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6. As Lagrimas e o Medo


Fic: Geração Coca-Cola: Os marotos como vc nunca viu.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                                                           *Capitulo Seis: As lagrimas e o medo*


                                     Ao invés de sorrir tanto, não são os que choram escondidos os que mais gostam?


 


   


Os lábios dele estavam cada vez mais perto dos dela, ela não precisava nem olhá-los para saber disso, podia sentir, na sua própria pele, em seus próprios lábios o calor da respiração dele, o cheiro de hortelã que vinha de seus lábios, aqueles lábios que eram incrivelmente perfeitos, que tinham os contornos dos lábios perfeitamente desenhados.


Ela podia sentir as mãos dele em seu rosto, macias, quentes, delicadas na forma como segurava seu rosto, como parecia aproximar mais seu rosto do dele. Ela sabia o que ele iria fazer, mas não parecia se importar com aquilo, não, mais do que isso, ela ansiava por aquilo, sentia seu próprio coração batendo descompassado dentro do peito, suas mãos suarem frias, seus lábios implorando pelos lábios dele, queria sentir aquele sabor de hortelã nos seus lábios, queria sentir a boca linda dele na sua, Deus como ela desejava aquilo.


Ela sentiu-o deslizar o dedão por seu lábio e então ela fechou os olhos, involuntariamente.


Sem pensar em mais nada, Thiago selou seus lábios aos lábios doces de Lilian. A primeira sensação que ele teve foi de que tivesse pisado nas nuvens, chegado ao paraíso, tinha vontade de rir, pular, dar gritos de alegria, sim, mas era apenas vontades tolas, nada comparadas a vontade maior que ele sentia naquele momento, que era possuir aqueles lábios por completo.


Sem pensar em mais nada, Thiago puxou Lilian pra si, a abraçando e a beijando, dessa vez intensamente.


Ela sentiu a língua dele invadir-lhe os lábios, e entreabriu-os permitindo que sua língua brincasse com a dele, enquanto sentia-se sendo abraçada pelo garoto, enquanto sentia o calor do corpo dele, o delicioso cheiro dele invadindo-a, tomando-a por inteiro.


Podia sentir que uma das mãos do garoto a abraçavam forte, porem carinhosamente, sentia a outra mão dele em seu rosto ainda, acariciando-o, intensificando ainda mais o beijo, ela não poderia distinguir exatamente as sensações que ele a fazia sentir, não conseguia sequer pensar naquilo, a única coisa que ela sabia era que, não queria que aquelas sensações acabassem nunca.


O mundo parecia ter parado naquele momento, Lilian deslizou a mão pela nuca de Thiago deslizando ainda mais em direção aos cabelos macios do garoto, sentindo inesperadamente Thiago puxá-la pra si, apertando sua cintura numa vontade febril, fazendo o corpo da ruiva grudar ao dele, enquanto ele a beijava quase loucamente.


Lilian sentia que perdia o controle cada vez que sentia a mão de Thiago apertar-lhe, cada vez mais, a cintura, puxando ainda mais o corpo de Lilian contra o forte e másculo peito de Thiago.


Quando achou que perderia o controle, quando sentiu sua mão agarrando os cabelos de Thiago, sentindo o beijo mais quente que o normal, deixando-a quase sem ar, quando achou que perderia completamente o controle sobre si mesma, um barulho inesperado se faz presente.


Lilian sentiu uma rajada de vento frio envolve-la por inteiro, percebendo então que, num pulo de susto, ela e Thiago haviam se separado.


Desconcertado, Lilian viu Thiago passar a mão pelos cabelos, ela podia jurar que seu rosto estava tão vermelho quanto seus cabelos e sua respiração estava mais ofegante que o normal.


Quando Thiago abriu os lábios pra dizer algo, Lilian não conseguiu explicar o que lhe ocorrera, mas virou-se e saiu correndo em direção a porta. Thiago ficou parado, olhando estático pra porta, tentando entender o que afinal tinha acontecido.


Lilian correu, sem olhar pra trás.  Não podia ficar ali olhando pra ele nem mais um segundo, o que ela tinha feito? Porque tinha deixado ser beijada daquela maneira? Porque ele a deixava completamente sem reação quando ele estava por perto? Porque ele tinha o poder de fazê-la perder o controle sobre seu próprio corpo? E porque raios, ela sentia aquela alegria inexplicável dentro de si que a fazia querer rir mesmo sem motivo algum?


  


                                                                             ***


 


 Era estranho, ou como os marotos pensavam, era muito boa a sensação de que as aulas estavam passando mais rápido naquela semana, e só de imaginar que um feriado longo estava próximo, isso aumentava ainda mais o animo de todo mundo.


