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151. O CASAMENTO REAL


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 151 – O CASAMENTO REAL


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Dois dias depois não puderam colocar os planos de casar em prática, pois uma chuva horrível caia sem parar. No dia seguinte, estava nublado e ameaçava mais chuva.


Mais um dia, e o padre reclamava de suas costumeiras dores, até cair de cama seriamente.


Quatro dias depois, recuperado, não puderam nem sair de casa, pois Arthur estava febril. No dia seguinte, foi a vez de Edgar mostrar os mesmos sintomas do irmão.


Rony reclamava pela casa, principalmente por Hermione estar se recusando a fazer amor. Segundo ela, faltava tão pouco para o casamento religioso que poderiam fazer um esforço e esperar.


Precavido, e suspeitando que para seu total azar, dessa vez o velhaco do padre bateria as botas, apenas para frustrar-lhe o desejo de casar, havia tramado com Mathias pára que ele buscasse um padre na cidade vizinha.


Afinal, não custava prevenir.


-Muito ocupado?


Ele deixou os livros de contas que analisava e olhou para ela. Parada na porta da sala onde ele finalmente instalara seu escritório, junto as tão sonhadas estantes de livros, presente do conde, Hermione o tentava vestindo apenas a camisola.


-Levantou cedo – ela sorriu, disfarçando um bocejo.


-Sim, hoje iremos mesmo nos casar – contou a ela.


-É mesmo? – debochou – Estava achando que casamento era apenas um mito.


-Pelo visto, pensamos a mesma coisa – estendeu a mão convidando-a a se aproximar dele.


Sentado atrás da mesa, moveu-se e gerou espaço para puxá-la para seu colo. Placidamente, Hermione sentou em seu colo e enlaçou seu pescoço com os braços, descansando o rosto em seu ombro.


-Não quero desanimá-lo, mas acho que estou ficando doente. Devo ter pegado o resfriado dos meninos... – contou, suspirando de contentamento.


-Não se atreva, Hermione. Não posso mais esperar. Ou nos casamos hoje mesmo, ou nunca mais!


Ela riu de sua veemência, e cochichou contra seu pescoço.


-É verdade que mandou buscar um padre?


-Sim – ele tentou não corar – Não posso mais contar com a sorte.


-Não seja pessimista - ela riu contra seu pescoço.


Era um atributo que não podia mais atribuir a ela. Sempre sorrindo, era impossível não se admirar com a mudança ocorrida em seu humor nos últimos meses.


-Não entendo. Fizemos amor durante meses. E fizemos mesmo sem estarmos casados oficialmente. E para o bem, ou para o mal, estamos casados legalmente.


-Sei disso – ela concordou mansamente – Se vou me casar, quero que seja do jeito certo. E faço questão de ter uma noite de núpcias decente!


-Está se queixando? – provocou.


-Não. Porém não pode negar que nossa noite de núpcias foi no mínimo, atípica.


-Atípica e deliciosa – ele relembrou – Só de lembrar, ficou louco. – confessou, correndo as mãos por seus quadris, sua cintura e subindo para seus seios.


-Não comece algo que não terminará – Hermione alertou, fugindo dele, e saindo do seu colo.  – Vou me vestir e pedir a Juanita que avise todos que vamos tentar outra vez.


-E que seja a última vez - ele rogou, recebendo um olhar sujo quando ela entendeu a duplicidade da sua frase.


Ainda ria quando ela fugiu para o quarto.


Era manhãzinha, e como suspeitava, em poucos minutos os meninos acordaram.


Logo as reclamações de Juanita corriam pela casa. Alegre, a mulher brigava com os filhos, para que não incomodassem, reclamava de Anna e esbanjava alegria, depois de ter se acertado com o marido.


Ele esperou as vozes terem diminuído para ir até o quarto. Anna trocava Arthur enquanto Hermione amamentava.


-Sabe que diz é hoje? - ele perguntou escorado no batente da porta.


-O dia do nosso casamento? – ela tinha um olho nele, e o outro no filho, que mamava calmamente.


