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7. Primeiro Passo


Fic: In Aeternum


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Capítulo 7-O primeiro passo


A Sra. Weasley já estava na cozinha, vários utensílios voavam da mesa para a pia e de volta. Ela pareceu se sobressaltar com a chegada de Rony e Hermione.


- Ah, garotos. Vocês me assustaram. - ela mirou Hermione. - Hermione, querida, Gina falou que vocês irão ao Beco Diagonal hoje a tarde comprar tudo o que precisam para Hogwarts.


- Sim, Sra. Weasley. Achamos melhor já deixar tudo pronto.


- Certamente. - ela sorriu.- Se não se importam eu gostaria de acompanhá-las. Sabe como são as mães, demoram a perceber que seus filhos cresceram.


Hermione sorriu de volta, afirmando com a cabeça.


- Sei o que a senhora quer dizer .- começava a sentir-se levemente envergonhada, ainda abraçada com Rony.- Minha mãe tem as mesmas preocupações comigo. Ainda me trata como uma criança.


A Sra. Weasley pareceu repentinamente assombrada.


- Querida, por um momento me esqueci. Você não vai mais encontrar seus pais antes de retornar à escola?


- Vou sim. - mas ela parou de falar, a boca aberta como se pensando em uma resposta adequada.


Mas a voz de Rony surgiu atrás dela.


- Hermione e eu iremos os visitar logo, mãe.


- Logo depois do aniversário de Harry.- Hermione sentiu necessidade de complementar o que o garoto dissera, sentia-se imensamente corada agora.


- Claro, é muito gentil de sua parte Rony. Eu ia mesmo sugerir que fizessem isso. Seus pais ainda devem estar muito abalados com tudo.


- Bom, na verdade eles ficaram alheios à guerra durante todo esse tempo. Ficaram realmente nervosos quando eu comecei a contar tudo. Ainda precisam de certo tempo para se adaptar de volta a vida normal.


- Entendo. - a Sra. Weasley inclinou a cabeça para o lado, sorrindo.


- Eles ainda não retomaram o consultório, sabe. Espero que consigam voltar logo ao trabalho.


- Claro. Fico mais tranqüila sabendo que Rony lhe fará companhia, querida. Agora- ela olhou rapidamente para a panela que fervia no fogão.-...vocês já pensaram em alguma coisa para o aniversário do Harry?


Rony deu de ombros.


- Acho que um jantar normal já estará bom.


- Claro, mas... bom, será o primeiro aniversário de Harry depois de ter derrotado você-sabe-quem. Certamente deve ser comemorado da melhor forma.- a voz dela assumiu um tom mais leve.- Mesmo que muitas coisas nos deixem sem vontade alguma de comemorar.


Ela quase sussurrara as últimas palavras. Rony diminui um pouco o abraço, deixando Hermione mais solta.


- Com certeza, mamãe. Muitas coisas que aconteceram recentemente nos deixaram com uma parte faltando, mas- ele deu um breve aperto no braço de Hermione.- nada foi em vão. E devemos erguer a cabeça e seguir. Não é assim que a senhora sempre nos ensinou?


A Sra. Weasley ergueu a cabeça, decidida. Tinha os olhos úmidos, mas um sorriso formava-se em seu rosto.


- É bom saber que você aprendeu algo.


Hermione sabia que haveria certos momentos em que a família teria recaídas. A saudade ás vezes bateria mais forte, a ausência de Fred desceria em torno deles como uma névoa penetrante. Mas sentia-se tranqüila ao ver como todos estavam lidando com tudo. Parecia que conforme o tempo passava, os Weasley criaram um pedestal para Fred, o elegendo um herói de guerra, entendendo que morrera lutando e ajudando a construir a realidade que todos viviam agora.


- Bom, convidaremos Fleur e Gui, acredito. E Carlinhos. Certamente Hagrid e Kingsley também estariam na lista de Harry. Que acham?


- Acho que está ótimo, Sra. Weasley.


- E o que você acha de chamarmos a mãe de Tonks?- Rony sugeriu.- Harry é padrinho do pequeno Teddy. Acho que ficaria feliz.


- É- a Sra. Weasley pareceu avaliar a idéia durante alguns segundos.- Lupin e Tonks gostavam muito de Harry, e o sentimento era recíproco. Acredito que ainda seja.


De repente, a Sra. Weasley pareceu se assustar com algo. Mirou nervosa a janela e seu semblante se suavizou conforme identificava quem estava do outro lado do jardim.


- É seu pai. - ela falou, indo rapidamente em direção a porta.


Enquanto a mãe de Rony ia de encontro ao marido, Rony falava em voz baixa para Hermione.


- E o que você acha de Neville? E Luna? Quer dizer, está um pouco em cima da hora, mas a Luna mora aqui perto. Certamente viria. E o Neville...?


- Não sabemos exatamente onde ele mora. Mas podemos tentar mandar uma coruja a ele. - Hermione sorriu - Ótima idéia, Rony.


- Bom dia. – o Sr. Weasley esboçou um pequeno sorriso para os dois.


- Bom dia. - Hermione e Rony responderam juntos.


- Rony- ele fez sinal para que o filho se aproximasse.- Dei um pulo no Ministério hoje. Não vou ficar mais muito tempo afastado, já está na hora de voltar, bem... De voltar à ativa.


O sorriso dele de repente pareceu cansado e Hermione pôde enxergar novas rugas que haviam se formado no rosto de Arthur.


- Escutei algumas coisas por lá, que podem interessar a vocês. - ele olhou rapidamente para Hermione.


Molly Weasley já largara o marido e estava de volta ao afazeres. Hermione percebeu que ela parecia desatenta no que estava fazendo, obviamente escutando as notícias que o marido trouxera.


- Primeiramente, quero deixar claro que não aprovo que vocês saiam aceitando qualquer coisa e se curvando ao Ministério. Trabalhei lá durante toda a minha vida, mas na hora que realmente precisamos, olha o que aconteceu. Recomendo cautela, antes de tudo.


Arthur Weasley sentou na cadeira mais próxima, apoiando os braços na mesa ainda vazia.


- O comitê inteiro de aurores foi convidado para a tal reunião, alguns pelo jeito simplesmente se convidaram, está todo mundo se mordendo de curiosidade, querem saber tudo o que aconteceu durante esse tempo que vocês estiveram viajando.


- Mas, pai- Rony correu os olhos de Arthur para Hermione.-...o que exatamente eles estão esperando? Vão nos culpar por algo? Não sei se mesmo depois de tudo acabado podemos falar o que realmente aconteceu.


- Rony- Hermione tocou seu braço levemente.- acho que o que é mais importe no que seu pai está dizendo é a respeito de todos os aurores do ministério estarem lá.


Rony ficou olhando para ela, certa resistência em acreditar no que estava sendo falado permaneceu forte dentro dele.


- Não era isso que você e Harry queriam? Se tornarem aurores? Pelo jeito que o seu pai está falando...


- Você acha que...- ele olhou para Hermione e depois virou rapidamente o rosto para Arthur.-... eles irão realmente nos oferecer um cargo...um cargo de auror?


