CAPITULO 156 – O FUTURO DOS APAIXONADOS
Epilogo 2
A menina balançava as pernas para lá e para cá, pois a cadeira era muito alta para que pudesse encostar as pontas dos pés no chão. Estava irritada e enfadada.
E em pouco tempo estaria também, com o traseiro dolorido.
A freira olhou para ela com repreensão e ela afastou os olhos. Era uma menina pequena, muito pequena para cinco anos. Tinha o corpo minguado, miúdo e de uma estatura baixa. Não fosse seus olhos muito azuis e os cabelos lisos, ruivos e brilhantes, passaria despercebida.
Seu vestido era rosa, discreto e sinceramente falando, menos enfeitado que os das outras meninas com quem ela costumava brincar. Graças a Deus, pensava Lizzy. Suas amigas eram relativamente estúpidas e faziam drama até mesmo por um tropeço dos sapatos lustrosos no chão.
Entendida, ela contou mentalmente as regras de sua casa, tentando supor quantas delas havia quebrado e quais seriam seus castigos.
Pelas freiras que a apanharam, passaria o resto de sua vida ajoelhada no milho. Ou pior, leriam novamente a bíblia e enfatizariam a importância de seu sexo junto à sociedade. Deveria ser pacata. Deveria ser cordata. Deveria ser quieta e calada.
Ora, sim!
Lizzy aguardou por varias horas, parte sua queria que os pais a buscassem o mais rápido possível, e outra parte, esperava que demorassem. Assim, atrasaria a surra que seu pai vivia lhe prometendo e hoje, com toda certeza, cumpriria sua promessa. Sem contar, que sua mãe a repreenderia e se desse ainda mais azar, teria que ouvir um sermão de sua tia enxerida sobre não ser mal criada.
Que acabasse logo aquela tortura. Não agüentava mais as freiras que iam a vinha pelo corredor, apenas para vê-la.
Quanto azar. De todas as idéias estúpidas, aquela que a levara ao convento era a pior delas!
Bem, o que está feito, está feito, pensou Lizzy madura para a idade. Sua mãe arrancaria seu couro, era fato.
Resignada, olhou para o par de botas no chão, ao lado da cadeira. Um enorme sorriso espalhou-se em seu rosto.
As sardas em seu nariz ficavam mais evidentes quando sorria, mas Lizzy não ligava. Outro olhar para as botas e ela quase riu sozinha. Será que poderiam dizer que estava possuída pelo demônio apenas por rir sozinha, de uma piada que estava em sua mente? Achava que não. Bem teria que perguntar a sua mãe, isso claro, depois da surra e do sermão.
E talvez quando isso acontecesse, ela houvesse esquecido da pergunta.
Lizzy sentia uma incontrolável vontade de cantarolar naquele lugar e ouvir o próprio eco. Mas as freiras teriam um araque, então, ela se manteve calada, como uma comportada menina deveria ser.
Uma hora depois, A madre superiora conduzia uma mulher pelos corredores:
-Deve saber, sra.Wesley que isso não é comum. Realmente não é comum! – a mulher trazia na expressão algo severo que desgostou Hermione. Mesmo assim, obrigou-se a ouvir atentamente suas palavras.
-Criança como essa nunca vi em minha vida. Deveria ponderar, sra.Wesley sobre a possibilidade de deixá-la conosco por um tempo. Alguns anos de empenho e será outra menina!
Hermione ferveu, mas se esforçou para não responder. Não diria nada enquanto não falasse com a filha.
-Essa menina deve ter pouco mais de quatro anos...
-Cinco – sem paciência, ela abriu a boca para responder pela primeira vez desde que chegara ao convento. – E tem nome. Chama-se Elizabeth Granger Wesley.
A madre reconheceu o tom de irritação em sua voz, mas não retrucou. Um profundo olhar para a dama ao seu lado a desmotivou de uma resposta mordaz.
Era um mulher jovem, vinte e cinco anos no máximo, magrinha e esbelta. Era de constituição pequena e delicada, acentuado pelo vestido de inverno. Um vestido azul escuro, com mangas longas e punhos abotoados com botões brilhantes. Os mesmos botões decoravam a frente do vestido, que era botoado até o alto do pescoço. Não era um vestido fechado e sóbrio por recato, era apenas o frio de Londres, que a obrigava a vestir-se desse modo, pois não entendia as demais mulheres daquela cidade, capazes de enfrentar as baixas temperaturas com decotes gigantescos, seios a mostra, pele roxa e expressão doente, contendo espirros e possivelmente calafrios.
Um olhar de repreensão da madre para sua aparência a irritou ainda mais. Apesar de aprovar sua roupa, não aprovava as demais escolhas. Contrariando as convenções, não mantinha os cabelos presos, mas sim, soltos e longos, como uma jovem solteira. Presos dos lados, por uma fivela atrás da cabeça, os cachos naturais, outro fato atípico, destacavam sob o olhar da madre. Usava luvas de couro, que retirara assim que entrara no convento, e era realmente atípico que uma mulher as usasse!
Sua face era delicada, mas seu olhar penetrante. A madre não conseguia fitar seus olhos por muito tempo. Havia segredos em seu coração e alma, e esse olhar parecia capaz de desvendá-los.
-Uma vergonha! – a religiosa não se deu por satisfeita, conduzindo-a escada a cima, em direção a outro andar. – Uma menina portar-se desse modo!
-O que foi que Lizzy fez, afinal? – perguntou sucumbindo a irritação.
