CAPITULO 145 - DEPOIS DA TEMPESTADE
Toda a alegria de ser pai havia desaparecido ao ver Hermione desmaiar.
Juanita havia retirado o bebê de sobre seu corpo desfalecido, e se apressara a cuidar da criança, enquanto Rony tentava despertá-la.
Juanita enrolou o bebê em uma manta e saiu do quarto, chamando por Molly. Gina entrou junto com elas, e passou a cuidar do bebê, enquanto as duas mulheres mais experientes tratavam de Hermione.
-Eu não vou sair! – Rony brigou, e não saiu quando tentaram tirá-lo de seu lugar ao lado de sua mulher.
-Alguém precisa cuidar do bebê que está na sala, com Anna – Molly tinha a voz feita em aço, lembrando-o das suas obrigações.
Sem nervos para agüentar, ele deixou sua mulher e seu filho nas mãos de sua mãe. Na sala, Anna mimava o bebê e o fazia dormir novamente, depois de ter acordado tão assustado. Rony achou melhor não tentar segurá-lo naquele momento.
Completamente sem chão, andou pela sala durante a hora seguinte, pedindo a Deus que não lhe tirasse Hermione. Que não fizesse isso com ele.
Era grato pela saúde do filho, e também pela surpresa de ser agraciado com mais uma filho, porém não podia suportar a idéia de perder Hermione.
Finalmente a agonia venceu, e ele ignorou o pedido de Anna para que se acalmasse e correu para o quarto. Pretendia arrombar a porta se fosse preciso, quando a porta se abriu e Juanita passou por ele, levando com ela uma trouxa de roupas sujas, ensangüentadas.
Atrás dela, Gina correu com a bacia onde havia restos de carne humana, era uma imagem horrível.
-Não fique impressionado – a voz de Molly o fez voltar a realidade – Todo parto é assim.
-Como ela está? – ele passou por Molly, tentado ignorar o fato dela não querer que ele entrasse. Seu roliço corpo porém, não deu conta de impedir a passagem de um homem tão alto e forte.
-Está dormindo. – ela tentou acalmá-lo.
-Está desmaiada, é isso? – ele sentou na beira da cama e segurou a mão gelada de Hermione, beijando os dedos, esperando que ela talvez, acordasse.
-Não. Ela desmaiou após o parto. Não é incomum. Acordou, e dormiu. Está cansada. Dois partos em tão pouco tempo não é para qualquer mulher! Por isso, deixe-a descansar, Rony!
-Eu quero ficar com ela, mãe – ele sentiu-se com cinco anos de idade, próximo as lágrimas, pelo medo de perder algo muito valioso, sem ter como expressar esse sentimento.
-Sim, é claro que quer – ela acariciou seu rosto e o fez soltar a mão de Hermione – Deixe-a descansar e se recuperar. Algumas horas de sono, e Hermione estará bem.
Rony levantou os olhos, pregados na face pálida de Hermione.
Um cobertor a cobria e sua respiração era suave e lenta, calma.
-Rony – Molly segurou seu rosto para que olhasse para ela – Precisa estar lúcido, Rony. O parto foi rápido, se Hermione não estivesse tão cansada e não houvesse passado por tantos momentos difíceis, teria sido um parto tranqüilo. A placenta saiu naturalmente, o bebê nasceu bem. Perdeu pouco sangue. Se a deixarmos descansar agora, ela vai se recuperar. E você, precisa acudir seu filho. Ele precisa saber que é bem vindo.
Rony concordou, olhando para o berço.
-É igual ao outro – ele disse olhando para o bebê que estava dentro do berço.
-Sim, é gêmeo. Quanta emoção, querido. Quando seus irmãos nasceram, de uma vez só, mal pude notar a diferença entre eles. Mas com os dias, descobri que não poderiam ser mais diferentes. Acontecerá o mesmo com vocês!
Rony não conseguia afastar a preocupação da mente, mas se esforçou. Sua expressão se suavizou, enquanto olhava para a criança. Não esperava por essa surpresa.