-Além disso – ele insistiu, vendo-a corar um pouco.


-Porque deveria saber? – ela ridicularizou.


-Porque é um dia importante – ele notou o modo como ela baixou o rosto, acanhada. – Faz dezoito anos hoje, ou estou enganado?


-Como poderia, se o conde fez alarde disso durante toda a semana! – ranzinza, olhou para ele de lado – Não gosto de aniversários.


-Mas eu gosto de aniversários. Pode deixar que eu termino, Anna – ele pediu, notando a menina quase correr para fora do quarto.


Hermione observou-o colocar uma frauda nova no menino, ajeitando o pano em volta de seu corpo, enquanto precavidamente, mantinha uma tolha no ombro.


Digamos que os meninos achavam engraçado acertar-lhe no rosto. Depois de algumas vezes, ele finalmente aprendera a lição.


Terminando de amamentar, ela fechou a camisola.


-Não tenho mais tanto leite – explicou triste – Não sou capaz de escolher, então, alterno entre eles. Juanita está preparando a mamadeira para Edgar.


-É assim que deve ser. – ele acalmou-a – Não force seu corpo. E nem se culpe por isso.


-Não me culpo por mais nada – disse, deixando a cama e se aproximando dele.


-Vou ganhar um presente? Pelo meu aniversario?


Rony abraçou-a, aspirando o perfume de seus cabelos e de sua pele.


-Hoje à noite, vai ganhar um presente que nunca irá esquecer – prometeu, beijando-a.


Ansiosa por esse presente, Hermione correspondeu ao beijo. Era difícil manter sua convicção quando Rony a beijava desse modo. Tão difícil, que não protestou quando ele a deitou na cama. Para sua sorte, um lembrete que não estavam sozinhos, estava bem ali ao seu lado.


-Rony! - ela lhe deu um tapa no braço para que não soltasse – Esquecemos deles – reclamou, virando-se de lado para ver os filhos.


Eles estavam na cama, acordados, precisando de atenção.


Com quase dois meses de vida, estavam graúdos e fortes. Cresciam a olhos vivos, e ela estava bem satisfeita com isso. Tanto que quando Arthur choramingou, ela encostou o nariz em seu rostinho, acariciando:


-Não chora amor da mamãe – fez graça para o bebê – vamos mandar o papai embora? Se não ele não vai deixar a mamãe em paz!


-Engraçadinha – ele beijou seu pescoço. – Vou cuidar de um assunto com o conde. Não esqueça que não pode fugir de mim para sempre.


Hermione lançou-lhe aquele olhar sujo que tanto o excitava. Como se ela quisesse fugir!


-O papai é tão bobão – ela confidenciou aos gêmeos – Vocês dois não vão ser bobões assim, não é? É claro que não!


Riu quando os bebês pareciam compreendê-la. Sua paz não durou muito, pois logo Juanita apareceu com água quente para seu banho...


 


 


 


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 A Igreja havia sido enfeitada com flores e arranjos de ramos verdes. Organza branca cobria os bancos, enfeitando as fileiras de bancos de madeira. O padre velhote havia insistido em realizar aquele casamento, e por causa disso o padre trazido especialmente para o casamento estava sentado ao lado dos familiares do noivo.


Noivo este, que de pé, no altar, contava os minutos. A seu lado, Harry e Guilherme. Gina e Fler eram as madrinhas.


Elegantemente vestidas, ao lado dos maridos, elas refletiam toda a calma e serenidade que as mulheres têm nessa hora, embora, ocasionalmente Gina cochichasse algo com Harry.


Pobre Harry. vinha sofrendo dos males que Rony padecera a pouco tempo atrás. Com quase sete meses de gravidez, Gina ostentava uma barriga bem menor que Hermione ostentara em sua gravidez, mas vinha se queixando muito mais que ela.


Mas enfim, era problema de Harry.


O seu problema estava vinte minutos atrasado.


Hermione deveria ter chegado a vinte minutos. Nervoso, pensava em todas as piores coisas que poderiam ter acontecido. Mas não conseguia pensar no óbvio.


