FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

117. DOS DOIS LADOS


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPITULO 117 – DOS DOIS LADOS


 


 


 


 


 


 


 


 


-Preciso sentar, estou zonzo e não entendi uma palavra do que disse – ele disse, achando que estava ouvindo coisas.


-Entendeu sim. É exatamente como eu disse. Tramei seu seqüestro.


Agora que dissera, as palavras vinham com mais facilidade, mais naturalidade. Pronto, tinha colocado para fora!


-Não faria uma coisa dessas. Não é capaz de desejar o mal de outra pessoa! Não mesmo! – ele negou, sentando na beira da cama, pois o mundo achara por bem começar a rodar, justamente agora!


-Não fiz por mal – ela se apressou a explicar – Adolph me pediu emprego. Deve ser porque sou filha do conde... - optou por não falar nesse momento sobre a carta que enviara a Malfoy, muito menos do modo como conhecera Adolph – Quando o vi, soube que com aquele tamanho todo daria conta de você. O convenci a segui-lo e prende-lo. Não deveria machucá-lo. Apenas amarrá-lo e deixá-lo preso por um dia. Jamais poderia supor que conseguiria fugir e que se machucaria para escapar!


-E porque diabos quis me seqüestrar?


-Quis mantê-lo preso, para que não fosse ao duelo. – confessou humilde


-Que duelo? – ele perguntou revoltado pelo que ouvia, sem entender.


-O duelo! – ela disse exasperada.


-Não tem merda nenhuma de duelo sua desvairada! - ele levantou-se, incrédulo por ela ter feito algo dessa magnitude.


Hermione não via o risco em que o expusera e expusera a si mesma. E se esse Adolph fosse um mercenário?


-Está confuso pelo efeito do tônico. Deve passar em algumas horas – ela garantiu, tentando se aproximar – Adormeceu lá embaixo e pedi a Adolph que o trouxesse para cama. Precisa dormir mais um pouquinho para se recuperar...


-Tônico? Que tônico?


-O tônico para o sono que lhe dei quando o seqüestro não surtiu resultado.


-Você me drogou? – a confusão passou bem rápido, olhando para seu rosto corado.


-Perdeu o horário do duelo. Não vou pedir desculpas. Teria morrido!


-Eu estou entendendo direito? Armou um seqüestro para me impedir de duelar? Não obtendo resultado, me drogou para que eu dormisse? Foi isso que você fez?


-Rony, eu sinto muito, me senti terrivelmente má fazendo isso! Não desejava seu mal, eu juro que não! Não me deu alternativas! Iria duelar e morrer! O que esperava que eu fizesse? Sentasse e esperasse seu corpo ser entregue na minha porta?! Eu tive que pensar no meu bebê, que não deve ter a infelicidade de nascer sem pai! Eu pedi tanto, mas me ignorou! Implorei que esquecesse essa tolice, que aquele homem não significava nada para mim, mas me deixou muito claro que não aceitaria desistir dessa idéia insana! O conde nem ao menos se deu o trabalho de ficar do meu lado! Eu não tive escolha!


-Eu não acredito nisso – ele olhava incrédulo para a mulher a sua frente.


Desesperada, Hermione tentou se aproximar.


-Me desculpe, fiz uma tremenda confusão. Mas não vi outro jeito! Eu... Rony? Onde está indo?


-Estou saindo daqui – ele passou por ela, com pressa.


-Não! Está confuso ainda, por causa do... Tônico – tentou segurar a manga da sua camisa, mas ele soltou-se com força – Precisa descansar! Ronald!


-Me deixa em paz, Hermione! Me deixa em paz!


Ela o seguiu e parou na porta, observando-o atravessar o jardim, vestindo apenas roupas de dormir e pés descalços, subir na carruagem, no lugar do cavalariço.


-Rony! – ela ainda chamou, mas ele foi embora.


-Ronald! – insistiu, mas a carruagem havia dobrado a esquina.


Na rua, poucas pessoas notaram o acontecido, mas no jardim ao lado, Luna parou de cuidar das roseiras, olhando para ela. Anna havia seguido-a e estava ansiosa para ajudar a patroa.


Pálida e desamparada, ela virou-se para a menina.


-Ele não vai me perdoar nunca – sussurrou, sofrida.


-Senhora, volte para dentro de casa. As pessoas estão olhando... – Anna apelou.


-Pois que olhem! Odeio essa cidade! Odeio essas pessoas!


Com seu grito, correu para dentro de casa e para as escadas. Queria chorar em paz!


 


 


...............................................................


 


 


 


Os lacaios do conde não tentaram impedi-lo de entrar. As portas estavam abertas para ele e invadindo a sala particular do conde, ele jogou-se no primeiro sofá que encontrou.


