CAPITULO 134 – DOS PEDACINHOS
A foto era bastante antiga e estava amarelada em vários pontos. Hermione passou uma das mãos sobre a imagem de sua mãe, sem notar a própria expressão saudosa. Havia outras fotos.
Uma delas mostrava quase toda a família reunida, fato raro. Em frente de casa, num verão que deixara a terra seca e rachada, visível através do preto e branco do retrato. Os filhos em volta dela, seu pai numa cadeira de rodas. Aquela menina em seu colo, era ela.
Essa foto era tão triste que apertou seu coração e esmigalhou seu autocontrole. Por isso, a colocou sobre a mesa e segurou a foto de Madeleine.
-Nossos irmãos tiveram tristes destinos – Mathias seguiu falando – O pai me contava em suas cartas. Ele mandou uma foto de Ann quando ela fez doze anos – ele mostrou e ela.
A saudade foi tamanha, que Hermione tentou amassar a foto ou molhá-la com as lágrimas que corriam por seu rosto. A expressão doce de sua irmã. Os olhos amendoados, sempre sorridentes.
-Tem uma foto de Hermione? – Rony perguntou curioso para vê-la mais jovem, ainda menina.
-Não. Meu pai nunca enviou, disse que não tinha gosto por fotos – ele sorriu para a irmã recém-encontrada e ela respondeu secando as lágrimas.
-Ele nunca me deixava sair nas fotos. Eu achava... Mamãe dizia que era ciúme de pai. Agora vejo que não. – olhou para Edgar de Valença, calado ao lado de Mathias – Ele me punia.
-Punia a todos nós. Nunca superou a traição de mamãe – ele concluiu – Sempre me perguntei por que tanto descaso com nossa criação. Porque nunca tentou de verdade nos proteger.
-Era um egoísta – o conde se manifestou – Perdoe se os magôo, mas era um homem egoísta e cruel.
-Tem toda razão. Descobri isso com os anos – Mathias concordou, sério e sempre olhando para a face de sua irmã, a única parente viva que possuía. Seu último laço de sangue nesse mundo. Último não, afinal, teria um sobrinho ou uma sobrinha!
-Porque será que nunca contou a mamãe que estava vivo? Trocavam cartas, não é verdade? Deixou-a pensar que tinha perdido seu filho querido apenas por maldade!
-Temo que sim, Hermione. – ele baixou a cabeça envergonhado – Quando parti, não foi por minha vontade. Tinha dezesseis anos na época. Ele arrumou minha trouxa de roupa e me mandou embora. Colocou algumas moedas em minhas mãos e me mandou partir para Londres, para viver com um antigo conhecido que possuía uma ferraria. Não pude negar seu pedido. Pareceu tão verdadeiro na época. Queria que eu tivesse uma vida melhor para ajudar os irmãos. Acreditei e parti no mesmo dia. Jamais poderia supor que mamãe não soubesse ou que acreditasse na minha morte!
-Será... Que os nossos outros irmãos não tiveram o mesmo destino? – Ela perguntou diante desse pensamento inquietante.
-Creio que não. Eu mesmo vi alguns deles serem vencidos em brigas de bares.
-Por um minuto tive esperanças de encontrá-los – ela suspirou, colocando a foto sobre a mesa.
Quanta saudade sentia de Ann.
De sua mãe. Até mesmo do homem que tanta magoa lhe causava.
-Fique com essas fotos – ele disse – Para mim não tem grande significado. Guardo muitas lembranças em meu coração, mas aprendi a me desapegar de todas elas. Foi preciso, quando minha mulher morreu. Ou não teria sobrevivido.
-Sinto muito - Hermione compreendia essa dor.
-Ao menos o destino me deu a oportunidade de reencontrar minha irmã. Devo ser grato, pois não tinha grande esperança que isso fosse acontecer.
-Temos que discutir o assunto referente às terras – Rony detestou ser ele a tocar nesse assunto. – Hermione teria perdido as terras por conta de uma hipoteca. Com nosso casamento, assumi a dívida. Mais tarde, vim a saldá-la, com ajuda de um amigo e meu sogro – seu orgulho sofria profundos arranhões ao mencionar esses detalhes.
-Agora as terras são suas – Mathias concluiu – Não quero nada desse lugar, dessa terra amaldiçoada. Consegui fazer a vida em Londres e não penso em tirar nada que pertença a minha irmã.