-Roubou as botas de um menino, pulou o murro e estava escondendo-as atrás das árvores, do nosso jardim. Foi quando uma irmã a encontrou.
-É mesmo? E porque Lizzy faria isso? – Hermione perguntou a si mesma, ponderando as razões da filha.
Logo atrás da jovem de expressão decidida, como soldadinhos, dois meninos seguiam calados. Não por serem comportados, mas sim, pelas ameaças de serem deixados ali caso não se comportassem.
De cabeça baixa, os gêmeos seguiam atrás da mãe e da velha rabugenta, calados e cabisbaixos.
Tinham quase oito anos, e sabiam medir direitinho o perigo. Quando a mãe ficava calada, e seus olhos brigavam daquele modo, era hora de calar a boca e sair do seu caminho. Espertos, eles preferiram não ser o alvo de sua raiva, quando ela finamente pulasse no pescoço da madre superiora.
Pronto, lá estava à fujona.
Sentada em uma cadeira alta e estofada com todo o luxo e pompa de um convento falsamente religioso, Lizzy ostentava sua melhor expressão de inocência. Ao erguer os olhos azuis claríssimos para a mãe, parecia um anjo de candura e doçura.
Ledo engano.
-Aqui está sua filha – a religiosa disse com algo de mordaz na voz.
Hermione olhou para ela incomodada com essa atitude. Não era super-protetora com os filhos, mas também não permitia que estranhos os hostilizassem.
-Gostaria de um momento a sós com minha filha – pediu, tentando manter a compostura.
Sua voz não deixou margens para questionamento. Com um cumprimento fingido a madre deixou-os a sós.
De pé diante da menina, esperou que se cansasse de esperar e dissesse algo que a delatasse em sua culpa. Mas hoje Lizzy estava completamente centrada. Dessa vez, sua mãe a mandaria para uma escola interna. Tinha certeza.
-Vai me contar o que aconteceu de fato ou devo acreditar em tudo que a madre superior me contou? – exigiu, as luvas em suas mãos sendo batidas aflitamente na palma da mão.
Arthur e Edgar olhavam solidariamente para a irmãzinha.
-Mamãe, foi sem querer.
Era a frase de sempre. Unânime na boca dos filhos.
-A verdade, Elizabeth -ela exigiu, severa.
A menina era dura na queda, e turrona. Mas hoje, estava verdadeiramente assustada.
-Geremias Stuart me provocou, mamãe. – ela contou cabisbaixa – Disse que não podia saltar o murro. Eu perguntei por que e ele disse que sou uma menina e meninas são bobas demais para saltar murros – para ela tinha um sentido ficar indignada.
-Sim, ele a provocou -ela olhou para a menina, lendo sua alma – E de quem são essas botas?
-São de Geremias – ela disse simplesmente, olhando para os irmãos.
Edgar parecia prestes a rir de sua cara, e ela conteve a vontade de contar para a mãe todos os segredos que sabia dele. Era melhor não abrir a caixa de pandora, ou ele contaria de suas travessuras nunca descobertas!
Solidário, Arthur olhava para a irmã com um pequeno sorriso de incentivo.
-E o que estão fazendo com você? Não deveriam estar nos pés de seu amigo Geremias?
-Mamãe... – ela achou que iria chorar – Ele pediu que provasse, mamãe. Disse que se eu subisse no murro e não conseguisse, deveria lhe dar uma prenda.
-E que prenda é essa que a ultrajou? – desistiu das luvas e guardou-as em sua bolsa, presa em seu pulso. Uma bolsinha delicada e feita em rendas e tecido nobre.
-Queria que lhe beijasse a bochecha, mamãe. Disse que uma menina serve apenas para isso – ela sussurrou, envergonhada, pois os irmãos estavam ali.
-E suponho, que não caiu do murro? – ela fingiu não se abalar em como essas crianças andavam apressadinhas.
-Eu disse a ele, que se vencesse queria suas botas novas. Ele esteve se gabando delas durante toda à tarde – era obvio, sua expressão dizia isso – ele tirou as botas e eu as peguei e sai correndo. Como ele veio atrás eu subi no murro e pulei, queria lhe dar uma lição e obrigá-lo a voltar descalço para casa, e deixar de ser esnobe. Não poderia contar a Sra.Stuart como perdeu as botas, e estaria de castigo!
-E suponho, que seja uma lição por tratá-la com descaso?
-Hum hum – ela concordou, suspirando culpada – Não sabia que uma freira iria me ver. Como poderia saber que uma freira enxerida iria xeretar no jardim?
Os irmãos abafaram uma risada, e Hermione olhou para os dois enfurecia. O riso morreu na hora.
-Obviamente, invadir propriedades tem seu custo – ela tentou não gritar. Controlaria a vontade de esganar a filha.
Seus ideais eram bonitos e corretos, mas havia outros modos de fazer as coisas!
-Pegue as botas de seu amigo e vamos para casa – ela disse por fim, sem por fim ao sofrimento da filha.
-Mas mamãe, a madre disse que iria ficar aqui, e talvez em alguns anos pudesse voltar para casa...
Hermione parou e olhou para a filha. Por trás de sua expressão corajosa e desafiadora, que sempre ostentava, havia uma fragilidade imensa e seus olhos marejados de lágrimas a comoveram.