Rony sabia que ele e Harry queriam muito aquilo, sabia que fantasiara a respeito daquilo. Seria possível que fosse verdade? Seria tão fácil assim? Tornar-se auror sem ter que passar por todos aqueles testes e provas práticas que McGonagall comentara com Harry?


Arthur Weasley moveu a cabeça afirmativamente, em silêncio. Rony sentiu uma euforia, que nem parecia sua, percorrer seu corpo.


Hermione afastou-se um pouco, puxando uma cadeira para se acomodar. Rony não saiu do lado dela, puxou a cadeira ao lado e se sentou, ainda mirando o pai, as palavras lhe faltavam.


Aquilo que ele pensara, há alguns dias atrás iria se tornar realidade. Ele e Harry seriam aurores!


- Claro que isso é só o que eu acho. Mas Percy concorda comigo. Desde que ele voltou para o Ministério, agora juntamente com Kingsley, tem ouvido coisas que dão a entender isso.


- Você não parece muito feliz com a idéia. - Rony não pôde deixar de acrescentar aquilo, embora estivesse contando tudo que soubesse, seu pai não parecia realmente contente. Já sua mãe, agora agitava a varinha em direção às panelas com mais energia do que ele nunca vira, um sorriso contido nos lábios.


- Você lembra do que falamos, aquele dia lá fora durante o jantar?- o Sr. Weasley esperou Rony assentir.- O Ministério, na teoria, ainda é o mesmo de sempre. Muita coisa mudou, mas existem ainda certas pessoas lá dentro que estão apenas interessadas na fama que vocês construíram.


Hermione arriscou olhar para Rony. Ele parecia mais compenetrado do que qualquer aula que eles haviam assistido em Hogwarts.


- Eu acho, e espero que você repasse a Harry tudo que estou lhe falando, que eles irão distribuir certos cargos apenas para tentar apagar a imagem ruim que criaram no último ano.


- Mas...- a voz de Hermione pareceu assustar Rony.-...certamente eles acham que Rony e Harry são adequados para o cargo de auror! Não dariam um cargo importante assim, para qualquer pessoa. Eles sabem o que fizemos, sozinhos e sem a ajuda de ninguém.


- Não se exclua da reunião, Hermione.- Sr. Weasley sorriu para a garota.- Você provavelmente também receberá uma proposta.


- Mas eu já sei a minha resposta.- ela se endireitou na cadeira, parecendo prestes a responder uma questão difícil de uma prova.- Eu não quero.


- Não...não quer?- a voz do Sr. Weasley era levemente surpresa, mas um sorriso maior apareceu em seu rosto.


- Não.- Hermione falou mais calma, não queria parecer rude.- Eu quero conseguir um cargo no Ministério, sim. Mas não assim. Quero terminar Hogwarts, quero lutar por isso como qualquer outra pessoa. Sei que fizemos coisas que parecem incríveis aos ouvidos de outras pessoas, mas tivemos muita ajuda. Acho que não devemos misturar as coisas. Eu quero trabalhar no Ministério, mas quero mostrar que sou realmente adequada para o cargo que estiver me inscrevendo.


Sr. Weasley olhava surpreso para a garota, os olhos arregalados.


- Como vou saber se estão me oferecendo o emprego porque acham realmente que sou capaz ou se acham que eu sou apenas a amiga de Harry Potter, o eterno menino-que-sobreviveu, o Eleito?


- Hermione...- o Sr. Weasley fechou os olhos por um breve momento.- ... é exatamente isso que eu queria dizer.


- E-eu... eu acho que o que o Ministério realmente pensa é que Harry fez tudo sozinho. Acham que eu e Rony estivemos lá para ajudar, mas certamente não nos dão o devido crédito.


Ela falara tudo que queria, sentia que sua respiração estava alterada, como se tivesse acabado de tirar um peso de suas costas.


- Bom, você tem a mesma opinião que eu tenho. É isso que queria explicar para Harry e Rony. Se quiserem aceitar o cargo, eu não sou ninguém para dizerem o que devem fazer. Mas nunca, eu repito, nunca se deixem acomodar por um status, por uma fama que vocês criaram e que não se sabe por quanto tempo permanecerá.


Rony parecia entender o que o pai estava falando, tinha o rosto mais calmo. Moveu a mão silenciosamente e a pousou na de Hermione que no mesmo momento arriscou um olhar para o Sr. Weasley. O bruxo não pareceu notar que Rony se mexera.


- Admiro muito o que vocês fizeram. Vocês sabem disso. Sabem que meus elogios são sinceros. Mas aprendi muito trabalhando naquele lugar. Trilhem seu caminho com as suas pernas e valerá muito mais a pena quando chegarem onde querem chegar.


Ele se levantou indo em direção à mulher, deu-lhe um breve beijo no topo da cabeça. Hermione corou e desviou o olhar, parecia estar enxergando Rony no futuro, o jeito de Arthur Weasley deixara vestígios no filho.


- Tudo que vem fácil, vai fácil crianças. E tudo que é conquistado com esforço, ninguém poderá lhes tirar.


Com um último sorriso ele saiu da cozinha e ouviram seus passos subirem a escada até o segundo andar. A Sra. Weasley se virou para eles.


- Seu pai está muito orgulhoso de você Rony. De todos vocês.- ela olhou para Hermione.- Escute o que ele está dizendo. Ninguém se importa mais com vocês do que seus pais.


Ela se virou e assim que pôde, Hermione olhou para Rony com mais calma.


- Seu pai sabe do que está falando.


- É- Rony pareceu se perder em pensamentos por um segundo.- Vamos mandar as cartas? Para Neville e Luna?


Hermione prontamente se levantou. Mal começaram a subir a escada, escutaram passos que vinham em sua direção.


- Achei que tinha ouvido a voz de papai. - Gina estava extremamente corada, os cabelos despenteados e a roupa levemente desalinhada.- Ele chegou?


- Chegou.- Rony obviamente estava reparando no mesmo que Hermione reparara.- Por que?


O garoto não conseguira disfarçar o tom inquisitivo.


- Por nada. - Gina passou a mão nos cabelos.- Harry queria conversar com ele.


- Hum...- Rony tinha os olhos semi-cerrados.- Onde ele está?


- No seu quarto. Eu vou ajudar a mamãe.- ela rapidamente desceu a escada, antes que Rony pudesse continuar a encará-la.


Hermione apertou sua mão brevemente fazendo com que ele a fitasse.


- Rony...


- O que eles estavam fazendo?- as orelhas de Rony estavam incrivelmente vermelhas.- Já conversei com Harry, ele sabe que aprovo o namoro mas se ele está passando dos limites...


- Gina sabe exatamente quais são os limites. Não sabe? Além do mais, Rony eles...


- Você acha que Gina sabe. Ela é apenas uma criança e...


- Rony, ela tem um ano a menos do que você.- Hermione falou sem pensar, sentindo suas bochechas corarem violentamente.- Dê algum crédito para a garota, ela sabe se cuidar.