Thiago ainda não conseguia entender o porquê de Lilian ter saído correndo após o beijo, segundo ele, perfeito, do dia anterior, mas ela parecia muito bem em fingir que nada acontecera, talvez fosse a maneira dela de dizer que se sentia como ele: completamente confusa.


Talvez também fosse apenas impressão dele, mas todo mundo parecia meio estranho, talvez a ansiedade pelo fim de semana fizesse todos ficarem um pouco distantes e aéreos.


Thiago também estava ansioso, na verdade esperava mais que o normal pela sexta feira, estava contando os dias, as horas, mal podia esperar.


― Você viu, Pontas?


Thiago caminhava pelo corredor do colégio com os amigos, que riam de algo que ele não fazia idéia do que era, pois não estava prestando atenção até então.


― Aquele vídeo é bom, cara do céu, porque não aparecem umas menininhas daquelas pra mim?


Thiago riu, já tinha uma idéia do que Sirius estava falando. Remo revirou os olhos, e as meninas que iam mais a frente, Thiago tinha certeza, tentavam a todo custo não ouvir a conversa que Sirius tinha com os amigos.


― Porque você não mandou pra mim, Sirius? Eu também queria ver, Caralho!


Sirius riu rouco.


― Você não pode ver essas coisas não, Diggle, olha seu tamanho, vão falar que é pedofilia.


― Deixa de ser lezado, um videozinho do Red Tube não faz mal a ninguém.


Ignorando completamente, Diggle, Sirius continuou, com ar sonhador.


― Ainda pego duas lésbicas daquela, cara. Deve ser demais.


― Elas não vão querer você no meio, Sirius, se você não sabe, elas não curtem homens.


Os garotos riram do comentário de Remo e Sirius revirou os olhos.


― De mim elas iriam gostar, ninguém resiste a Sirius Black.


Os garotos riram e Remo fez cara de vencido, enquanto eles adentravam o refeitório e caminhavam em direção a uma mesa ao final do mesmo.


As meninas se sentaram nos bancos, deixando as mochilas em cima da mesa, os marotos se aproximaram, largando as mochilas no banco e subindo pra se sentarem em cima da mesa.


― Vai lá, Remo.


― De jeito nenhum, Sirius, se você quer alguma coisa, levanta essa bunda daí e vai lá comprar.


― Vix a mocinha ta de TPM hoje.


Remo deu um tapa na cabeça de Sirius, que riu.


― Vocês não vão comer nada hoje, meninas?


Sirius deu seu melhor sorriso colgate, no que as meninas riram e reviraram os olhos.


― Estou de regime.


― Duas.


― Três.


― Mulheres.


Resmungou Sirius, revirando os olhos.


― Mas não venham me pedir um pedaço ou um gole quando eu voltar.


― Mas como é chorão viu, puta merda.


Thiago levantou-se do banco indo em direção a cantiga do colégio. Remo, que havia pegado um livro e folheava as paginas a procura de algo, revirou os olhos, vendo Thiago indo até a cantina.


― EU TE AMO PONTAS! – Sirius gritou fazendo as meninas rirem e as pessoas à volta olharem pra ele estranhamente. – E NÃO DEMORA, MEU GOSTOSÃO.


As meninas riram mais ainda e Sirius sorriu, charmosamente, olhando na direção às pessoas que olhavam curiosas.


― E ai beleza?


Sirius!


As meninas exclamaram e ele riu.


― Odeio esse povo que fica me olhando com essa cara, mano.


― O que você não odeia, Sirius?


― Lésbicas ou garotas Bi. Ou simplesmente garotas que topem pegar outra mina com o Sirius gostosão aqui no meio.


― Aii Sirius.


As meninas reviraram os olhos fazendo cara de nojo.


― Eu não preciso ouvir essas coisas sabe.


― Como se desse conta de duas garotas.


Todo mundo riu, Thiago que voltava com uma pizza enrolada e uma coca cola, também riu, dando uma mordida na pizza antes de entregar a Sirius.


Sirius lançou um olhar feio para Thiago antes de voltar-se pra Lia.


― Ta duvidando, é? Se quiser eu provo pra você loirinha.


Lia riu.


― Com outra garota? Não, não, dispenso. Obrigado.


― Sirius para de taradeza cara, esses vídeos do Red Tube são pra nerds que não conseguem pegar nenhuma garota.


Todo mundo riu e Sirius fez uma careta pra Thiago.


― Olha só quem fala, quem mandou um link do Red pra mim um dia desses?


― É que eu estava entediado.


― Quando eu estou entediado eu jogo CS.


