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94. ESTILHAÇOS


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 94 – ESTILHAÇOS


 


 


 


 


 


 


Rony subiu as camadas de tecido, e baixou o calção íntimo, apartando suas pernas. Quis achar algo para amarrá-las, mas não encontrou,então se conformou em ser chutado.  Curvou o corpo entre elas, e aspirou o perfume.


Era um perfume forte, mais duro, mais ácido, o perfume de uma mulher muito excitada. Separou os lábios, para ver o que havia ali, e sentiu o coração acelerar ao encontrar seu melado escorrendo pelas coxas.


Havia muito, estava inundada. Olhou para cima, e encontrou-a de olhos fechados, talvez chorando, ou não, agora estava em dúvida. Queria puni-la, mas desconfiou que a estivesse recompensando.


Seus dedos desenharam todo seu sexo, decorando os contornos, enquanto esfregavam sobre ele. Ela se contorceu e Rony desceu um dos dedos, deixando-a enlouquecida, quando roçou seu ânus.


Ela queria, e queria agora, e tentou mostrar a ele o tamanho de sua presa, mas não pode fazer nada além de grunhir e gemer, com aquele pano entre seus lábios.


Rony pressionou até ter seu dedo afundando ali, sentindo o solavanco que ela deu, erguendo uma das pernas para facilitar. Ele desceu a língua, lambendo enquanto entrava a saia com seu dedo, naquele orifício apertado.


Querendo vê-la ser punida, colocou mais uma dedo, enquanto socava outros dois dedos da outra mão em sua vagina. Ela pinoteou com os quadris, e teria berrado se não estivesse com a boca coberta.


Imitando os movimentos de copula, ele a levou a beira de um clímax tão intenso que Hermione estava chorando, quando a língua dele tocou sobre o clitóris.


Dentro, ela pensou, tão dentro....oh, fora...dentro...oh, Deus...era tão devasso, tão incrível, tão único...achou que arrebentaria o pano com os dentes, quando ele tirou os dedos abruptamente.


Não teve tempo para lamentar, sua língua substitui-os, e ela fechou os olhos lamentando o dia em que nasceu e ao mesmo tempo agradecendo a Deus por ter nascido e poder usufruir dessa tortura.


O dedo voltou e Hermione quis agradecer de joelhos quando sentiu atolado em seu orifício mais apertado.


Suas penas se moviam, seus quadris buscavam mais e Rony ergue os olhos, analisando aquele momento. Sua vagina estava aberta, pelo efeito dos seus dedos recém retirados. Os grandes lábios afastados, os pequenos avermelhados pela sua língua, seu clitóris enrijecido, sobressaindo entre os pêlos claros. Subiu o dedão, pressionando ali, sobre o caroço, adorando o modo como ela saltou.


Tentou pensar num modo de tirar seu vestido sem solta-la. Seu dedo se movia rápido, e ele descobriu como fazê-lo, Hermione quase saltando pela falta do seu toque. Curvando-se sobre ela, agarrou o tecido sobre o busto, e diante do seu olhar arregalado, puxou-o com toda força.


Ouviu o som do tecido cedendo e mudou de tática. Agarrou as costuras nos ombros, rasgando primeiro o ombro direito, depois o esquerdo, inclusive as mangas. Depois, foi só puxá-lo para baixo, como se faria com uma boneca.


Ela não usava mais o colete íntimo, pois todos estavam ficando pequenos e apertados, e seus seios saltaram, querendo atenção.


Rony se afastou, ficando de pé, enquanto tirava a camisa, a calça, a roupa íntima e as botas, olhando para suas pernas abertas, que ela não fez o mínimo movimento para fechar. Ensandecido, pela visão, arrancou as botas e as meias, e subiu na cama, de joelhos entre suas pernas, agarrou o pênis endurecido e colocou-o em sua borda encharcada, empurrando-o.


Estava tão molhada e ansiosa que bastou alguma pressão e entrou. Fundo, e quente, atolou-se em sua cavidade, apreciando o grito sufocado que ela emitiu.


Um grito de desespero, mas não de dor, como ele pensou, mas sim de prazer. Rony a marcaria, para que nenhum outro homem pudesse tocá-la, sem que lembrasse desse momento.


