CAPITULO 109 – LENÇÓIS
Hermione sentiu o choque, e então, fechou os olhos, saboreando aquilo que vinha tanto desejando nos últimos dias. Longo, profundo, grosso e macio. Quente, deslizando cada vez mais forte para dentro do seu corpo, que estava completamente pronto para recebê-lo.
Rony empurrava o corpo pequeno a cada empurrão, o rosto abafado contra seu pescoço, sentindo-a completamente perdida naquele mundo de prazer.
Não era bom o bastante, o vestido atrapalhava, e o peso das camadas de tecido estavam deixando seus joelhos doloridos. Carregando-a, jogou-se com ela sobre o meio da cama, continuando com os movimentos.
Jogou a cabeça para trás, rugindo como um animal ferido, diante do inexorável prazer que o percorreu ao afundar-se dentro daquela mulher fervorosamente apaixonada. Hermione o empurrou em determinado momento, e ele sentiu um principio de pânico, ao pensar que pararia de corresponder ao ato.
Com toda a força que a raiva havia lhe dado, Hermione empurrou-o, Rony levando-a com ele, e quando se viu sobre seu corpo, ela esqueceu qualquer intuito de vingança, descendo o quadril sobre o dele com tanta força que sentiu um pouco de dor.
Mas não importava! Nada importava!
Finalmente, finalmente, finalmente, finalmente, finalmente....
Oh, finalmente ele estava dentro dela!
Seu corpo tombou sobre o dele, suas mãos apoiadas em cada lado da cabeça ruiva, usando esse apoio para dar impulso para subir e descer sobre ele com força e rapidez. Ele tinha a cabeça atirada para trás, os olhos fechados e gemia muito, vitima dos seus ataques.
Hermione tinha o vestido caindo sobre eles, meio enrolado entre suas pernas, e sentia o tecido entre eles, incomodando, mas não impedindo o que faziam, vestida inteiramente de vermelho, levando seu marido para um mundo onde a única cor predominante era o rubro da paixão.
Rony segurou em sua cintura ajudando-a a seguir os movimentos, todo corpo pequeno grudado ao dele, a intimidade tão avassaladora, que se deixou guiar por ela.
Desse modo acabaria esfolado. Quis rir de sua pressa, de sua vontade, mas não tinha coragem, pois era a mesma sensação que tinha. O mesmo desejo de chegar a um lugar onde os dois se entendiam.
O mundo do prazer era o único mundo que dividiam em paz.
Um mundo em comum, onde se compreendiam e se aceitavam.
Ela gritou, se contorcendo, e certo que acabaria machucando-a, pois estava cada vez mais apertada e frenética, girou o corpo com toda sua força, até ter seu corpo sob o dele. Saiu do seu recanto mágico, e a girou novamente.
De joelhos, no meio da cama, Rony a segurou deitada de costas, enquanto puxava seu odioso vestido vermelho. Vários puxões e o tecido não cedeu, precisou ergue-la quase de quatro, para arrancar os botões que o prendiam com um forte puxão. A seda cedeu, e ele deu vários solavancos, nada gentis, até ter livrado seu torso. Tirar pelas pernas foi mais fácil e ele reclamou palavras desconexas quando viu a anágua rasgada se impondo entre eles.
O tecido era mais frágil, e cedeu no primeiro puxão.
Tão frágil quando o corpo pequeno em suas mãos. Emocionado com a fragilidade daquela estrutura óssea, as costas tão lisas, miúdas e o bumbum tão arrebitado, guloso e macio, curvou-se para beijar suas costas, devorando a pele, e descendo mais e mais enquanto ela se contorcia sob o calor e a umidade de seus beijos.
Hermione se moveu, se contorcendo sob os beijos deliciosos, remexendo-se na busca por mais, suas mãos para trás, tentando tocar suas coxas masculinas, mas encontrando apenas o tecido como resposta. Frustrada, gemeu, sem saber que seus gemidos o enlouqueciam tanto quanto a obvia necessidade impressa em seu corpo, se esfregando contra ele.
Incapaz de conter-se por muito tempo, ele se colocou entre suas coxas, e a penetrou num único movimento profundo. Ela gritou algo como ‘não pare’, mas ele não entendeu direito, pois estava mordendo o lençol, sua voz abafada.
Segurando em sua cintura, ele a puxou para trás, erguendo-a e fazendo ambos ficarem sentados sobre os joelhos, encaixados.
