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90. NÃO DIGA QUE NÃO FALEI EM FLO


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 90 – NÃO  DIGA QUE NÃO FALEI EM FLORES


 


 


 


 


 


Quando a carroça parou em frente à ferrovia, Hermione sentiu as mãos suarem e tremerem. Havia confidenciado a Gina seu desejo de despedir-se do pai de forma correta. Não achara, porém, que Rony faria essa maldade com ela, de levá-la até ali.


Mais cedo naquela manhã, o cocheiro do conde viera à fazenda, avisar que estava à disposição de Hermione, assim como a carruagem permaneceria para seu uso, pois o conde preferia a viagem de trem.


Emocionada por ver que os sentimentos do conde eram verdadeiros, ela concordou num impulso com a proposta de ir se despedir dele. Porém agora, estava nervosa e arrependida.


-Quero ir sozinha – ela pediu tensa.


Não havia muitos movimentos quando os dois chegaram à linha do trem, onde avistaram o conde de pé esperando pela hora do embarque. O trem esperava também, que a hora da partida chegasse para abrir suas grandes portas.


-Tem certeza? – preocupado, sondou seus olhos, mas ela não permitiu que olhasse para eles. Queria guardar para si algum resquício de orgulho.


-Sim.


Ele deixou-a ir, observando a uma parca distância.


Hermione estava particularmente linda naquela manhã. Usava um vestido verde claro, que Juanita se esforçara para ficar formoso, e apesar da simplicidade, tinha um decote muito amplo e revelava mais que os vestidos anteriores. Tinha uma linda faixa na cintura que o mantinha rente ao corpo, e moldava as curvas ainda praticamente intactas.


Os cabelos estavam presos em um dos lados pela presilha que lhe dera há semanas atrás, e usava luvas, e a bolsa que mantinha junto às mãos, como se temesse que ele encontrasse algum segredo ali dentro.


Contendo o ar, tensa, se aproximou do conde, que talvez prevendo sua presença, se voltou surpreso e ao mesmo tempo fascinado pela sua aparição.


De longe, Rony avistou alguns dos homens do conde, que mantinham uma linda e bem vestida mulher a vários metros de distância. Ele quis se aproximar e descobrir se era a mandante dos assassinatos, e puni-la com as próprias mãos, conteve-se apenas por saber que os fiéis agregados do conde não o permitiriam sujar as mãos com tão pouco, e além disso, não podia chamar a atenção de Hermione para o fato. Ainda não.


Felizmente, a mulher era mantida virada para outro lado, e olhou na direção dele. Pareceu interessada na figura solitária do jovem e bonito homem que a fitava. Ela até sorriu achando desejável o fato de um homem tão apanhado olhá-la com tanto interesse.


Desviando o olhar, ele procurou não olhar para Hermione para não levar o interesse daquela mulher para o conde e a filha. Não era nada bom que ela conhecesse o rosto de Hermione.


 


 


..........................................................


 


 


-Vim... - ela começou a dizer, mas as palavras engasgaram em sua garganta -... Eu não disse às coisas que gostaria... Eu...


O conde imediatamente segurou suas mãos entre as dele, abrindo seu melhor sorriso:


-Depois de conhecer sua mãe, não houve um só dia em que não tenha lamentado tê-la deixado. Eu pensava no filho que não conhecia. Pensava naquela boa mulher que tinha me amado por tão pouco tempo. Nunca fui tão infeliz do que nos anos que se seguiram Hermione. Mas hoje, vendo-a aqui, para se despedir, eu sei que tudo valeu à pena.  Te amo como filha, não tenha medo desse sentimento.


-Eu sinto não ser uma pessoa mais fácil – ela disse sufocando as lágrimas para dizer tudo que sentia – Deveria ter dito ontem... Que sentirei imensamente sua falta. Não apenas como pai, porque é difícil esquecer que tive um pai por toda minha vida, sendo ele maldoso ou não, errado ou não. Sentirei falta do amigo. Do protetor. Sentirei falta de você.