-Fico-lhe grata – ela deixou-o beijar sua mão e sorriu.
Era tão bom ver um de seus irmãos.
Tão assustadoramente bom. Ter um pai era consolador e aquecia seu coração de felicidade, mas ter um de seus irmãos fazia com que as feridas abertas em seu coração parecessem menos dolorosas.
-Ficará um tempo conosco, não é mesmo?
-Sim, mas faço questão de me hospedar em um hotel. Não me sentiria a vontade naquela casa.
-Não diga isso! Aquela casa é nossa agora, e não há sombras do que foi no passado! Acredite irmão. Não há tristeza ou luto.
A veemência em que ela garantiu isso ao irmão surpreendeu Rony. Não tinha a menor idéia de que fosse desse modo que via a casa de ambos. Que era um lar de verdade.
-Não posso ocupar espaço. Logo precisará de todos os cômodos que tiver – ele lembrou, olhando para sua barriga – Precisa de uma ama de leite, uma governanta. E mais empregados.
-Imagine! – ela riu – Não quero ama de leite. E não preciso de uma governanta. Juanita pode me ajudar com a educação do bebê, e sempre haverá minha sogra, que criou sete filhos!
-E obviamente um pai, que não está incluso nos seus pensamentos – Rony provocou.
-Sabia meu irmão, que esse homem casou-se comigo apenas para assumir a hipoteca e prosperar? – ela queria irritá-lo, mas não magoar.
-Não, não sabia – ele olhou desconfiado para o ruivo – É feliz ao seu lado? Ou sofre maus tratos? – foi direto em suas perguntas.
Hermione pareceu se ofender com a pergunta.
-Maus tratos? Não. – baixou os olhos, para que ele não visse o que se passava em sua mente.
Nunca antes em sua triste vida, havia sido tão bem tratada. Conviver com Rony era como viver no paraíso. Tinham seus percalços, mesmo assim, era perfeito.
-É feliz? - ele insistiu – Não posso ir embora sabendo que minha irmã, o único laço que tenho nessa vida, é infeliz.
-Tenho uma boa vida agora. Um bom marido – disse friamente.
-Hermione não pode admitir que me a ama e que é feliz – Rony disse com amargor – Essa revelação com certeza a transformaria em pedra ou algo semelhante. Com certeza, me mataria de susto.
-É possível que alguém seja feliz ao lado de um homem com esse? – ela revidou desgostosa.
-Esses dois vivem as turras – o conde opinou – minha filha é muito bem cuidada e protegida. Infelizmente, sua educação deixa a desejar. Tem uma língua poderosa, e pode matar um homem com um único comentário.
-Não diga isso, papai – ela pediu envergonhada, sobre o que seu irmão pensaria dela agora.
-Uma pequena apaixonante – Rony concluiu, esperando que ela brigasse.
Mas Hermione não revidou. Apenas corou.
Ultimamente vinha evitando falar em amor. A qualquer momento poderia se revelar e soltar um ‘eu te amo’. Não que houvesse algum problema em seu marido saber do seu amor, mas sendo esse marido Ronald Wesley...
Teria ainda mais poder sobre ela e seus pensamentos.
A cada dia se inclinava ainda mais em sua direção, passando a concordar com ele com uma freqüência absurda.
-Está cansada, Hermione? – ele perguntou ao notar seu súbito abatimento.
-Sim, tenho me sentido cada dia mais cansada – confessou, presa em seu olhar azul e profundamente preocupado. – É algo da gravidez. Nada anormal.
-Tanta emoção não pode lhe fazer bem – ele concluiu – A levarei de volta para a cabine, para que descanse.
-Oh, não! Não faça isso! Passei tanto tempo trancada naquele cubículo! - reclamou.
-Não me diga que foi por minha causa? – Mathias expressou um profundo desgosto ao imaginar causar desconforto a doce jovem que o cativara tanto quando o fizera os três anos de idade, quando brincava em seu colo.
-Uma longa história – o conde comentou – Porque não damos uma volta, Sr. Granger? Poderia lhe contar alguns fatos relevantes sobre a vida de minha filha.
Incerto, o rapaz aceitou.
Rony compreendia onde o conde desejava chegar. Ele próprio faria isso, se não preferisse cuidar de Hermione pessoalmente.
O conde lhe contaria sobre a ameaça que pairava sobre eles, e aproveitaria para saber mais sobre esse irmão inesperado.
