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115. CULPE O AMOR


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 115 – CULPE O AMOR


(TERCEIRA TENTATIVA)


 


 


 


 


 


 


 


 


O farmacêutico ignorou metade das coisas que Rony dizia, pois ao chegar Hermione o chamara em um canto, avisando-o da triste situação de seu marido.


Após beber, batera a mão ao cair, e agora estava inventando uma história de seqüestro, tudo fruto da confusão causada pela bebida.


Resmungando, o farmacêutico apenas amaldiçoara os beberrões que o obrigavam sempre a sair da cama à noite, para cuidar de suas enfermidades, não dando ouvidos a nada que Rony dizia.


-Sim, sim, vamos chamar as autoridades – Hermione dizia sem parar, enquanto o farmacêutico colocava uma talinha em seu dedo. Enfaixando-o junto aos demais dedos.


-Não está quebrado, apenas destroncado – ele disse carrancudo, quando terminou o trabalho e Hermione lhe entregou algumas moedas – Em uma semana pode tirar a atadura e livrar-se da tala. E da próxima vez, juízo.


Rony não entendeu a que se referia, e olhou para Hermione buscando uma explicação.


-É um velho gagá – ela desconversou – Venha, vamos para o quarto. Precisa tomar um banho e dormir um pouco. O farmacêutico deixou um tônico... Para ajudar a relaxar – baixou os olhos esperado que ele não visse a mentira expressa no seu olhar.


Que droga, estava ficando cada vez mais difícil manter as mentiras!


Amuada e culpada pelas mentiras, seguiu-o escada acima, levando consigo o vidrinho com o tônico para o sono. Rony entrou no quarto e jogou-se na cama, gemendo de contentamento por estar em casa e a salvo.


-Não sei o que aconteceu. Num minuto, aquele ogro me atacou, e no minuto seguinte estava amarrado em um deposito velho. Sorte minha ter acordado antes que ele me matasse!


-Você... Viu a pessoa que o seqüestrou? – sua voz gaguejou.


-Sim, e com sorte poderão prendê-lo, tão logo de queixa contra ele. Um homem daquele tamanho, não passa despercebido! Inferno, como dói – ele lamentou olhando para a mão – sorte minha já ter passado por isso uma vez, tive que quebrar o dedo da mão direita para me livrar das cordas que Malfoy usou para me prender no sótão...


-Rony... Precisa beber o tônico – ela se aproximou nervosa e a beira de um colapso.


-O meu banho... – ele a fitou com olhos perspicazes, notando seu desespero e sorrindo ao achar que era por causa do medo dele ser seqüestrado.


-Assim que beber o tônico eu preparo seu banho! – apressada encheu um copo com água, pois à noite sempre deixavam uma jarra de porcelana com água, caso sentissem sede durante a noite – Aqui, beba tudo de uma vez!


-Tudo? – ele perguntou com uma careta de repulsa. – Tem um cheiro horrível!


-Por favor, é para o seu bem! Beba! – estava prestes a agarrar seus cabelos ruivos e virar o vidro goela abaixo, quando ele bebeu todo o conteúdo num gole só, reclamando do gosto ruim e do cheio ardido.


-Venha, deite nos travesseiros – ela sentia a culpa prestes a sufocá-la – Fique confortável, vou tirar seus sapatos e...


-Hermione – ele disse com olhos que perdiam o foco rapidamente – O que está acontecendo... Estou sentindo um sono estranho...


-Não fale. – ela sentou-se ao seu lado na cama, alisando seu cabelo, até vê-lo fechar os olhos e tombar a cabeça para trás, completamente apagado.


-Graças a Deus – ela agradeceu, num fio de autocontrole, achando que se isso não desse certo, então, era seu destino duelar, e ela não poderia fazer nada!


Mentira! Se ele fosse duelar, ela iria junto, mas impediria essa loucura!


Sentindo-se a última das criaturas deixou o quarto. Na cozinha, Anna a olhou compadecida, e estendeu uma bacia com água morna, para que o lavasse.


-Será que vai dormir muito tempo? – perguntou com as mãos tremulas.


-O farmacêutico disse que dormiria um dia inteiro – ela disse boazinha.


-Não queria fazer isso. Se ele me ouvisse, se ouvisse a razão, não teria feito uma coisa dessas! Eu juro que não!


-É claro que não, senhora.  Ninguém pode culpá-la por querer salvar a vida do seu marido.


Agradecida, Hermione lhe sorriu.


-A senhora gostaria que eu dormisse aqui hoje? Caso precisem de algo, conheço Londres, a senhora não.


-Faria isso?


