CAPITULO 96 – CHOCOLATE COM AMOR
-Seu irmão está me enlouquecendo – Hermione resmungou, depositando a xícara de chá sobre o pires.
-Notei que Rony está muito cuidadoso com você – ela observou rindo.
-Cuidadoso? – ela ironizou – Se ele perguntar se estou me sentindo bem mais uma vez, juro que me jogo do trem! Ou melhor, jogo ele do trem! – exasperou-se.
-Confesse a verdade, Hermione! Estamos sozinhas, confesse porque meu irmão está desse modo! Harry...ele acha que Rony pode ter cometido um despautério naquela noite em que brigaram...para ser franca, tenho a mesma opinião. Além disso, meu irmão, age como um homem muito arrependido e culpado!
-Rony não fez nada! –disse convicta – Está convencido que fez, mas digo que não!
-Hermione, tem muita diferença entre ver desculpas na atitude dos outros por se sentir culpada, e realmente Rony ser inocente. Se ele ousou erguer a mão para você...
-Deus, não! – ficou chocada – Como pode pensar isso do seu irmão? Rony não permitira que alguém me machucasse, muito menos ele mesmo! É por isso que anda tão incomodado! Está se culpando por ter...- calou-se a tempo, primeiro por notar que falava alto demais, chamando atenção de uma senhora na mesa ao lado, e segundo, pois não queria contar algo tão íntimo a Gina!
-Por quê? Não me deixe pensar mal do meu irmão, Hermione! Sossegue minhas duvidas! É minha melhor amiga, e não posso ter sossego se achar que meu irmão, que amo tanto, é capaz de maltratá-la!
-Vamos andar um pouco? – ela perguntou após um momento de silencio.
Não ousava falar desse assunto com tantos ouvidos atentos. Era um viagem cansativa e sobretudo, entediante. Qualquer assunto tornava-se uma constante fofoca, e sabia muito bem que seu nome estava na boca de todos os passageiros após a briga em publico e seu beijo em outro homem, sendo casada. Não se importava com essas pessoas, mas não sabia quantas delas encontraria em Londres, por isso, era melhor ser discreta!
Gina enganchou o braço no dela, as duas riram uma para outra, enquanto se afastavam, pelos corredores, passando pelas poltronas onde os passageiros mantinham-se nas fatigantes horas dentro daquele trem.
-Conte-me, Hermione- Gina insistiu, aos cochichos.
-Conto se prometer que jamais contara a Harry!
-Não posso prometer. Não tenho segredos com meu marido!
-Então, não posso lhe contar – foi decidida, e Gina suspirou.
-Juro que não conto, mas por favor, Hermione, não me torture mais! O que foi de tão grave que meu irmão lhe fez? – disse desesperada por tanta curiosidade.
-Acredite, não acho que foi tão sério assim. Mas Rony está decidido a crer que foi! Como alguém pode compreender esse homem? – divagou – Ele crê...Rony está decidido, e nem mesmo eu pude mudar sua maneira de pensar e.... – se calou quando um senhor passou por ambas, num educado cumprimento -..por mais que me esforce, ele sente-se culpado!
-Por quê? Hermione! Não me torture com tanta curiosidade! – Gina exasperou-se, tal qual uma criança, ansiosa pela resposta de uma grande curiosidade infantil.
-Por ter agido de um modo muito intempestivo. Eu o provoquei, é claro. Mas ele não entende isso! Acha que...me estuprou.
Suas palavras fizeram Gina parar, cobrindo os lábios para sufocar um grito histérico:
-Me diga que ele fez isso e o renego como irmão! -ela disse sufocada, assustada e a beira das lagrimas.
-Não seja tola, Ginervra, ele não fez nada disso! Por certo, me amarrou e amordaçou, e não pararia se eu pedisse, mas de qualquer fora...é certo que eu desejaria a consumação! Não houve uma vez sequer que não tenha querido, mesmo dizendo não! E Rony sabe disso!
-Assim tão simples? – Gina estava tentando se refazer do susto – amarrou suas mãos? Amordaçou-a? Deus! Que brutalidade! Que crueldade! Ronald deveria se punir pelo resto da vida por um ato tão vil e...
-Está dizendo tolices novamente – ela repreendeu, voltando a andar lentamente, com Gina ao seu lado – Eu...até apreciei.
-Apreciou? – Gina parou novamente, elevando a voz sem notar – Como pode uma mulher gostar que seu marido a amarre a amordace?
Uma senhora muito velha passou por ambas olhando para Hermione com repreensão e Gina corou, assim como Hermione, por terem-se feito ouvirem:
-Como pode gostar de uma brutalidade dessas? – Gina repetiu, falando baixo, com vergonha de serem ouvidas novamente.