Harry agora conhecia o prazer o seu beijo, mas jamais conheceria o prazer do seu corpo.  Descontrolado, caiu sobre ela, ignorando as regras sobre não esmagar sua parceira na cama, e desabou o corpo sobre ela, enquanto investia, a principio devagar,


Hermione fechou os olhos com muita força, sorvendo o impacto, arrepiada ao sentir o peito contra os seios, o ventre suave contra a barriga musculosa, as penas entrelaçadas, os beijos em seu pescoço, as mordias em seus ombros...


Daria o céu para ter as mãos livres e poder amassar os cabelos ruivos entre seus dedos, e mais, daria as estrelas para poder beijá-lo e dizer o quando o amava.


-Hummmm.....hum....hum.....- ela gritava “eu te amo”, com todas as forças do seu pulmão, mas ele não entendia, pois sua boca estava amarrada. Entendia grunhidos e gemidos, mas não ouvia as palavras.


Hermione seguiu gritando ‘eu te amo’, deliciada com a liberdade que confessar causava sobre ela. Seu quadril se chocava ao dele, querendo mais, buscando mais, oferecendo e apanhando o que desejava.


Ele balançava o corpo, e a cama balançava junto, ela ia e vinha sobre o colchão, achando que morreria incendiada, tamanha fogueira dentro de seu sexo.


Molhada, apertada e escorregadia, ela o sufocava e levava ao êxtase.


Hermione gritou quando o pênis inchou profundamente socado dentro dela, tão largo e grande que a fez tremer da cabeça aos pés, as pernas bem aberta para suportá-lo. Ele arremeteu-se para dentro e para fora, levando-a com ele, e no terceiro empurrão forte, ela gritou, abafado pelo tecido, gozando desesperadamente.


Rony soube que tinha gozado, quando seu corpo escorregou contra o dele, sem ossos. Hermione não lutava mais, apenas o recebia. Estava completamente sem forças  para participar.


Achando que a rasgaria, ele levou os dedos entre suas pernas, e alcançou um dedo no buraco estreito de seu ânus, enquanto ficava um pouco de lado, erguendo sua perna bem alto.


Foi como levar uma espetada, e Hermione ficou incrédula pelo tamanho do desejo que correu suas veias. Preenchida desse modo era agonizante e ao mesmo tempo delicioso. Rony saiu de sobre ela, por mais difícil que fosse, substituindo os dedos pelo membro.


Ela mal teve tempo de gemer pela invasão, ele colocou três dedos longos em sua feminilidade encharcada pelo recente gozo.


Hermione soluçou de prazer, recebendo as investidas, achando que dessa vez, sim, morreria de prazer. Tão preenchida e usada como uma vadia de cabaré, ultrajada pela própria entrega. Teria gritado todos os nomes feios e palavrões que conhecia se não estivesse com a boca amordaçada.


Nada podia substituir sua grossura dentro dela, mas seu inchaço desproporcional em seu outro local, substituía qualquer ausência.


Arqueado os seios, ela afundou o quadril contra seus dedos, recebendo duas penetrações como resposta, rebolando nisso como uma descontrolada. Ele não a deixou seguir, pois tinha fome de possuí-la.


Acelerou os movimentos e tudo que ela pode sentir foi ardência, prazer e aquela maldita necessidade de levá-lo tão fundo quanto pudesse.


Sua perna se dobrou contra a barriga dele, quando o orgasmo a consumiu, e Rony avançou, deixando-se gozar bem fundo, em seu recanto intimo.


Precisou de varias investidas, mais lentas, para sair tudo que havia guardado dentro de si para ela. Retirou os dedos e então, retirou o pênis.


Exausto, ficando sentado sobre o joelhos, observando como escorria dela, seu gozo espesso escorria para o lençol, assim como seu creme incolor e suave, escorria de sua intimidade também para o lençol.


Vergonha se abateu sobre ele, ao ver seu estado.


Afastou-se e levantou-se, o pênis flácido e acabado, assim como suas pernas estava acabadas. Mal podia se manter de pé.


Ela estava de olhos fechados, marcas de lágrimas em seu rosto. Rosto amordaçado. Seus braços presos, o tronco avermelhado, os seios vermelhos pelos carinhos grosseiros, o pescoço marcado por seu chupões. Suas pernas estavam torcidas num angulo estranho, uma para cada lado, os quadris completamente relaxados.