Tanto, que quando Juanita entrou discretamente seguida por Molly, ambas carregando os bebês, sequer imaginou que a razão de seu atraso teria sido os filhos.


Hermione deveria ter desistido, fazia sentido, não é? Nunca quisera se casar com ele! Nunca!


Perto de gritar de ânsia, nervoso e tantos outros sentimentos que não sabia definir, reteve a respiração, quando os músicos começaram a tocar a suave melodia escolhida por Hermione.


Pela porta da Igreja, ele avistou o conde, Edgar de Valença, orgulhosamente levando a filha pelo braço.


Hermione havia trocado a escolha do vestido anterior, do casamento que não acontecera, por um modelo delicado e suave. Tinha um tom branco, quase róseo. Camadas de seda caindo até o chão, enquanto o corpete trazia tramas de bordados feitos a mão. As mangas não passavam de tule muito leve, cobrindo seus ombros. Usava a pérola em seu pescoço, que ele lhe dera. E prendera os cabelos no alto da cabeça com a presilha que ele também lhe dera. Metade do cabelo caia solto por suas costas, e uma mexa rebelde pelo busto.


Nas orelhas brincos de diamantes, nos pulsos, pulseiras tão caras quanto os brincos. O conde não poupava presentes para a filha.


Nas mãos um buquê pequeno, de flores do campo.


-Tem certeza, minha filha? – o conde perguntou baixinho e ela olhou para ele por um momento, sorrindo para acalmá-lo.


-Sempre o quis, meu pai. Sempre – confessou.


Seu amplo sorriso apagava qualquer dúvida quanto a isso.


Levar sua filha até o altar e entregá-la ao marido era uma honra que o fazia pensar em Madeleine. No quanto ela estaria feliz naquele momento. A infelicidade apenas existia no passado, pensou, sorrindo para Elly, sua verdadeira Michelle, ao passarem diante dela.


Hermione tinha os olhos fixos no homem alto, ruivo e bonito no altar, esperando por ela.


Fleches do passado vieram a sua mente, lembranças de quando lhe apontara a arma no meio da estrada, e o assustara até a morte, atirando em seu cavalo. Lembrança de seu olhar profundamente azul e erótico que vira pela fresta da porta espiando seu banho, aquele mesmo olhar que a entorpeceu na primeira vez em que a possuiu, mostrando-lhe todo o sentido da paixão e do amor.


Aqueles olhos que no início sempre a incomodavam, seguindo-a onde quer que fosse. Agora, ela entendia que fazia o mesmo. O seguia com os olhos, e era por isso que sempre sabia que ele estava olhando para ela.


Eram um casal louco.


E o amor os fazia a cada dia mais loucos e felizes.


Perdida naquele olhar azul, nem ouviu o chorinho de um dos bebês, que Molly apressou-se a acalmar, não ouviu os comentários sobre como estava bonita, muito menos viu Molly segurar a mão do marido, satisfeitos por terem seu filho de volta e terem ajudado a lhe dar um rumo na vida.


Enviaram-no para estudar fora, e o destino tratara de trazê-lo de volta, e fincar suas raízes tão firmes naquele chão, quando as deles próprios.


Finalmente entregue, o conde entregou sua mão a Rony.


-Faça-a feliz – ele disse numa recomendação e ao mesmo tempo numa ordem.


-É para isso que vivo – respondeu sem sombra de intimidação.


A mão delicada, tremeu entre as suas e ele apertou com convicção para lhe dar a certeza que tudo estava bem.


Os dois se postaram de joelhos diante do padre e a cerimônia começou.


Estranho, pensou Hermione. Não conseguia ouvir uma palavra sequer. Olhava para Rony o tempo todo e o encontrava olhando para ela do mesmo modo. Em dado momento, lembrou-se de sua mãe, de sua irmã, e sorriu para Rony.


Uma tragédia e uma bonança. Rony viera como um vento de felicidade transformando sua vida em uma alegria constante. Precisava dizer isso a ele.


O padre seguiu com o sermão religioso, e Hermione inclinou-se apenas o suficiente para cochichar:


-Eu sou feliz.