-Apenas eu e seu pai decidimos seu futuro e de seus irmãos, Lizzy. Qualquer outra pessoa, não pode fazer isso. Por isso, não chore. Embora mereça um castigo, não ficará num convento a menos que seja sua vocação!
-Não é não, mamãe! -ela disse imediatamente, tomada de um pavor horrível. Ficar em silencio, durante aquelas horas todas haviam confirmado que jamais teria vocação para o silencio e freiras faziam fotos de não falarem, ou algo parecido, pensou a menina.
Lizzy agarrou a mão de Hermione e ela conteve um sorriso. Detestava incentivar os filhos a aprontarem, mas dessa vez, precisava esclarecer as coisas na cabecinha de sua filha.
Abaixou-se até estar na sua altura e fitou seus olhos com todo seu amor e ao mesmo tempo empenho.
-Precisa entender, filha, que na pode desafiar os homens. Na vida das mulheres, é preciso ter prudência. O mundo é masculino. E os homem sempre irão duvidar de sua capacidade. Mas não pode impor-se a eles, assim como eles não deveriam fazer conosco. Quando um menino provocá-la, sorria e seja polida. Se a desagradar, volte para a casa, não brigue na rua, ainda mais com meninos maiores que você. Muito menos faça coisas desse tipo! Ser inteligente e sagaz, não é próprio do sexo, mas sim, de todas as pessoas. Não deve querer provar que é melhor que um menino.
-Mas queria que Geremias soubesse, mamãe. –ela reclamou.
Hermione ajeitou seus cabelos tão macios e suaves e pensou no que dizer:
-Haverá outro menino que vai saber, querida, mas não vai ser agora. Os meninos nessa idade são muito bobos – brincou para vê-la rir.
Aquele sorriso quase desdentado a fez rir. Lizzy havia recuperado alguns de seus dentes de leite perdidos, mas ainda estava engraçadinha.
-qual será meu castigo, mamãe? -perguntou docemente, Hermione levantou, aprumou a saia do vestido e segurou sua mão, levando-a pelo corredor. Os meninos continuaram logo atrás, sabendo muito bem que não era a melhor hora para intervirem.
Teriam todo o tempo do mundo para caçoar da irmã.
-Não pergunte a mim, e sim, ao seu pai –ela respondeu notando a expressão da filha murchar.
Seu pai era o melhor pai do mundo, mas quando perdia a calma, sobrava para o traseiro de seus irmãos. Até hoje, havia escapado se bandeando para o lado da mãe, mas hoje, estava entregue as ferras.
-Mas primeiro – ela disse sabendo o quanto sua filha ia sofrer com suas palavras – vamos a casa da Sra.Stuart e vai devolver as botas de seu amiguinho e vai pedir desculpas.
-Mas, mãe...
-Ele deve ter sido responsabilizado por algo que não fez, e por isso mesmo, irá assumir a culpa de seus atos, Lizzy.
-Mas mãe, ele me provocou! – ela quase bateu o pé, frustrada, mas o olhar de sua mãe avisou-a que estava indo no caminho errado para ser perdoada.
-apenas pense em como se sentiria se fosse ao contrario.
Com essa reprimida, a menina ficou calada. Olhando para trás notou que seus irmãos riam dela.
Hermione chegou à casa amarela, ao lado da casa dos Lovegood, em Londres pouco depois de Rony. A carruagem estava perto da casa e quando Adolph ajudou-as a descer, ela pensou no que seria de Elizabeth quando lhe contasse os detalhes dessa aventura da filha.
Estavam em Londres há seis meses. Era a primeira vez em quase oito anos que puderam viajar para Londres e matar a saudade da cidade e dos antigos amigos. Primeiro, o nascimento dos gêmeos. Depois o nascimento de Elizabeth.
E por fim, dois verões de seca doentia que os obrigara a trabalhar e se dedicar a vencer a natureza e salvar o negocio que tanto os orgulhava, assim como sustentava tantas famílias.
Na casa ao lado, ela cumprimentou alegremente Luna que podava suas roseiras, estando à vontade naquele seu jardim maluco com todos os tipos de plantas possíveis e imagináveis. Nada surpreendente para a casa de um botânico. Mãe de uma menina tão estranha quanto a mãe, Luna era uma amiga muito querida.
Gina e Harry haviam voltado a Londres há dois anos, e voltar a Londres era um modo de revê-los. Para sua sorte, o conde fincara suas raízes em uma fazenda próxima e não tinha planos para voltar a Londres tão cedo.
Criando a afilhada, a filha de Lilá, ele e Elly eram felizes e tinham uma pacata vida. Há um ano Duran morava na fazenda com o conde, ajudando em seus negócios, junto com sua mulher, Anna.
Quem visse o menino do interior vestindo roupas bem cortadas e tendo tanto porte para os negócios nem desconfiaria de sua origem. Mesmo que às vezes, ele andasse descalço e cavalgasse sem destino, reencontrando suas raízes. Anna tinha muito orgulho do marido e ambos planejavam um filho para logo.
Para desgosto de Juanita, sua primeira e por enquanto única nora, havia se mostrado ser uma filha muito amorosa, quando a pouco mais de um ano Juanita tivera pneumonia. Ninguém havia notado que sua simples gripe era algo pior.
Depois de meses de cuidados exaustivos, Juanita tivera na nora uma companheira constante, cuidando dela, amparando, fazendo-lhe companhia. Um amor nascido aos poucos.
Felizmente, recuperada, pobre Juanita, não se acertava em Londres. Fazia muitos anos que deixara aquela cidade e votar a passeio com a patroa, dessa vez como uma madame e não empregada a surpreendia.