Rony respirava rapidamente. Fez um sinal de afirmativo com a cabeça, e puxou Hermione pela mão para que continuassem a subir a escada. Hermione sabia que ele ainda estava pensando no que Harry e Gina poderiam estar fazendo.


- Você poderia falar com ela... não poderia?


- E-eu?


- Por favor, Hermione! Ela sempre escuta você. Eu só me preocupo...você sabe como é... eu não saberia como falar com o Harry.


Ele estava muito vermelho. Hermione sabia que teria mais facilidade em falar com Gina sobre qualquer coisa relacionada ao namoro dela com Harry do que Rony.


- O.k. Vou falar com ela então, se isso te deixa mais tranqüilo.


Rony não respondeu, o rosto ainda vermelho.


Hermione sabia que estavam indo para o quarto de Rony pegar tinta e pergaminho para que pudessem enviar as cartas logo. Ela torceu para que Harry estivesse num estado melhor do que Gina quando o encontrassem.


- Ronald Weasley-


Flashback


Rony estava sentado na sua poltrona favorita na sala comunal. Passara o dia inteiro ouvindo comentário e piadinhas sobre um tal artigo que saíra no Profeta. Tinha em suas mãos trêmulas o jornal, resolvera ler antes de ir para o jantar, o que tanto a escola falava.


Lia e relia o que havia sido escrito por Rita Skeeter, sem conseguir acreditar que aquilo fosse verdade. Harry realmente falara tudo aquilo?


"Acho que herdei a minha força dos meus pais, sei que eles teriam muito orgulho de mim se me vissem agora..."


Rony sacudia a cabeça, não podia ser verdade. Certamente aquela Skeeter aumenta tudo o que Harry havia dito para ela na entrevista. Porém, logo seus olhos recaíram mais abaixo, nas seguintes linhas. O barulho da sala comunal pareceu sumir enquanto ele lia com mais atenção o que estava ali.


"Harry finalmente encontrou carinho em Hogwarts. Seu amigo íntimo, Colin Creevey, diz que o garoto raramente é visto sem a companhia de Hermione Granger, uma linda menina nascida trouxa que, como Harry, é uma das primeiras alunas da escola."


Nada ali era novo para Rony, ele sabia que Hermione sempre andava com os dois. No momento, ele sabia que a amiga se dividia entre ele e Harry, já que não estavam se falando. Ele sabia o quanto os dois eram amigos, mas ler do jeito que Skeeter havia posto, parecia piorar seu ânimo. Uma pedra pareceu se alojar no fundo de seu estômago e de repente ele não sentia mais fome.


Hermione apareceu na sala comunal naquele momento, dois livros grossos nos braços.


- Oi, Rony.- ele reparou que as bochechas da amiga tingiram-se de um rosa claro quando ele a olhou, mas ele não estava com bom humor para tentar decifrar o que se passava na cabeça de Hermione.


- Ah, oi...- ele apenas levantou os olhos brevemente para a garota.


Não sabia por que, mas o que havia lido no artigo de Skeeter lhe dava uma sensação incômoda na boca do estômago. Sabia como Hermione e Harry eram amigos, mas ler da forma como estava exposto no jornal, era como receber um banho de água fria.


- Eu estive pensando...- a garota parecia realmente nervosa, suas bochechas ainda estavam coradas.-... não é melhor você conversar com o Harry? Quero dizer, eu sei como você ficou magoado com essa situação toda, mas a amizade de vocês está acima disso, não está?


- Ah, isso eu já não sei.- o garoto a olhou, parecia nervoso.- Mas talvez isso seja uma daquelas coisas que só você sabe e mais ninguém.


- Não entendi.- a garota sentou-se próxima a ele, um olhar desafiador no rosto.


- Você sempre sabe de tudo, não sabe?


Hermione rolou os olhos e respirou fundo.


- Rony, eu só sugeri que você falasse com o Harry, pois eu acho que existem coisas mais importantes do que...


- Mais importantes do que...? Não estou pedindo que você entenda, Hermione.- ele desviou o olhar.- Não precisa ficar aqui falando comigo. Vá atrás do Harry, certamente vocês dois têm muitos assuntos para conversar.


Hermione sentiu-se confusa, ofendida. O garoto falava friamente com ela.


- Rony... do que você está falando? Eu vim até aqui falar com você e...


- Não precisa ter pena.- ele olhou fundo nos olhos dela, e ela pôde enxergar a raiva lampejar no olhar do ruivo.- Pode ir ficar com o Harry. Certamente ele é melhor companhia do que eu...


Rony levantou-se com um salto e jogou o jornal que estivera segurando com violência no sofá. Hermione ficou observando, boquiaberta, o amigo distanciar-se dela com passos rápidos, saindo pelo buraco do retrato.


Ela olhou o jornal que o amigo acabara de jogar ao seu lado e sentiu seu ânimo despencar. Aquele artigo de novo não.Já agüentara piadas o suficiente sobre aquilo. Suspirou e permaneceu sentada, olhando para o nada, enquanto mais e mais pessoas saiam em direção ao Salão Principal para jantar.


Ela sabia que a partir daquele momento teria que se dividir cada vez mais entre os dois amigos e Rony estava visivelmente muito magoado com Harry, todas aquelas palavras de auto-depreciação fizeram Hermione sentir que Rony precisava dela tanto quanto de Harry, ambos tinham seus problemas e ela não deixaria nenhum dos dois desamparados.


(...)


Hermione sabia que Harry não gostava realmente de acompanhá-la a biblioteca, mas aquilo era um hábito que ela jamais conseguiria abandonar.


Krum já se tornara um visitante constante das estantes empoeiradas da biblioteca de Hogwarts e Hermione já começava a sentir certa irritação no hábito do garoto: após ele, sempre aparecia um pequeno fã clube que era capaz de tirá-la do sério. Risadinhas constantes e cada vez mais altas enchiam o lugar toda vez que Krum estava lá.


- Ele nem ao menos é bonito! Elas só gostam dele porque é famoso! Não olhariam duas vezes se ele não fosse capaz de fazer aquele tal de Fingimento Wonky...


- Finta de Wronski.- a voz de Harry parecia impaciente, mas ela não desviou os olhos de Krum.


O garoto a encarou de volta e logo desviou o olhar para Harry. Permaneceu olhando o garoto durante alguns instantes e após isso, saiu da biblioteca arrastado os pés, as costas levemente curvadas.


(...)


Hermione não podia negar o fato de que a primeira tarefa do torneio se aproximava com uma velocidade acima do normal, mas naquele momento achava que Rony também precisava de sua companhia. Odiava ver os amigos sem se falar, mas sentia que Rony realmente sofria com isso: ainda não aceitara o fato de Harry ser campeão da escola.


- Final de semana em Hosgmeade, anime-se Rony!- a voz de Dino tirou Hermione de seus pensamentos.


- Hum, certo.- ele olhou despreocupadamente para Hermione.- Você vai?


- Ah, sim...- a garota sentiu o rosto corar.