Rony pensou se não teria imaginado esse sussurro. Não podia responder a altura, não num altar, e não diante de um padre. Concordou com a cabeça, incapaz de falar.


Por sorte, o padre finalizou seu sermão. Um arrepio correu a espinha de Rony ao ouvir a pergunta.


-Ronald Wesley, você aceita Hermione Granger como esposa, para honrar e respeitar, até o fim de seus dias?


-Sim, aceito. 


Sua voz tremeu dentro de Hermione, não havia dúvidas nem pesar. Ele a aceitava como esposa. Simples assim. Com a naturalidade que esse homem tinha em relação a vida e aos sentimentos.


-Hermione Granger, você aceita Ronald Wesley como marido, para honrar e respeitar, até o fim de seus dias?


A pergunta entrou dentro dela com muita profundidade. Chegou a olhar para as próprias mãos, se ordenando que respondesse.


Ao seu lado, Rony achou que iria explodir quando ela hesitou em responder. Foi um segundo, nada além de um segundo. Ninguém notou a não ser ele.


Teria sido o bastante para questionar seus sentimentos e sua certeza em casar-se, se ela não houvesse erguido o olhar castanho em sua direção, respondendo finalmente:


-Sim.


Ela o queria. Era isso que seus olhos diziam.


Perdido naquele olhar, mal ouviu as palavras do padre, abençoando-os e os declarando marido e mulher.


Tendo a permissão que tanto queria, beijou-a.


Um beijo doce, para não ofender a Igreja, o padre e a Deus, se é que isso era possível, pois um amor verdadeiro de modo algum pode ofender a Deus!


Hermione manteve as mãos nas lapelas de seu casaco, comportada, mas a intensidade de seu beijo provou a ele, que aquela mulher era sua, e somente sua, e para sempre!


O choro que Molly e Gina haviam segurado durante toda a cerimônia irrompeu, assim como o de Anna que limpava os olhos úmidos com um lencinho enquanto Duran segurava suas mãos, para confortá-la nessa tristeza-alegria que as mulheres costumam sentir em casamentos.


Quando o beijo acabou ambos se olharam nos olhos. Feliz como uma criança, Rony tomou-a nos braços, para sua surpresa e riu, feliz como nunca.


Saíram da igreja naquele clima de felicidade e total comemoração. Rony a colocou na carruagem que os levaria para casa, e ela acenou, despedindo-se de todos. Um longo olhar para os filhos, da qual se afastaria pela primeira vez em semanas.


Fechada a carruagem, ele a tomou nos braços.


Adolph seguiu rapidamente pela cidade, conduzindo a carruagem para casa.


 Naquele abraço e beijo, não viram o cemitério passar. Hermione sempre se lembraria da família, mas agora, a dor havia ido embora.


Havia se transformado em saudade. Uma saudade de quem amou e perdeu. Mas um sentimento bonito que faz bem, e não algo autodestrutivo.


Rony a trouxera de volta para a vida, e ela nunca poderia ser-lhe grata o bastante.


Mas poderia tentar, pensou, escapando de seus braços, para descer os dedos pelo tecido de sua camisa, enquanto seus lábios corriam por seu queixo másculo...


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: Nossa. Eles casaram finalmente. Nem acredito. Próximo capitulo tem NC. Não vou ser má e dizer que é a ultima da fic, porque vai ter Nc em um epilogo.


Bem, segurem-se, pois faltam dois capítulos para o fim da fic.


Não fiquem triste. Terá mais dois cap de epilogo.


Beijos!!!


 P.S: hoje é niver da Mi!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Vamos dar parabens para ela, pois tem sido uma beta dedicada e leal e graças a ela consegui postar uma fic em dia e sem os meus famosos erros de digitação!!!! Ela aguenta um rojão betando minhas fics e nem reclama (hehe). Feliz aniversário Mi. Mil anos de felicidade e juizo (heheh...)


Beijos.


 


 


 


BETA: Ai que tristezinha! Tá acabando, dá uma sensação de perca né!!!

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