― Ah até que tem uns vídeos legais no Red Tube.


Todo mundo parou e olhou meio que inesperadamente.


― Lilian! /o.O  ― Até você? – brincou Sirius.


Todo mundo riu e a ruiva deu de ombros.


Quando as meninas começaram a falar sobre roupa, os meninos reviraram os olhos se entretendo nas próprias conversas.


― Ai que lindo, Lia!


As meninas exclamavam, enquanto Lia guardava alguma coisa na mochila, Sirius que estava de olho(e ouvidos) na outra conversa, puxou a mochila da loira, pegando o que a garota guardava e erguendo no ar para olhar.


Sirius!


― Você vai usar isso na peça?


O maroto segurava no ar um vestidinho meio rodado porem minúsculo, vermelho com rendas brancas.


― Claro que não vai ser isso né.


― Caralho, mas você vai ficar gostosa demais nisso aqui.


Os meninos riram e a loira revirou os olhos tentando pegar o vestido das mãos de Sirius.


― Sirius me da isso aqui!


O maroto ria desviando o vestido das mãos da garota.


― Sirius! Me dá!


O maroto virou as mãos pra trás e fez um biquinho olhando pra loira.


― Só se você pagar.


― Pagar?


O maroto sorriu, marotamente.


― É. Um beijinho e eu devolvo.


― Quer parar de graça e me devolver o vestido?!


Lia ergueu as mãos quase pegando o vestido, mas o maroto mais rápido e ligeiro virou o corpo desviando o vestido das mãos da loira e saindo correndo em seguida.


Lia saiu correndo atrás de Sirius que riu se divertindo quando a loira pulou em suas costas, envolvendo as mãos em volta do pescoço do maroto.


Não muito longe dali, um par de olhos também azuis acinzentados observava a cena com uma feição de nojo e ódio profundo.


  


                                                                        ***


 


 As luzes estavam todas acesas, varias pessoas com um texto a mão conversam, riam e ensaiavam. Um homem careca andava pra lá e pra cá, dando bronca, conselhos, dicas para as pessoas.


Lilian estava parada a um canto, tinha nas mãos seu texto e a sua frente Sirius ria observando a bronca que o professor dava nos outros alunos.


― Adoro o ver brigando com eles.


Sirius riu se divertindo.


― Sirius, você tinha que ajudar eles e não ficar rindo porque estão levando bronca.


O maroto encarou a ruiva, dando de ombros.


―Ajudar pra que? Na primeira oportunidade que eles tiverem vão querer me derrubar pra pegar meu lugar.


Lilian fez cara de espanto.


― Mas... Mas são seus colegas! Não podem...


― Lilly, em que mundo você vive? É claro que podem e farão isso. Esse é o mundo em que vivemos. As pessoas não se importam com as outras, apenas consigo mesmas e se tiverem que passar por cima de você pra chegar onde eles querem, elas vão passar.


Lilian ainda fazia cara de espanto. Tudo bem, Sirius estava com toda razão. As pessoas eram assim, mas graças a Deus, ela ainda não tinha trombado com pessoas desse jeito na sua vida até aquele momento, e não estava afim de passar por isso agora.


― Mas relaxa, eles não vão se atrever a mexer comigo, nem com você. – Ele sorriu, passando a mão pelos cabelos. – Eles já sabem com quem estão lidando.


― Eu achei que as pessoas aqui eram unidas...


― São. Algumas realmente são. Não que todos sejam chatos, mesquinhos e egoístas, eles são legais, só que eu não confio neles. As únicas pessoas em que eu confio é o Pontas e o Aluado. Isso não quer dizer que eu não goste das outras pessoas, sabe como é, gostar é uma coisa, confiar é outra. Confiança é algo que você adquire com o tempo.


Lilian sabia exatamente o que ele estava falando e não o julgava por aquilo, afinal, quando você coloca confiança em pessoas que não sabe se a merecem, normalmente você acaba se decepcionando com elas.


Patsy se aproximou dos dois, sorrindo, distraindo-os da conversa.


― Posso ver o texto de vocês? O Remo me pediu pra ajudar ele a ver se os textos foram distribuídos corretamente.


― Ah que legal, Pat, você podia vir sempre aqui nos ensaios.


Patsy sorriu, pegando o texto de Lilian.


― Sempre que eu puder, até porque, eu posso ver um pouco da peça antes de todo mundo.


― Exclusividade, ta vendo só!


As duas riram com Sirius e se entreterão numa conversa animada.