Ele não notou que eram apenas sinais de seu completo relaxamento.


Aturdido, apressou-se a soltar as amarras da cama, incerto sobre solta-la e ser atacado. Mesmo correndo o risco, soube que merecia morrer por ter feito isso.


Soltou seus pulsos, e seus braços caíram sem vida, um contra a barriga e outro sobre o colchão, completamente sem forças.


Começou a soltar a mordaça e sentiu o   coração apertado quando os cabelos se prenderam no nó e sentiu que a machucaria, se quisesse solta-la.


Hermione nem sem mexeu quando deu um puxão, desprendendo os cabelos crespos do tecido.


Inerte, ela abriu os olhos,  mas não disse nada.


Rony se afastou, achando que era melhor assim. Não queria ouvir. Atônito com a própria fraqueza, vestiu-se quase correndo.


Cobriu-a com o lençol, e saiu da cabine, trancando-a. quando passasse a dor e o atordoamento, ela tentaria fugir, e agora, mais que nunca tinha motivos para isso.


Como um zumbi, sem coragem de encarar o mundo e admitir que era um estuprador, ele chegou ao fim do vagão, olhando os trilhos que ficavam para trás.  Era um covarde, desertor, um homem sem escrúpulos.


Ouviu passos, e não se virou, havia muita vergonha em seus olhos.


-Irmão? – era a voz hesitante de Gina – Onde está Hermione?


-Na cabine – ele respondeu seco, com medo de revelar o que fizera a ela.


-Ela está bem? – havia algo frágil na voz de Gina – Eu posso vê-la?


-Está descansando – ele disse achando que poderia chorar de vergonha.


Sua irmã não perguntaria, mas era claro o medo.


-Não bati nela – disse em tom acusador. Era homem, mas sabia que certas violências são mais graves que uma surra.


-Harry...- ela ficou lado a lado com o irmão, segurando em seu ombro, achando um pouco assustador como ele olhava para os trilhos. – Harry me disse que não foi um beijo de amor. Que Hermione estava brigando com você...é verdade?


Olhando para  a irmã, descobriu nela o mesmo tipo de duvida e medo, e desamor.


-Hermione não sente nada por Harry – ele sabia disso. Mesmo assim agia como um canalha!


-Harry me jurou que não sentiu nada nesse beijo. Sentiu apenas medo de ser mal interpretado. Não sei o que pensar  -ela confessou, olhando triste para o irmão.


-Tenho medo das loucuras do meu casamento respingarem no seu, irmã. Não deixe que meu ciúme, cegue também o seu amor. Harry é inocente e incapaz de uma traição desse porte. Não  o culpe.


-E você? Não vai culpá-lo também?


-Culpo apenas a mim mesmo  -ele declarou. Fechando os olhos com força.


 


 


 


 


 


 


 


Hermione despertou confusa e assustada. Sentou-se num impulso, sentindo muito medo. Estava sozinha e o medo cresceu exatamente por isso.


Onde Rony estaria?


Nua, levantou-se e quase caiu, pois as penas estavam fracas e tremulas. Cuidadosa, andou até a porta e tentou abri-la. Estava trancando por fora.


Parte do medo foi embora. Era sinal que não queria que fugisse e voltaria. Fechando os lhos, ela voltou para a cama e se cobriu, deitando de lado.


Sentia o corpo tão calmo, tão languido, tão sereno, que nem mesmo  o pulsar em seus braços por terem ficado erguidos numa postura incômoda, ou a ardência em suas regiões tão intimas e tão inconfessáveis, poderiam incomodá-la.


Esperou pelo que achou ser horas, até ouvir o som de passos e o trinco se mexer. Estava escuro lá fora, as luzes do trem acessas, então, havia dormido por toda a tarde.


Não era de admirar, depois de tudo que sentira estava exausta. E esfomeada. Sentia tanta forme que achou que fosse gritar.


Rony entrou e fechou a porta, pronto para pedir perdão de joelhos. Hermione estava acordada e deitada.


Imaginou que a encontraria sentada na cama, vestida com uma arma nas mãos, esperando para matá-lo lentamente.