Tanto que dois meses depois, quis voltar para casa e para o marido. Hermione havia compreendido e até achado natural.
Entrando em casa, ela notou o momento em que Rony baixou o jornal e olhou para ela com algo irônico no olhar:
-Achei que teria que buscá-la pessoalmente no Rosie Nell.
-Não estava no Rosie Nell. –respondeu no mesmo tom – Arthur, Edgar, subam e se lavem para o jantar – mandou, a revelia da vontade dos filhos de ficarem e ouvirem a briga. – Nada disso, mocinha – ela segurou a filha pelos ombros quando ela tentou ir atrás dos irmãos, e fugir – Sua filha aprontou.
Aos trinta e dois anos, Rony não havia mudado nada. Continuava com aquele sorriso franco e brincalhão, e aquele olhar cativante. A cada dia mais bonito e viril, enlouqueceria qualquer mulher de sangue quente.
-Venha aqui, Lizzy – ele pediu.
Pôs a filha sentada em sua perna e ela se aninhou ao pai, achando estar protegida dos castigos. Sabia que era o xodó do pai. E isso estava a seu favor.
-O que minha bonequinha fez dessa vez?
-Brigou com um menino maior que ela, roubos suas botas, saltou um murro enorme e ainda, invadiu um convento para se esconder. E teve o desplante de responder a madre, ao ser apanhada.
Feito o resumo, Hermione trocou um longo olhar com o marido. Não achava que a filha era tão culpada assim, visto que acredita em direitos iguais, mas para discipliná-la, era preciso se ater as convenções as vezes.
-Minha nossa, são crimes graves. E seus irmãos? Ajudaram-na nisso?
Lizzy maneou a cabeça em negativa, subitamente calada. Estava com vergonha do pai. Normalmente eram os irmãos quem estavam nessa posição e ela apenas espiava rindo de seus castigos. Dessa vez, porem era ela a culpada!
-Tem certeza? – Rony insistiu, custando a crer que aqueles dois haviam realmente estado placidamente contemplativos enquanto a irmã aprontava.
-Sim, papai – ela respondeu inocentemente.
Talvez se não fosse filha de Hermione, ele acreditasse em tanta ingenuidade.
-Disse a Lizzy que lhe daria um castigo proporcional – Hermione havia deixando a bolsa de lado e desabotoado os primeiros botões do vestido, pois dentro de casa a lareira estava acessa e o calor era gostoso e acolhedor.
-É o que farei depois de ouvir toda a historia contada por essa mocinha – ele concordou.
Hermione fez força para não rir. Palhaço. Torturaria Lizzy, fazendo-a contar tudo novamente, apenas pelo prazer de vê-la culpada.
Hermione sentou-se para ouvir toda a narrativa. Às vezes fantasiosa, às vezes simplista, Lizzy era inteligente o bastante para aumentar onde lhe convinha, e diminuir onde também lhe convinha! Varias vezes, Hermione a repreendeu e corrigiu sua narrativa.
Nunca se cansava de ver como a filha era inteligente e coesa. E tão doce. Sentada no colo do pai, ela se recostou em seu peito protetor, e estava com bastante sono depois do dia de brincadeiras na casa dos amiguinhos e com os irmãos. Rony acariciou seus cabelos, notando o quanto ela estava perto de pegar no sono. Beijou seus cabelos e interrompeu sua narração.
-Muito bem, Elizabeth. Sei o que devo fazer para que aprenda a se comportar e ter modos.
-eu tenho modos, papai. Mamãe me ensinou a ter modos.
-Não interrompa seu pai quando ele estiver falando – Hermione corrigiu-a, esperando que lembrasse disso no futuro. Sempre imprevisível, era difícil saber se entenderia e lembraria ou não.
-Como dizia, seu castigo será proporcional a sua mau criação – ele piscou para Hermione, sem que a filha notasse – Amanhã cedo, iremos ao convento e você, mocinha, irá passar o dia ajudando as freiras. Deve haver muita faxina e jardinagem para fazer num lugar daquele tamanho.
Chocada, Lizzy olhou para a mãe.
-Agora suba, troque de roupa e esteja pronta para jantar – Hermione concluiu antes que ela reclamasse. Embora, que ela não parecia muito contente, mas tinha noção de ter escapado de uma senhora surra.
Com um estralado beijo, despediu-se do pai e abraçou a mãe antes de correr para as escadas.
Hermione nem tentou alertá-la sobre correr nas escadas.
-Como foi que nossa filha tornou-se uma menina tão audaciosa? -ele perguntou, com um sorriso malicioso, de quem sabe a resposta – Espere, eu sei a resposta. Puxou a mãe!
-Não seja desagradável, Rony – ela pediu, falsamente irritada – Em parte dou razão e ela. Criamos Lizzy para ser uma mulher independente e ela estava fazendo exatamente isso hoje. Então, como culpá-la?
-Admita, pequena, há modos mais sensatos de mostrar sua independência! – ele argumentou levantando-se e segurando sua mão para que levantasse também. – Sabe de uma coisa? Nossa estadia em Londres está no fim.
-É mesmo? – Hermione deixou-se abraçar, estudando sua expressão.
-Ficamos muito tempo em Londres, sinto falta da terra e do trabalho. – ele confidenciou.
Hermione teria concordado com ele, mas Rony a beijou, e ela esqueceu de tudo.