-Eu sempre gosto quando ele...- era difícil admitir mas Gina a conhecia desde o dia em que saíra do berço, e era fácil retomar o tempo de confidencias e juras de amizade eterna - ...é loucura, mas deixaria que repetisse tudo novamente, se ele quisesse!
-Foi tão bom assim? – Gina ficou realmente surpresa – Achei que só fosse possível uma mulher sentir prazer com delicadeza e cuidado. Mesmo estando com meu marido há vários dias, ainda acho incomodo em certos momentos...
-Acredito que para cada mulher é de um jeito e não me orgulho de gostar de ser...subjugada – engoliu a palavra ‘agredida’ para não chocar Gina.
-Como pode gostar disso? Detesto quando Harry age de forma mais impetuosa! -ela disse chocada.
-E por quê? – foi Hermione quem parou, fitando–a com curiosidade – O que tem de errado em um pouco de...digo, excesso de ímpetos?
-Você não sabe? Um homem deve ser carinhoso e delicado com sua mulher!
-Não pode haver carinho e delicadeza em fazê-la sentir-se bem, seja do modo que for? Gostei do que aconteceu. Não posso mentir! Não posso colocar culpa em Rony, do que eu gostei! Talvez seja pervertido, ou feio, mas gostei.
-disse isso ao meu irmão?
-Claro que não! Morro, mas não admito. – ela respondeu, cheia de razão – tentei tranqüilizá-lo deixando claro que não me importo, e não me senti agredida, mas ele não entendeu! Aquele homem nunca entende o que eu digo!
-Mesmo eu estou tendo dificuldades de entendê-la, Hermione! Acaso contou ao meu irmão do aviso que demos em Suzan? De como impediu-a de avançar e ameaçar nossa viagem? Quem sabe sabendo que queria vir com ele, Rony se acalma.
-Mas eu não queria vir! – ela disse imediatamente corada.
-Mas não fez nada para fugir quando teve chances! Amo Harry, mas sei que ele é fraco em relação às mulheres, jamais teria impedido-a de ir se quisesse! Naquela ferrovia, Hermione, ditou o rumo do seu destino! A escolha foi sua! Se houvesse fugido, tudo teria mudado! Com certeza, não o teríamos deixado ficar. Harry e eu havíamos decidido que se você fugisse, o levaríamos a força! Não poderíamos correr o risco de ver Rony na cadeira por um crime que não cometeu, e se não o amasse, não faria sentido destruir sua vida por um amor não correspondido!
-Eu não o amo! – ela afastou-se de Gina, como se houvesse levado um tapa – É claro que não o amo!
-Aceitou a gravidez com surpreende benevolência, defendeu seu casamento para Suzan, e está aqui, defendendo Rony de um ato no mínimo, repreensivo! E quer me convencer que não o ama? Mesmo que não a conhecesse, como de fato conheço, suas atitudes falariam por si só e me contariam a exatidão do seu sentimento! Hermione, quando vocês dois se olham, chega a dar uma emoção em que vê! É explicito o sentimento. Se eu não acreditasse em amor, e não fosse romântica, passaria a ser depois de vê-los juntos!
Diante de uma defesa tão fervorosa, apenas se calou.
-Deixei-a abatida? – Gina perguntou preocupada.
-Não. Estou pensativa, apenas isso – ela confessou, deixando-a engatar o braço novamente no seu.
-Diga a meu irmão que o quer bem, isso o acalmará. Tenha certeza! Agora, esqueça as duvidas e me conte os detalhes. Quem sabe, não ouso pedir a Harry que também me amarre?
Era uma brincadeira para vê-la rir e ambas cruzaram um corredor, se esquivando de alguns passageiros. Hermione ria tanto, na companhia de Gina que saltou assustada, com um pequeno som de susto, diante de um homem de pé, a sua frente.
Era uma sólida constituição física privilegiada. Homem forte, alto, bonito. Seus olhos azuis, além de curiosos mostravam o prazer de vê-la rir.
-Posso questionar a razão de tanta alegria? – ele perguntou, os olhos fixos em Hermione.
Gina olhou do irmão, para Harry, ao seu lado, e sorriu, ao responder por Hermione:
-Estava ouvindo historias interessantes e muito instrutivas sobre amarras e mordaças, meu irmão. Como sabe, Hermione é uma eximia contadora de historias!
Imediatamente Rony se constrangeu, corando da cabeça aos pés, a face avermelhou, inclusive suas orelhas, e seu olhar mudou, para algo menos vivo e brilhante e Hermione disse antes que pudesse se conter, apenas pelo prazer de tirar a tristeza de seu lindo olhar de céu.