Rony observou discretamente o momento em que Hermione abraçou espontaneamente o conde. Um abraço forte que ele invejou. Fazia tantos dias que não se abraçavam assim.


Para ser franco, ela nunca o abraçara espontaneamente daquele modo. No enlevo da paixão, era a fome do amor falando mais alto, mas assim, sem razão, jamais o tocaria.


O apito do trem os separou e ela pareceu sorrir a distância, acenando com a mão enluvada enquanto ele entrava no trem e seguia pelos corredores. Despedindo-se pela janela.


O trem partiu poucos momentos depois, e ela demorou um pouco para voltar até ele. Quando o fez, havia apenas marcas das lágrimas, ela se recompôs antes de se aproximar.


-Podemos ir – ela disse mansamente.


Quando ergueu os olhos, ele teve certeza que havia naquele olhar segredos não revelados.


-Preciso passar na venda e quitar as compras feitas fiado – ele disse deliciado com essa nova expressão no rosto dela – Está tudo bem? Foi boa a conversa com o conde?


-Disse a ele... Que sentiria sua falta. – contou, enquanto andavam até a carroça. – Ele pediu que lhe desse isso – estendeu a mão, onde havia uma massa de notas dobradas – Claro, metade é meu – informou só como lembrete.


-Não preciso do dinheiro do seu pai. Fique com ele – disse um pouco magoado.


-Está bem. Mas usarei para você – ela disse baixando olhar quando tentou olhá-la novamente.


-O que está aprontando Hermione? – perguntou pondo a carroça em movimento.


-Nada. O conde me deu seu endereço em Londres.  – mudou de assunto.


-Sei onde o conde mora. Várias vezes ouvi falar sobre ele, é um homem muito importante. Mas nunca antes havíamos nos conhecido pessoalmente. Se eu soubesse que tinha uma filha como você, teria ido atrás dele eu mesmo!


Era para ser um gracejo, mas ela fingiu não achar graça.


-Tem certeza que não quer um pouco do dinheiro? – insistiu – É muito para gastar sozinha.


-Faça bom uso. E guarde um pouco. Crianças dão despesa. – ele ralhou quando pararam diante do armazém, e apressou-se a ajudá-la a descer.


Agora, estando grávida, não desceria mais sozinha. Estava sempre pedindo ajuda, mesmo que não falasse verbalmente.


Não ousava se arriscar desnecessariamente.


-Uma única criança, não esqueça – lembrou-o.


-Pensei ter dito que não queria mais brigar – ele sugestionou, levando-a para dentro do estabelecimento.


Rony pagou as dívidas, inclusive da arma que ela deixara por pagar, e procurou-a com o olhar. Hermione estava perto da porta e retribuiu o olhar antes de sair.


Intrigado em porque ela sairia sozinha, sem falar com ele, ainda mais depois de um olhar tão revelador, Rony foi atrás.


Ela andava a passos rápidos afastando-se pela estrada de chão. Vários metros de distância, ele seguiu, ficando estático quando ela se aproximou do velho prédio onde ficavam as poucas raparigas que trabalhavam no cabaré.


E o que Hermione tinha para fazer ali afinal?


Era um antro!


Por um segundo achou que a idéia dela estar indo tirar satisfações com a cortesã com a qual quase a traíra era uma idéia absurda e exagerada.


Mas vindo de Hermione, tudo era possível!


Controlando o alarde, seguiu-a. Ela bateu na porta dos fundos com grande familiaridade, como se conhecesse o que fazia. Ele observou a mulher mais velha que atendeu e sorriu, deixando-a entrar.


Estarrecido, bateu fortemente na porta apenas um minuto depois dela ter entrado. A mesma mulher abriu a porta.


-Onde esta a mulher que acabou de entrar aqui? - ele empurrou a porta, forçando a passagem.


