos leitores, espero que a Di continue preenchendo os vácuos, afinal, dezenove anos certamente renderá muitas estórias, como já vem fazendo!!


Com o fim da Guerra, agora Ron e Hermione estão livres para viverem seu amor.


Nos deixem saber o que pensam na página de comments, no Menu da Fic!!


 


Mil Bjs,


Vivi

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Comentários: 9

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Enviado por LelecrisMalfoy em 29/12/2011

parabéns uma das minha favoritas amei essa fic e estou trite que tenha chegado ao fim!!!

Nota: 5

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Enviado por Michelle M. Rossi em 19/08/2011
Estou sem palavras... uma das fics que mais gosto acabou, mas enfim como não poderia deixar de ser acabou de uma forma linda, doce e perfeita. Di obrigada por não desistir e nos brindar com esse final lindo. estrelinhas coloridas...
Nota: 5

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Enviado por ayla francieli cristina teixeira em 24/07/2011

PERFEITOOOO

 

Parabens fanfic maravilhosa, a melhor que ja vi *------*

 

Ron and Mione FOREVER ♥

Nota: 5

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Enviado por thais mathiazen em 05/07/2011

AIIN que lindo , nossa  ... simplismente perfeito ! Acho que ja é a 3º vez que leio e acho perfeito

Nota: 1

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Enviado por mirely lopes em 04/07/2011

muito lindo o final! que venha 15 de julho <3

Nota: 1

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Enviado por bia medrado em 17/06/2011

que final lindo meu deus,eu sou apaixonada por esses dois ! achei lindo o que tu escreveu,a gente não pode deixar a chama apagar mesmo,o dia 15 está próximo,mas não vai ser o fim,a gente não vai deixar isso acontecer

Nota: 5

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Enviado por annnnie em 11/06/2011

Adoreeeeeeeeei, final muito perfo *-*

Nota: 5

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Enviado por C. Marchi em 11/06/2011

Muito Lindo *--*

Nota: 1

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Enviado por Amanda Ananias em 09/06/2011

Arrazou!!!

Nota: 5

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