Era provável, bem provável, que Sirius estivesse certo sobre as pessoas, e ao pessoal do teatro, talvez, bem provavelmente, eles passariam por cima de qualquer um ali se precisassem disso pra chegar a algum lugar, mas  o fato era que, enquanto isso não era necessário, as pessoas pareciam bem unidas, rindo enquanto ensaiavam a peça.


Lilian nem conseguia acreditar que fazia realmente parte da turma de teatro e que ia estrear sua primeira peça logo no outro dia. Aquilo era realmente fascinante e ao mesmo tempo tenso, pois cada vez que pensava na peça sentia uma espécie de euforia misturada a medo. Será que conseguiria se sair bem?


Patsy podia perceber a tensão da ruiva, e sempre que podia ficava por perto da amiga ajudando-a nas falas e nos ensaios, como muitas vezes todos estavam ocupados ensaiando as próprias partes, Patsy ajudava a ruiva com as falas e as encenações.


Era bom participar, uma vez que até sua opinião era bem vinda, pois segundo o professor, ela era realmente boa em criticas. Isso a deixava bastante feliz, poderia opinar, ficar perto dos amigos, ver a peça com exclusividade e ainda ficar perto de Remo.


― Você acha que fica bom se eu encenar essa parte assim, Pat?


― Eu acho que fica melhor que do outro jeito, Lilly, esta mais natural. Tenta outra vez pra gente ver como fica a cena.


Lilian voltou a ensaiar a parte em que Patsy a ajudava, como ela não cantava, e a peça era um musical, eles haviam modificado algumas partes, em que entrariam a banda de Thiago, cantando, enquanto os atores encenavam de acordo com a musica.


Patsy observava à amiga, e quando desviou os olhos por segundos, algo desviou completamente sua atenção.


 Ele estava rindo, ela podia ver seu rosto corado, mesmo de longe, os olhos baixos, o rosto levemente corado e aquele sorriso perfeito nos lábios, tímidos, sem jeito.


Seu coração disparou, mas parou em seguida.


Não era pra ela aquele sorriso, nem aquele rosto corado e aquele olhar sem jeito.


― Ah Remo, você é um doce. Podia me ajudar sempre, o que acha? É que... Estou com dificuldades nas falas.


Dificuldade nas falas? Dificuldade nas falas ela ia ficar se não se afastasse do seu Remo.


Patsy podia sentir todas as entranhas dentro de si contorcendo-se, sua vontade era de ir até lá e agarrar aquela garota e a jogá-la pra bem longe do Remo, o mais longe possível, será que se a mandasse pra Antártida já seria longe o suficiente?


Não. Vou mandar essa... Essa garota pra lua se não se afastar do MEU Remo.


Lilian dizia alguma coisa, Patsy sorriu, como se prestasse atenção, mas na verdade, ela não fazia a menor idéia do que Lilian estava ou não dizendo ou fazendo.


A garota agora segurava no braço de Remo, era visível o quanto o garoto estava meio sem jeito com aquilo, será que aquela oferecida não estava se tocando que ele o estava interessado nela? Ou será que ele estava interessado?


Patsy sentiu suas entranhas darem mais voltas e seu coração se apertar de forma esmagadora no peito.


Talvez, talvez a forma como ele esta sorrindo, não seja de rejeição, talvez, talvez ele esteja mesmo interessado nela.


Patsy sentiu seu mundo afundando, era como se um buraco estivesse se fazendo presente no chão em que ela pisava naquele momento. Ela engoliu em seco e abaixou os olhos, desviando dele por segundos antes de olhá-lo novamente, naquele momento, exatamente naquele segundo os olhos dele cruzaram com os dela e ela desviou rapidamente, voltando-se a Lilian.


Não importava mais nada, tudo que ela queria era sumir dali, toda sua alegria, animo em ajudar, em estar perto dele, tinha ido junto com ela pelo buraco profundo e sem fim em que ela caia.


Ela deu uma desculpa qualquer pra Lilian e se afastou, com passos apressados, quase correndo pra longe dali, o mais longe possível dali. Ela o amava, não tinha duvidas daquilo, mas ela não era boa o bastante pra ele, nunca conseguiria conquistar o amor daquele que ela amava mais que tudo, mas saber disso, não era tão doloroso quanto ver ele com outra garota, isso era uma dor da qual ela não gostaria de experimentar nunca mais.
Lagrimas quentes e fartas desceram pelo rosto suave da garota.


Por favor, nunca mais me deixe vê-lo com outra. Nunca mais.


  


                                                           ***


 


 ― Então é essa daí que você colocou no meu lugar?


