FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

89. ENTREOLHARES


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPITULO 89 – ENTREOLHARES


 


 


 


 


 


 


 


Duas semanas e meia depois, Rony ainda se surpreendia em quantas mudanças haviam ocorrido em Hermione desde que descobrira a própria gravidez.


Dócil, ela se esforçava ao máximo para manter-se serena e calma.  Para ajudá-la nessa árdua tarefa, ele mantinha-se afastado, sem forçar intimidade.


Juanita costurara dois vestidos novos e ela vestia um deles, de um tom de verde muito claro e alegre. Ele tinha uma delicada faixa na cintura, para ser amarrado enquanto estivesse magra, e poder ser usado solto quando engordasse.


 Por enquanto, ela tinha apenas um leve inchaço, mas não poderia afirmar, pois não a via nua há vários dias.


Nesse momento, no finzinho da tarde, ela estava arrumando a cozinha enquanto Gina lamuriava pelos cantos. Reclamava a falta de Harry. Reclamava dos enjôos que foram embora muito cedo e sua regra mensal que viera surpreende-la. Reclamava da índia Aporah que lhe dissera que não carregava um filho. Reclamava do mundo enquanto Hermione sorria.


Corada, animada e feliz, era claro para qualquer um que brilhava.


Observando-a a distância, esperou que Juanita saísse para os fundos da casa para alimentar as galinhas para se aproximar. Infelizmente seu intento foi barrado pela chegada do conde. Ele estivera na cidade e parecia muito nervoso.


Depois de convidá-lo a uma conversa particular, Rony fechou a porta do escritório e ele andou nervosamente pelo quarto.


-Tenho algo a contar – ele secou o suor da testa, nervoso – Teria contado ao chegar, mas  a felicidade de ver minha filha superou minha coragem. E depois, vê-la tão frágil e grávida, minou minha capacidade de contar. – parou e olhou para Rony seriamente – agora, sou obrigado a contar à verdade que escondi. E preciso que me ajude.


-Que verdade?


-Estive viajando, isso é verdade, mas não foi  a única razão que me impediu de receber a carta de Madeleine. – dor e arrependimento estavam visíveis em seu olhar – Minha mulher recebeu a carta em minha ausência e fez uso dela. Quando regressei há poucos meses, soube que havia contratado dois matadores para achar e assassinar Hermione. Claro, não assume, mesmo assim, soube da verdade através de um empregado de confiança. Viajei imediatamente para cá, mas cheguei tarde. Acreditei que fosse Ann a minha filha morta, até saber da verdade. Mas, outra coisa me preocupava. Eram dois assassinos, e um deles, está morto. O outro, não há sinal. Algumas pessoas dizem que desapareceu. Outras, que foi morto. O fato, é que mantive minha mulher sobre vigilância. Praticamente presa em nossa casa, até decidir o que fazer com ela, mas para minha desgraça ela escapou.


-Como sabe disso? – Rony estava pálido.


-Ela mesma me enviou um bilhete, enquanto estava na cidade. Esta hospedada aqui mesmo. Nega veemente a autoria dos crimes.  A proibi de vir até aqui, mas não sei até onde vai sua audácia!


-Porque ela tentaria matar Hermione?  -ele perguntou desconfiado.


-Meu casamento sempre foi apenas uma conveniência social, nunca houve amor entre nós. Michelle era viúva e estava em dificuldades, sempre foi uma linda mulher. Pareceu satisfeita em casar-se com um nobre, mesmo que não passássemos muito tempo juntos. Ela nunca me deu um filho e Hermione é minha única herdeira. Michelle não se arriscaria a perder minha fortuna. Vejo isso claramente agora. Infelizmente, não via antes!


-Está dizendo que a mandante dos assassinatos está na cidade? E virá até aqui? – ele estava muito pálido agora – Tem idéia do que passara com Hermione quando souber?


-Porque acha que estou desesperado? Guardar sua segurança física é minha maior preocupação! Não pensei ao vir. Não pensei que minha mulher pudesse ser louca a esse ponto!


-Esse assunto não pode sair daqui – ele disse ansioso, a palidez sendo substituída pela raiva – se essa mulher tiver coragem de vir até minha casa, eu a expulsarei. Não permitirei que cause mais dor e sofrimento a Hermione!


