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110. O TROCO


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 110 – O TROCO


 


 


 


 


 


 


Hermione suspirou, acordando de um pesado sono, sentindo na pele o toque gentil da seda e do linho dos lençóis.


Passou os braços pelo travesseiro, afundando o rosto e achando que pegaria novamente no sono. Sentiu um revirar no estômago e achou que era fome. Mas não era. Era medo e culpa.


O dia havia amanhecido, e haveria sem dúvidas um confronto. Um não, vários.


Resignada, ouviu o bater suave na porta e virou-se a tempo de ver a porta abrir, e uma sorridente moça entrar com um vestido nos braços. Suspirou enquanto se esforçava a sorrir simpática.


Não haveria como evitar o momento que se seguiria, e se Rony havia descido antes e perdido a oportunidade de acordá-la e aproveitar-se dela, é porque o caso era mesmo seriíssimo.


Um sorriso se alargou em seu rosto ao lembrar-se das palavras dele. Não olhara para seu vestido vermelho, pois estava muito ocupado olhando para ela. Tocou sobre o pescoço e desceu os dedos para a correntinha que repousava próxima aos seios. Um pingo de orvalho sobre uma rosa... Suspirou novamente, notando que a jovem olhava para ela com olhares sonhadores.


Sim, quis dizer a ela, era uma mulher feliz lembrando-se de uma noite maravilhosa nos braços do homem amado.


Levantou-se naquele clima de contentamento e se deixou vestir, ainda achando engraçado ter alguém para fazer isso para ela.


Foi quando descia as escapas que o peso de suas atitudes assolou. O que diria ao conde?


 


 


.....................................................


 


 


 


A primeira pessoa que ela viu ao entrar na saleta, o local preferido do conde, foi Gina. Ela olhou-a com algo de superior no olhar e Hermione se preparou para o pior.


Harry estava sentado ao lado do conde, numa conversa baixa que cessou imediatamente ao vê-la parada diante da porta. O alvo de seu constante descontentamento estava de pé, analisando um livro. Era na verdade um livro de contas, usado pelo conde para controlar suas finanças.


-Entre, Hermione – o conde chamou-a, notando seu desconforto. – Não tenha medo, não pretendo dar-lhe as palmadas que Madeleine deveria ter lhe dado quando menina.


Havia troça em seu olhar, mas ela sentiu-se ainda pior. Sua mãe teria morrido de desgosto se houvesse presenciado o escândalo que provocara na noite anterior. Desrespeitara seu pai, seu marido e as pessoas que estavam desejosas de conhecê-la.


-Por favor conde, não faça isso com Hermione – Gina pediu sorrindo – Quando fica com raiva perde o controle. E meu irmão, voluntariamente, trata de enfurecê-la!


Emocionada com a defesa de Gina, Hermione se aproximou dela, achando mais seguro do que enfrentar aqueles homens temerários!


-Concorda com os atos de Hermione? – Harry perguntou surpreso.


-Não, mas não a culpo. É difícil quando seu marido esquece que é casado e a trata como uma conhecida distante. Aparentemente, Londres tem esse efeito sobre os homens. Com exceção do conde, que é sempre atencioso conosco!


Agredido, Harry ficou olhando para ela sem saber o que responder.


-O que quer dizer, Ginerva? – ele pareceu confuso, sem saber que errava.


-Desde o berço, mesmo brigadas, nunca passamos tantos dias sem nos ver. Mas algum de vocês dois lembrou-se que não conhecemos Londres? Simplesmente, nos esqueceram em casa! – ela acusou, olhando do irmão para Harry – Uma tutora para me ensinar a me vestir, uma mulher horrível que soube apenas dizer o quanto sou caipira! Nem ao menos se deu ao trabalho de fingir afeição, afinal, se meu marido não se importa, porque ela se importaria?


-Isso quer dizer que devo mantê-la longe de Malfoy? – Harry perguntou irritado, numa clara ofensa.


-Não. Mas pode me manter longe de qualquer homem que seja no mínimo mais gentil que você – ela não parou e não pararia até dizer o que a amargurava.


-Nos dê licença conde, mas preciso ter uma conversa privada com minha mulher – Harry disse sem tirar os olhos de sobre Gina.


-O Jardim é muito agradável a essa hora da manhã, se me permite sugerir – o conde disse em tom enfadado e divertido.


Gina e Harry deixaram a sala, e o conde olhou para Rony que não dissera nada ainda. Desconfortável com seu olhar, Hermione arriscou-se:


-Bom dia, Rony – não que houvesse ironia em sua voz, mas havia uma sugestão disso.