Hermione se contraiu, as coxas retesadas pela posição difícil para alguém tão pequena. Insensível, Rony recomeçou os movimentos, sentindo o exato momento em que a paixão sobrepôs ao limite do corpo, e ela se pôs a gemer em prazer.
Suas mãos arrancaram a presilha de sua cabeça, libertando seus cabelos que se espalharam entre eles, num emaranhado perfumado, que o enlouqueceu.
Hermione esfregou-se contra ele, mal notando que estava vestido, suas mãos correram por trás, tentando segurar sua cintura, ou seu peito, sentir sua pele, mas ao encontrar as roupas, subiu mais, achando um porto seguro nos cabelos ruivos. Dobrou-se o máximo que pode, para beijá-lo.
Rony tomou seus lábios, uma de suas mãos agarrando seu seio, o braço cruzado sobre seu frágil corpo, apertando-a de uma forma que trouxe borboletas a sua barriga, num carrossel de cores e sentimentos.
Os dois se moviam numa dança única, os quadris grudados, seu fabuloso pênis afundando o máximo possível, pouco saindo a cada estocada. Os lábios se buscavam e se amassavam, gulosos, querendo mais e mais, como se apenas a união intima de seus sexos não fosse o bastante.
Hermione gemeu e gemeu, soltando-o em busca de ar, sua cabeça se movendo e se esfregando em seu ombro, enquanto ele agarrava com mais força, afundando suas nadegas contra suas coxas masculinas a cada penetração.
-Me pega! – ela implorou – Me pega, Rony, me pega assim, oh, por favor....
De sentados sobre os joelhos, ambos dançavam uma dança única, subindo e descendo, os corpos quentes, vermelhos e começando a suar, pois apensar da temperatura amena, os movimentos eram frenéticos.
Tão dentro, era apenas nisso que Hermione pensava, tão dentro, e fundo, quando o amor que sentia por aquele homem!
Finalmente, eles eram um. Finalmente, ele olhava para ela. Gritou quando uma mordida em seu pescoço descarregou uma carga de energia e desejo por suas veias, os movimentos dos quadris de ambos levando-a a um ápice onde não havia volta.
Não havia volta. Jamais abriria mão desse homem!
Seu corpo ficou tenso, o pênis pareceu crescer dentro dela, quando suas coxas apertaram e seu corpo convulsionou sendo dominado pela dor de um grande orgasmo.
Rony foi sugado pelo seu gozo, libertando-se quando ela tremeu e o ordenhou selvagemmente dentro de si. Incapaz de controlar-se, tombou com ela, pesando sobre seu corpo.
Hermione praticamente desapareceu sob ele, sendo possível ver apenas o grande corpo de homem que a cobria como um grande cobertor, respirando arfante contra suas costas delicadas.
Por alguns minutos o único som dentro do quarto, era o som alto e angustiante das respirações alteradas, e o farfalhar das cortinas, que a brisa movia, vinda da janela aberta.
Vagamente consciente, Rony tentou se mover, mas ela segurou-o. Seu braço estava caindo ao redor dela, e Hermione segurou-o, trazendo-o para mais perto do seu rosto, onde beijou a pele e recostou-se no calor que era oferecido.
Deveria estar esmagando-a, mas também não tinha nenhuma força de vontade para solta-la.
Queria e precisava repreendê-la pela atitude que vinha tendo, pois era seu dever de marido impedi-la de se expor daquele modo, mas não podia fazer isso agora. Não diante de uma demonstração de ciúmes tão caro, e direto.
Malfoy era uma arma para atingi-lo.
Uma faca afiada e cortante, que apunhalara seu coração, mas que não causara a morte,e sim a cura.
Hermione sentia o mesmo ciúme doentio que ele, e isso era sinal de amor, não era? Sua mente madura alertou-o do fato que muitas vezes o sentimento de possessão ser mais forte que o do amor, em casos de ciúmes doentios, porém, Rony desconsiderou esse pensamento.
Reconhecia seus sentimentos, pois eram os mesmos que sentia.
-Cheira a rosas – ele sussurrou, sentindo seu cheiro, roçando o nariz em seu cangote.
-O conde escolheu esse perfume... –ela respondeu no mesmo tom, sem condições de erguer a voz.
-Não, não foi ele. Eu comprei o perfume que está usando. Assim como comprei o colar que usa. – informou, sem dar muita atenção ao fato.
Hermione conteve a respiração. O perfume era do seu exato gosto, do mesmo modo que o colar. Rony escolhera pessoalmente?