-Contar uma historia feliz sempre é algo fácil!
-Uma historia feliz? – ele perguntou engolindo em seco, ao notar algo malicioso em seu olhar:
-Uma historia onde duas pessoas ficam felizes, sempre é uma historia feliz, não é? – provocou, pelo simples prazer de vê-lo corar.
-E como pode uma história com mordaças e amarras ter um final feliz? – Harry perguntou, ingênuo sem saber a que se referiam.
Gina aproximou-se do marido e tocou-o sobre o peito, sussurrando algo para ele, e levando-o para longe. Nem, Rony, nem Hermione notaram a falta de qualquer um deles.
-Não deveria me surpreender por contar isso a minha irmã! -ele disse naquele tom arrependido que a irritava tanto.
-Contei porque ela insistiu em saber a razão de seu exagerado ataque de gentilezas. Quando entendeu, me deu total razão!
-Razoa sobre o que? – ele se aproximou ficando tão perto que lhe tirou o ar.
Hermione sufocou um pequeno sorriso, olhando em volta, antes de repetir:
-Razão por querer repetir tudo de novo.
Mal disse as palavras se afastou, a passos rápidos, pois não queria continuar aquela conversa no meio do corredor.
-Hermione, tenho me culpado pelo que fiz. Não posso acreditar que não me julgue e condene. – ele disse segurando-a e fazendo-a olhar para ele – Como pode ter apreciado o que fiz?
-Você apreciou? – ela se aproximou, algo no olhar que o fez engolir em seco.
-Sim, mas...estava numa posição de dominação. – disse martirizado pelo próprio descontrole.
-Não foi à primeira vez em que me subjugou. E nunca antes teve duvidas sobre...ter apreciado – teve a decência de corar ao dizer, confirmando que gostava de se entregar a ele. – Escute, Rony...- sem nem perceber tocou o lapela de sua casaco, correndo os dedos pelo tecido – É ridículo que se culpe, e mantenha distancia, por algo que para mim é uma doce lembrança.
-Não diga isso, Hermione, a menos que esteja disposta a dividir sua cama comigo – ele segurou sua mão, tocando os dedos com os lábios, sorrindo ao ouvir o suspiro que ela deixou escapar.
-Estou insana, e não posso me compreender. Sei que é um homem de aproveitar as oportunidades que a vida lhe dá e sei também, que não deixará em pune minha fraqueza momentânea.
Seu sorriso, fez abrir-se covinhas em suas bochechas e Rony apreciou tanto a imagem que poderia ficar toda a vida olhando para ela.
-Bem, se não quer, tenha uma boa tarde, Sr.Wesley – ela soltou a mão, entendendo seu silencio como uma negativa.
-Espere! – ele a seguiu acompanhando seus passos duros e revoltados.
Ela dobrou um corredor, e ele a segurou, contra a parede de metal, para que não fossem vistos.
-Me pegou de surpresa, Hermione! Passo meses implorando por seus carinhos, e não quer que me surpreenda quando os oferece espontaneamente?
Era para ser uma graça, mas ela não sorriu. Ficou olhando para ele, que a segurava contra a parede.
-Desculpe, estou sendo grosseiro novamente – ele soltou-a imediatamente, e ela abriu os lábios, falando sem pensar.
-Não me importo se for grosseiro....
-Aqui? A luz do dia? - ele perguntou se aproximando novamente, e Hermione sentiu-se frágil e pequena.
-Se você quiser... – ela deu de ombros, deixando claro que não se importava – Como disse antes, estou completamente insana.
-Insana e bela, devo dizer – ele sorriu, deixando a culpa de lado momentaneamente. Baixou o rosto, beijando seu queixo, e descendo por seu pescoço – Prometo ser carinhoso e delicado.
-É um homem de grandes atitudes. Não consegue ser delicado! – ela brincou, fazendo-o parar o que fazia e olhar para ela com algo de desafio no olhar.
Afastou-se dela, e se recompôs.
-Rony? – não desejava irritá-lo, bem pelo contrario, por isso surpreendeu-se com sua atitude.
-Procure Ginerva e distraia sua mente conversando sobre Londres. – ele disse se controlando – Preciso cuidar de uma coisa antes de irmos para a nossa cabine.
-Mas eu achei que...? – afastou o olhar, sentindo-se rejeitada.
-Devo cuidar de algumas coisas agora – ele dispensou-a, segurando um sorriso diante de sua decepção.
Hermione observou-o se afastar apressado e sentiu algo muito desagradável em seu coração. Rejeitada?