-Bom dia, minha deusa de fogo.


Ela conteve um palavrão. É claro que ele não se esqueceria disso!


-Acaso os dois não resolveram esse assunto ontem à noite? – o conde pareceu se irritar também.


-Resolvemos – Rony disse com amargor – mas não é um assunto facilmente esquecido, afinal, sua filha não se dignou sequer a pedir desculpas pelo comportamento horrível da noite passada.


-Como se sente essa manhã, Hermione? – o conde levantou-se, mais ágil agora, o pé se recuperando.


-Me sinto bem, o quarto é maravilhoso, dormi muito confortável – elogiou, aceitando sua mão e indo com ele em direção ao sofá.


-Pedi que preparassem um café da manhã completo, e aguardei para tomar em sua companhia – ele confidenciou – quero aproveitar o tempo que temos, visto que vocês partirão em breve – ele olhou acusador para Rony – A menos, claro, que desejem ficar mais tempo.


Hermione olhou para Rony, achando que seria um bom momento para deixá-lo no suspense.


-Ainda estou pensando, meu pai – chamá-lo de pai estava cada vez mais natural. – Eu... Gostaria de pedir desculpas pelo que fiz. Sei que não posso apagar os falatórios e, sobretudo a ofensa pessoal, depois de tanto empenho em me apresentar às pessoas que lhe são importantes, mas gostaria de oferecer meus sinceros sentimentos, pois se houvesse pensando, nunca teria dançando  com aquele homem!


-Estou certo ao supor que Malfoy a desagradou?


-Sim. – confessou corando.


-Permiti que partisse, pois não tinha certeza de seus sentimentos – o conde seguiu falando como se Rony não estivesse ali presente, e ela se ressentiu por isso. Afinal, ele era seu marido!


-Fico contente que tenha ido embora! Não pretendo ver aquele homem nunca mais.


-Bom – ele olhou para ela com adoração – Embora, não possa culpar seu marido por duelar com ele.


-Duelar? - a palavra escapou de seus lábios, olhando para Rony com verdadeiro horror – Será tolo a ponto de duelar?


-E porque não? É o que faz um marido para salvar a honra de sua mulher. Se não o fizer, todos dirão que é uma mulher sem moral.


-Meu Deus! – horrorizada, olhou para o conde, apenas para descobrir que ele concordava com esse despautério. - Uma vez contou que esse homem é um homem de armas! Será morto, seu tolo!


-É mesmo? E de quem será a culpa? – ele revidou, notando o modo como ela ficou séria.


-Está brincando quando fala em duelo.  – disse convicta.


-Não. Não estou brincando. Tanto, que marcarei o casamento na Igreja para a próxima semana, assim, meu filho será legitimado antes... Do resultado final do duelo.


Sua expressão de incredulidade era cômica para Rony, que não tinha a menor vontade ou intenção de duelar. Um dia morreria, mas não por causa de Malfoy!


Não era um homem de armas como Malfoy, e não era arrogante o bastante para desqualificar as qualidades do oponente apenas por não gostar dele!


Do mais, Hermione não tinha interesse em Malfoy. Tinha apenas querido vingar-se por causa da dor do ciúme.


-Ele pode fazer isso? – ela perguntou ao conde, quase sem ar – Duelar?


-É um homem livre e adulto. Sim, não há oposição. Quem será seu padrinho?


-Pensei em Harry, mas ele é responsável por minha irmã, e caso algo saia do controle, não concebo a idéia de deixar minha irmã viúva e desamparada. O mesmo acontece com meu sogro. – disse com naturalidade, sabendo que o conde não era tolo para supor que faria mesmo essa besteira! – Pensei em meu bom amigo, Neville. Faz algum tempo que não o vejo.


-O noivo da menina Lovegood? É um bom rapaz. Tenha pena da jovem, que não achará outro noivo capaz de compreendê-la – era uma piada que Hermione não registrou, olhando para Rony, chocada demais – Meu valete é um homem discreto. Será um padrinho perfeito, além disso, é bom com armas, caso Malfoy trapaceie.


-Não precisará trapacear. Minha pontaria não é lá essas coisas – ele devolveu, olhando para ela com expectativa.


-Estão falando isso para me fazer sentir culpa – arriscou, notando que nenhum dos dois parecia brincar – Não é?


A chegada do valete do conde, alertando que o café da manhã estava servido, foi à deixa para que eles não respondessem.


O conde saiu primeiro, mas não teceu comentários quando Hermione segurou o braço de Rony, impedindo-o de ir.