- Estou realmente precisando de uma cerveja amanteigada.- Rony riu e Hermione o imitou, fazia tempo que não via o humor do amigo melhorar.


- Ah, estou pensando em ir um pouco mais tarde.- Hermione já ia se levantando, uma idéia surgindo em sua cabeça.- Encontro com você no Três Vassouras?


Rony a mirou, aturdido.


- Tudo bem.


Mas antes de se afastar, Hermione pôde perceber que o amigo franzia a testa, observando ela se afastar do grupo de garotos.


(...)


-... certamente vai lhe fazer bem sair um pouco do castelo.


- Mas e o Rony? Você não quer ir com ele?


Hermione não soube dizer se sentiu o rosto corar porque seu plano estava prestes a ser descoberto ou se fora pelo fato de Harry falar com tamanha naturalidade aquilo: o amigo desconfiara que ela gostaria de ir com Rony. O jeito que ele falara, a deixara sem jeito.


- Ah... bem... Pensei que a gente podia se encontrar com ele no Três Vassouras...


- Não.- a voz de Harry lhe dizia claramente que não haveria discussão.


- Ah, Harry, isso é tão bobo...


Harry continou firme em sua decisão e só aceitou ir ao passeio vestindo a capa da invisibilidade.


Quando Harry aceitou sua sugestão de tomar uma cerveja amanteigada no Três Vassouras, a amiga alegando que ele não precisava falar com Rony, Hermione sentiu uma pontada de decepção quando não visualizou nenhum cabelo ruivo sentado nas mesas do bar.


Mal sabia ela que Rony ficara longos minutos sentado lá, mirando furtivamente a porta, alheio as conversas de Simas e Dino. Mas Hermione não aparecia e ele não ficaria esperando. Xingando-se mentalmente, ele se levantou e sugeriu aos amigos que saíssem do bar, sua cabeça repleta de pensamentos em que Harry e Hermione passeavam por Hogsmeade sozinhos, a caminhada pontuada de sorrisos e longas conversas. Desejou que não tivesse pensando aquilo, pois a raiva caminhou ao lado dele até o momento em que alcançou os portões de Hogwarts e migrou para a sala comunal.


Subiu ao dormitório, ainda irritado, não querendo falar com ninguém. Mirou seus cabelos despenteados pelo vento e passou um minuto inteiro olhando seu reflexo. Uma vozinha chata no fundo de sua cabeça falava.


"O que você esperava de diferente? Seu reflexo não mudaria da noite para o dia. Você nada mais é do que o amigo pobre de Harry Potter, apenas mais um Weasley para completar a coleção."


(...)


- Hermione Granger-


Encontraram o amigo sentado próximo à janela, as mãos cruzadas sobre o peito, fitando o jardim. Não parecera perceber que haviam entrado no quarto.


- Olá, Harry.- Hermione arriscou. O amigo a fitou, curioso.


- Ah, olá.


Rony não olhou para o amigo, ainda parecia nervoso. Rapidamente, apanhou um pedaço de pergaminho, pena e tinteiro e voltou para a porta.


- Ah, é claro...- Rony sacudiu a cabeça.- Gina falou que você queria falar com papai? Ele já está em casa.


- Ótimo.- Harry prontamente se levantou.- Vou ir falar com ele.


Rony já virara as costas para sair do quarto, mas Hermione não saíra do lugar.


- Está tudo bem com você, Harry?


- Tudo bem sim. Só quero a opinião do Sr. Weasley.


Hermione arriscou um olhar para Rony, que agora mirava os dois.


- Que opinião?- Rony deu dois passos em direção à Hermione, mirando o amigo.


- Bom...- Harry não parecia a vontade.- Quero a ajuda dele. Estou pensando em alugar um apartamento, sabe. E logo, de preferência. Não posso continuar abusando da hospitalidade da sua família.


Rony ficou incrivelmente vermelho. Instantes antes só estivera pensando no namoro de Harry e sua irmã e em como aquilo era capaz de aborrecê-lo. Porém, perante a preocupação do amigo, aquilo parecia incrivelmente insignificante.


- Você não está abusando da nossa hospitalidade!- Rony caminhara para mais próximo do amigo agora.- Harry, você pode ficar aqui o tempo que precisar... não pense que você está...


- Mas está na hora!- Harry virou as costas para Rony e Hermione. Começou a caminhar pelo quarto, parecendo ansioso.- Não vou nunca mais voltar para a casa dos Dursley, isso nunca passou pela minha cabeça. E não posso continuar aqui! Gina logo estará indo para Hogwarts e por mais que vocês tenham sido maravilhosos para mim, durante todos esses anos, preciso tocar a vida para frente.


Hermione sentia seu coração acelerado, compreendia perfeitamente bem o que o amigo queria dizer. Tudo estava mudando, Harry estava sendo forçado a tomar certas atitudes que talvez ele não tomaria se tivesse os pais vivos. Talvez ele esperaria ter uma estabilidade no primeiro emprego e apenas após isso resolveria morar sozinho.


- Não estou mais nas minhas férias de Hogwarts.- Harry olhou para Rony e sorriu.- A partir de agora, tudo será diferente.


Rony permanecia muito quieto, mirando o amigo.


- Harry, você não precisa...


- Rony, eu quero que você entenda...


- Espere, escute o que tenho para dizer.- Rony parecia extremamente concentrado agora.- Estou pensando em sair de casa também e...


- O que?- a voz de Hermione saiu antes que ela pudesse detê-la.


Rony estendeu a mão em direção a ela para que ela se calasse. A garota franziu a sobrancelha, obviamente ofendida.


- Quero ajudar Jorge com a loja. Acho que no começo será mais difícil para ele.


- Onde você está querendo chegar?- Harry parecia cansado de toda aquela argumentação, jogou-se sentado na cama mais próxima, Rony o imitou.


- Você não precisa sair correndo para alugar um apartamento "no susto", pode procurar com calma. O flat que os gêmeos estavam morando é pequeno, mas...


A voz de Rony pareceu morrer por um instante e Hermione teve certeza que ele tinha lágrimas nos olhos, a voz dele o denunciava quando ele continuou.


-... acredito que seja uma boa idéia. Por uns dias, enquanto você precisar. Eu vou pra lá, com o Jorge.- ele pareceu orgulhoso de si mesmo enquanto falava.


- Ele já sabe disso?- Hermione perguntara, mais para lembrar os garotos que ainda estava ali.


- Não.- Rony a mirou, o rosto confuso.- Mas acredito que não vá se importar.


A garota assentiu e permaneceu calada, fugindo dos olhos de Rony para mirar as próprias mãos.


- Então, o que você me diz?


Por um momento, Hermione achou que Rony fosse acrescentar um "cara" no final da frase, tamanha era a naturalidade com que discutiam a questão. Harry sorria, um brilho nos olhos.


- Não quero incomodar...


- Sei que o flat não é muito grande, mas podemos revezar quem dormirá no sofá.- Rony batia a mão contra a do amigo agora, o cumprimento se perdendo enquanto Hermione bufava irritada.