-Sua filha é louca. E perigosa. Eu soube disse na primeira vez que a vi, quando matou meu cavalo. Naquele dia eu pensei: vou ficar longe dessa maluca! Caipira maluca! Era o que eu teria feito! Mas não, maldita ambição! Quis a droga da fazenda, e porque não, uma esposa boa com a terra e cordata? Que ledo engano! Que merda!


Olhou para o conde que o fitava com surpresa, sentado atrás de sua imponente mesa, ele apenas disse:


-Mandou me seqüestrar, e não satisfeita me dopou – mostrou a mão ferida.


-Suponho, então, que seu plano de duelo tenha dado errado.


-É claro que sim! Ela encontrou um ogro para me seqüestrar! Mulher doida!


-Contou a ela sobre a mentira a cerca do duelo? – o conde perguntou se acalmando.


-É claro que não!


-Pobre de minha filha, tentando proteger seu marido de qualquer forma. Uma pena que Madeleine não tenha me amado acima das convenções. É um homem afortunado, se me permite dizer.


-Oh, é mesmo? Um dia ela ainda me mata dormindo! Ouça isso, pois um dia, ela o fará!


-E nesse dia, tenho certeza que merecerá as conseqüências de seus atos. Ou acha que mentir e deixá-la apavorada e desesperada em seu estado, durante dias, é uma atitude nada repreensiva?


-É diferente – ele disse, o rosto afogueado pelo nervoso. Passou as mãos pelo rosto e pelos cabelos, sentindo-se estúpido por estar vestido daquele modo na frente do conde.


-Cada um sabe o tamanho da dor que carrega. Hermione está grávida e nervosa. Ao menos ela sabe que está aqui?


-Deve ter deduzido – ele deu de ombros.


-Sim. Deve ter deduzido – havia ironia na voz do conde – Uma mulher nervosa, grávida e sem juízo, deve ter deduzido onde estaria – com uma ironia tão pesada na voz, o conde balançou uma pequena sineta que estava sobre sua mesa.


Seu valete pessoal entrou na sala com uma mesura.


-Prepare roupas e sapatos para esse rapaz de pouca tolerância. E leve esse bilhete para minha filha. E por favor, traga vinho. Acredito precisar de alguns goles para suportar as brigas inconvenientes desses dois. Ah, e prepare a carruagem, estarei com minha filha em uma hora.


-Porque alguém iria querer estar com essa louca? – Rony resmungou.


-Tenho segredos a contar a minha filha. Ela precisa saber que nunca houve duelo.


-Não mesmo! – Rony quase pulou do sofá – Se fizer isso sou um homem morto!


-E por quê? – o conde pareceu chegar onde desejava. – Por tê-la feito se desesperar a ponto de tomar atitudes insanas apenas para preservar a saúde e a vida de um homem que brinca com seus sentimentos? Ouça Ronald, se minha filha não estivesse apaixonada por você, já teria resolvido essa situação do meu jeito.


-É mesmo? – ele tentou não parecer curioso ou atingido pela ameaça.


-Claro que sim, nada tão definitivo como deve estar pensando. É um bom rapaz, e gosto do seu jeito filho, mas é minha filha quem padece dos males do amor ao seu lado.


-Faça-a baixar a crista e calar a boca, que não teremos razões para brigar! Tem idéia de como Hermione é difícil? – Rony soltou um profundo suspiro de pesar – é arredia, mordaz, e tem uma língua ferina que irrita e ao mesmo tempo encanta! É tão esperta e inteligente que preciso pensar mil vezes antes de tentar vencê-la num argumento! É uma diabinha de criatividade e ousadia! É o céu e o inferno viver ao seu lado! Não culpe um homem por chegar ao seu limite com ela!


-E devo ousar me meter nessa história, e dizer que você, não é o homem mais eloqüente e fácil de lidar que já conheci – o conde notou sua expressão e levantou-se, mostrando que havia abandonado a bengala, apesar de ainda mancar um pouco.


Uma sobrancelha ruiva subiu alto em sua testa, fitando o conde com interrogação.


-É um bom rapaz, mas padece dos males do mundo, principalmente a impaciência. Quer arrancar de Hermione uma confissão que ela não está pronta para fazer. Tem a arrogância de passar por cima de tudo que ela sofreu, apenas pelo prazer de ouvi-la admitir o que sente. Não tem a prudência de aceitar e entender que certos prazeres podem ser dolorosos.


-E de que modo dizer que me ama pode causar-lhe dor?


-Não sei. Apenas Hermione sabe. Seja paciente. Isso fará de você um marido melhor, e um homem mais calmo. Muitos homens vivem toda uma vida ao lado de esposas que jamais lhe terão qualquer sentimento. Se dê por satisfeito por apenas ter que esperar.


-Está tentando dizer que devo perdoá-la?