-Teria coragem de correr o risco de morrer em um duelo apenas para me punir? – perguntou amedrontada de até aonde ele iria para provar que ela estava errada.


-Não é uma punição. Outro homem teve coragem de abusar da minha mulher, sou obrigado a limpar sua honra com sangue – até mesmo ele sentiu-se um pouco tolo falando assim. – No mais, não tenho certeza da exatidão de seus sentimentos, Hermione, sendo assim, só me resta me livrar de Malfoy ou vê-la fugir com ele num futuro próximo.


-E seu eu jurar que isso jamais aconteceria? – segurou mais forte na manga de sua camisa, apavorada.


-Infelizmente, minha irmã tem toda razão. Quando sente raiva, torna-se irracional. Não posso crer em seu juramento. – desvencilhou-se de sua mão que o apertava dolorosamente, saboreando sua expressão desamparada.


-Está mentindo – ela maneou a cabeça, decidida a não acreditar nele – É um homem que gosta de uma boa vida! Jamais se arriscaria a morrer sabendo que um dia será herdeiro do conde!


-Duvida do quão louco é capaz de me por? – ele perguntou dessa vez, quase acreditando em suas próprias palavras – Duvida do efeito enlouquecedor que tem sobre mim?


-E o maldito juiz Diggory? Não pode falar com ele, resolver tudo e voltarmos para a fazenda ainda esta semana? Estaria tudo resolvido! – ela argumentou, sem notar que respirava rapidamente, como se estivesse acuada por um animal selvagem, a beira de lhe dar o bote.


-Não. E mesmo que fosse possível, a única forma de limpar seu nome, é matando o Malfoy. – disse com dignidade, vendo a pouca cor de suas faces desaparecerem.


-Você mesmo disse que ele é especialista em armas! Vai acabar morto!


-Sim, mas nesse caso, seu nome estará limpo, pois a defendi até a morte – fez uma mesura, abrindo novamente a porta da saleta – o Café da manhã a aguarda Hermione. Não deixe o conde esperando.


Imóvel, assistiu-o sair e deixá-la para trás.


Duelar? Aquele louco iria duelar por sua culpa?


Deus, o que fizera?


 


 


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Rony falava em voz baixa com o conde quando ela surgiu na sala principal onde serviam o desjejum. Ereta e tensa, sentou-se na cadeira ao lado da cabeceira, próxima ao conde e de frente para Rony. Ao lado de Rony, Harry comia silenciosamente, enquanto Gina, ao lado de Hermione tinha os olhos fixos na xícara de café.


Rony quase sorriu diante da expressão compenetrada de Hermione. Sentia-se culpada e assustada com a idéia de causar sua morte. Em poucos dias estaria tão desesperada que imploraria por sua vida, admitindo seu amor por ele. Era um ótimo plano esse, reverter o mal de Hermione a seu favor.


Sorte sua, que o conde fosse um homem que tivesse tantas afinidades com ele próprio, ou estaria em uma enrascada. Poderia contradizê-lo e contar de seu plano, e então, Hermione o desdenharia ainda mais.  Mas o conde de Valença entendia sua vontade de fazê-la se render e acabar com aquele orgulho imbecil.


Imagine sua surpresa ao levantar-se naquela manhã, se vestir, enquanto olhava Hermione dormir pensando no que faria com ela, e optar por descer e se recompor definitivamente da noite passada antes que voltassem a conversar, e ao chegar à saleta encontrar o conde, pronto para lhe revelar um grande segredo.


Hermione estivera magoada por seu afastamento, e mais que isso, lamentara para o conde a solidão de não ter mais seu apresso. Segundo suas próprias palavras: ‘Rony não me olha como fazia antes’.


Após ouvir, decidira que a única forma dos dois se entenderem para sempre, seria se ela revelasse a ele o seu amor. Sem meias palavras. Precisava dizer em voz alta e em bom tom, para se libertar daquele maldito orgulho, e principalmente do medo de amá-lo.


Hermione não olhou para Rony, decidida a não tocar mais naquele assunto de duelo.  Tinha uma idéia em mente, e a colocaria em pratica tão logo fosse para casa.


-Harry? – ela chamou de repente, atraindo a atenção de todos naquela silenciosa e tensa mesa – Gina poderia ficar na minha casa nessa tarde?


-Por quê? – foi inevitável a Harry perguntar.


-Isso mesmo Hermione, responda por que Harry há de permitir que seu pássaro aprisionado tenha um momento de liberdade – Gina ironizou.


-Precisamos conversar – ela disse olhando de um para o outro incrédula.  – Além disso, quero saber um pouco sobre as roupas certas a usar.