-Lá em cima, segunda porta a direita – ela disse ocultando um sorriso.


Como um raio, confuso e furioso, cortou o amplo salão com passadas rápidas e subiu as escadas num sopro só. Não bateu na porta, arrombou-a, ou teria arrombado, se a porta não houvesse se aberto no momento em que ele entrou.


-O que está fazendo aqui? – ele agarrou seus braços com ódio – De onde conhece essas pessoas?!


-Me solte. – ela disse num tom calmo - A Sra.Dolores sempre comprou nosso milho. É uma boa pessoa. Emprestou-me o quarto. Foi só pedir. – puxou o braço com força. – Ela não é um bicho de sete cabeças só por ser prostituta, além disso, eu sabia que me seguiria!


-O que está fazendo? Que brincadeira é essa?


Ele estava nervoso, suarento e bravo.


Hermione ficou de costas para ele, mexendo em sua bolsa. Retirou algo e prendeu na roupa, mas ele não viu o que era.


-Um homem nervoso é o mesmo que um touro descontrolado. – ela seguiu falando com voz mansa – Além disso, não quero um homem em minha cama fantasiando com outra mulher! Por isso, se dê por satisfeito, pois provavelmente isso jamais voltará a acontecer!


Rony sentiu a raiva fugir rapidamente, assim como a cor das suas faces. Ela tinha uma linda rosa vermelha no decote do vestido, entre os seios mais volumosos e que se sobressaiam.


Exatamente como ele confidenciara. A mulher dos seus sonhos, era ela mesma.


-Eu deixei a rapariga, pois era você quem eu queria – ele lembrou.


-Queria? Não quer mais?


Só então, notou que ela também estava ansiosa, nervosa e tensa.


-Está fazendo isso para me agradar – a constatação levou sangue quente diretamente para sua região mais íntima.


-Não! Estou fazendo isso para que pare de agir como um homem descontrolado. Se o desejo o faz instável, cumprirei meu dever. Apenas uma vez. Depois, aprenda a se controlar sozinho!


Duvidando de suas palavras ele se aproximou, mas Hermione tentou se afastar, quase arrependida dessa louca brincadeira.


Quisera apagar de sua mente à imagem da outra mulher, e agora, tinha um homem faminto diante de si!


Em um momento de extremado pudor, tentou fugir dele, arrependida pela péssima idéia, porém ele agarrou seu braço, puxando-a para si com muita força.


-Oh Deus... – ela tentou pedir que parasse, pois havia desistido dessa bobagem quando a beijou.


Não apenas beijou. Num golpe de força, ergueu-a acima, tão alto que Hermione sentiu as pernas trincarem em volta da cintura de Rony, como fizera em outra vez, há tempos atrás. Talvez uma das vezes em que conceberam a criança que crescia em seu ventre.


Não perdeu muito tempo pensando nisso, pois sua boca lhe tirava a capacidade de pensar.


Enrolada em seu corpo, arfou quando foi jogada sobre a cama.


De pé, ficou observando com olhos ardentes seu corpo esticado sobre o lençol barato, a saia enrolada em seus joelhos, a perna dobrada, os seios saltando sobre seu peito arfante.


Aquela rosa vermelha entre os seios atiçava seu desejo e punha seu sangue fervendo, as pétalas suaves em contado com a pele bronzeada, deixando-o louco. Sem saber por onde começar a tocá-la, observou o modo como ergueu os braços acima da cabeça, oferecendo o corpo.


Rony curvou-se, as duas mãos segurando em sua cintura, subindo para cima enquanto dizia:


-É um tormento em minha vida Hermione. Quando mais se nega, quanto mais diz não, mais eu te desejo. É veneno no meu sangue, e não posso mais viver sem o seu carinho e a sua paixão! Sua bruxa, me enfeitiçou!


Ela riu, nem um pouco ofendida.


-Não é a pior coisa da qual já me chamaram – provocou, enquanto ele erguia a saia do vestido pelas pernas revelando as coxas.