No alto da escada, Arthur e Edgar se cutucaram, e então puxaram a irmã para cima.
-Vamos voltar para casa – Edgar disse satisfeito.
-Até que não demorou tanto. – Arthur relembrou – Papai tinha dito que ficaríamos pelo menos um ano!
-Que desperdício – Edgar resmungou. – O que há para fazer aqui além de ver as carruagens passarem? Não dá para jogar bola, nem nadar no lago, muito menos apostar corrida de cavalo!
-O pai também não agüenta muito tempo longe da fazenda – Arthur contou – Outro dia ele reclamou do cheiro de fumaça que vem das chaminés.
-Sim, o pai tem razão. – Edgar atirou-se na cama, e ficou olhando para o teto, os braços cruzado atrás da cabeça. – Temos que admitir, tem uma cosia boa em Londres – ele olhou para o irmão e os dois riram em segredo.
-O que é? – Lizzy perguntou, ansiosa para ser incluída na conversa.
-Não é assunto para pirralha – Arthur arreliou.
-Aposto que estão falando de ver a empregada tomando banho nua. – ela acusou - vi quando estavam espiando-a outro dia!
Os dois olharam surpresos para ela.
-Você é muito enxerida, Lizzy – Edgar reclamou, sem saber como ofende-la sem correr o risco de ser delatado.
-Não sou não!
-É sim! – os gêmeos disseram juntos e ela ficou de pé, a face corada, louca de raiva.
-Não, não sou enxerida!
Os meninos riram, pois ela estava à beira das lagrimas.
-Se aquiete, Lizzy – Arthur pediu, ainda rindo – Assim a mamãe vai saber que não foi deitar ainda!
-O que pode ter de graça em ver uma mulher tomando banho? – Lizzy ridicularizou e os dois manearam a cabeça, achando graça.
-O importante é que vamos para casa – eles disseram novamente, Arthur tão feliz como um passarinho ao aprender a voar pela primeira vez.
-É mesmo – Lizzy concordou, sonhadora.
Sentia saudade de seus amigos, filhos de sua tia Juanita, sentia falta de Anna que cuidara dela nos primeiros anos de vida, e sobretudo de seu pônei. Com sorte, até o próximo verão, aprenderia a montar em uma égua de verdade!
Os três seguiram conversando por muito tempo, até serem apanhados e Arthur acabar com a orelha vermelha, ao responder para Hermione.
No fim, os três acabaram na cama, adormecidos como anjos.
Hermione cobriu-os e beijou cada um deles, cuidadosa e amorosa.
Eram a graça da sua vida.
Seus amores.
Hermione deixou o quarto, apagando a luz e encostando a porta.
A casa estava silenciosa e o clima de harmonia era total. Ela adorava àquele sossego depois de um dia agitado. Voltando ao quarto, encontrou Rony despido, na cama, esperando por ela. O lençol o cobria parcialmente e Hermione fechou a porta atrás de si, andando para a cama, atraída por seu olhar e seu desejo.
Saboreando o impacto de seu olhar, despiu o penhoar, que vestira para ir dar um ultima olhada nos filhos.
Deixou a peça sobre o encosto de uma cadeira e se aproximou da cama.
-Precisamos ficar de olho em Lizzy – ele alertou,aproveitando seus últimos momentos de pai, antes de ser completamente seduzido e esquecer de tudo que não se resumisse a um perfumado corpo de mulher.
-Sim, precisamos – ela concordou, aproximando-se da cama, e entrando embaixo dos lençóis. – Rony, preciso lhe dar uma resposta, meu amor.
Rony engoliu em seco. Vinha esperando a resposta de uma pergunta, há quase um mês.
Fizera-lhe um pedido, e Hermione o deixaram em suspense.
-Me pediu outro filho -ela lembrou – Eu disse que responderia depois de pensar. Era mentira. Não precisa pensar para lhe responder. Eu precisava apenas confirmar se não estava grávida. – ela contou.
-E está?
-Sim. – sua resposta foi plácida.
Rony controlou a euforia.
-Coincidência não acha?
-Não, não acho. Vinha tentando engravidar a alguns meses – ela contou sorrindo – não quis lhe contar, enquanto não acontecesse.
-De verdade? – surpreendeu-se – Hermione, anda me escondendo segredos?
-Claro que sim – respondeu com naturalidade, sentando-se na cama, e estendendo uma das mãos para acariciar seu peito – Se não resguardar alguns segredos dentro de mim, como poderá manter seu interesse? Além disso, temia não engravidar com a rapidez que esperava!
-Demorou muito? -ele perguntou agradavelmente surpreso.
-Dois meses – ela acompanhou seu riso – Pelo visto você sempre vai me engravidar com facilidade!
-Acha que dessa vez será menino ou menina?
Rony sempre perguntava, pois ela sempre acertava.
-Tenho um palpite que vou me surpreender dessa vez – fez mistério.
O sorriso se apagou na face de Rony e ele correu os dedos por sua testa, bochecha e lábios, com um olhar penetrante, que vai longe. Hermione quase perguntou-lhe o que lhe trazia tristeza, mas ele falou antes:
-Será sempre assim? Essa felicidade imensa a cada dia, acordando ao seu lado, e vendo-a adormecida? Ouvindo as crianças correndo pela casa, enlouquecendo todo mundo com suas travessuras? Seremos sempre felizes?
-Está feliz? -ela provocou, enlaçando-o e abraçando-se ao seu peito, esperando seduzi-lo com seu corpo.