Lia segurava o microfone nas mãos, estava se divertindo, aquilo era afinal realmente divertido, mais que isso, era algo que ela realmente gostava de fazer, a musica lhe dava prazer e uma paz que poucas coisas conseguiam lhe dar. Ela estava pronta para continuar a cantar quando parou, os lábios entreabertos e a frase da musica presa na garganta.


Thiago, que parecia tão animado quanto Lia, de repente soltou as cordas da guitarra, fazendo a musica sair do ritmo, sendo acompanhado em seguida pelo resto do pessoal da banda.


Todos pararam de repente, olhando pra figurada parada a porta. Ela tinha uma feição de completo desagrado, como se estivesse prestes a pular em cima de Lia e arrancar-lhe o microfone das mãos com os dentes.


A garota de cabelos encaracolados e olhos azuis acinzentados adentrou a sala lentamente, os olhos fixos em Lia e a expressão de ódio cada vez mais profunda.


― Bella eu te expliquei que não tava dando certo.


Começou Thiago inseguro, sabia que se aquilo acontecesse, o que Sirius já o havia prevenido, não seria fácil, ainda mais com Lia presente.


― E daí você colocou ela?


― Ela fez o teste como muitas pessoas... – Começou Thiago novamente, mas foi interrompido.


― Algum problema comigo?


Caralho! Pensou Thiago, a loirinha parecia não ser do tipo que levava desaforo pra casa, percebeu, com grande aflição, Thiago.


― Ah, alem de você ter roubado meu lugar na banda?


―Ela não roubou. Caralho, Bella eu te falei que ia colocar outra pessoa...


― Eu não roubei seu lugar, sinto muito se você não é boa o suficiente pra estar aqui.


Pronto. Thiago fechou os olhos por segundos e quando não ouviu nenhum som de garotas brigando, ele reabriu-os novamente.


Não estavam aos tapas, confirmara Thiago, mas Bella parecia ter dado vários passos a frente e sua feição, que antes já não estava boa, agora parecia dez vezes pior.


― Ah se acha melhor do que eu? – Bella riu ironicamente, dando mais alguns passos em direção a Lia, que não parecia estar com medo, ao contrario de Thiago que agora dava passos incertos em direção as duas, temendo que os tapas não estivessem tão longe assim de acontecerem.


Lia deu de ombros e sorriu perigosamente.


― Bom, pelo menos pra cantar já sabemos que sou melhor.


Thiago parou de respirar por um segundo.


Caralho! Ele pensou novamente. Bella deu mais um passo, a feição furiosa, com certeza, pensava Thiago, ela estava louca pra pular em cima de Lia e lhe arrancar aqueles cabelos louros e longamente brilhosos.


― Você pode ter pego meu lugar na banda, mas ele você não vai roubar de mim, entendeu?


Vixx! Agora fudeu. / \z  Pensou Thiago. Só espero que o Sirius não me apareça...


― Ae Pontas vim trazer as musicas da peça que você pediu... O que esta acontecendo aqui?


Caralho, porque sempre que Thiago pensava que algo não deveria acontecer, acontecia em seguida?


Ele estaria realmente achando tudo aquilo muito engraçado, se as duas estivessem bem longe, na verdade, o mais longe possível de seus instrumentos e que uma delas também não fosse sua amiga.


Bella virou o rosto pra olhar pra Sirius que parara próximo a porta com as feições de espanto e preocupação, olhando de Bella para Lia e de Lia para Thiago.


Bella não pareceu se incomodar com a presença do garoto, se aproximando ameaçadoramente de Lia e erguendo o dedo indicador em direção a loira.


Se Lia tivesse próxima o suficiente ela sabia o que faria com aquele dedo, simplesmente não suportava que mostrassem o dedo daquela maneira pra ela.


― Você ta se achando não é? Chega no colégio, pega o MEU lugar na banda e ainda fica de putisse com meu Sirius, mas olha aqui sua vagabunda, muito antes de você aparecer ele era meu e isso não vai mudar.


Caralho! Merda! Droga! Agora fudeu!


Thiago levou a mão aos cabelos, pronto pra correr e separar as duas.


Sirius completamente estupefato deu alguns passos à frente se aproximando de Bella.


― Eu não sou seu, Bellatrix.


― Vagabunda? – Lia riu debochadamente. - Não meu bem, não sou da sua família.


Agora ela ia atacar. Bella deu passos decididos em direção a Lia, que colocou o microfone, que ainda se encontrava em suas mãos, em cima da banqueta e deu passos também decididos em direção a Bella.


Briga entre mulheres era excitante, achava Thiago, mas não quando estavam perto dos seus preciosos instrumentos musicais e nem próximas a ele, ele sabia que o resultado de duas mulheres brigando eram unhas pra todo o lado e ele não tava a fim de ficar se explicando depois que levou unhadas de graça. Unhada era bom, mas só naquelas horas, se é que você me entende.