- OU podem ajeitar um lugar mais adequado para dormir, vocês são bruxos sabem?- a voz de Hermione assumira aquele tom de sabe-tudo, parecia que estavam de volta ao primeiro ano da escola.


Rony estava extremamente vermelho quando olhou para a garota.


- Você sabe perfeitamente bem que não domino feitiços domésticos, Hermione.- era incrível como sua voz mudava quando começava a falar com a garota, falava mais alto do que gostaria.


- Pois deveria começar a aprender. Ou você acha que vai ser tudo fácil a partir do momento que sair da casa dos seus pais?


- Em nenhum momento eu falei que seria fácil eu só...


- Parem, vocês dois!- a voz de Harry saiu mais alta do que planejara, Hermione e Rony se sobressaltaram. Não haviam percebido que Rony agora estava em pé, próximo de Hermione, ambos em posições de defesa, como que prontos para começar uma nova discussão, praticamente da mesma maneira que haviam feito durante todos os anos em Hogwarts. – Eu não acredito que vocês vão começar de novo com essas brigas.


Hermione abaixou os olhos, nitidamente envergonhada. Rony mirou os pergaminhos e a pena que tinha na mão, curvou-se para pegar o tinteiro que deixara na cama, evitando o olhar dos amigos.


- Desculpe...- Hermione não olhava Rony.- Não quis.. quero dizer... acho uma ótima idéia você ajudar seu irmão, você sabe disso.


- Sei...- Rony deu dois passos em direção à ela, olhando para qualquer lugar menos para a garota na sua frente.- Me desculpe, também.


- Você não tem do que se desculpar... eu não deveria...- a voz de Hermione estava mais baixa agora, parecia que não saia de sua boca. Ela sentiu-se corar violentamente, tinha plena consciência que Harry estava ao lado dos dois quando começou a caminhar em direção ao ruivo.


Minutos antes estavam agindo como um casal, começando a trilhar um caminho diferente, onde ambos admitiam o que sentiam. E agora, em apenas minutos, pareciam ter voltado no tempo e brigavam como duas crianças.


- Ah, não.- a voz de Harry sobressaltou Hermione.- Com licença, eu vou atrás do seu pai, Rony. Não quero assistir a cena da Sala Precisa toda de novo, quando Hermione se pendurar no seu pescoço.


Os passos de Harry foram rápidos e logo o garoto estava fora de vista. Bateu a porta a passar, talvez com mais violência do que desejara.


Hermione havia perdido a noção do tempo. Gina certamente estava ajudando a Sra. Weasley na cozinha e ela sentia-se culpada por não estar lá, auxiliando no que pudesse.


Rony ainda tinha seguro em suas mãos o material que necessitavam para escreverem as cartas. Hermione foi até ele e tirou os pergaminhos de suas mãos.


- V-vamos escrever a carta...quero dizer, as cartas... para Luna e Neville.


Ela pegou os pergaminhos, a pena e o tinteiro e foi em direção à pequena mesa do quarto de Rony.


Ele permaneceu parado, Hermione arriscou um olhar para o ruivo. Ele mirava a porta fechada, perdido em seus pensamentos. Hermione voltou sua atenção para a carta que deveria estar escrevendo. Desculpara-se com ele, o que mais poderia fazer? Aparentemente, ele ficara realmente magoado, pois ainda não voltara a falar.


Hermione molhou a pena no tinteiro e descansou ela acima do papel por alguns instantes. Começou a escrever a carta para Neville, mandaria ela primeiro para que desse tempo do amigo se programar, torcendo para que ele e Luna pudessem comparecer. Ela não conseguiu perceber quando nem como, mas sentiu que Rony parara atrás de sua cadeira. Ela mal começara a escrever "Caro Neville", quando sentiu as mãos de Rony pousarem em seus ombros. O último "e" que escrevera terminou com um rabisco indecifrável enquanto ela recuperava-se do susto e tentava se lembrar de onde estava sua varinha para concertar o erro que cometera, pelo simples fato de Rony estar tão próximo dela novamente.


Será que ela não conseguiria se acostumar com o toque do ruivo? Será que toda vez seria tão surpreendente assim? Ela não podia negar que gostava daquela sensação de euforia que passava pelo seu corpo, do arrepio que a tomava. Seu cérebro trabalhou rapidamente, enquanto ela descansava a pena. Levou as duas mãos aos cabelos, ajeitando-os rapidamente, sentindo-se mais envergonhada do que nunca.


- Você me assustou, Rony.- ela levou uma das mãos ao coração, sentindo que batia descompassado.


Levantou-se da cadeira, afastando-se do toque do ruivo que a deixara completamente sem chão. Quando haviam se beijado tão docemente debaixo das árvores do pomar havia sido diferente, havia um clima de romantismo no ar e Hermione sentia-se completamente à vontade de demonstrar seus sentimentos.


O que a deixava tão se graça agora, era que por um momento esquecera de todo o caminham que haviam trilhado até ali, esquecera que já haviam trocado beijos e algumas pequenas declarações de seus sentimentos. Pareceu, por um momento, que eles eram apenas o Rony e Hermione de antes, brigando por algum motivo estúpido. Os olhos dela se perderam na porta que Harry fechara instantes antes e seu estômago afundou, deixando-a completamente nervosa.


Antes que pudesse dar mais um passo, ainda confusa no que estava fazendo, Hermione sentiu Rony se mover em direção a ela. Sentiu a mão dele em seu braço, um arrepio subindo de onde suas peles faziam contato e migrando para todo o seu corpo, que respondia a proximidade do garoto.


Ela sentiu Rony beijar o lado esquerdo do seu rosto, mas manteve-se de costas para ele, ainda tentando controlar sua respiração.


- Onde você vai? Não íamos escrever as cartas?- ele sussurrou, provocando uma nova onda de arrepios.


- S-sim... mas eu consegui rabiscar sem querer o q-que estava escrevendo.


- Hum...- Rony aproximou novamente o rosto, encostando nos cabelos de Hermione.- Você quer que eu escreva?


- N-não precisa.


Ela resolveu se virar, fazendo com que o garoto se afastasse apenas alguns centímetros. O mirou nos olhos, reunindo toda a coragem que pôde. Arrependeu-se no instante seguinte, Rony tinha um brilho diferente no olhar. Ela teve certeza que já havia visto aquele brilho antes, mas teve todos os seus pensamentos arrancados de sua mente, pois no instante seguinte, Rony juntara seus lábios rapidamente, a beijando como nunca fizera antes.


- Ronald Weasley-


Ele mirava as costas de Hermione enquanto a amiga simplesmente começava a escrever as cartas que haviam planejado, parecia alheia aos sentimentos que passavam dentro dele.


Primeiramente ele olhou a porta que Harry fizera questão de fechar, obviamente querendo que os dois amigos se entendessem, os lembrando da empolgação do beijo que haviam trocado na Sala Precisa. Rony também não queria ter começado aquela discussão boba, e agora sentia-se aliviado ao percebera que ela terminara antes mesmo de começar. Sabia que o objetivo de Hermione era apenas ajudá-lo, mas a amiga ainda não era cem por cento eficiente em largar de mão a mania de querer os ensinar tudo.