-Não tenho tido um minuto de infelicidade nos últimos oito anos. – garantiu.
-Como é mentiroso esse meu marido –ela reclamou – Sei que está infeliz em Londres, que gostaria de ter voltado para casa a mais tempo e somente agüentou por minha causa, porque sabe o quanto gosto da cidade!
-Não é infelicidade, Hermione. – explicou – Às vezes,precisamos ser flexíveis no amor.
-Sim, por isso mesmo decidi ser flexível também. Quando esse bebê nascer – ela olhou bem dentro dos seus olhos – não vou mais me prevenir. Deixarei nas mãos de Deus a escolha de quantos filhos quiser nos mandar.
-Não precisa fazer isso, Hermione, apenas para me agradar – lá no fundo, estava comemorando.
-É para me agradar também. Precisava de um tempo sendo livre, cuidando dos meus filhos e do meu marido, agora preciso de uma vida cheia de crianças.
-Tem idéia do quanto eu te amo, Hermione? -ele perguntou consciente dela saber.
-Sim, tenho uma vaga idéia – ela roçou os dedos sobre o volume que se insinuava pelo tecido do lençol. – uma idéia muito gostosa, alias – insinuou, beijando seu pescoço.
-Hermione... – queria comemorar a noticia de ser pai novamente, dizer-lhe mil vezes o quanto a amava, mas Hermione tinha outro tipo de comemoração em mente.
Como, então, resistir?
-Espere – ela pediu, se afastando.
Surpreendendo, deixou a cama, e andou até a janela. Estava frio lá fora, e Hermione abriu as cortinas. Delicadamente, amarrou-as em seus ganchinhos laterais e se aproximou do interruptor, desligando a luz do lustre.
O quarto ficou mergulhado numa parca escuridão, suavizada pela luz do luar, que entrava pela grande janela da sacada, e iluminava a cama, e parte da parede.
Iluminada pela lua, soltou as alças de sua camisola, e ficou nua no meio do quarto, diante de seu olhar devorador de admiração. Provocadora, virou-se de costas e apanhou uma escova e cabelos, para desembaraçar os fios macios, depois de um dia todo passeando por Londres.
Sentiu seu olhar em cada pequena parte de seu corpo e não se surpreendeu quando Rony deixou a cama e se aproximou. Fingindo indiferença, deixou a escova cair quando foi apanhada por trás.
Rony abraçou-a, prendendo seu corpo contra seu corpo firme e dominador.
-Adora brincar comigo – ele disse baixinho em seu ouvido.
-Nunca brincaria com você, meu amor – Ela se afastou, fugindo de seus braços.
Diante da ampla janela, banhada pelo luar, Hermione recostou o corpo contra o vidro, oferecendo-se languidamente ao seu olhar.
Os braços erguidos acima da cabeça, erguiam seus seios, tão empinados e macios, o quadril arredondado, devido as gravidezes, e que ela sacudia para lá e para cá, oferecendo-se. Coxas firmes, de quem anda e cavalga, e se exercita.
Rony ajoelhou-se aos seus pés, como quem reverencia uma rainha e segurou seu pé, erguendo-o sobre sua coxa. Pé pequeno, frágil. Beijou a pele cálida e ela gemeu, se arrepiando. Beijos molhados e sensuais seguiram por seu pé, pelos tornozelos, pelas panturrilhas.
Um tremor apoderou-se de suas entranhas quando esses mesmos beijos salpicaram suas coxas, o interior de ambas as coxas, com beijos e chupõenzinhos, totalmente eróticos.
Envolvida, Hermione separou as coxas quando os beijos subiram ainda mais. Rony afundou os dedos entre suas pernas, enquanto subia os lábios para seu umbigo.
Os dedos roçaram muito superficialmente, antes de se aprofundarem em seu recanto, tão úmido e quente, quanto os beijos de Rony.
Torturando-a, passou vários minutos bolinando-a, sem aprofundar os carinhos, atiçando-a e tornando-a uma estrela cadente, queimando em puro desejo não saciado.
Hermione desceu as mãos para acariciar sua cabeça e seus ombros, se oferecendo e esfregando-se contra aqueles dedos malvados que a sondavam e brincavam com seu sexo.
Extasiada, se contorceu e Rony sorriu, contra a pele de sua barriga. Sua sempre lisa e reta barriga. Logo estaria esticada e redonda pela nova gravidez e essa perspectiva o excitava, pois adorava seu corpo quando estava roliço e suculento pelas novas curvas.
Hermione gemeu mais e mais, acabando com seu auto controle, quando finalmente, desceu aquela boca mágica para o lugar onde tanto a queria.
Rindo diante de seu desespero provou seu sabor, seu néctar, lambendo ousadamente, e chupando vez ou outra, até ouvi-la gritar de prazer.
Por terem escolhido um quarto afastado, não havia risco das crianças ouvirem. Ainda mais, que aquelas crianças tinham um sono pesado e nada poderia acordá-los quando estavam cansados, como hoje, depois de tanta brincadeira e estripulia.
Esquecida que era mãe e esposa, Hermione sentia-se apenas mulher.
A mais louca, apaixonada e excitada mulher da face da terra. Os carinhos duraram minutos e Hermione precisou empurrá-lo para livrar-se da tortura, e poder entregar a ele a prova de seu desejo. Ensandecida de vontade, virou o corpo de encontro ao vidro gelado, e ofereceu seu corpo.