O menino dormia calmamente. Era idêntico ao primeiro bebê. Hermione o acusaria para o resto da vida de ter armado isso contra ela. Não bastava um filho para marcá-la como sua! Diria que dois era uma praga que ele lhe rogara.
Sorriu diante desse pensamento e tocou uma das mãozinhas diminutas do bebê que entreabriu os olhinhos, acordando de seu cochilo.
-A mamãe vai brincar com nós dois, pequeno. Vai dizer que estamos contra ela. Vá se preparando. – o bebê choramingou e Rony o pegou do berço, olhando para ele com adoração.
-Leve-o para a sala, Hermione precisa dormir em paz por algumas horas.
Rony obedeceu a mãe, por não ter outra escolha. Com um último olhar de sofrimento por deixá-la, ele saiu do quarto.
Na sala, Gina estava paparicando o sobrinho quando Rony surgiu com o outro gêmeo.
-Oh meu Deus, que coisa mais lindinha... – ela veio imediatamente ver o bebê – São iguaizinhos! Rony, são tão iguaizinhos!
Os olhos de sua irmã brilhavam emocionados e ele deixou-a pegar o bebê no colo.
-Hermione é mãe, Rony. É difícil acreditar, mas minha melhor amiga é mãe de dois bebezinhos. – seu sorriso era genuíno, e havia algo de maternal nela. – Eu não sei se agüentaria passar por tudo isso.
-Não terá escolha, quando seu filho nascer, passara pelo mesmo, Gina.
-É diferente. Hermione passou tanto medo, e ainda assim teve forças para cuidar de si mesma e do filho, e ainda teve forças para trazer mais esse menino ao mundo. É muita coragem.
-E muito azar – Juanita disse entrando na sala, com uma xícara de café fumegante.
Rony não recusou, bebeu um longo gole.
Cansada, Juanita sentiu-se pesadamente no sofá.
-Ninguém pode dizer que Hermione não nos deu trabalho. – ela sorriu. – Pobrezinha, tudo em sua vida é sempre tão difícil.
-Ao menos ela está bem, e os bebes estão saudáveis. Não é? – Gina perguntou nervosa com esse pensamento.
Anna que ouvia tudo quieta se aproximou. Rony pediu para carregar o outro bebê e ela entregou, pedindo desculpas, mas queria ver Duran.
Com o primogênito nos braços, Rony sorriu:
-Hermione vai me culpar por isso para sempre.
-Para quem não queria nenhum filho – Juanita sorriu – Hermione terá muito trabalho com esses dois. Menino são tão levados – ela disse pensativa.
-Acho que é sinal dos Wesleys terem filhos homens – Molly surgiu do quarto, com um sorriso no rosto. – Andei sonhando com uma netinha, mas parece que terei que me conformar.
-Não diga isso, mamãe. Eles são tão graciosos! – Gina beijou o sobrinho que acordava, chorando.
-Está com fome – Juanita lamentou – Vamos ter que acordá-la.
As três mulheres se uniram na tarefa de impedi-lo de entrar no quarto e fazê-la gastar ainda, mas energia do que o referente a amamentar.
Esgotado, Rony permaneceu na sala, sentado no sofá, com a cabeça entre as mãos. Estava esgotado, mas sua mente estava funcionando incansavelmente.
Se fechasse os olhos poderia ouvir a voz de Lilá gritando que Hermione morreria no parto. Nada conseguia afastar esse medo.
Eram quase oito horas da manhã, quando Harry regressou da cidade. Ele trazia o médico, praticamente pelo braço.
A expressão de Rony era tão desesperada que Harry imediatamente temeu pelo pior.
-Ela está no quarto – Rony saltou do sofá, assustando o médico – O primeiro bebê nasceu ontem à noite. O outro, há poucas horas.
Como nem o médico, nem Harry, pareciam saber do que falava, ele explicou:
-São gêmeos.
-Gêmeos? – Harry levou um susto.
Por um segundo Rony se perguntou porque, até dedicar sua atenção ao médico.
Harry pensava nessa possibilidade. Gina tinha um caso de gêmeos na família, seus irmãos, e agora se repetia, e a genética era assim mesmo. O que induzia a acreditar que havia a possibilidade de terem gêmeos também!