Ele observou Hermione, e antes que pudesse pensar em algo mais inteligente para fazer, fez o que seu coração mandou. Quantas vezes havia a observado estudar, fazer os deveres da escola, ou ler um livro apenas para se distrair? E quantas vezes ele havia negado para si mesmo que sua vontade era ir até ela e fazer o que estava prestes a fazer?


Colocou as duas mãos, uma de cada lado, alcançando os ombros de Hermione. Tentou ser o mais delicado que pôde, mas percebeu que a garota deixara a pena escorregar erroneamente pelo pergaminho. Sorriu, gostava de observar as reações que causava nela.


- Você me assustou, Rony.- a garota passava as mãos pelos cabelos fofos, nervosa. Ele lutou contra a vontade de puxá-la para si, naquele instante, para que pudesse beijá-la enquanto saborearia o perfume que vinha de seus cabelos. Aproveitou para observar o que causava nela, o passo seguinte à aceitação de que ele sentia-se extremamente alterado pela garota, era poder ver o rosto dela corar enquanto ele se aproximava, poder sentir a forma que ela correspondia aos seus beijos.


Perdido em seus pensamentos, quase não percebeu quando a amiga se levantou, distanciando-se dele, a mão dela posicionada como que avaliando os próprios batimentos cardíacos.


Não pensou duas vezes. Ele sabia o que queria, não podia ficar nem mais um minuto longe dela. Queria aproveitar cada segundo ao lado de Hermione, queria poder recuperar todo o tempo que haviam perdido. Ele rapidamente terminou com a distância que se formara entre eles, aproveitando-se de um momento de distração da garota, que permaneceu parada. ncia que se formara entre eles, aproveitando-se de um momento de distraçr todo o tempo que haviam roximava, poder seSegurou seu braço, impedindo que ela pudesse se afastar novamente.


Ele respirou fundo, controlando o nervosismo que se espalhava em seu corpo toda vez que precisava tomar a iniciativa. Mas o que podia fazer? Hermione já fizera muito. Ela havia o beijado primeiramente, e além do mais, em diversas situações que haviam passado ela que fazia questão de estar sempre um passo a frente, provando para ele que ela já deixara de se enganar há muito tempo, assumindo o que sentia por ele. Beijou seu rosto delicadamente.


- Onde você vai? Não íamos escrever as cartas?- ele sussurrou, falando qualquer coisa, apenas para fazer com que a atenção dela se focasse nele.


- S-sim... mas eu consegui rabiscar sem querer o q-que estava escrevendo.


Seu coração parecia estar no dobro do tamanho real. A voz dela alterada, quase um sussurro. Ele teve que conter todo o seu corpo para manter a calma.


- Hum...- deliciou-se com o barulho da expiração alterada da garota no momento que ele descansou o rosto em seus cabelos..- Você quer que eu escreva?


- N-não precisa.


Ela se virou, ele se preparou para a onda que ocorreria em seu corpo no momento que seus olhos se encontrassem. Sustentou o olhar da garota, mas não pôde se conter. Seu corpo inteiro pareceu tremer. Os olhos castanhos dela o olhando com surpresa, a respiração dela descompassada alcançando seu rosto, a proximidade que estavam: tudo implorava para que ele calasse o grito em seus pensamentos, que insistia para que ele quebrasse a distância entre eles.


Ele sabia que não conseguiria se conter no instante em que seus lábios se encontraram. Sentiu a surpresa de Hermione, a garota levou a mão ao peito dele, parecendo querer o manter levemente afastado. Mas ele sentiu que já era tarde. O perfume dela já alcançara suas narinas e no momento que Hermione moveu seus lábios em resposta aos dele e o gosto dela o alcançou, seu corpo agiu sem comando.


Ele sabia que era mais forte do que Hermione, sabia que a mão que ela mantinha em seu peito, ainda assustada demais para tirá-la de lá, não era capaz de mantê-lo longe. A garota pareceu perceber isso, no instante seguinte alcançara seus cabelos.


Sabia que ela estava muito surpresa, ou extremamente nervosa. A outra mão dela tremeu levemente quando a colocou no rosto dele. O toque quente dela pareceu acordar algo dentro dele.


Hermione parecia querer controlar a situação. Enquanto Rony a envolvia fortemente com os braços, ela parecia manter seu corpo o mais imóvel que podia.


Rony não parecia capaz de parar, movia seus lábios cada vez mais rapidamente, esperando uma resposta à altura. Quando finalmente a recebeu e sentiu que Hermione recuperava-se do susto, deixou que a garota assumisse o controle por alguns minutos.


Hermione jogou o peso de seu corpo para cima do ruivo, não se importando com o fato de que o equilíbrio estava sendo perdido. Rony deu dois passos para trás, segurando o corpo da garota fortemente contra o seu.


Rony deslizou a mão pelas costas dela, cada vez mais baixo até alcançar a sua cintura. Parou por um instante, analisando a resposta de Hermione.


A garota ainda o beijava, parecia levemente fora de si agora. Ele lutava para manter o controle e ao mesmo tempo corresponder ao beijo.


Sua mão desceu apenas mais alguns centímetros, aos poucos conhecendo o corpo de Hermione, testando as reações que causava nela.


O momento pareceu congelar, ele sentiu Hermione diminuir a intensidade do beijo apenas por um instante, as bocas ainda uma na outra, confundindo-se naquele beijo que parecia não ter fim. Seu temor de que havia ido longe demais durou apenas um segundo. Um leve som indecifrável escapou dos lábios de Hermione e ele sentiu como se algo dentro dele explodisse: o pouco controle que ainda tinha, perdeu-se completamente. Ele não agia mais movido pelos seus pensamentos, sua mente parecia vazia. Não parecia achar que aquilo era errado, precipitado, que poderia estar assustando a garota.


Hermione não o parava. Surpreendeu-se ao sentir um leve toque percorrer seu pescoço, descer pelo seu peito e parar na sua barriga. Era como se Hermione respondesse à ele, como se quisesse pagar na mesma moeda.


A garota parecia tímida, parecia conter tudo que estava se passando dentro dela. Rony a segurou firme contra seu corpo, ao contrário dela, ele não conseguia mais conter tudo que estava se passando com ele. Quando percebeu, seu corpo estava sobre a garota que havia segurado fortemente ao redor de seu pescoço no trajeto até a cama. Não acreditava que estava fazendo isso. Precisava parar, não podia se descontrolar desse jeito. Hermione significava muito mais para ele, não queria que ela pensasse nada de ruim a respeito dele.


Então por que ela não parava? Por que ela agora deslizava novamente aos mãos pelo corpo dele? Afastou todos os pensamentos de sua mente, sabia que não queria parar de beijá-la. Sabia que no momento que seus lábios se afastassem o momento poderia ser quebrado.