Porem antes que unhas rolassem soltas, Sirius segurou firme no braço de Bella a puxando pra trás com força e Lia parou, encarando a morena que também a encarava mortalmente.


― Quer parar com essa merda, porra?! Mas que caralho é esse, Bella? O que você ta pensando da vida, heim? Ficou Louca? Perdeu a merda do juízo que você já não tinha?


― Ela não vai me roubar...


― Eu não roubei merda nenhuma de você garota, se enxerga.


― Ele é Meu!


― Eu não sou seu, Caralho.


― Ótimo que ele é seu. Então pega e faça bom aproveito, porque eu não tenho nada com ele...


― Haha, tão achando que eu sou idiota?


― Não to achando, eu tenho certeza. Cai fora garota. Vê se me erra.


Lia virou-se pra ir pegar sua bolsa, que ela havia deixado sobre o sofá, e ir embora, não estava a fim de ficar ali ouvindo asneiras de uma das namoradinhas de Sirius, mas assim que Lia virou as costas, Bella soltou-se de Sirius e partiu pra cima de Lia, que a única coisa que viu foi o chão vindo em sua direção enquanto alguma coisa pulava em cima de suas costas.


Thiago colocou as pressas a guitarra no suporte e correu em direção as meninas, onde Sirius já agarrava Bella e a puxava pra longe e uma Lia, agora realmente nervosa, se levantava e ia pra cima de Bella, mas sendo segurada por Thiago.


― MAS QUE MERDA, CARALHO, QUER PARAR COM ESSA PORRA, DROGA.


Bella, que se sacudia nos braços de Sirius, que a segurava firmemente, parou de debater-se e Lia fez sinal pra Thiago solta-la


― É melhor você ficar longe de mim, entendeu garota?


― É melhor você ficar longe do meu Sirius...


― CARALHO BELLA, EU NÃO SOU SEU! – Sirius já estava ficando de saco cheio daquele papo. - Mas que Merda, você é surda?


Lia pegou sua bolsa e voltou-se para eles.


― O meu recado já esta dado. Eu não sou como essas babaquinhas que você esta acostumada por ai, então fica longe.


― Ela não vai te fazer nada Lia, eu não vou deixar...


― Eu não preciso de nada de você.


A loira lançou um olhar cruel pra Sirius e Bella antes de sair pisando fundo da sala.


Thiago deixou-se afundar no sofá, passando a mão pelos cabelos.


Sirius segurava Bella pelo braço, completamente irritado.


― Eu juro Bellatrix que se você ousar a fazer mais uma cena dessas, você não vai querer me ver, porque irritado vai ser bem pouco.


― Eu não quero aquela garota perto de você...


― Mas que merda, coloca uma coisa nessa sua cabeça oca, garota, eu NÃO sou seu. NÃO SOU SEU. Entendeu?


Thiago sabia que aquelas palavras eram fatais pra uma garota ouvir, aqueles tipos de palavras que as faziam sair chorando que nem loucas e depois só grudar ainda mais no seu pé. Coitado do Almofadinhas, agora eu to realmente com pena dele.


Bella olhou pra Sirius com profundo ódio, antes de sair da sala pisando fundo.


Sirius soltou um xingo baixo, bufando e passando a mão pelos cabelos.


― É Almofadinhas, você esta completamente fudido.


Thiago riu e Sirius se jogou no sofá ao lado do amigo.


― Fudido? Quem dera se eu estivesse fudido. Ae cadê as pingas desse lugar?


  


                                                                           ***


  


Agora Thiago até achava toda aquela briga das meninas engraçado, teria, claro, sido mais interessante se eles tivessem só de biquíni, naqueles campos de futebol de sabão, uma puxando o cabelo da outra, aquilo sim seria bem mais legal.


Thiago riu com seus próprios pensamentos enquanto caminhava pela rua do colégio sozinho. Remo já havia ido embora antes, segundo Sirius, assim que o ensaio de teatro acabou, Remo disse que estava muito cansado e tinha que estar descansado pra peça no outro dia.  Sirius disse que ia passar no bar da Augusta, tomar alguma coisa e ir pra casa, e Thiago, como sempre tinha ficado até mais tarde e agora ele caminhava lentamente enquanto descia a Rua Honduras. Logo ele estaria em casa, tomaria um banho quente, comeria alguma coisa e desabaria na cama, era tudo que ele mais desejava, o dia seguinte ia mesmo ser tenso.
Porem quando Thiago atravessou a Rua Argentina alguma coisa chamou-lhe a atenção mais a frente.