Rony, que sempre implorava por sua atenção, a estava rejeitando?
Uma hora depois, Hermione afastou o olhar, decidida a não mais esperar por Rony. A conversa de Gina a tirava do sério, não que não fosse agradável, mas estava a dez dias escutando-a e estava cansada de futricos e futilidades.
Gina era um amor, mas em doses exageradas, fazia desejá-la ter sua arma em mãos para calar suas tolices.
Remoendo, que sua raiva, era fruto da rejeição, sorriu educadamente para Harry, que ainda mantinha muita distancia dela. Ele deveria estar constrangido por ter sido envolvido em suas brigas matrimoniais.
Hermione não sabia, no entanto, que as razoes de Harry eram outras. Cada vez mais confuso, se refugiava em Gina e seu corpo delicado e macio para esquecer a sensação única daquele beijo. Nem fora um beijo propriamente!
Tivera o prazer de sentir o toque quente de seus lábios, e uma corrente elétrica cruzara seu corpo e sua alma.
Calhorda, tentava esquecer dessa sensação mantendo-se longe o bastante para não tornar a sentir aquela sensação novamente!
-A vida em Selthouse é muito agradável- Hermione ouvia vagamente Harry contando a Gina – Meu pai construiu a casa especialmente para agradar aos gostos e caprichos de minha mãe, quando eram apenas noivos. É uma obra relativamente jovem, se comparada às demais construções.
-Viveremos em Selthouse, querido? – Gina tinha aquela voz doce e meiga que o fazia esquecer das aflições.
-Sim. Nessa casa, passo o maior parte do meu tempo, por causa dos negócios. No entanto, gosto muito da propriedade no campo, onde posso caçar.
-Quando fala desse modo, sinto que nunca mais verei meus pais e minha terra, não com essa vida tão atribulada.- Gina lamentou e Hermione sentiu-se desconfortável quando notou o modo como Harry tentou consolá-la, achando que atrapalhava-os.
-Estou cansada, vou me recolher – ela sorriu, despedindo-se e deixando-os a sós.
Lentamente, sentindo os pés pesados e um pouco inchados, ela dirigiu-se para a cabine. Sentia sono, era verdade, mas metade de sua letargia se devia a dor de ter sido renegada. Oferecera seu corpo e seu amor, e ele a afastara!
Suspirando, ela tocou sobre a barriga, fato corriqueiro, e seguiu seu caminho tentando concentrar-se naquele simples prazer de acariciar o filho, que ainda não nascera.
Gina costumava dizer, que Hermione seria uma mãe zelosa e preocupada, sempre cuidando dos filhos, mas ela tinha medo de não ser assim. Medo de afastar-se do próprio filho, do mesmo modo que fazia com Rony.
-Sra.Wesley – o guardinha que fazia as rondas nos corredores, abordou-a educadamente, como sempre surpreendendo Hermione com o excesso de formalidades – O sr.Wesley pede sua presença em sua cabine.
Uma vez cumprido seu dever, ele seguiu pelo corredor e Hermione suspirou novamente:
-É por causa desse comportamento, que seu papai acabará me enlouquecendo – ela se pegou murmurando para o bebê e sorriu.
Certa que enfrentaria uma situação, no mínimo irritante, bateu na porta da cabine. Não era esperto manter as portas abertas, primeiro por causa dos bens pessoais, e segundo por causa das curvas e constantes mudanças pela qual o trem passava. Sobressaltos e tremores eram comuns.
A porta foi aberta, mas não viu Rony. Entrou e estranhou a pouca iluminação. Foi quando notou.
A luz estava apagada, e haviam velas por todo ambiente. Velas acessas, iluminando o ambiente com uma luz avermelhada.
Girou em torno de si para contemplar melhor. Haviam vasos de flores espalhados sobre o pequeno ambiente, e ao fitar a cama, ela conteve um grito de pura satisfação.
Lindas pétalas coloridas de rosas cobriam todo o lençol.
Surpresa, olhou para Rony. Ele tinha uma expressão curiosa, observando suas reações.
-Achei que houvesse...me rejeitado – ela confessou, sem notar.
-Merecia algo melhor do que ser levada para um canto qualquer. É minha mulher. Merece o mundo, Hermione. – disse romântico. – Gostou?
-Onde conseguiu as flores?
Ele riu diante da pergunta lógica. Era típico dela! Em meio a um rompante de romantismo, se apegar a uma informação totalmente lógica!
-Não foi fácil. Para minha sorte a mulher do cozinheiro é uma senhora muito agradável e romântica. Ajudou-me a surrupiar alguns vasos. No entanto, não falaremos disso – ele tinha trancado a porta e olhava para ela com expectativa.