Rony gemeu e levantou, esfregando o corpo contra o dela.
Hermione sentiu-se uma libertina, nua, de frente para a rua. Era noite, e pouco provável que alguém pudesse vê-la a uma distancia tão grande da rua, mesmo assim, sua lógica desaparecia e o erotismo do momento a fazia arder.
Rony não desperdiçou seu oferecimento. Gemendo, esfregou-se contra suas nadegas, seu membro encaixado entre elas, numa francesa diferente, mas não menos excitante. Hermione rebolava para ele e Rony seguia levando os dois a loucura.
Quando ambos estavam muito próximos ao ápice, Rony segurou a ereção e apontou-a para sua fenda úmida e palpitante, sumindo através dela num avanço rápido e profundo.
Ela gemeu, e mordeu os lábios para não gritar. Naquela posição, era uma tortura divina, tão inchado, longo e grosso....
Rony agarrou sua cintura, e seus cabelos, esmagando-a contra o vidro, enquanto estocava sem parar em sua carne. Era isso mesmo que ela queria, vê-lo descontrolado. Seu maior prazer, era saber que esse homem enlouquecia em seus braços. Ou nesse caso, não exatamente em seus braços....
Seu rosto, prensado contra o vidro, era uma mascara de profundo prazer, suas mãos tentavam agarrar a superfície lisa, mas não havia apoio. Estava perdida, em mais de um sentido!
Rony não parava, não conseguia parar. Deveria ser mais gentil, mas não conseguia. Quando perdia o eixo, e o controle o abandonava, a única coisa que poderia fazer, era arremessar-se sem parar, até chegar ao ápice!
Segurando seus cabelos em uma das mãos ele deu um puxão, e ela gritou, se forçando contra ele, empurrando, querendo mais, que fosse mais rápido, mais voraz, muito mais bruto.
Sendo abusada daquele modo, Hermione perdeu a consciência de onde estava, apenas sentia. Mais e mais rápido, mais e mais fundo, mais e mais voraz. Tão grande, tão quente, tão másculo...
Rony estava cravado dentro dela, e não apenas em seu corpo, mas em sua alma, e quando ele gritou em seu gozo, ela o acompanhou.
Rony poderia ter facilmente escorregado e caído após seu gozo, como um coelho após a cruza. Era uma comparação cruel, mas totalmente verdadeira.
E somente um fazendeiro para entendê-la.
As costas de Hermione eram um convite e ele lambeu toda a extensão de pele, beijando e mordendo, numa caricia de carinho e paixão. Girou-a em seus braços e a tomou nos braços.
Depositou-a sobre a cama, e juntou-se a ela, cobrindo seu corpo com o seu. Cálida, Hermione o recebeu de braços e pernas abertas, enlaçando sua cintura, quando ele a penetrou novamente.
Paixão saciada, restava o desejo de serem um só e dividirem aquela intimidade tão acolhedora e inflada, que os conduzia ao mundo do amor e do prazer.
Hermione agarrou suas costas, arranhando, apertando e mantendo-se agarrada aquele homem, enquanto seus corpos corriam atrás daquela paixão ultrajada que cobrava deles mais empenho, pois era um jogo de oferece e foge.
Dentro e fora. Encima e embaixo, dentro e fora. Rápido e devagar. Encolhe, estica. Dentro e fora. Cada vez mais para alto, até não sobrar nada, além dos corpos grudados, e abraçados, as bocas fundidas em um beijo de língua, saliva e dentes, que marcava em seus corações a mesma satisfação que marcava seus corpos.
Exaustos, satisfeitos e apaixonados, se enrolaram sob as cobertas e adormeceram.
Antes de adormecer completamente, ainda foi possível ouvir, na escuridão, um suspiro de felicidade, que Hermione não pode conter, então, ela virou-se para o lado, enrolou-se contra Rony e adormeceu, assim como ele.
FIM
AUTORA: gente, acabou para valer agora.
Sempre que acaba uma fic longa eu faço algumas considerações. Dessa vez, nem tenho vontade, pois confesso estou desgostosa de ter acabado essa fic.
Só percebi o quanto queria que continuasse, quando tentei acabá-la. Eu juro, estava contente com o fim. Achava que estava tudo bem, até descobrir que vou morrer de saudades de escrevê-la!
Ai, mas para isso não tem solução.
Com o coração apertado, deixo os personagens seguirem suas vidas em paz e finalmente, consegui por um ponto final.
Será?(acho que deixei umas pontas soltas sem querer...querendo...)
Mas agora, falando sério.
De um modo triste estou feliz com o fim.
Tenho que dizer que fiquei imensamente feliz com a repercussão da fic, que não era para ter sido tão longa. A idéia dessa fic veio de um momento de empolgação aliado a tantos outros fatores e acreditei que seria uma fic de no máximo 30 ou 40 capitulo, de capítulos curtos, para não ser cansativa.
Não estava preparada para o sucesso que ela fez com os leitores e sobretudo, comigo!
Mas aí está, uma criação inesperada e maravilhosamente bem vinda!
Eu curti do começo ao fim. Em alguns pontos me achei cruel, em outros achei que fui quase melosa, e tive tantos altos e baixos que quase não acredito que consegui seguir em frente, sem me desviar do assunto....hehe.
(P.S: não gostaria de me encontrar com Hermione em uma rua deserta, depois de tudo que fiz a moça sofrer...hehehehehehheheheheh).