-Pois de hoje em diante, ninguém mais dirá nada sobre você! Não permitirei que a ofendam! – disse possessivo.


-Estou num quarto de cabaré! O que acha que dirão de mim? – continuou provocando – não me importa o que dizem. Não me importo com quem não se importa comigo!


-Está em um quarto sujo e fedorento apenas para me agradar – ele disse vitorioso.


-Disse que usaria o dinheiro de meu pai com você – ela lembrou-o e Rony parou os movimentos em suas pernas.


-Pagou por esse chiqueiro? – surpreendeu-se. Hermione era mão de vaca, e sabia o valor do trabalho árduo para juntar o dinheiro que colocaria comida em sua mesa. Não gastava em vão!


-Paguei para que não se lembre das outras vezes em que esteve em um lugar como esse – foi sua resposta simples.


-O que quer dizer? – muitas vezes ela tinha uma lógica muito peculiar.


-Os homens estigmatizam lugares como esse. Como o lugar onde se deitava com Lavander. Lembram-se de suas amantes e do cheiro do pecado que há aqui dentro. Pois sei que sempre se lembrará disso, mas sua última lembrança, a mais vívida, será essa, onde estou eu e não uma vadia qualquer!


-Tudo isso porque ousei lhe contar daquela mulher que arrumei para te substituir? – surpreendeu-se.


-Vai falar sobre ela? - uma ruga de preocupação por não ter sua total atenção surgiu em sua testa e ele se curvou, beijando-a.


Hermione apoiou as mãos em seus ombros enquanto ele a pressionava contra a cama. Seu peito, seu quadril, suas pernas, tudo a pressionava, e ela sentiu queimar contra sua barriga sua ereção. Ergueu o quadril de encontro ao dele, se roçando e pedindo por mais.


Rony beijou-a com a mesma intensidade com que era correspondido. Profundamente envolvido naquele beijo, sentiu o coração disparar quando um dos pezinhos delicados subiu por sua canela, acariciando e pedindo mais.


Gemendo, rolou na cama, trazendo-a sobre seu quadril.


Hermione quebrou o beijo, sentindo-se no poder. Aqueles seios estavam hipnotizando-o, e Rony agarrou-os apertando através do tecido, moendo-os com suas mãos, apreciando o espetáculo que lhe forneciam.


A flor entre eles caiu em sua mão e Rony lançou-a para o lado, antes de girá-la novamente sobre a cama, exultando quando ouviu seu riso excitado. Malvado, apanhou a rosa e esfregou delicadamente em sua bochecha. Hermione tremeu da cabeça aos pés pela sensação inesperada.


Não foi lento e deliberado, mais sim ansioso e selvagem, roçando aquela flor em seus seios, enquanto puxava o tecido delicado do vestido a ponto de quase rasgá-lo. Seus seios estavam nus, e as pétalas passaram sobre ambos, nada brandamente, apenas arrepiando a pele e deixando os mamilos rijos e pontiagudos. O seio esquerdo estava rijo primeiro e ele abocanhou o direito que ainda estava suave, enrijecendo-o com sua saliva e seus dentes. A língua brincou enquanto a flor ficou esquecida em sua mão.


Hermione empurrou-o com tanta força que rolaram novamente, ela ficando por cima novamente, colocando o seio em sua boca, tão depravadamente quanto ele agarrou suas nádegas por baixo do vestido. Não havia gentileza entre eles, apenas instinto.


Agarrando sua bunda, ele cravou os dedos na pele, causando gemidos e movimentos desgovernados em sua parceira. Ela arfava e se mexia, espalhando sobre ele seus cabelos, rebolando lindamente atrás de mais.


Rony chupava seu seio, mastigando o mamilo, enquanto ela se empurrava contra seu quadril.


Hermione poderia facilmente chegar ao ápice apenas com o toque em seu seio, tão sensível sentia-se. Bem da verdade não era apenas ele quem ardia em desejo durante todos aqueles dias.