-É claro que sim! – disse feliz em ajudar – A senhora não tem culpa de ter que fazer o que deve ser feito! Ah... Se o homenzarrão... Quero dizer, Adolph voltar, digo o que?


-Diga que está tudo bem. Que não se preocupe com as autoridades, pois não vai haver queixa alguma. Amanhã, quando Rony acordar, vou contar toda a verdade.


-Terá coragem? – Anna ficou incrédula.


-Tive coragem para seqüestrá-lo e dopá-lo. O que pode ser pior que isso? – perguntou infeliz.


-Poucas coisas, senhora – Anna concordou.


Hermione teve que sorrir, mesmo que fosse de sua própria tragédia.


 


 


..................................................................


Hermione terminou de limpá-lo e cobriu-o com uma manta, pois começava a esfriar. Ainda estava tão nervosa, que não conseguira sequer aproveitar o prazer de tocá-lo.


Sentira-se horrível, se aproveitando de um homem inconsciente. Cumprira seu dever de cuidar dele.


Cínica, como cuidava dele se era causadora de seu mal?


Vestida para dormir, entrou embaixo da manta, e tocou sobre a mão enfaixada que repousava sobre a barriga de Rony. Culpa sua.


Totalmente culpada! Ferido, pobrezinho.


Aconchegou-se contra o corpo musculoso e quente, e pousou o rosto em seu peito.  Quando acordasse, lhe pediria desculpas de joelhos se fosse preciso.


Contaria do seu desespero e de suas razões. Afastando a dor do medo, ela sorriu na penumbra, tendo apenas uma pequena lâmpada ao lado da cama acesa como testemunha.


Não haveria duelo.


Se aquele homem, Malfoy, era tão horrível como diziam se vangloriaria de Rony ter desistido e contaria vantagem, mas aí seria muito tarde para marcar outro duelo, pois Rony não teria razões para isso.


Só um imbecil para não entender seu gesto, ao seqüestrá-lo e dopá-lo!


Só esperava não assustá-lo muito...


Mortificada com as conseqüências dos próprios atos, Hermione não conseguiu conciliar o próprio sono.


Adormecia e acordava em poucos minutos, num sono agitado, permeado de pesadelos com um Malfoy sorrindo satisfeito, com o coração de Rony batendo entre seus dedos.


Da última vez que acordou quase aos berros, notou que o sol entrava pela janela. Raios tímidos de um começo de manhã.


 Levantou-se e olhou para a rua. O relógio sobre a mesinha marcava cinco e doze da manhã.


Mais algumas poucas horas e estaria livre da ameaça de duelo.


Estava comemorando por dentro, observando o movimento da rua, quando o ouviu.


-Hermione?


A voz era pastosa e confusa.


Oh, não! Como podia estar acordado?


-Rony, volte a dormir, é noite ainda – ela disse soltando a cortina e se apressando a fechar a janela, para esconder qualquer raio de sol. Voltou à cama e se aconchegou a ele, que tinha os olhos sem foco, perdido entre o mundo do sono e da realidade.


-É madrugada, amor. Durma – amorosamente, beijou seu rosto, e passou uma das pernas sobre as dele para acalmá-lo.


-Hum... Madrugada – ele balbuciou, voltando a dormir.


Aliviada, ela escondeu o rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro de homem, e se apegando a esperança de que não voltasse a acordar.


Esperança vã. Meia hora depois, ele voltou a acordar. Novamente, conseguiu acalmá-lo e fazê-lo dormir.


Como esse homem podia ser capaz de frustrar seus planos! Seria também insensível a um tônico que derrubaria a  maioria dos homens?


Só podia ser para testar sua paciência!


Na quinta vez, ele fez menção de levantar-se, num estado tal de confusão, que Hermione o puxou de volta para a cama bruscamente, fazendo a única coisa que poderia para contê-lo. Empurrou-o de volta para a cama, e ao notar que ele tentava abraçá-la, confuso e perdido em algum sonho que lhe causava excitação, com ardor e sonolência em seu semblante, afastou sua calça, baixando o pijama.


Ele estava à meia ereção, provando que era capaz de tirar sua paz, até mesmo dopado. Ouvindo seus sussurros desconexos, algo sobre precisar ir trabalhar, querer estrangular o Sr.Loren e depois voltar para a fazenda, coisas que não faziam o menor sentido, ela começou a gentilmente estimulá-lo, até sentir crescer em sua mão.


Ele continuava falando enquanto gemia baixinho, talvez sem perceber exatamente o que acontecia, mas se pudesse deixá-lo exausto, talvez se entregasse ao efeito do tônico para o sono.