-Preciso vê-la, e ver as crianças também – o médico cortou a fala nervosa do pai de primeira viagem, curioso para saber mais.
Rony entrou com ele no quarto, mas não o deixaram ficar por muito tempo. Se Molly Wesley não estivesse ali, ele não confiaria de deixar sua família nas mãos de um estranho, fosse médico ou não.
-Rony, eu preciso parabenizá-lo – Harry tinha um belo sorriso no rosto, mas Rony impediu-o.
-Não vai haver comemoração enquanto Hermione não melhorar.
-Tem razão – Harry não pode tirar-lhe a razão. - O conde deve estar chegando a qualquer momento. Ele saiu pouco depois de nós dois. Deve saber que o médico não pode vir antes por uma razão bastante significativa.
-Não sei se agüento outra surpresa - Rony avisou, caindo no sofá exausto. Tudo em que podia pensar era em Hermione.
-Não posso dizer que seja uma surpresa. Ou que seja desagradável - Harry suspirou pesadamente – Lilá fugiu poucas horas depois de ser colocada numa cela de cadeia.
-Não pode estar falando sério! – Rony quis gritar de frustração.
-Escute até o fim. – Harry pediu, sério – Encontraram Margaret, ela foi enforcada em sua própria cela. Deve saber que o assistente do juiz Simons confessou o crime. Lilá prometeu a ele toda sua afeição e eterna dedicação se a ajudasse. – ironizou - O rapaz foi fraco, cedeu aos seus encantos, e isso não aconteceria se não houvesse algo de torpe nele.
-O que aconteceu com Lilá? Não me venha dizer que escapou!
-Não. Ela foi apanhada.
Harry seguiu contando a história para Rony, que mal acreditava nas loucuras que Lavander havia sido capaz de fazer. Uma mulher tão bonita e tão sem caráter.
Quando pensava em Hermione e então em Lilá, descobria que além de opostos, eram sem dúvidas as provas vivas que o céu e o inferno existem.
Era quase meio dia, quando o médico deixou o quarto.
Gina estava na cozinha com Anna, preparando almoço. Além dos empregados, que precisavam comer, havia muitas visitas.
-Como eles estão? – Rony perguntou, tentando não parecer tão desesperado quanto se sentia.
-As duas crianças são saudáveis. Todos os reflexos são perfeitos. Teve sorte, Sr. Wesley. Dois filhos homens de uma vez!
Rony engoliu em seco, sem muita condição de sentir-se orgulhoso diante do nó apertado que havia em sua garganta.
-E Hermione? – por fim conseguiu perguntar.
-Hum... Teve um pouco de febre, mas agora sua temperatura está normal. Foram dois partos complicados - o homenzinho limpou a garganta, incerto sobre as palavras a usar – Recomendo o resguardo, e muito descanso. Não preciso me alongar, sua adorável empregada sabe como tratar de uma mulher nessas circunstâncias - ele disse sorrindo para a Juanita, que parecia prestes a deitar no chão e dormir, o cansaço vencendo-a, assim como a todos eles.
-Ela está bem mesmo? Não vai... Morrer, não é?
O medico sorriu diante do olhar desesperado do jovem sua frente. Maneou a cabeça.
-Não dessa vez. Num próximo parto, recomendo que me chamem a tempo, e não a deixem andar sob chuva. Foi uma sorte não ter apanhado uma pneumonia. Muita sorte!
-Sim, muita sorte – Rony concordou anestesiado, sem registrar a seriedade da situação – Sei que ficará para o almoço – ele disse, e o médico pensou em negar, mas esse rapaz era capaz de desmaiar aos seus pés se ele fosse embora. – Talvez, devesse dormir aqui por alguns dias...
-Claro - o médico concordou, em sua expressão a certeza de que não cairia nessa uma segunda vez.
Na primeira oportunidade, o médico fugiria dali! Imagine, aquele casal era muito dramático, e da última vez, quando o rapaz havia sido baleado, praticamente ficou prisioneiro da esposa dele!
Sorrindo para tranqüilizar o rapaz, parabenizou-o o seguiu Juanita para a cozinha.