Por isso estava tão formal com ele. Por medo do próprio sentimento!


-Se fizer isso mais um pouco, me vencerá! – ela gemeu em seu ouvido, acariciando seus cabelos ruivos com tanto carinho e sedução que ele soltou o peito, deixando o mamilo molhado, e agarrou seus lábios para um beijo molhado, aumentando a palpitação entre suas pernas.


-Peça Hermione – ele mandou, soltando seus lábios, apenas pelo prazer de morder o lábio inferior, enquanto sua mão atrevida tentava alcançar mais a fundo pelas dobras de suas nádegas.


-Não peço – ela afirmou – Pegue a força se quiser. Não é assim que os homens fazem em lugares com esse?


Sua voz tremeu tanto, que ele achou que estava com medo. Mas não era medo, era tesão. Puro e simples tesão.


Se a dona daquele lugar soubesse o quanto Hermione era fogosa e apaixonada, por certo não a deixaria sair jamais, e faria fortuna com sua paixão!


-Quer saber como os homens fazem em lugares como este? – sorriu sádico, descendo a boca para morder sobre o seio, arrancando dela uma reclamação. Suas mãos correram para fora de seus calções íntimos, puxando o tecido para fora de seu corpo, e antes que Hermione tivesse voz para reclamar, sentou-se a levando com ele.


De joelhos sobre seu quadril, ela reclamou quando ele puxou suas pernas e as cruzou em volta de sua barriga.


 Com mãos experientes ergueu seu vestido, tirando-o pela cabeça, libertando seu corpo completamente nu para sua apreciação e diversão. Ela não vestia o colete íntimo, e não duvidava que se devesse ao fato de não mais servir em seus seios voluptuosos.


 A rosa, ainda resistindo ao ataque de paixão, voltou às mãos de Rony, e Hermione fechou os olhos quando as pétalas deslizaram por seus seios em direção a barriga. Mais abaixo, sobre seu umbigo, passando pelo revelador inchaço na barriga, causando um arrepio tão profundo ao descer mais, que achou que desfaleceria de antecipação.


Ele passou a flor pela emenda de suas coxas, sobre seu sexo, e ela tentou fechar as pernas, mas não podia, pois estavam em volta dele. Era uma sensação deliciosamente perigosa.


Seus gemidos eram todo o incentivo que precisava, e segurando a flor pelo caule, ele esfregou suas pétalas exatamente sobre a umidade que havia ali. Hermione sentiu a cabeça rodar, os olhos fechados, ondulando contra aquela caricia inusitada.


Sentia-se a porta do prazer, quando abriu os olhos e pediu:


-Você! Agora!


Não era um diálogo, mas Rony substituiu a flor pela ponta de seu dedo. Não aprofundou o carinho, mesmo assim ela saltou como em choque. Exasperada pela sensação que crescia e ameaçava trasbordar, Hermione levou sua mão ao rosto dele, acariciando a pele e fazendo-o olhar em seus olhos.


Beijou-o com tanto empenho e dedicação que Rony deixou-a agir. Devorando aqueles lábios cheios e doces, Hermione ondulou, enquanto ajeitava-se na posição certa para o que tanto queria.


Havia o empecilho das roupas, pois ele estava completamente vestido, então, lhe restou apenas seguir acariciando-o com beijos e mordidas, até que Rony perdeu a cabeça e a colocou de quatro sobre a cama.


Nervoso, passou à rosa praticamente despetalada por suas costas, comemorando quando ela tentou escapar toda arrepiada. Abriu as calças tão rápido e arrancou a camisa antes dela ter tempo de reclamar pela demora.


-Tudo, tire tudo - ela disse olhando para ele enquanto escapava sentada na cama, as pernas dobradas, escondendo seu maior segredo. Os seios saltaram junto a sua respiração arfante e ele decorou cada curva. Desde os cabelos despenteados aos dedos dos pés, tão pequenos que lhe despertava ternura.