Falando da fic, tenho que dizer o seguinte:
*Amei esse Rony cafajeste e aproveitador, um herói extrovertido, sexy e arrogante, sempre atrás de uma boa oportunidade. Foi um pouquinho diferente dos outros que escrevo, mas adorei!
*Amei essa Hermione respondona e grosseira, magoada e ferida, e me apaixonei pela Hermione madura e feliz que ela se tornou, sem deixar de ser respondona e voluntariosa.
*Me apaixonei pela linda família que ela criou ao lado de Rony, e estou com saudades dos gêmeos e de Lizzy. Para mim eles são mais reais que apenas dois epílogos, pois pensei muito neles antes de escrever.
*Estou completamente convencida que deveria ter nascido no século passado e arranjado um fazendeiro grosseirão para mim. Eu teria me derretido toda. É anti-feminismo? Talvez.
*Levo dessa fic todos os personagens, dentro de mim. Juanita e seus filhos, Suarez e sua maneira de amar calada e centrada. O menino Duran, tão maduro para a idade, sua menina Anna tão sorridente apesar das dificuldades. O conde, tão parecido com Rony, provando que a mãe dela, talvez fosse mais parecida com Hermione, do que se supunha. E que talvez, se Rony não houvesse aparecido, Hermione pudesse ter se transformado na mesma mulher amargurada que sua mãe era. Elly, as meninas do Rosie Nell, Adolph, Draco, Michelle, Lilá, Suzan, e todos os outros, senti falta de poder desenvolver mais, escrever mais sobre eles.
*Muitas vezes tive que me conter para nos explorar mais o relacionamento de Gina e Harry, pois a fic não era sobre eles, e acho que mereciam uma fic só deles, se eu tivesse o talento de escrever fics Harry e Gina, claro!
Nossa, tenho tanto para falar dessa fic, coisas que não disse ao longo dos capítulos, porque não tinha muito tempo. Tanta coisa, que tenho medo de começar e ascender em mim a chama da continuação. Por isso, paro por aqui.
Passo, então, a falar sobre meu destino como escritora.
(é nessa parte que vocês esperam o pior...heheheheheh...)
Mas claro, não é nada de ruim.
Meu pequeno, quase simbólico calendário de fic é esse:
*Sexta-feira, 14/05, vou lançar a fic Dramione de titulo PRIVAÇÃO DOS SENTIDOS. Conto que estejam aqui, pelo menos para dar uma olhadinha, pois tem um segredinho nessa fic. Serão dez capítulos, um por dia. Então, chegará ao fim, no dia 24.
*Do dia 24/05 à 15/07, estarei de férias.
*16/07 está previsto o lançamento da ADI 6. Por isso irei tirar férias, para escrever e ter vários capítulos para postar, sem deixá-las esperando e não precisar falhar. (gente, detesto pular atualizações. Eu sei, preciso me tratar...heheheheheheheh...). Se tudo correr como de costume, a ADI vai me levar uns dois meses, então, lá por setembro deve ter uma fic nova, de outro tema, pois dessa vez, acho que será a última ADI (eu sempre digo isso.......................)
*Paralelo a tudo isso, tenho umas shorts que pretendo escrever, algumas continuações da Série O Lago e outras.
*Acabando a ADI tenho uns roteiros interessantes para pensar em desenvolver.
É isso.
Agora, preciso fazer minhas considerações sobre alguém muito especial. A minha beta. Coitada, esteve comigo todo esses dias, braviamente lutando contra meus erros ortográficos e minha digitação caótica. Foi minha incentivadora e fã.
Uma guerreira, que me ajudou a cumprir meus prazos. Afinal, ela foi altamente ludibriada, pois lhe disse que postara de dois em dois dias...heheh...Mi, que me atazanou até aceitar uma beta (algo que nunca quis e sempre recusei pedidos) e que deve ter se arrependido disso (heheheheheheheheheheh).
Parabéns, Mi, por ter me agüentado e chegado ate o fim ao meu lado.
(gente, é uma luta para achar tempo na vida corrida para escrever e betar, vocês não fazem nem idéia....).
Segundo a Mi:
“Bom, o que dizer sobre essa fic!
Sem palavras pra descrever a emoção e o envolvimento, foi uma fic que te faz ficar deliciado e te faz realmente apreciar!
Estou emocionada com o fim, e realmente não queria que acabasse, acho que deveria escrever vários epílogos depois!!!”
Voltando, a minha consideração final:
Nunca será o bastante agradecer o carinho de todas que lêem. Sempre carinhosas, reclamonas e histéricas, e é assim mesmo que eu gosto! Parceiras que estiveram aqui, lendo e comentando, e fazendo dessa fic a mais falada com mais de mil comentários!
Vou ter que chegar ao fim, e antes de dizer adeus, vou fazer uma propagandinha básica:
*Finamente tomei vergonha na cara e criei um blog para as minhas fics. É o seguinte, vou postar as minhas preferidas, e inteiras para download, pois aqui no Feb elas estão capitulo a capitulo. Quem quiser ter as fics inteiras é só ir e fazer o download! Por enquanto coloquei as que tenho betadas. Toda sexta feira vou atualizar. E a partir de hj terei mais tempo para betar as fics antigas e ir disponibilizando-as. O endereço é o seguinte:
www.estoriasdamarja.blogspot.com
@estoriasdamarja
Era isso pessoal. Espero que tenham curtido.
Até sexta-feira!!!!!
Beijos.