Mas naquele momento, seu corpo inteiro pareceu perceber que estava colado no de Hermione. Ele sentia cada parte do corpo dela embaixo do dele, pressionado fortemente. A respiração dela era rápida. Ele não se importou com que aconteceria, tirou os lábios dos dela e abriu rapidamente os olhos. Ela não abriu os dela, conhecendo Hermione como ele conhecia, sabia que ela não iria querer olhá-lo naquele momento. Será que estava tão envergonhada como ele estava por ter chegado até ali?


Observou o rosto corado dela rapidamente, o peito que se movia rapidamente com o descompasso de sua respiração. Sem pensar duas vezes, alcançou com os lábios a pele nua do pescoço dela. Com cuidado para não assustá-la, beijou delicadamente cada pedaço que pôde, sentindo-se imensamente recompensado por ter tido a idéia, pois agora seu ouvido estava extremamente próximo do rosto da garota, e aquele som indecifrável e contido saía novamente dos lábios dela.


Por um momento ele achou que ela fosse o parar, pois uma de suas mãos parou a viagem que fazia pelo corpo dele e alcançou seus cabelos. Porém, quase no mesmo instante, ele sentiu uma de suas pernas se mover por debaixo de seu corpo, procurando espaço para escapar do aperto: ela prendeu fortemente a cintura dele, puxando-o mais para perto, em um espaço que certamente não existia mais.


Sentiu que devia parar, sentiu que estavam indo rápido demais. A perna de Hermione não moveu-se um milímetro. Sentiu que seu próprio rosto devia estar extremamente vermelho, a proximidade que estavam agora permitira que Hermione soubesse o quanto o estava afetando.


Sua mão pareceu se mover sem comando, enquanto seus lábios silenciavam o barulho da respiração de Hermione com outro beijo, ele alcançou a coxa dela que o envolvia. Era a primeira vez que a tocava daquele jeito, sentiu a agonia de seu corpo implorar para que não parasse, no momento em que toda a pele da garota se arrepiou ao seu toque.


A mão de Hermione pareceu mais forte do que deveria quando alcançou seu braço, rapidamente moveu-se para suas costas em um aperto quase violento. Ela não demorou muito para abandonar a tentativa e levou a mão para debaixo da camiseta que Rony vestia, alcançando a pele nua de suas costas.


Com uma respiração profunda e uma força que pareceu maior do que os dois Hermione afastou seus rostos e abriu os olhos, Rony a fitou de volta. Os dois estavam muito vermelhos, as respirações em sincronia, a posição em que se encontravam obviamente os deixando constrangidos.


- Hermione Granger-


Onde estava com a cabeça? Por que deixara a situação chegar aonde chegara? Nunca achou que se descontrolaria daquele jeito.


Sentia a necessidade de aproximar seus corpos cada vez mais e mais, quando percebeu, sua perna estava enlaçada em Rony, fazendo com que não houvesse jeito de se separarem.


Mas ela não era assim. Nunca imaginou que isso aconteceria de um modo tão natural? Acontecia apenas como se seus corpos respondessem um ao outro, e ela fazia apenas o que seu instinto mandava. Sabia que Rony tinha domínio da situação, ela sentia-se como uma idiota inexperiente, mas adorava ver o que estava causando no ruivo.


Suas mãos mexiam-se rapidamente, ansiando para conhecer cada parte do corpo de Rony. Adorava as formas que ele havia assumido depois que começara a jogar quadribol. Seu peito era forte e definido, assim como os braços e os contornos da barriga. Lentamente conforme ela sentia que podia, ela passeava a mão pelo corpo dele.


Mas não podia deixar aquilo ir mais além. Não podia. Não sabia porque, mas sentia que não devia ser assim. Não era a hora. Estava sendo tudo muito perfeito, após todos aqueles anos ela queria que tudo fosse do jeito que era para ser. Não queria passar a idéia errada para Rony, não queria que ele pensasse que ela já havia feito algo com outra pessoa.


Não podia fugir do calor que emanava de seu corpo quando estava assim tão próximo dele, não pôde conter todas as sensações que se apoderaram dela no momento em que ele lhe beijou o pescoço e passou a mão por sua coxa.


Teve que reunir toda a força que pôde para afastar seu rosto do dele e o encarar nos olhos. Será que teria como parar aquele momento?


Seu estômago revirou quando Rony a olhou nos olhos, era tão maravilhoso ver que ele estava tão alterado como ela. A pressão do corpo dele contra o dela era mais do que o suficiente para que ela soubesse o que estava ocasionando no ruivo, mas o olhar dele era mais significativo do que tudo.


- Mione...- ele não tinha fôlego. Ela sentiu-se extremamente entorpecida ao ouvir a voz dele. Estavam tão próximos que ela sentia a vibração no peito dele enquanto ele falava.- D-desculpe e-eu..


- Ron...- ela tentou falar mas o garoto ainda parecia assustado.- Ron...


Não conseguia falar mais alto do que aquilo. Levou uma das mãos ao rosto dele, enquanto soltava um pouco a perna que ainda o envolvia para que Rony pudesse se ajeitar. Sabia que o garoto deveria estar muito constrangido com o fato de demonstrar tudo que estava acontecendo com ele.


- E-eu não deveria...eu só...- ele moveu-se lentamente, deitando de lado ao lado dela. Ela moveu-se lentamente para continuar abraçada a ela, querendo demonstrar que não havia ficado ofendida com nada.


- Tudo bem...- ela falou baixinho, uma das mãos no peito dele que ainda subia e descia rapidamente.- N-não foi v-você... v-você não fez nada sozinho...


- Mas eu...


- Eu não parei você...- ela olhou para baixo, evitando o olhar dele.- Se aconteceu o que aconteceu foi porque nós dois...


- Eu sei...- ele parecia mais calmo, sua mão deslizou pelos cabelos de Hermione.- Desculpa, Mione eu juro que tentei mas... perdi o controle... você.. você...


Ela permaneceu em silêncio, ele colou a testa na dela, fechando os olhos.


- Você me fez perder completamente o controle.


Um arrepio perpassou o corpo dela e ela não pôde conter uma risada baixa.


- Desculpe...- beijou delicadamente os lábios dele e seu rosto, e arriscou um leve beijo no pescoço do ruivo, para que ele sentisse o que ela havia sentido. – Eu também perdi o controle...


Quando o mirou novamente, ele tinha os olhos fechados.


As mãos dele acariciavam os cabelos dela, os dedos entrelaçados se perdendo nas mechas.


- Sei...- ele falou irônico. Seu rosto ficou novamente muito vermelho.


Beijou seus lábios delicadamente e o puxou para que se sentassem na cama, podendo recuperar o fôlego.


Hermione mirou a porta fechada, sentindo um medo só de pensar no que aconteceria se alguém entrasse momentos antes.


Rony suspirou, passou a mão pelos próprios cabelos os jogando para trás. Depois, descansou os dois cotovelos nos joelhos e apoiou a cabeça nas mãos. Enquanto não encarava Hermione, parecia mais seguro para falar.