-Quer que eu leve a tutora? – Gina parecia horrorizada.


-Para que? Sempre teve bom gosto, Gina. Além disso, se não podemos nos vestir como gostamos, de que serve o dinheiro para as roupas? Tenho certeza que Luna pode nos dar uma plena orientação!


Rony quase sufocou com um gole de café diante dessa observação. Luna Lovegood era um desastre!


-Além disso, Anna, a menina que cuida das minhas roupas, sabe tudo sobre Londres, e já trabalhou em várias casas refinadas. Saberá nos orientar!


-Acha mesmo? – ainda havia mágoa na voz de Gina – Acha que conseguiria me livrar dessa tutora que me humilha? – era definitivamente uma agressão a Harry.


-Bem, sou eu quem manda em minha casa na ausência de meu honrável marido – Hermione satirizou – se desejo mandar alguém embora, eu o farei. Pense, com toda a fortuna do seu marido, não deve ser difícil mandar um empregado embora.


-Ginevra não se atem ao trato da casa – Harry disse com desgosto. – Passa os dias dormindo ou lamentando não ter nada para fazer.


Olhando para os dois, Hermione se pegou pensando em como era irritante, lamentável e chato um comportamento assim entre marido e mulher. Se agredindo em público. Olhou para Rony, que aparentemente pensava o mesmo.


-Harry – ela disse sorrindo – Você não pode colher uma flor em um jardim, e esperar que ela sobreviva, bela e vistosa longe da água.


Harry nada respondeu.


-Talvez, meu amigo, deva passar o dia todo olhando para Gina, quem sabe isso aumente seu viço – Rony alfinetou.


Aquele olhar sujo que Hermione reservava apenas para ele quase o fez salivar.


-Ou quem sabe, duele e morra, assim ela estará livre para casar-se novamente com alguém que lhe de valor – ela alfinetou de volta.


O conde riu, atraindo atenção de Hermione.


-Esqueça seu marido, Hermione, ele toma muito do seu tempo e do seu pensamento. Agora, quero sua atenção toda para mim, filha.


Ela sorriu para o pai, mas não sem um olhar de rancor para Rony, que voltou sua atenção para o café, enquanto olhava para os dois.


-Conte-me como vai meu neto – o conde pediu. – Aguardo a chegada dessa criança com tanta expectativa!


-Poderá ser uma menina – Rony disse apenas pelo prazer de frustrar-lhe.


-Que seja. Se tiver o temperamento de minha filha, sei que minha linhagem estará assegurada! Além disso, nunca vi uma criança crescer, será inacreditavelmente novo e maravilhoso ver uma vida desabrochar! – ele parecia tão empolgado, que Hermione não teve coragem de relembrá-lo que vivia em Londres.


-Como tem sido seus enjôos? – Gina perguntou, talvez para mudar o rumo dos próprios pensamentos tristes.


-Não tenho mais enjôos, mas ainda sinto um pouco de cansaço e sono. Ontem... – calou-se ao notar que revelaria algo indesejado.


-Não esconda nada de nós, minha filha.


-Ontem durante o baile, houve um momento que achei que desmaiaria – confessou – Estava muito nervosa - corou.


-Se houvesse se mantido próxima ao seu marido, e do seu pai, não haveria razões para sentir-se nervosa – Rony alfinetou, olhando em seus olhos com profundidade – Quase perdeu nosso filho, Hermione. Isso não faz muito tempo. Porque não pode simplesmente se aquietar?


-Preciso comprar o enxoval do bebê – ela mudou drasticamente de assunto – posso dispor de uma carruagem e um cocheiro meu pai?


-Sim, mandarei Olfrey estar a seu dispor daqui para frente – ele era todo sorrisos para a filha e Rony maneou a cabeça.


Hermione fazia gato e sapato do conde, assim como fazia com ele. Uma pequena mulher capaz de apaixonar até o mais resistente dos homens.


Hermione se perguntava em que Rony estaria pensando para sorrir daquele jeito tão carinhoso. Talvez, pensasse no passado, em uma das irmãs DeLuy ou quem sabe nas duas juntas! Ou quem sabe, pensasse na noite passada.


Não permitiria que ele duelasse. Nem que para isso tivesse que tomar providencias que o desagradariam.


-Precisa também escolher um vestido de noiva, pois marcarei a cerimônia para a próxima semana. – Rony lembrou-a, adorando a forma como ela olhou para ele.


Olhos brilhantes, numa dúvida de sentimentos. Felicidade de saber que casariam, pois secretamente sonhava com isso, e o medo que cumprisse sua promessa de duelar.