Era tão obsceno estar numa cama onde dezenas de homens e mulheres haviam feito amor e usufruiu do prazer de seus corpos, que Hermione sentia-se uma dessas mulheres. Podia fechar os olhos e imaginar um grande pirata tomando-a a força, depois de lhe pagar algumas moedas de ouro.


Ao abrir os olhos, constatou que a realidade não era menos colorida que a fantasia. Seu pirata não era violento ou rude todo o tempo, mas era vil e pecador, roubando-lhe a sanidade e obrigando-a a aceitar que seu corpo tinha desejos inconfessáveis.


Ansiosa, mal podia esperar por ele e seu toque. Controlava os nervos para não se tocar. Graças a sua boa sorte, não precisou esperar muito. Rony subiu na cama, e saltou sobre ela, devorador.  Seu corpo branco era uma imagem inesquecível, montando sobre ela.


Gigante, se posicionou depois de nada delicadamente apartar suas pernas, empurrá-la contra os travesseiros, e se encaixar ali.


-É desse modo que fazia com as outras? – perguntou num fio de voz, trancando as pernas em volta de suas coxas, os pés tocando suas panturrilhas.


-Não sei, não posso me lembrar como era antes – grunhiu, cutucando-a com a ponta de seu pênis. Entrou só um pouco, o bastante para sentir-se ensopado com seu mel primoroso. – Relaxe – mandou, abocanhando seu seio e a fazendo gemer.


Ela tentou dizer que estava relaxada, mas não tinha voz. Apenas abandonou-se a sua vontade, esperando.


Estremecendo, Rony puxou-a mais para baixo, arrancando os travesseiros detrás de sua cabeça e jogando-os no chão.


-Quer me enforcar mulher? - ele reclamou, quando não conseguiu penetrá-la. – soltando-se de seus braços, se ajoelhou entre suas pernas, e pousou uma das mãos em seu ventre, enquanto a outra a abria de um modo que a fez soluçar de prazer.


Seu corpo foi se acostumando a invasão e quando o sentiu bem fundo, Hermione soltou o gemido que segurava junto à respiração. Tão profundo que causava lágrimas em seus olhos. Rony ergueu o olhar, contemplando a maravilha de ter sua mulher completamente a sua mercê.


Ele acariciou a lateral de seu quadril e as pernas, tirando-as de ao redor dele e escancarando-as, a ponto de Hermione gemer mais alto, os olhos fixos na imagem entre eles.


De joelhos, Rony se apartou, saindo totalmente. Ela soluçou, pegando-o de volta com uma das mãos e o guiando para dentro de si novamente.


-É assim que você quer? – ele provocou as duas mãos espalmadas em suas coxas, sentindo como tremiam suas pernas.


Apenas seus quadris se moviam, penetrando-a rápido e forte, com movimentos tão deliciosos, que Hermione achou que fosse desmaiar. Talvez fosse a saudade, ou a experiência de serem um casal explosivo juntos, mas dessa vez parecia ainda mais gostoso que das outras vezes.


Hermione estendeu os braços para segurar seu rosto, acariciar seu pescoço, puxando-lhe os cabelos e fazendo-o dobrar o corpo contra ela. O peito firme grudou-se contra os seios macios, e ela arquejou, empurrando o quadril contra ele, embalando-o em sua seiva.


Cada vez mais fundo, ela pensou, agarrando seus ombros e segurando-o contra si com quase desespero. O roçar insistente do peito em seus seios estava levando-a a loucura, e quando ele baixou o rosto e mordeu seu mamilo ela gritou, devolvendo-lhe as sensações, ao passar as duas pernas sobre suas costas. Ele rugiu um palavrão quando a sensação ficou tão forte que achou que explodiria.


Tornando as investidas mais longas e fundas, sentiu quando bateu em seu útero, chegando ao limite do que Hermione poderia suportar.