Rony virou para Harry e ele novamente o felicitou, sendo que agora ele poderia aceitar os cumprimentos. Um abraço verdadeiro de irmãos.
-Preciso vê-la – Rony avisou antes de voltar para o quarto, onde sua família descansava.
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Hermione despertou ouvindo as vozes alteradas e o riso. Lembrou-se que estava em casa, em segurança, e com certeza aquelas vozes altas eram dos marmanjos Wesleys, que novamente haviam invadido sua casa.
Tudo bem, desde que ficassem bem longe dela.
Sentindo o corpo todo pesado como se estivesse pregada na cama, moveu a cabeça e olhou para o lado quando não conseguiu mover uma das mãos.
Rony estava sentado numa cadeira, colocada ao lado da cama, e segurava sua mão. Havia encostado a testa em sua mão e mantinha a cabeça ali, talvez adormecido, ou talvez apenas cansado de tanto esperar que acordasse.
Hermione ergueu a mão livre e acariciou seus cabelos ruivos, chamando sua atenção e surpreendendo-o.
-Oi – ela murmurou, os lábios secos. Sentia muita sede.
-Hermione – ele olhou para ela por muito tempo, sem saber o que dizer.
Ainda estava muito pálida, a expressão cansada e sem forças. Sonolenta.
-Porque seus irmãos não podem ir para suas casas? - ela não agüentou, teve que reclamar.
Rony riu e beijou sua mão. Era sua Hermione, não tinha jeito!
-Estão comemorando. O orgulho é demais para que fiquem quietos.
Hermione olhou para o berço onde havia um único bebê. Lembrou-se de ter ficado desperta e consciente até o momento que o bebê nasceu. Depois, não se lembrava de mais nada.
-Onde está...? – perguntou um pouco assustada.
-O primeiro bebê está com minha mãe, sendo paparicado na sala. Meu pai está tendo a oportunidade de conhecer o neto.
-Então, esse é o bebê que veio depois? - ela sussurrou, olhando para o berço com emoção.
-Temos que definir os nomes. – ele lembrou-a – Não podem ser os bebes sem nome para sempre.
Ela sorriu, recostando a cabeça no travesseiro.
-O primogênito deve ter o nome do meu pai – ele sugeriu – E o segundo, o nome do seu pai. O que me diz?
-Porque o primogênito deve der o nome do seu pai? Por acaso sua família é mais importante do que a minha? – arrumou forças para bater de frente a esse machismo imperdoável.
-É claro que não - ele concordou apenas para vê-la se acalmar – Não pode ficar nervosa, Hermione. Será do seu jeito. Edgar e Arthur. São bonitos nomes.
Hermione sondou seu rosto para confirmar uma certeza. Para ela, era apenas implicância, mas para ele a ordem dos nomes fazia toda a diferença. Um elo que o filho homem tem com seu pai. E ela não iria querer se meter na relação entre Rony e seu pai.
-Arthur e Edgar - ela disse surpreendendo-o – Soa mais bonito.
-Não precisa fazer isso, Hermione – ele garantiu.
-Eu quero vê-lo, Rony. – pediu cansada – Ver Edgar, meu filho.
Ele soltou sua mão com relutância. Sentir seu toque, seu calor. Era difícil separar-se dela, depois de tanto medo e dúvida. Queria mais que tudo beijá-la. Mas não ousava.
Ele tirou o menino do berço e ele reclamou imediatamente. Era o mais agitado dos gêmeos.
Hermione se esforçou para sentar-se contra os travesseiros e poder olhar para ele. Rony colocou o bebê na cama, ao lado dela, para que não se esforçasse demais.
Hermione alisou os cabelos ruivos, tão macios e suaves. Queria pegá-lo no colo, mas não tinha forças para isso ainda. Ele se debateu, reclamando muito e chorando por ter sido tirado do seu sono. Ela sorriu diante desse som, diante dessa criança. Olhou cada pedacinho dele.
-É igualzinho ao irmão – Rony disse, apesar de ser óbvio.
-Não, não é - ela sorriu pensativa – Esse tem uma pintinha sobre a sobrancelha – ela alisou a testa do bebê, mostrando o detalhe mínimo. – e ele tem pés maiores também. – riu baixinho enquanto tentava pegá-los nos braços.