-Gosto do perfume – ela disse tocando sobre as pétalas de uma flor, num dos vasos.
-Sabia que iria gostar – ele sorriu, feliz como uma criança, por ter agradado-a. – Hermione, não fiz tudo isso em vão – aproximou-se – Quero fazer amor com você.
-É claro que quer – não havia ironia em suas palavras, apenas a sombra do que seria um riso – Isso é chocolate? – ela perguntou ao avistar um prato sobre o criado mudo – Deus, quanto tempo não como chocolate puro!
Esquecendo-se dele, em prol de algo maior, seus hormônios descontrolados quando relacionado a comida, apanhou um pedaço, mastigando com uma expressão tão prazerosa, que Rony teve que perdoá-la por esquecer-se dele e de suas palavras de amor, tão ensaiadas durante a ultima hora.
Hermione comeu uns três pedaços, até lembrar-se dele, e estender um em sua direção.
-Eu quero que prove – ela disse quando ele negou.
Rony se aproximou, enlaçando sua cintura com um dos braços, trazendo-a contra ele. Sua outra mão, guiou os dedos de Hermione até sua boca, para que pudesse morder o chocolate.
Hermione observou fascinada aqueles lábios cheios e avermelhados, abocanharem o doce, tocando seus dedos no processo. Sentiu um arrepio, e tinha certeza que tinha suspirado de satisfação.
-Está gostoso, não é? - perguntou sem notar o tom malicioso da própria pergunta em si.
-Sim, e ficará ainda melhor – era uma promessa, que a fez sentir as costas enrijecessem de expectativa.
Rony sentiu sua tensão, e esfregou as mãos em suas costas, para relaxá-la.
-Se eu disser que a amo, o que me dirá em troca? – provocou, olhando em seus olhos, bem fundo, com interesse inegável de vê-la derreter em seus braços.
-Direi que simpatizo com você, mas apenas em algumas ocasiões. – respondeu no mesmo tom que ele.
Rony lhe sorriu, entendendo que jamais admitiria. Respirou fundo, continuando sua decisão em seduzi-la carinhosamente.
-E se disser que o desejo me queima e me enlouquece cada vez que a olho. O que me dirá em troca?
-Direi que é um homem de sangue quente. – fugiu da resposta.
-E se eu quiser saber, se causo o mesmo efeito em você? O que me dirá? – insistiu, notando um gracioso rubor cobrir suas bochechas e a fazer olhar para baixo, prestando demasiada atenção ao pescoço masculino, apenas para fugir e não revelar a intensidade do próprio sentimento.
-Direi que nem sempre é possível saber de tudo!
-Defendeu-me para Gina! Depois do que fiz, para ser defendido, devo supor que gostou, e muito! O que me leva a crer que sente o mesmo desejo ardoroso que eu. – disse convencido, estreitando-a nos braços.
Hermione pousou ambas as mãos em seu peito, ao sentir-se embalada e presa contra ele. Era uma sensação deliciosa de aconchego!
-Porque pergunta, se já sabe a resposta?
-Porque não posso ouvir de sua própria boca o quanto me deseja?
-Porque talvez não seja algo que se escute. Mas sim, que sinta.
Desarmado, ele maneou a cabeça, os olhos brilhantes.
-Não posso vencê-la em uma discussão. Receio não ter sua sagacidade e inteligência, sempre me sinto um ignorante quando tenta me subjugar com suas opiniões!
-Cursou uma faculdade, e viveu em Londres, não é um ignorante! –surpreendeu-se.
-Existe um tipo de inteligência que não vem do estudo. – baixou o rosto para beijar sua testa. – é a mulher mais inteligente que tive o prazer de conhecer, a mais esperta e a mais sagaz. E a mais bonita, também!
-E você – ela começou a falar, e Rony sentiu um aperto no peito, esperando por um elogio – é o homem mais mentiroso que já conheci!
Dessa vez não era uma acusação. Era um divertimento, que dizia-lhe que não estava disposta a entregar seus verdadeiros sentimentos assim tão fácil.
-Hermione, você me põe louco com seu jeito, com suas maneiras e com seu corpo. Completamente louco!
Foi sua frase, antes de beijá-la.
AUTORA: A NC vem no próximo capitulo! Estou sem tempo para cometarios, cheia de trabalho!!!!
Bruna, vou te mandar um email, assim que tiver tempo para escrever, ok? P.S: adoro Orgulho e Preconceito, sou louca pelo livro e filme e adoro conversar besteiras, por isso não se preocupe, adorei os emails.
Beijos!!!!!