Inconsciente aos seus pensamentos, Rony seguiu cheirando sua pele, sentindo a maceis da pele ao longo da sua coluna, se perguntando como agüentara quatro dias sem tocá-la. Era um louco ou um santo!
Hermione ficou imóvel, sentindo os beijos molhados descerem por seu corpo enquanto sentia sua rigidez novamente, pressionada contra suas nadegas. Rony a queria novamente. Essa constatação a preencheu de luz e alegria cada recanto do seu coração tristonho e escurecido pela dor da rejeição.
Rony gemeu quando notou que não havia nenhum traço de recusa no modo como ela ergueu o quadril de encontro a sua ereção. Pelo contrario, se oferecia, e pedia por mais. Orgulhoso, seguiu beijando-a por todo o caminho dos ombros, braços, e costas, enquanto tirava o casaco do fraque, a gravata e a camisa.
Seria impossível retirar a calça sem se mover, por isso foi obrigado a se afastar. Hermione moveu-se também, e por um segundo teve medo que fugisse.
Para sua tranqüilidade, ela se virou de costas contra o colchão e ficou olhando para ele, esperando por ele. Imagem deliciosa, pensou, enquanto retirava os sapatos, as meias, a calça e as ceroulas. Imagem infinitamente deliciosa!
Sua mulher, deitada, a sua espera. Os seios macios, empinados e cheios, esperando por seus beijos, os mamilos suaves e rosados, esperando serem atiçados e enrijecidos por sua língua. A barriga havia arredondado nos últimos dias, e podia ver um contorno definido que o vestido escondia. Pelas pernas um pouco afastadas, pode ver que estava avermelhada e provavelmente ficaria dolorida e inchada. Mas naquele momento nenhum dos dois se importava com o depois!
-Posso ver nosso filho – ele disse se juntando a ela na cama, cobrindo seu corpo com o dela – Sua barriga está crescendo, Hermione. Vê? – sua mão contornou sobre o inchaço e ela concordou. – posso vê-lo em seus seios, em sua barriga, posso imaginá-lo em seus braços – disse carinhosamente, enquanto beijava sua barriga, acarinhando-a com tanta gentileza que trouxe lagrimas aos seus olhos.
-Posso sentir seu cheiro, sua pele arrepiada...Porque me maltrata, se me deseja do mesmo modo que a desejo?
Não era uma pergunta que desejasse resposta, e com efeito, beijou-a na esperança de que não respondesse.
Seu corpo sobre o dela, e Hermione subiu ambas as pernas prendendo-o na esperança que não se afastasse. Abraçou-o com braços, pernas e corpo, esperando que não quisesse se afastar.
Hermione continuava tão úmida, e escorregadia que a penetração se deu naturalmente, começando a mágica dança do amor imediatamente.
Um amor calmo, saciado, como quem quer apenas reafirmar a posse sobre o outro coração.
E era exatamente isso que ambos queriam. Reafirmar a posse e o desejo latente que os tornavam escravos um do outro.
Em nenhum momento os labioss se separaram, embora se afastassem ocasionalmente para respirar, ainda assim as bocas estavam se roçando, os gemidos se misturando, os olhos focando um ao outro. Durante todo o tempo, a única coisa que se ouviu, foi o som molhado que seus sexos produziam a cada invasão, e o barulho do chão sendo arranhado pelo vai e vem dos pés da cama contra o chão, pois o móvel seguia os movimentos dos corpos.
O carinho, a mágica de se amar deu lugar a completa paixão, a agonia do êxtase e a busca incansável por mais.
Os movimentos não pareciam o bastante, os beijos, os gemidos e sussurros, não era o bastante, havia mais, muito mais. Hermione segurou seu rosto, fixando o olhar no dele, antes de beijá-lo uma vez mais, dessa vez com toda a paixão refreada, querendo apagar daqueles lábios a lembrança de outros beijos, de outras amantes.
Por sua vez, Rony agarrou sua coxa, segurando-a ainda mais perto, enquanto aumentava as penetrações, levando-a diretamente para aquele turbilhão de emoções que a deixavam fora de si.
Os corpos estavam colados e o suor do corpo de Rony misturava-se a pele de Hermione, o cheio másculo a inebriando e nada no mundo, poderia ser mais poderoso que o cheiro do seu homem, o suor do seu corpo, enquanto a fazia sua, marcando-a com sua semente.
Ela arfou baixinho quando gozou. Um som que mais lembrava um soluço e um lamento. Um lamento por ter acabado, um soluço pela emoção tão profunda que a deixava completamente tremula, arrepiada a fraca.