Alguém andava apressado, parecia ser uma garota, e dois garotos vinham caminhando logo atrás dela. Thiago parou. Sabia exatamente o que significava aquilo.


 


  


Lilian tinha ficado até mais tarde no colégio, pedira ao professor para deixá-la mais tempo no auditório depois que o ensaio acabou, estava ansiosa e nervosa, muito nervosa pra peça no dia seguinte. Por isso ela ficou até mais tarde do que deveria, repassando todas as suas cenas, uma por uma, pra ter certeza que não esqueceria nada, que faria tudo perfeitamente direito.


Mas agora ela começava a se arrepender por ter ficado tanto tempo no colégio. Já era noite, deveria estar bem perto das nove e estranhamente as ruas pareciam mais desertas que o normal.


Lilian cruzou os braços e passou a andar mais depressa, sentiu o coração parar por segundos antes de acelerar dentro do peito, sentiu seu corpo ser possuído por um medo imenso, enquanto tentava caminhar mais rápido, com a cabeça levemente abaixada. Pra um lugar que sempre tinha movimento, aquele dia estava deserto até demais. Caramba, cadê as pessoas daquela cidade?


Dois garotos, de aparência pouco confiável, caminhavam, logo atrás da ruiva, em sua direçao. Alguma coisa dentro dela dizia que não eram apenas dois garotos a toa, coincidentemente, caminhando na mesma rua que ela, por isso ela apertou mais as mãos contra o corpo, pronta pra gritar e sair correndo a qualquer mínimo gesto que eles fizessem em sua direção.


Lilian percebeu que os garotos estavam se aproximando, reprimindo um grito Lilian passou a caminhar ainda mais rápido, quase correndo.


― Calma ae gatinha.


Ela sentiu os pelos do seu corpo se arrepiar, uma ânsia subir por sua garganta e um pavor, misturado a desespero tomar conta de si.


Ela tentou olhar pros lados e reparou que os meninos estavam bem mais próximos, será que estavam armados, será que ela deveria correr agora?


Um dos meninos estavam mais perto, ia tocá-la, ela podia sentir o corpo tremendo loucamente, ela ia gritar, não importasse o que acontecesse, ela ia gritar e sair correndo o máximo que podia, qualquer coisa menos ficar ali vendo eles cada vez mais próximos.


 


  


Thiago correu até sua casa, bem proxima, sem chamar atenção dos garotos. Abriu o portão, jogou a mochila no chão e pegou duas coisas que estavam próximas a porta de entrada, as duas primeiras coisas que ele viu e entao correu de volta a rua.


Os garotos estavam bem mais próximos a menina quando Thiago saiu correndo pela rua em direção a eles, podia ver que um dos garotos iria atacá-la a qualquer momento. A menina parecia amedrontada, e Thiago não a culpava por isso, em São Paulo era um milagre existir uma pessoa que não andasse apavorado nas ruas, ainda mais em situações como aquelas.


Quando ele viu que um dos garotos estava mais próximo do que deveria, Thiago resolveu agir.


― Hey babaca.


 


 


Lilian apertou mais a mão contra o corpo, o grito preso na garganta, o desespero tomando conta de tudo, achava que seu coração pararia a qualquer momento.


Ela olhou de esgoela pro menino mais próximo e passou a caminhar quase correndo, o medo dessa vez mais voraz que tudo, foi então que algo fez seu coração parar abruptamente.


― Hey babaca.


Ela ouviu alguém dizer, mas não parou, não parou pra ver o que acontecia. Então ela ouviu um forte barulho e em seguida o barulho de alguém caindo ao chão.


Lilian virou o rosto pra trás pra ver um dos garotos caídos, uma bola que mais parecia uma bola de beisebol a alguns metros do garoto e o outro garoto, o que parecia mais próximo a ela, indo em direção a alguém, que parecia estar armado com alguma coisa.


Quando Lilian viu que os dois estavam muito próximos, ela fechou os olhos desesperada. Se o outro fosse matar o garoto ela não queria ver, podia ficar agradecida por ele ter tirado os garotos de perto de si, mas ela não queria ver aquilo.


Ela ouviu som de pessoas brigando, sons de alguma coisa batendo em alguém, sons de alguém apanhando, sons de alguém caindo ao chão. Chega. Ela já tinha ouvido demais.


Ela abriu os olhos e olhou pra frente correndo em seguida, correndo o máximo que podia, desesperadamente. Então ela ouviu passos, passos de alguém correndo.


Ah meu deus ele esta correndo atrás de mim.