Para cima e para baixo, moveu os dedos com carinho, temendo que um exagerado ataque de paixão pudesse tirá-lo daquele torpor induzido.


Vários minutos depois, enquanto se deliciava acariciado seu membro duro entre os dedos, ouviu seu choramingar e recebeu nos dedos seu gozo. Pacientemente, limpou-o com uma toalha e cobriu-o, observando-o pegar no sono definitivamente.


Caiu ao seu lado na cama, começando a se irritar. Droga, agora quem estava com vontade era ela!


Quase desejando que ele acordasse, Hermione pensou se poderia aproveitar-se dele. Porque não? Uma vez ele fizera isso quando ela estava bêbada, não fizera?


Que mal havia?


Oras! Você o drogou! Esse pensamento a fez se conter.


Excitada, deitou-se sobre a manta, correndo os dedos da mão direita sobre a camisa de dormir, exatamente sobe os seios. Os bicos estavam rijos e esperando por carinhos.


Gemeu sofrida e virou-se para o outro lado, com o travesseiro entre as pernas. Até que era agradável ficar assim, ajudava a aliviar aquela dor entre suas pernas.


Horrorizada por ser capaz de pensar em sexo diante da eminência de uma tragédia, pois quando ele acordasse seu casamento estaria seriamente abalado, jogou o travesseiro nos pés da cama, e afundou o rosto no outro travesseiro que estava sob sua cabeça.


Incapaz de dormir, sabendo que ele poderia acordar novamente a qualquer momento, ficou pensando, nos prós e nos contras.


Rony gostava bastante de dividir a cama com ela, e isso era um ponto a favor.


Estava esperando seu filho, outro ponto a favor.


Ele gostava da vida de fazendeiro, e gostava principalmente do modo como ambos se entendiam no trato da fazenda, um ponto bem grande a seu favor.


É um homem obstinado e determinado, e jamais a deixaria antes de obter sua rendição. Um ponto totalmente a seu favor!


Por outro lado, o desdenhava em público, um ponto contra ela.


Uma vez jogara uma pedra nele. Outra vez apontara uma arma para ele, na cama. Outra vez o rejeitara aos berros na frente de todo mundo – Oh, essa última se repetia muito, aliás – sem contar que beijara Harry bem na sua frente. Pontos extremamente negativos!


E como poderia esquecer: dançara com Malfoy em público.


Marcara um encontro com Malfoy. Mandara alguém seqüestrá-lo. Dopara-o.


Deus, ela só tinha pontos negativos!


Quando acordasse, Rony daria graças ter uma razão para se livrar dela!


Mortificada, jurou a si mesma que se escapasse dessa, seria a mais cordata e dócil das esposas. Seria uma filha amável, uma amiga gentil, uma patroa generosa e uma amante dedicada.


Faria valer a pena sua paciência.


Ao seu lado, Rony se remexeu, atiçando novamente dentro dela, o medo e o desejo. Virando-se para seu lado, Hermione apanhou o braço forte e passou sobre sua cintura, ajudando-o a virar-se para seu lado, ficando frente a frente. Aninhou o rosto perto do dele, depois de beijar amorosamente seus lábios.


-Dorme, amor. Dorme só mais um pouquinho...


Aninhada desse modo, sentiu o sono chegar de mansinho. Não havia mal nenhum em tirar um pequeno cochilo.  Repousar seu corpo cansado emocionalmente e fisicamente, e ainda se preparar para o dia seguinte, quando o teto de sua casa cairia sobre sua cabeça.


No fundo, soubera que esse homem seria um problema desde a primeira vez que o vira naquela estrada pedindo ajuda, ao lado do cavalo envenenado por mordida de cobra.


Algo em sua mente gritara bem alto para corresse para bem longe dele, pois aqueles olhos azuis inesquecíveis poderiam mexer com seu mundo, e colocar tudo de cabeça para baixo.


Uma pena não ter dado ouvidos a sua mente, e sim ao coração.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Autora: Gente, a mi mandou vários cap betados. Ela é imprescindível para mim. Reclamo dela, mas é meu jeitinho de demonstrar amor. Não sei viver sem a minha beta. Ô vida. Não achei que viveria para dizer isso...heheheheheheh...


Recadinho hiper especial: Bruna! Você quer me matar? Quase chorei quando vi seu desenho! Além de estar super bem feito, reconheci detalhes da fic, e me senti super homenageada! Não tem idéia de como é isso para uma autora! Ainda vou fazer um email falando disso, só preciso arrumar tempo, mas não resisti a antecipar o tamanho da surpresa e delícia que foi receber seu presente! Quanto as idéias, vai mandando! Hehe


 


Beijos meninas!


 


 

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