-Recoste-se em mim – ele sugeriu, notando sua exaustão.
-Nunca pensei que passaria por isso na minha vida, ver novamente um de meus irmãos, mesmo que não tenha lembranças vivas dele.
Ela recostou a cabeça em seu ombro, e Rony sentiu seu corpo relaxar de toda a tensão que vinha guardando dentro de si nos últimos dias.
Algumas pessoas olhavam para eles, achando demais tanta demonstração de afeito em público, mas eles não se importaram.
Hermione acariciou seu braço sobre o tecido grosso do casaco, e ele estremeceu diante de seu carinho.
Era tão boa a sensação de ser um casal.
-Estou tão cansada – ela confessou – Mas não quero voltar para aquele quarto fechado. Tão fechado!
-Se estivéssemos em casa, eu a colocaria no meu colo e ficaríamos na beira do lago, aproveitando a brisa fresca enquanto você tirasse um cochilo.
-E você, não iria aproveitar e descansar também? – ergueu o rosto para perguntar, sonhadora dessa promessa.
Seria adorável.
-Não, eu ficaria acordado, vendo-a dormir calmamente em meus braços – acariciou seu rosto ternamente e ela voltou a recostar a cabeça em seu ombro.
-Não daria conta de me carregar no colo. Estou muito pesada!
-Quer apostar? Quando chegarmos em casa, a levarei nos braços para dentro de casa, como deveria ter feito quando nos casamos.
-É mesmo? Por quê?
-Não sabia que os noivos carregam as noivas no colo, na primeira noite de casados?
-Não, não sabia. – sonolenta, mantinha os olhos fixos em seu rosto, enquanto ele falava.
-Sim, e faremos isso quando chegarmos em casa. Como deveria ter sido no nosso primeiro dia de casamento!
-Você não ficou comigo no primeiro dia que nos casamos. Voltou para a casa dos seus pais – era uma sutil acusação.
-Sinto muito, mas na época achei ser o mais lógico. Precisávamos de empregados e mantimentos. Não fui sensível a ponto de perceber que não merecia passar mais nenhuma noite sozinha naquela casa!
-Foi minha última noite de paz.
Ele sorriu mansamente diante de sua afronta.
Hermione estudou o perfil forte de seus traços e achou-o ainda mais bonito sob a luz da manhã que entrava através da janela do vagão.
-E foi minha última noite de solidão
Diante da profundidade impressa em sua voz e olhar achou melhor não responder. O ‘eu te amo’ novamente na ponta de sua língua.
Rony a observou por vários minutos, enquanto mantinha os olhos fechados, e respirava calmamente. Poderia jurar que estava adormecida, não fosse o movimento rítmico e acelerado de suas pestanas. Delicados cílios que atestavam seus pensamentos profundos. Calmo, mas profundos.
Quanta emoção aquela pequena criatura vinha carregando dentro de si, ao menos a vida resolvera devolver-lhe um pouco da alegria.
Rony notou que uma senhora os observava indignada pela demonstração pública de afeto, e não resistiu a sorrir para ela num cavalheiresco aceno.
Que mal havia e ser apaixonado pela esposa e apoiá-la em um momento de cansaço físico? Hipócritas.
Revoltada, a mulher levantou-se e deixou o vagão onde era servido o desjejum e todas as demais refeições.
Bem, quem perdia era ela. Afinal, o dia estava encantador e ele era o homem mais feliz desse mundo.
Hermione havia se movido e agora massageava sobre o ventre.
-Está sentindo dor? – preocupou-se.
-Não... Quero dizer, sim – ela abriu os olhos sonados, fitando-o - Ele bate com força.
Rony pousou sua mão sobre o lugar onde ela indicava e confirmou o que dizia.
-São chutes de um homem que sabe o que quer - ela completou.
-Ou uma menina treinando seus delicados e harmoniosos passos de dança.
-Não me provoque – ela pediu sorrindo – Me leva para o quarto? Acho melhor me deitar agora. Quando começa, ele chuta por horas.
Não precisou pedir duas vezes. Segurando-a protetoramente, o braço delicado no seu, levou-a para o quarto.
Eles entraram no quarto pouco tempo depois, e Hermione olhou para Anna de modo acusador. Duran estava muito pero, fingindo ajudá-la com a roupa de cama. Pelo corado de Anna era claro como o dia, no que ele a ajudava.