  


Thiago juntou toda a força que tinha e mirou no garoto mais próximo, jogando a bola com força contra o garoto. A bola pareceu ter feito exatamente o que ele esperava: em alta velocidade a bola acertou em cheio a testa do garoto, o desequilibrando e o derrubando no chão, provavelmente desmaiado.


Foi preciso um segundo pro outro garoto perceber o que tinha acontecido e partir pra cima de Thiago. Ele ainda se lembrava das aulas de muay thay, e com um taco de beisebol na mão aquilo seria moleza pra ele.


O garoto veio pra cima de Thiago, parecia ter nas mãos um canivete e quando ele atacou Thiago, o maroto desviou-se, segurando firmemente o taco e atingindo a lateral do corpo do garoto que gemeu de dor e parou, antes de partir novamente pra cima de Thiago.


Thiago não queria realmente machucar o garoto, mas ele estava pedindo aquilo, já impaciente, Thiago viu o garoto vir pra cima dele tentando acertar-lhe com golpes de murro, então Thiago atingiu o garoto, largando o taco e derrubando o garoto no chão, tirando-lhe o canivete das mãos, e antes de se levantar, segurando a cabeça do menino e batendo-a no chão do asfalto.


Thiago levantou-se, o garoto permaneceu no chão, provavelmente incapaz de reagir. Thiago passou por ele, iria até a garota, falaria com ela, era melhor ele levá-la até a casa dela, só pra garantir, mas quando ele virou-se pra ir falar com a garota, era tarde demais. Ela estava correndo apavorada.


Droga.


 


 Lilian sentia-se ofegante, nunca fora boa em corridas nem nada do gênero, mas tinha que continuar correndo, o garoto estava atrás dela, podia ouvir o som dos passos, e do jeito que ela era lerda, ele talvez a estivesse alcançando, bem próximo de pegá-la e terminar o que os outros garotos não tinham feito, se é que não era o mesmo garoto correndo atrás dela.


― Hey!


Lilian não olhou pra trás, tentou correr mais ainda.


― Calma! Ta tudo bem. – ele dizia ofegante. – Eu não vou te machucar, só quero ter certeza que você ta bem.


Lilian continuou correndo, mas tinha alguma coisa estranha, alguma coisa dentro de si dizia que aquela voz não lhe era estranha.


― Ai caralho.


Lilian parou e provavelmente o garoto também tivesse parado, pois ela não ouviu passos dele atrás de si.


― Você ta bem? Desculpa se te assustei, eu só não ia deixar aqueles fedaputas...


Ele não terminou, Lilian percebeu que ele parecia ofegante pela voz. Temerosa ela tentou controlar a respiração, devia mesmo confiar nele? Não, sabia que naquela cidade não se podia confiar em muita gente, ainda mais em situações como aquela.


Ela ouviu passos atrás de si e sobressaltou-se, passando a caminhar apressadamente, até que algo a fez parar bruscamente, levemente atordoada.


― Lilian?


 



 *N/A:
Eu amo quando vem inspiração, porque quando ela esta dando suas voltinhas, não adianta, você pode passar horas em frente ao Word, chorar, berrar, até brigar com o Word e com sua cabeça que não sai nada, mas quando a inspiração reaparece, tenho vontade de casar com ela *-*
bendita sejas tu, inspiração *-*

Enfim, demorei um cadinho pra fazer esse cap, mas pelo menos não esta um cap ruim, na verdade eu tbm já fiz o próximo cap pra compensar esse.


Estava com tanta inspiração que eu fui escrevendo, escrevendo, e escrevi os dois caps de uma vez e gente, o próximo cap vai ser taoooooooooo perfeito *-*
eu pelo menos acho isso.


Ah e como eu adorei a Lia brigando nesse cap kkkkkkkkkkkk
ela acabou com a Bella, coitadinha /nemfuiironica


Bom os próximos caps serão realmente bons, eu to afim de ver ação, romances, brigas, coisas loucas, então se preparem porque esses marotos vão aprontar >D
Hohoho’

Enfim é isso, COMENTEMMM pelo amor dos marotos
me da agonia não ver coments nem mais visitantes
Se você gostou da fic, comenta e divulga ela, please *-*
e eu prometo te devolver o favor postando caps perfeitos *-*
Promessa é divida né

E, ah queria divulgar a fic da @re_fics "Justice", nao é postada na floreios, mas é mto boa, da uma olhadinha
http://www.justicefic.blogspot.com


Bom, pessoal é isso
Até o próximo cap
Valeu por tudo

beijos
Lanah Black

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 31/08/2011

Nossaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ameiiiiiiii Tiago protetor dos frascos e comprimidos kkk 

Nota: 5

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