- Não quer que pense que não respeito você.- a voz dele parecia mais firme. Hermione sabia que ele precisava fugir do olhar dela para ter coragem de falar tudo que queria.


- Eu não penso isso, Rony...- ela passou a mão pelos cabelos dele.


Ele levantou a cabeça e a fitou, ela sorriu para ele. Ele esboçou um sorriso.


Os dois estavam mais calmos agora. Hermione passou a mão pela própria roupa, querendo que ela voltasse ao lugar. Ela sabia que não precisava dizer nada, esperava que ele entendesse tudo que ela sentia.


- Você sabe... o quanto é importante para mim... não sabe?- a voz dele era rouca e baixa.


Ela aproximou o rosto do dele sorrindo.


- Sei.


Roçou os lábios levemente nos dele. A mão de Rony já estava novamente em sua nuca.


- Não sei se devo mesmo me desculpar.- o tom irônico voltava a voz do ruivo.- Você me provoca...


- Eu não quero que você se desculpe...- ela mordeu levemente o lábio inferior dele.


Ele a mirou, Hermione pareceu enxergar novamente aquele brilho no olhar dele.


- Hermione...- ele tinha um sorriso torto nos lábios.


Ela aproximou rapidamente a boca do ouvido do ruivo.


- Se eu desculpasse você, você entenderia como algo negativo e certamente não repetiria o que fez não é?- ele descansou uma das mãos na coxa da garota, que não o afastou.- Normalmente é assim que funciona quando alguém pede desculpas...


Ele segurou o rosto dela para que se encarassem. Ela registrou aquele olhar para que nunca mais esquecesse.


Mas precisava os tirar daquele situação. Sentia-se extremamente envergonhada com o que acabara de dizer, mas sabia que era preciso. Rony precisava saber como ela se sentia, precisava entender que não fizera nada de errado. Ele parecia ainda sem palavras.


- Hermione...


- Vamos, Ron...- ela levantou-se rapidamente. Por um momento achou que não conseguiria ficar em pé, suas pernas ainda tremiam.- Precisamos mandar aquelas cartas logo, ou o Harry não terá todos os seus convidados presentes.


- Ah, sim...- Rony mirou os próprios pés.- Claro.


Rony permaneceu sentado, ainda extremamente envergonhado, ela virou-se de costas para ele, dando um momento para que ele "voltasse ao normal".


Antes de esperar um movimento por parte do ruivo ela voltou para a mesa que deixara a carta, registrando mentalmente que deveria ajeitar com algum feitiço o rabisco feito acidentalmente na carta que mandaria à Neville, assim que seu cérebro fosse capaz de lembrá-la onde ela havia deixado sua varinha.


Flashback


O plano para que Harry pudesse sair para ver Hagrid, que pedira para o garoto encontrá-lo, deveria começar com Hermione dizendo a senha à mulher gorda para que Harry pudesse sair da sala comunal sem ser visto.


Para que isso funcionasse, Hermione ficou na biblioteca até tarde da noite. Não haviam mais alunos ali apenas ela e Krum, que insistia em retirar sempre um livro diferente das prateleiras.


"Pelo menos o fã clube barulhento não está aqui hoje...".


- Com licença...- uma voz com um estranho sotaque fez ela levantar os olhos.- Possa mã sentar?


Ela não achou que seria simpático rir na cara de Vítor Krum devido ao seu sotaque estranho. Não entendeu porque o garoto pretendia dividir a mesa da biblioteca com ela, sendo que todas as outras estavam vazias.


- Claro.


Krum parecia mais desajeitado do que uma pessoa normal. Sentou-se e a mirou com vívido interesse.


- Você vãm bastãnt a biblioteca.


- Ah, sim- Hermione desviou o olhar dele.- Leitura é uma maneira de estudar sem cansar, para mim pelo menos.


Ela se perdeu em pensamentos, lembrando de quando Rony ou Harry a ironizavam por ler tanto. Para eles, certamente, ler apenas causaria sono.


- Meu nome é Vítor. Vítor Krum.- ele falou com uma voz segura, parecendo esquecer que puxara o assunto da biblioteca.


- Ah, eu sei quem você é. – Hermione sorriu para ele. Mesmo que não gostasse de quadribol, não tinha porque tratar o garoto mal.


- Hum...- o garoto sorriu para ela. Ele não era bonito, mas Hermione gostou do modo como ele parecia querer cultivar uma conversa com alguém de outro país.- E você... qual seu nomii?


- Hermione.- ela sorriu sem graça, sabia que se o garoto não conseguia nem pronunciar a palavra "nome", certamente não conseguiria pronunciar o seu.


- Bonite nomii.- ele não se arriscou a repetir o nome da garota.


Hermione sorriu de volta e mirou o relógio em seu próprio pulso. Estava na hora de ir até o quadro da mulher gorda para abrir a passagem, assim Harry conseguiria encontrar Hagrid.


- Ah, desculpe V-Vítor.- ela fez uma careta.- Ah, tudo bem se lhe chamar assim não é? É que tenho que ir...já é tarde sabe...


- Sim...- o garoto prontamente se levantou, Hermione se perguntando porquê ele ficara até agora ali, se não estava lendo mais nada e certamente não iria retirar nenhum livro.- Nos vemãs outra horra...


- Claro. Até mais!- Hermione sorriu timidamente para o garoto, não estava acostumada a ser observada daquela forma. Caminhou rapidamente em direção à torre da Grifinória, um sorriso bobo nos lábios.


Por que estava se sentindo assim? Levemente eufórica? Será que se devia ao fato de achar que o garoto havia ficado até aquele horário apenas para conversar com ela? Ela sacudiu a cabeça e levou a mão à testa.


"Você não sabe porque ele ainda estava lá... poderia estar apenas matando o tempo antes de voltar para aquele navio sombrio da Durmstrang."


Mas manteve o sorriso no rosto, sentindo-se estranha. Será que era assim que suas colegas de quaro se sentiam quando achavam que um garoto as estava admirando? Será que Vítor Krum estava a admirando? Será que havia realmente reparado nela?


"Bom, já que mais ninguém repara não há mal nenhum se ele reparar."


Reprimiu tal pensamento sabendo exatamente quem ela gostaria que a olhasse daquela maneira, tão interessado em apenas trocar algumas palavras.


Disse a senha à mulher gorda e escutou um "Obrigado" quando Harry, invisível, passava por ela.


Sentou-se em umas das poltronas da sala comunal absorta em pensamentos, mal sabendo que a pequena conversa que tivera com Krum a levaria a um futuro cheio de brigas com verdades sendo jogadas na cara, travadas com a pessoa que insistia em aparecer durante todos os instantes em sua cabeça.


"Ron..."


Como sempre seu pensamento voltava ao ruivo, ela balançou a cabeça enquanto uma imagem vívida se formava em seu pensamento. Rony sentado com ela na mesa da biblioteca, conversando com ela enquanto ela terminava alguma pesquisa em um livro. Na sua imaginação, Rony não xingava ela por estar demorando ou por estar até tarde na biblioteca. Parado, ao seu lado, apenas por ser ela quem estava lá.

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