Rony sentou-se ao seu lado e colocou o bebê em seu colo, segurando-o junto dela, pois não tinha estabilidade para fazer isso sozinha no momento.
-Sabia que seu irmão levou a culpa pelos chutes que você me dava? - ela sussurrou para o neném que chorava mortalmente ofendido por ter sido a acordado – Agora vejo quem é agitado e impaciente – beijou seus cabelos ralos e ruivos, e sussurrou entre lágrimas – Quantas travessuras vai me aprontar, não é? – seus olhos estavam repletos de lágrimas quando olhou para Rony. Ele não estava diferente.
-Me deu os presentes mais lindos que uma mulher pode dar a um homem, Hermione. Dois filhos. Duas jóias. Nunca vou poder lhe agradecer o bastante por ter feito isso.
-Fiz por mim mesma – ela disse engasgada pelo choro de felicidade – Sinto falta do outro bebê, Arthur - ela engoliu o choro. Eles estão bem? Lembro vagamente do médico ter estado aqui...
-Sim, vocês três estão bem – garantiu, olhando para seus olhos molhados com adoração – Precisa de repouso. Descansar bastante. Ser cuidada e paparicada. E saiba que isso não lhe faltará.
-Mesmo? – ela aninhou o bebê contra o corpo e se aproximou mais de Rony, acariciando seu queixo com uma das mãos antes de beijá-lo.
Rony esperava beijá-la, mas apenas quando estivesse curada. Não queria se impor e muito menos impor seus sentimentos a mulher que tanto fizera por aquela família.
Correspondeu aquele beijo, que deveria ser suave e calmo, mas que ao contrário era cheio de amor, paixão e necessidade de mostrar que estavam juntos e felizes, e quando ela gemeu de prazer, ele se afastou. Beijou a ponta do seu nariz arrebitado para dizer a ela que precisavam parar, mas que não queria ter que parar!
-É inacreditável que tenha me dito isso – ela disse num tom muito doce – Dois de uma vez só? Se queria me irritar, saiba que não conseguiu!
-Dois de uma vez, para marcá-la como minha e arruiná-la para qualquer outro homem que venha a desejar tirá-la de mim! - ele provocou.
-Não sou sua – ela alfinetou, sem tirar os olhos do filho que adormecia em seus braços. Braços reforçados pelos de Rony, que a abraçava deliciosamente. – Não sou de ninguém. Novamente, sou solteira.
-Não por muito tempo – ele acrescentou rapidamente, beijando seu pescoço.
Sentia-se um cretino por desejá-la, mesmo sabendo por tudo que ela passou. Hermione tinha os cabelos para o lado, revelando seu pescoço delicado. A camisola revelava os seios fartos de leite e cheirava a bebês. Um cheirinho de talco que o fazia sorrir. Sua barriga havia murchado muito, e agora sim, parecia estar certo, como deveria ser!
Ela olhou para ele, e sorriu maliciosa.
-Espero que meu pai tenha bons candidatos para mim – alfinetou, com o intuito de incomodá-lo e fazê-lo pedi-la em casamento com mais carinho que das duas vezes anteriores.
-Teremos uma longa conversa sobre isso, meu amor – ele disse acariciando-a no rosto, esfregando a pele de seu próprio rosto na maciez da face feminina.
-Ele adormeceu - ela disse encantada, velando o sono do bebezinho em seu colo.
-Sim, e você deve fazer o mesmo. Mais tarde, lhe traremos seu almoço. Recomendações médicas, Hermione – preferiu acrescentar para que ela se conformasse em ficar sem o filho.
Edgar foi colocado no berço e Rony ajudou-a a deitar na cama, e a cobriu completamente. Pela ausência de reclamações, suspeitou que ela estava sentindo todas as dores do pós-parto, e estava cansada demais para reclamar.
-Eu te amo, Hermione - ele disse baixinho quando ela estava quase adormecendo – Não vivo sem você, pequena.
Ela adormeceu e ele saiu, deixando-a descansar.
Beta: Que coisinha mais linda!!!