-Relevar. A palavra certa é relevar.


Rony ficou olhando para o conde, como se ele estivesse louco. Relevar? Talvez devesse levar-lhe flores e bombons, tudo para premiá-la por tê-lo assustado até os ossos, o seqüestrado, e ainda tê-lo deixado vulnerável ao ser dopado!


-Eu era um homem que vivia em paz antes de me casar com sua filha – foi seu débil protesto.


-Sim, e era também um homem solitário que não tinha a felicidade de ser amado.


Rony quase riu. Seriam essas as palavras exatas de seu pai, se tivesse a oportunidade de presenciar esse momento lamentável.


-Não posso deixá-la achar que me tem em suas mãos – ele ainda tentou se apegar a isso.


-Faça como quiser, mas não deixarei minha filha na ignorância – o conde ameaçou sutilmente.


-Vou ter que ceder, não é? – ele perguntou, sentindo-se ser colocado na prensa – Eu mesmo tenho que contar. Ela me mata duas vezes se descobrir por outra pessoa.


-Hermione é uma mulher sagaz, e está em maus lençóis. Barganhe com ela, Rony – ele sugeriu como uma piscadela – Agora, por mais que aprecie sua companhia, gostaria de fazê-lo apenas quando estivesse vestido, limpo e calçado.


Dispensado pelo conde, Rony quase saiu da saleta em direção ao quarto que era de Hermione. Arrependido, voltou e encarou o conde.


-Me dê alguns dias para dar uma lição em Hermione. Ela não pode passar em pune.


O conde sorriu; como se esperasse por isso.


-Tem três dias para fazê-la se arrepender de seus atos. Depois, eu mesmo conto sobre sua mentira deslavada. Agora, vá dormir um pouco.


Grande graça pensou Rony deixando-o. Ser piada do conde.


 


 


.........................................................


 


 


 


Hermione não havia saído da cama desde que Rony saíra. O conde havia chegado à meia hora, sentou-se e esperou que ela descesse. Quando Anna cansou de insistir que ela fizesse esse agrado ao pai, o conde resolveu subir, apesar do pé ainda machucado.


A filha estava deitada, com sua camisola, entre as cobertas, o rosto nos travesseiros. Ele abriu a porta e não pode deixar de admirar seus cabelos crespos espalhados pela cama. Lembravam os cabelos de Madeleine, que vira de cabelos soltos apenas uma vez, quando fizeram amor.


Hermione não disse nada, mas o deixou se aproximar da cama, escondendo um sorriso.


-‘Ele’ esta com você? – ela perguntou baixo e rouca, prova que estivera chorando por muito tempo. Aliás, as provas eram claras. Olhos vermelhos, palidez.


-Não. Ronald ficou na mansão, não se preocupe com ele, foi diretamente ao meu encontro, desfazer-se em reclamações sobre a impetuosidade de minha filha.


Hermione soltou um pequeno gemido de desgosto, olhando para o conde, que se aproximou e sentou-se perto dela, afagando suas costas.


-Vejo muito de mim e seus gestos, Hermione. Em minha juventude foi muito sagaz e impetuoso. E muitas vezes, agi por impulso, ou por covardia. Ter medo é uma praga, nos faz cego a realidade – notou o modo como ela fechou os olhos, agoniada. – Seu marido é um jovem especial, porque está apaixonado, mas não será assim para sempre se não conservar esse amor que, diga-se de passagem, deve ser recíproco.


Hermione moveu-se entre as cobertas e sentou-se na cama, recostada contra os travesseiros.


-Não cuido do meu marido. Não cuido do meu bebê. Senti uma cólica forte ainda a pouco, e vou perdê-lo por minha própria culpa! Aporah me disse para ser calma! – novas lágrimas correram em seu rosto, e o conde sorriu, acariciando suas bochechas.


-Nunca é tarde para seguir as recomendações médicas. Conversei com Rony e ele está disposto a relevar o que aconteceu. Mas precisa mostrar a ele o quanto está arrependida.


-Não vai acreditar no meu arrependimento! Como pode acreditar em algo que eu diga depois do que fiz?- limpou algumas lágrimas, olhando para o pai com súplica.


-Palavras não são necessárias quando se tem as armas certas. Ele voltará para casa essa noite, e estará magoado e revoltado. Seja paciente, não bata de frente com ele, diga sim para tudo. Seja compreensiva e entenda sua indignação. Faça-o sentir que errou, mas está consciente disso e disposta a mudar por causa dele.


-Mas eu nunca mudaria por causa de um homem...!


-Sim, é claro que não mudaria, mas ele não precisa saber não é? Ronald é vitima da mesma cegueira que você minha filha, a cegueira do amor. Alguns carinhos, palavras gentis, e ele a perdoará.


-Acha isso? De verdade? – havia

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.