Rony se moveu varias vezes antes de conseguir parar. Era como se seu corpo ainda quisesse continuar, apesar da paixão satisfeita.
Foi se acalmando, sentindo os beijos meigos que ela distribuía por seu pescoço e queixo. Olhou para baixo para sua Hermione que assistia seu prazer, e pouco a pouco foi se controlando, até permitir-se descansar sem seus braços.
A música havia cessado totalmente quando Rony abriu os olhos, e acordou. Lembrou automaticamente de ter pego no sono poucos segundos depois de fazer amor com Hermione pela segunda vez após a horrível briga que tiveram.
Horrível e vergonhosa discussão. Discussão? Fora mais que isso, com toda certeza! Rony ainda estava na cama, deitado no sentido contrario aos travesseiros, nu e perdido num emaranhado de resto de roupas rasgadas, e lençol retorcido.
O vestido vermelho estava em pedaços embaixo dele, e lânguido, procurou com os olhos o alvo da sua sempre constante atenção. Parte sua imaginava que houvesse fugido, outra parte lhe dizia que o fato de ter vivido para acordar, já era um começo animador!
Avistou a imagem de Hermione e franziu as sobrancelhas sem entender o que se passava com ela. Estava de pé, enrolada num dos lençóis caríssimos, que arrastava no chão, tão maior que seu corpo. Havia afastado um pouco a cortina, para olhar pela janela. Era uma dessas janelas de corpo todo, e a brisa da noite fazia seus cabelos ondularem ao sabor da brisa.
Hermione sentia os olhos arderem observando as luzes que enfeitavam o jardim, as pessoas indo embora em suas luxuosas carruagens.
-Hermione – ele chamou com medo de surpreendê-la e irritá-la.
-Estraguei o baile do conde – sua voz falseava.
-Sim, estragou. – ele apoiou a cabeça num cotovelo olhando para ela com censura – Causou uma situação que dificilmente será esquecida tão cedo.
Hermione afastou os olhos das pessoas que iam embora, e soltou a cortina. Virou-se para ele com olhos vermelhos, sem olhar para ele diretamente.
-Quem lhe contou das mulheres que tive antes de conhecê-la? – ele perguntou direto, sem meias palavras.
-Harry - sua voz ainda parecia frágil demais. – Eu o pressionei.
Não era preciso grandes explicações. Hermione seria capaz de fazer o próprio capeta chorar que se quisesse. Suas técnicas de coação, aliadas a sua expressão, colocavam medo até no mais corajoso dos homens.
-Antes ou depois de aceitar dançar com aquele bastardo?
Hermione olhou em sua direção, sem entender o porque dessa pergunta, qual o intento.
-Antes – sentia tanta vontade de chorar, que a voz saiu áspera e esganiçada. Uma voz horrível.
-Prometei que não beijaria outro homem. Mentiu para mim – ele jogou na sua cara, com uma sensação de desconsolo que a assustou.
-Mas eu não beijei! – defendeu-se, dando um passo para frente – Tão pouco permiti que me abraçasse daquele modo! Ele barrou minha passagem, eu o mandei sair. Pretendia voltar ao salão e ir embora. Era essa minha vontade. Mas ele me convidou para dançar e eu quis...
-O que você quis? – não era uma pergunta, pois não havia alternativa.
Ou respondia, ou respondia. Sem meio termo, ou opções.
Fugir seria assumir sua sentença de culpa. Acuada, suspirou e maneou a cabeça, inconformada de ter se colocado nessa situação.
-...Aquele homem me achou atraente – ela disse, como se resumisse tudo.
-Foi por isso que aceitou dançar com ele? Porque a achou atraente?
Soberano em sua nudez, olhava para ela como se estivesse diante de uma mulher completamente louca. Tudo bem, Hermione nunca lhe fizera grande sentido, tendo seu modo particular de agir e pensar, mas hoje, estava convicto que não entendia uma palavra que ela dizia!
Sempre que achava estar no caminho certo, Hermione o desviava. Ou o caminho para o coração de Hermione estava fechado para ele, ou ela realmente era uma mulher complicada!
-Ele disse se chamar Draco Malfoy – definitivamente mudava de assunto – Isso é verdade?
-Porque quer saber? – perguntou na defensiva.
-As coisas que disse sobre ele? São verdades? – deu um passo em sua direção. Queria achar um jeito de explicar que a sensação de opressão que sentirá nos últimos dias havia passado e se sentia tranqüila.