Continuava sob os lençóis, e parecia muito serena para quem sentia ódio. Ela baixou os olhos envergonhada, e ele pretendia abrir a boca, quando ela falou primeiro:


-Sinto muito ter beijado Harry.


Era a última coisa que esperava ouvir em sua vida.


-Podemos jantar no quarto? – ela disse segurando as lagrimas de vergonha – Estou com vergonha do que fiz, não posso sair daqui.


Hermione estava com vergonha, mas não era um décimo do que ele sentia. Pretendia dizer isso a ela, quando sentou-se cobrindo os seios com o lençol:


-Podemos jantar antes de brigar? Estou...faminta. – era humilhante pedir alguma coisa, mas estava realmente faminta.


Ele concordou com um aceno, saindo novamente. Hermione limpou o rosto, quando as lagrimas caíram. Ele nunca a perdoaria por ter beijado Harry!


Afundou o rosto no travesseiro, desejando chorar e arrancar de dentro de si a culpa. Mas não era hora. Saindo da cama, ela procurou um vestido limpo desistiu, pois suas mãos tremiam muito. Se conformou com uma camisola larga e vestiu, sentindo  o corpo dolorido.


Encontrou o vestido verde no chão, rasgado e analisou as costuras, achando que poderia consertá-lo sem problemas. Gostava daquele vestido, pois Juanita fizera com todo carinho!


Dobrou-o e colocou sobre a mesinha, no canto do quarto. Sentindo um pouco de frio, pois anoitecia, refugiou-se embaixo das cobertas, pensando no que dizer para convencê-lo que não beijara Harry por querer, mas por raiva.


Estava se martirizando, quando ele voltou.


Cabisbaixo, Rony entrou com uma bandeja, trancando a cabine novamente. Olhou para o vestido dobrado do outro lado do pequeno quarto. Olhou para ela arrumada e tão plácida.


Dessa vez, havia causado uma ferida tão profunda, que não se permitia chorar ou brigar.


Depositou a bandeja sobre a cama, mas ficou de pé, enquanto ela descobria o que o garçom preparara para eles.  Pensou ter visto uma expressão de prazer quando ela sentou cheiro de massa e molho quentinho. Haviam dois pratos e talheres, mas Hermione serviu apenas um prato, e encheu um copo, com medo que virasse sobre a cama, e com preguiça de levantar e puxar a mesa que havia no canto do quarto.


-Esta quente ainda – ela disse num tom de ‘pedido de paz’ que Rony não notou, perdido em suas culpas.


Havia gritado que o amava, mesmo que não pudesse se fazer entender, confessara o amor que sentia. E isso lhe dava a serenidade necessária para compreender que precisava pedir perdão.


-Massa fria é um horror – ela tentou mais uma vez, estendendo um garfo em sua direção;


Rony olhou em seus olhos, e engoliu em seco. Ela não fugiu quando se aproximou. Nem quando sentou perto dela, apanhando o garfo e comendo uma garfada do macarrão.


Havia algo de intimo em comer no mesmo prato. Ela segurou  o copo com água e entregou a ele, quando engoliu.


-O cheiro esta picante  -ela tentou sorrir – Acho que o sal deve estar forte.


Ela tinha razão, estava saldado, assim como ele se sentia: nu, em carne viva, rolando sobre o sal.


Depois de um longo gole de água, observou-a comer e sorrir, antes de correr a ser acudida pela água.


-Espero que os outros passageiros estejam com tanta forme quanto eu – ela tentou fazer graça – ou o cozinheiro terá trabalho com o desperdício....


Rony segurou sua mão, para que ela não comesse mais. Olhou em seus olhos, e disse, o que lhe engasgava a garganta:


-Eu te estuprei.


 


 


 


 


 


AUTORA: Ô, lá em casa. Perdão, marido, mas não dá nem para comparar.  Pegada é pegada.


Se é verdade que tamanho não é documento, esse capitulo é prova irrefutável disso! Pequeno, mas ordinário!!! Hehe


 


 


Meninas, se exagerei nesse capitulo me avissem, mas não resisti a escrever algo assim! Heheheh...


 


 


Beijos


 


 


 


 


 


 


 


 

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