Espremida entre ele e o colchão, ela estava completamente entregue, suarenta, o corpo úmido pelo calor, grudado ao dele em cada pequena polegada. Os cabelos completamente despenteados sobre o lençol atraíram seus dedos, e Rony embrenhou-os nas mexas, enquanto batia-se furiosamente em sua sensível fenda.


Exasperada pela sensação que vinha cada vez mais forte e mais altiva, deixando-a completamente imóvel e apertada, ela gritou quando sentiu a dor das investidas. Seu interior se fechava e serrava sua entrada pelas ondulações de seu quase gozo, e Rony forçava, provocando nela arrepios de tesão.


Rony sabia que deveria diminuir o ritmo para não machucá-la, porém não conseguia fazer nada além de aumentar a velocidade e a força, a cada empurrão dos quadris pequenos. Se estivesse doloroso, ela reclamaria, disse a si mesmo como justificativa.


Nesse momento, achando que o mundo era uma grande onda de eletricidade que a queimava, Hermione beijou a primeira parte dele que alcançou. Beijou e mordeu seu pescoço, arrancando dele um grunhido animalesco, enquanto puxava os cabelos longos e castanhos que estavam em seus dedos, contra o colchão.


Hermione fechou os olhos, apagando a imagem do rosto de Rony contorcido a procura do prazer, naquela dor intima que o tornava selvagem e voraz. Jogou a cabeça para trás, achando que morreria quando todo seu corpo se retesou e ele afundou-se tão forte e tão grosso que a fez tremer, a plenitude do orgasmo levando-a a arquear o corpo o máximo que pode para tirar dele todo o calor e contato que pudesse.


Gritou tão alto que achou que furaria os tímpanos, mas na verdade o som soou baixo e gutural, como um lamento, o corpo convulsionando enquanto o prazer a soterrava sobre aquele mar de emoções.


Tão apertada, tão rija e tensa, que Rony gozou completamente envolvido e agasalhado em seu interior.


Tão tensa, e então, tão relaxada, Hermione desmoronou no segundo seguinte, as pernas caindo ao redor dele, sem força alguma para manterem-se erguidas.


Rony precisou de alguns segundos para erguer o rosto de seu pescoço, onde desancara a face depois daquele cataclismo, soltou seus cabelos, esfregando a mão em uma de suas bochechas, limpando o suor que corria ali.


Hermione abriu os olhos lentamente, tão castanhos e suaves, tão honestos que a única coisa que Rony pode fazer foi beijá-la.


Sentiu gosto de sal, e não sabia se era gosto de suor, pois ambos estavam completamente úmidos, ou gosto de lágrimas. Nem Hermione saberia dizer se eram lágrimas ou não, pois estava completamente sem força para notar qualquer coisa além dos lábios abertos, cansados e preguiçosos, que se massagearam sem pressa, sentindo o gosto, saboreando o gosto de desejo saciado.


-Foi incrível – ele disse ao se afastar, olhando em seus olhos.


Hermione olhou para baixo, onde ainda estavam unidos, e Rony sorriu, saindo lentamente. Ela gemeu, pois era muito grande mesmo. Seu suspiro de contentamento o fez sorrir como uma criança ao ganhar um lindo presente de Natal.


-É a mulher mais incrível que já conheci – ele continuou elogiando. Saiu de cima de Hermione, e gemeu de puro cansaço e contentamento quando suas costas tocaram o colchão.


-É sempre assim? Em lugares como esse? – ela perguntou baixinho, olhando para ele com curiosidade e petulância.


Não se afastou, nem ao menos se deu ao trabalho de fechar as pernas, parecia completamente sem forças.


Ele riu, achando que era realmente cômico.


-Não. – afirmou – Nunca, ouça bem, nunca antes foi assim com mulher alguma. Não estou mentindo.


-E como era antes? – ele perguntou, dobrando uma das pernas de um jeito tão bonito que Rony virou-se para ela, beijando seu ombro e tocando sobre sua barriga.