-Sim. Deseja mesmo falar sobre aquele rato? – notou o modo como ela olhou para seu corpo nu. – Disse que ele a oprimiu durante a dança. Tem certeza que é verdade? – havia magoa em sua voz.
-Sim, juro que sim! – indignou-se – Confesso, achei que seria notada se dançasse com outro homem! Em meio a tantas amantes, deveria prestar atenção ao ver sua esposa dançando com outro!
-Ser notada? – havia algo perigoso no modo como ele olhou para ela – Está dizendo que não a noto o bastante?
Pega no flagra, ela sustentou seu olhar, mas acabou desistindo, afastando-se para perto da janela novamente.
-É esse o problema, Hermione? – saltou da cama, andando até ela. – Não lhe dou suficiente atenção? Acaso não lhe disse que isso aconteceria quando chegássemos? Que os custos dessa viagem seriam altos e que precisaria de todo meu tempo para trabalhar e render o suficiente para que não nos faltasse nada? Não lhe disse?
-Sim, disse – não olharia para ele por nada do mundo naquele momento de ser posta na parede.
-Então? – ele ironizava, e ela não agüentou.
Virou-se para ele com raiva.
-Disse que passaria o dia todo fora. Não disse que andaria silencioso pelas escadas e dormiria no canto da cama! Muito menos que não notaria que usava o vestido mais escandaloso do mundo! Poderia ter vindo nua nesse baile que não teria notado!
Rony olhou para seu rosto afogueado e para os belos olhos castanhos que não deixavam duvidas do que se passava ali. Confusão e então entendimento o fizeram sorrir, sem crer nas próprias conclusões. Hermione se encolheu quando ele se aproximou e tomou seu rosto entre as mãos, beijando a ponta do seu nariz
Era um provocador, debochando de seu mal!
-Fez toda essa confusão essa noite apenas porque não demonstrei interesse em você nos últimos dias?
Sem saber como negar essa verdade, não respondeu nada. Sabia que estava corando de timidez, e era uma tolice. Ter vergonha de querer o próprio marido?
-Não reparou no meu vestido – foi sua estranha explicação.
-Não. Não reparei. Estava muito ocupado olhando para você e tentando conter a vontade de jogá-la sobre meu ombro e subir para o quarto – foi sincero – Hermione, tem me colocado louco com suas negativas delicadas. Não me diz não, mas me afasta o tempo todo! Jurei a mim mesmo que não a tocaria contra sua vontade por nada desse mundo! Por isso durmo na ponta da cama, com medo de tocá-la e pôr tudo a perder! Entende meu dilema?
-Não olha para mim! -ela acusou, sem crer em suas palavras.
-Não olho para você? – ele quase riu – Acha que poderia me notar olhando-a, se não está olhando na minha direção? Hermione! Nos últimos dias sempre que me aproximo você se afasta correndo! A única forma que achei de presenteá-la foi colocando meus presentes junto aos presentes do conde! Acaso não notou que só tem olhos para Londres, minha pequena?
-Porque escolheu pessoalmente o perfume e o colar? – perguntou precisando muito dessa resposta.
-Porque se dependesse dessas moças daqui, iria cheirar a fruta cítrica e usar colares pesados e ostensivos, e pareceria como elas, vazia e sem graça. Quis que cheirasse suavemente, queria sentir seu cheiro natural. E queria ver seu belo colo acolher uma suave perola como uma rosa acolhe uma gota de orvalho nas manhas. Porque você perguntou a Harry sobre minhas antigas conhecidas?
-Amantes, quer dizer – ela se afastou instantaneamente, ao ouvir isso.
-Eu perguntei porque, Hermione! – insistiu vendo-a atravessar o quarto, fugindo dele e do seu olhar inquisitivo. – Vamos, responda! Estou sendo compreensivo, muito mais do que merece! Depois do que fez na festa, se roçando no Malfoy...no mínimo deveria mandá-la para uma longa estadia bem longe de Londres, talvez em uma casa de campo do conde, na AUSTRALIA! Ou na ESCOCIA, ou ainda...
-Eu entendi! – elevou a voz, para calar suas verdades. – é o melhor homem do mundo – debochou, mordaz – Queria conhecer as pessoas a minha volta. Saber quem de verdade, gosta de mim. Como Roxinne Lammer, que se aproximou de mim, mas não me contou que vocês dois...enfim, é essa a minha razão.
-apenas isso? – desacreditou totalmente, sabendo que sua curiosidade, na verdade era fruto do ciúme. – Pois saiba que Madame Lammer não escondeu esse fato irrelevante, por maldade. Acredito, que por vergonha.