-Como quiser, Rony - disse falsamente cordata. – Terminei de comer. Será que poderia me mostrar os jardins?


Surpreendido por seu pedido, não ousou negar. Até o conde parecia surpreso.


Hermione tinha uma idéia para livrá-lo de um duelo, mas seria mais prudente convencê-lo a desistir do que por seu audacioso plano em ação.


Eles andaram por alguns minutos até a beira de uma fonte em meio a várias árvores. Ela suspirou e olhou para ele, banhada pelo sol da manhã que se infiltrava entre os galhos e folhas, brilhando as ondas suaves de seus cabelos e deixando-a encantadora e sedutora.


-Sinto falta da fazenda – ela disse olhando em volta, para a falsa liberdade que estar entre a natureza lhe dava – Há pouco verde em Londres.


-Infelizmente sim – concordou, esperando que dissesse a verdade sobre esse passeio.


-Perdoei o que me fez no trem – disse finalmente.


-Ah, essa é sua idéia de perdão: uma barganha?


Hermione fechou os olhos e quando os reabriu, encarou-o com um brilho malicioso no olhar:


-Porque não pede logo de uma vez que eu pague minha dívida com você... Na cama? – desafiou-o.


-Acha que seria essa a punição que lhe daria? – fingiu espanto.


-Sim.


-O homem que não olha para você? – havia um pouco de mágoa em sua voz.


-Fale logo o que quer de mim, não suporto ficar esperando que se decida! – reclamou, disfarçando um longo bocejo.


-É mesmo? – petulante Rony aproximou-se, com um olhar de vingança. – Está com sono? Acaso não dormiu o suficiente ontem à noite? – havia diversão em seu olhar.


-Sabe que não – ela pousou uma das mãos sobre seu peito, onde o coração batia acelerado, por de trás da pele quente.  – Não me deixou dormir, Rony.


-Não pareceu que desejasse dormir, Hermione – ele abraçou-a, arrancando dela um involuntário suspiro de contentamento, quando baixou a cabeça, e lambeu seu pescoço abaixo da orelha.


-Vai aceitar o que posso oferecer em troca de absolvição? – convicta, encarou seus olhos azuis, achando ver diversão em seus olhos.


-Não será preciso, pediu que fosse seu marido, e não preciso mais de estratégias para tê-la em nossa cama. – disse seguindo uma trilha de beijos por seu pescoço, indeciso sobre descer ou subir. – Além disso, seu crime merece retaliação. E Malfoy não pode ficar em pune!


-Ora, pare de falar besteiras! – empurrou-o notando o sorriso de deboche em sua face – Quer mesmo me ver culpada não é? Quer me enlouquecer? Pois saiba que daqui para frente não irei colaborar! Posso não me negar a partilhar sua cama, mas não vou colaborar!


-É mesmo? – agradavelmente surpreso e sentindo-se desafiado, ele estreitou-a em seus braços – É guerra, Hermione? Está me desafiando?


-Estou apenas apelando para seu juízo! – foi enfática.


-Preciso trabalhar agora. Volte para o quarto e durma um pouco, depois leve Gina para espairecer. É mais forte que ela, Hermione. Ajude-a a ver as mudanças que estão ocorrendo em sua vida, antes que ela magoe Harry. E quando chegar a noite, me espere com um bolo quentinho, feito por você. E mais que isso, me espere pronta para uma longa noite de amor.


Hermione riu. Talvez para ocultar as batidas de seu coração, aceleradas e descompassadas, ou apenas por achar graça de seu machismo. Até ele sorria da própria tolice.


-Não esqueça, Hermione, pode ser nossa última noite juntos.


Rony tinha se afastado, mas piscou ao partir. Homem sem coração! Como podia fazer graça! E se ele morresse mesmo? Será que era incapaz de pensar no desespero que ela sentiria?


Arrepiada ao lembrar-se da dor que sentira quando o vira baleado e aparentemente sem vida sentiu uma grande e repentino frio e decidiu voltar para a casa.


Iria por em prática seu plano.


E de uma coisa tinha certeza, esse duelo não aconteceria!


 


 


 


 


Autora: Bem, eu tive um piti por causa dos atrasos dos capítulos. Tive minhas razoes, heheheheh...Não vou me desculpar. Todos temos direito a ter um ataque de birra de vez em quando!


Quando a Mi, já me entendi com ela, ou vice e versa.


Sobre o capitulo, tenho  a dizer que o Rony é um cafajeste. Não tem outra palavra para defini-lo! Ameaçar um duelo? Que maldade!


Heheheheh


 

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