-Vou fingir que não vi isso – ela disse sentando-se na cama, as mãos apoiando embaixo da barriga onde os chutes causavam dor – Deus sabe, que vou fingir não ter visto o que vi.
-Saiam antes que ela se exalte – ele mandou, irritado com os dois. -Espero que Juanita de jeito neles.
-O que quer dizer? – ela perguntou sem compreender.
-Anna é muito nova para ter filhos, espero eu. – ele disse suspirando – Mas se não for, não acha que são muitas bocas para alimentar, por muito pouca retribuição de trabalho?
-Por que diz isso? Duran me ajuda, cuida de mim! E Anna vai cuidar do bebê!
-Sei disso, mas o mesmo que gastaremos alimentando-os e pagando um salário, poderia ser pago a um homem como Adolph, maior e mais experiente. Assim como uma governanta seria mais útil que Anna.
-Pensa em mandá-los embora? – não podia lutar contra argumentos tão insolúveis.
-Claro que não. Penso em você. Seu apego aos dois. Não lhe daria esse desgosto.
-Mentira. Quis mandar Juanita embora. Só não o fez por que... Me submeti as suas vontades – as lembranças eram muito fortes, principalmente as lembranças de uma tarde na sala de leituras, onde a possuiu de um modo pouco comum para uma senhora casada e digna.
-Nunca pretendi mandá-la embora – ele riu dessa lembrança, desfazendo-se do casaco e abrindo os botões do colete.
-Como não?
-Acha que mandaria embora minha aliada em esconder sua gravidez? Não.
-Me fez acreditar que faria isso – ela olhou para ele surpreendida por essa revelação.
Rony andou pelo quarto, um sorriso vitorioso grudado na face. Abriu uma gaveta e retirou uma caixa.
-Exatamente. De que outro modo conseguiria sua colaboração?
-Não acredito! Como pode me enganar desse modo? – sua indignação deu lugar a curiosidade. – O que é isso?
-Um presente para mais tarde. Para que me perdoasse por proibi-la de sair do quarto.
Ela estendeu uma das mãos, mas ele negou. Andou em volta da cama e deitou-se com um dos braços atrás da cabeça e o outro segurando o embrulho quadrado.
-Deite-se ao meu lado, querida.
Sua curiosidade superou sua revolta em ser tratada como uma criança.
Deitou ao seu lado, recostando a cabeça no travesseiro macio.
-É um presente para mim ou para o bebê? – perguntou curiosa.
-Para os dois. – ela estava muito curiosa, e era adorável o modo como cerrava as sobrancelhas tentando adivinhar – Não posso amordaçá-la... Mas posso lhe fazer outro gosto, pequena.
Entregou-lhe a caixa e ela abriu com pressa. O cheiro forte de chocolate inundou sua boca de água. Se não era o melhor cheiro do mundo, com certeza estava entre os três primeiros.
-Chocolate... – ela gemeu levando um dos bombons aos lábios – Hum...
Seu gemido de prazer o excitou na mesma hora. Enquanto ela devorava os chocolates, ele passou uma das mãos pelo corpo do vestido, sobre os seios.
Hermione fingiu não notar. Ele soltou a fita que prendia o vestido e ele ficou frouxo sobre seu busto. Espertamente, baixou o decote e a camisa intima. Um seio saltou para a liberdade e ela gemeu tanto pelo doce quanto pelo toque quente d língua em seu mamilo.
Difícil saber qual dos dois era mais delicioso.
-Rony, amor - ela chamou carinhosa.
Ele ergueu a cabeça do seio, mantendo os dedos em carinhos sobre a ponta, estimulando.
-Hum? - ele perguntou, em ponto de bala, prontinho para arrancar as calças e se afundar nela como um louco.
Antes que ela respondesse, ele roubou-lhe um beijo com gosto de chocolate. Um beijo de língua, molhado e guloso, que acabou com ele mordendo seu queixo. Hermione voltou a gemer, rendida ao doce e ao gosto do seu beijo.
-Eu não quero – ela disse sem graça.
-Não quer o que? – não compreendeu a que se referia.
-Fazer amor – disse enquanto mordia o chocolate.
-Não quer fazer amor? – se afastou surpreso pela rejeição.
-Não é que não queira. Só não estou com vontade. ‘Aquela’ vontade. Mas se quiser fazer, eu deixo.