-Vergonha? – estranhou.
-Hermione, você é uma mulher encantadora, e suas idéias são...são avançadas, ela deve ter ficado admirada e encantada em tê-la discursando em seu grupo de mulheres. E quanto ao que se passou no passado...Lammer tinha quase quarenta anos quando nos conhecemos, seu filho mais velho tem minha idade. Da minha parte, foi oportunidade e luxuria. Da parte dela, solidão e necessidade física. Nada orgulhoso para nenhum de nós. Entende porque não contei? Pela mesma razão que ela.
-É mesmo? E as outras?
-Quer que me desculpe por ter um passado antes de conhecê-la?
-É claro que não – racionalmente, era um absurdo, mas emocionalmente, achava que sim, deveria desculpar-se!
-Notei seu grande interesse no quesito gêmeas DeLuy. – notou no mesmo instante sua postura mudar. – São mimadas. O que elas querem, elas tomam para si. Uma fantasia num fim de noite, muito vinho e amigos tolos tão bêbados quanto eu. Fui o escolhido. Cedi. Não foi um ato de amor, ou respeito. Foi apenas algo sem significado.
-Muitos atos sem significado na sua vida, marido – ela jogou em sua cara, com acidez.
-Sim, mas não vou lamentar meu passado – avisou – controle seu ciúme.
-Ciúme? – a palavra saiu com horror de seus lábios – Ciúme?Ciúme?
-sim, ciúme. Por ciúmes cometi a insensatez de atacar o rato do Malfoy em publico, e por ciúmes, se atreveu a dançar com ele. Ciúmes, a face amarga do amor!
-Ora, seu...! Amor! O que sinto por você é apenas...se o comprei com minha fazenda, então, não ouse esquecer a quem pertence! – jogou em sua cara, querendo que ele sentisse um décimo da raiva que sentia. – Meses de amargura a seu lado, não esqueça que seu amigo pagou-a para livrá-lo de mim! Não esqueça que me passou essa rasteira, e se tive que engolir essa, terá que engolir minha companhia! E se eu não gosto de suas amantes, esteja certo, que deixarei claro sempre que quiser!
-É mesmo? Porque começou a se comportar como essas filhinhas de papai mimadas da corte? – cada vez mais próximo, colou-a contra a parede, olhando em seus olhos com a mesma labareda de raiva que brilhava nos olhos castanhos. – Não viverei o resto dos meus anos de vida ao lado de uma nova Lilá Brown. Decida-se, Hermione!
Engolindo o orgulho, pois ele estava coberto de razão ao dizer que estava se portando como as mulheres que tanto detestava, fugiu de seu aperto, andando a passos tortos, pois estava dolorida dos arrombos de paixão de mais cedo. Com pesar, retirou de sobre a cama os restos de seu vestido, que esperava guardar como lembrança de sue primeiro baile em Londres, e arrumou os lençóis o mais apresentáveis possível naquelas circunstancias.
Ignorando-o o máximo possível, ela deixou o lençol cair, sentindo os olhos dele sobre seu corpo nu, e entrou rapidamente entre os lençóis da cama, se cobrindo.
-Amanhã teremos uma longa conversa sobre Malfoy – ele informou, fazendo o mesmo que ela.
-Eu sei – seu olhar dizia mais que isso, e Rony se virou, até estar sobre ela.
-Será uma longa conversa sobre como a punirei pela ofensa que cometeu ao conde, a mim, a Harry e a todos os convidados – afastou suas pernas, adorando o modo como ela deixou-o agir, soltando um profundo suspiro de antecipação. – entende isso?
-Sim,Rony, eu entendo, – respondeu com falsa amabilidade, e placidez.
-Bom – fingiu acreditar – Agora cale-se. – mandou, penetrando profundamente, com uma estocada só, sem esperar ou avisar, arrancando dela um gritinho de prazer e dor.
Com a mesma falsa cordialidade das respostas, fingiu aceitar a ordem.
Afinal, do que mesmo eles falavam? Não sabia.
AUTORA: A Mih me deixou na mão, por isso eu betei. Ignorem os erros, podem ter ficado alguns para trás. Estou começando a suspeitar que ela só quer os capítulos fresquinhos na porta dela...e trabalhar que é bom, nada! Heheheheheheheh.... não posso prometer atualização amanhã, porque a criatura não se dignou a me responder ainda.
Heheheh....olha, vou fazer queixa no Sindicato Das Autoras Sem Fins Lucrativos. Cuidado, Mih!