Eram carinhos relaxados, pois estavam satisfeitos.


-Era bom. Eu achava que era ótimo. Nunca tive problemas em satisfazer minhas parceiras – notou o modo como seus olhos faiscaram e ficaram mais escuros, e achou que estava muito frágil falando sobre assuntos que a pusessem com ódio.


Hermione poderia facilmente arrancar seu coração com as mãos, e ele sequer se defenderia!


-Não sabia que poderia ser melhor que isso. Sabe por que gosto tanto de fazer amor com você Hermione? – seus beijos seguiram por seu braço, voltando ao ombro, com torturante lentidão.


-Por quê? – perguntou curiosa, e ao mesmo tempo hipnotizada com seus carinhos.


-Porque me sinto indo diretamente para o céu. Uma sensação que me leva tão alto quanto é possível um homem chegar.


Hermione não respondeu se acreditava ou não, mas deixou-o entrelaçar os dedos nos seus.


Batidas na porta fizeram Hermione rir baixinho e se mover.


-A Sra.Dolores disse que podia ficar apenas um pouco. É seu melhor quarto.


-Jura? Esse pardieiro é o melhor quarto? - ele ergueu as sobrancelhas, incrédulo.


-Da próxima vez, preciso me lembrar de convidar um homem menos luxuoso. – ela disse, enquanto pensava num modo de levantar-se e apanhar as roupas sem se expor tanto.


Passada a loucura da paixão, estava um pouco constrangida.


-Se fizer isso, lembre-se que os dois acabarão em um caixão.


Não havia humor em sua voz. Definitivamente, não havia.


Mas também não havia raiva. Apenas aviso. Rony saltou da cama e se vestiu, ajudando-a a fazer o mesmo. Enquanto Rony se ocupava de calçar as botas, ela apanhou a rosa praticamente estraçalhada de sobre a cama e guardou-a em sua bolsa, como lembrança.


De mãos dadas desceram as escadas, passando entre as raparigas que àquela hora do dia, sem muito que fazer, apreciavam uma boa fofoca. Quase saindo, Hermione avistou uma moça muito parecida com ela, e imaginou que havia sido ela com quem Rony quase fizera amor.


Pelo olhar de ódio que lançou a jovem, esta soube que nunca mais veria aquele homem naquele cabaré.


E estava certíssima.


Se Rony tivesse amor à vida, esqueceria completamente os tempos de farra e somente lembraria-se dela quando pensasse em uma cama!


 


 


 


 


 


 


 


Beta: Ai, ai, ai, e ela ainda tem coragem de negar alguma coisa pra esse homem!!!


 


Autora: Gente, voltei das férias!


Estava tão cansada ontem que não postei, mas hoje, tem capitulo novinho em folha, com essa NC especial.


Eu tenho um mundo de coisas para contar e falar sobre a fic, mas acabo sem animo, pois nesse momento estou escrevendo e a cabeça está longe...


 


Quero mandar agradecimentos a Mi que betou e mandou o capitulo pontualmente para ser postado hoje! Agradecimentos a Viviane, amei as imagens, uma mais linda que a outra.


Perséfone, eu não recebi as imagens...snif...manda de novo para o email lizianesilva@hotmail.com


Estou carente de boas imagens!


Eu mudei a cor do cabelo do cara da capa, mas sabem como é, mexer no photoshop sem sempre fica bom. Achei melhor deixar sutil, pq se deixasse muito ruivo ficaria tipo cabelo de palhaço, um horror! Heheh....Estou preparando outra capa que marca a passagem da fic para a nova fase, e estou tentando achar a imagem ideal.


 


Espero que todas tenham tido um carnaval inesquecível, e tenha aproveitado o feriado. Eu passei a semana como manda o figurino: comi, bebi, namorei e briguei em família...uma semana típica em família...heheheheheh...


 


Beijos e até amanhã!


 


 

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