-Deixa? – não soube por que, mas essa possibilidade o excitou ao ponto da dor.
-Sim. Você quer? – deixou o chocolate de lado.
-Quero – foi sincero, olhando para ela como quem olha para um pedaço de carne suculento.
-Está bem, então – ela deitou contra o colchão esperando por ele.
-Tem certeza que não quer... – ele observou-a puxar o vestido para fora do corpo, e tirar a camisa íntima sobre a cabeça.
Ficou diante dele usando apenas o calção de algodão.
-Não quero nada - havia um ar de pedido de desculpas – Mas não me importo por querer fazer amor.
-Como pode não querer? – ele não compreendeu.
-Não estou com vontade, já disse – reclamou, observando-o tirar a roupa com presa.
-É por minha causa? Não está com vontade por minha causa? Não me deseja mais?
-Não seja patético, Ronald! - ela reclamou, quando ele ficou imóvel, pensando nessa possibilidade – É por causa da gravidez. Tem horas que eu quero com desespero, e tem momentos, como agora, que tanto faz...
-Se você diz – ele ficou ofendido, mas não pode recusar o presente de ter suas pernas abertas diante de si.
Puxou o calção intimo que Hermione ainda usava, e olhou atentamente para aquele corpo delicioso. Roliça e redonda, estava tão bonita que o levava a um estado de ereção malditamente intenso.
Ajoelhou-se entre suas pernas e acariciou sua intimidade, espalhando umidade.
-Está molhada – disse triunfante.
-Estou? – ela se ajeitou sob ele, erguendo um dos pés, para acariciar seu peito – Seja rápido, Rony, quero dormir um pouco.
Em outro momento, com outra mulher, isso seria extremamente frustrante, sua amante com pressa para acabar. Mas vindo de Hermione, sentir sua aceitação a ponto de deixá-lo amá-la mesmo sem muita vontade, era no mínimo uma emoção fantástica.
-Conte carneirinhos, Hermione, prometo não demorar – ironizou, sorrindo, enquanto ajeitava-se, erguendo suas coxas sobre seus antebraços e a penetrando lentamente.
Ela gemeu algumas vezes, incentivando-o. Porém não estava muito interessada nos seus movimentos lentos e suaves.
-Rápido, amor. – ela incentivou, sendo bem sincera, querendo que acabasse logo e pudesse fazer xixi.
Oh, o bebê estava sentado em sua bexiga de novo!
Rony notou sua mente longe, seus olhos mirando a parede atrás dele, e quando ela sorriu, soube que não era para ela ele, e sim dele.
Excitado, continuou avançando, sentindo o fogo do orgasmo queimar desde duas bolas até o âmago do seu ser. Iria gozar.
Hermione estava relaxada em volta dele, mas sendo uma mulher muito pequena, mesmo relaxada, era estreita e ele caiu para frente, soltando suas coxas e se apoiando nos braços para não esmagá-la.
O prazer tirou sua capacidade de pensar e ele gozou com um grito estrangulado, enquanto ela distribuía beijos carinhosos por seu pescoço.
Um último impulso e caiu para o lado, satisfeito e murcho. Completamente, satisfeito.
-Rony – ela o cutucou, com a voz apreensiva.
-Hum? – não olhou em sua direção, achando que tiraria um cochilo junto com ela.
-Preciso que saia. Quero fazer xixi – ela empurrou-o com mais força.
-Não vou olhar – ele assegurou.
-Vai sim! Saia antes que eu faça na roupa de cama!
Apreensiva, empurrou-o novamente. Ele só saiu da cama e lhe deu privacidade porque havia colaborado com ele, mesmo sem desfrutar muito do sexo.
-Têm dez minutos, eu volto em exatos dez minutos. – avisou antes de vestir o casaco sobre a roupa desalinhada e sair.
Ela resmungou alguma coisa, mas ele não ouviu.
Esperando do lado de fora, no corredor, ele sorriu.
Capitulo do dia 12/04
Beta: Rony sem vergonha! UHduahsudhaudhausdhasudh, bom, ser casado é isso tbm né!!
Autora: a beta tem toda a razão. Casamento é isso. É velha historia: O melado é doce, mas dá cárie. Não vivia querendo um filho? Agora agüenta. Não é só fazer bilu-bilu. Tem que agüentar as partes chatas tb...heheh
Beijos