-Meu medo, é que sua intenção seja terminar o que começou – o  conde sentou-se pesadamente, aturdido – É claro que reconhecerei Hermione como filha, e estou em cargas de me separar de Michelle. Ela ficará sem um centavo.


-Se ela cometeu esses crimes, seu lugar é na cadeia! – Rony disse revoltado.


-Como provar? Meu empregado de confiança está morto, foi assassinado. Minha única esperança é encontrar o comparsa que fugiu.


-Talvez não seja tão simples assim. Há poucas semanas um homem atacou Hermione e meu capataz o matou. Enterramos no mato, para não chamar atenção. Pelo interesse dele em Hermione, talvez, fosse o comparsa do assassino que Hermione matou.


-Sendo assim, não há provas. – ele levantou-se novamente.


-E o que fará? Não permitirei que essa assassina se aproxime de Hermione!


-Não há nada que possa fazer, além de tirar-lhe o dinheiro que usufrui. Posso conseguir que Michelle seja enviada a um convento ou hospício, onde de verdade, é seu lugar. Mas primeiro, necessito voltar a Londres. Levá-la-ei comigo, não se preocupe. Não fará mais mal a Hermione.


-Não contarei a ela sobe isso. Deve prometer, conde, que ela não saberá. – pediu, achando que uma revelação dessas logo quando começava a ser feliz, seria terrível demais para Hermione suportar.


-Darei minha vida para que ela não seja ferida novamente – o conde disse desolado.


A conversa foi interrompida, pela porta sendo aberta. Hermione entrou e pareceu surpresa em encontrá-los ali dentro, conversando.


-Aconteceu alguma coisa? – perguntou mansamente.


-Não – o  conde apressou-se a dizer, levantando e tocando a filha com uma liberdade que Hermione consentia desde que baixara a guarda diante dele e de Rony. Seu carinho em seu rosto tornou-se triste ao dizer – Preciso voltar a Londres, não posso me ausentar mais, por causa dos negócios. Mas volto, e creio definitivamente, para viver próximo a você, minha filha.


Surpresa por saber que iria embora, e principalmente por desejar ficar perto, ela sorriu agradecida.


-Quando partirá? – perguntou sem saber por que exatamente estava triste.


-Em dois dias. – notando a mudança em seu olhar, ele sorriu – não se aflija. Volto antes que tenha tempo de por ao mundo meu neto – ele garantiu.


-Tem seus negócios, deve ir se é necessário – ela garantiu, escondendo o desagrado e a emoção.


Era  o mais perto de uma demonstração de afeto explicito que teria.


-Preciso preparar a viagem. Devo voltar amanhã cedo, para me despedir – ele avisou antes de sair para fazer as malas.


Não contou a Rony, mas voltaria à cidade, junto a seus mais bem treinados homens de confiança e levaria Michelle com ele para Londres, para dar cabo de sua existência. Um hospício seria o ideal, mas deixaria ordens de fazerem o que fosse necessário para que ela nunca mais voltasse a ser um risco para sua filha.


-Algo aconteceu e não querem me contar – ela disse tão logo a porta se fechou atrás do conde – Algo ruim com Harry? Algo que Gina não pode saber?


-Definitivamente não – ele negou veemente. – São negócios que a aborreceriam.


-Mente para mim –constatou, respirando fundo.


-Omito. – ele confessou – Não é o suficiente saber que é não bom que saiba nesse momento?


-Não, não é – respirou fundo novamente.


Vinha se esforçando duramente para mudar seu comportamento e não dar tanta importância a insignificâncias. Ela mesma mentira sobre Gina e Harry. Ter segredos é algo natural e até sadio.


-Hoje acabou o prazo de espera – ele disse mudando de assunto. – Lembra-se? Não precisamos mais esperar para fazermos amor...


-E quem lhe disse que faremos...isso? – ela desconversou.


-Você disse que queria o bebê e um marido! – argumentou.


-Estou grávida, e estou me cuidando. Não farei essas coisas, podem fazer mal – foi sincera.


-Juanita não lhe falou sobre isso? – havia um tom de desamparo em sua voz – Sobre essas coisas de mulher?


-Sim, ela falou. – contou calmamente, apanhando um livro na estante – Relações não fazem mal...mas não quero correr riscos desnecessários, afinal, já fiz isso demais durante muito tempo sem saber!


Era uma acusação.


-Entendo  - disse de má vontade sem poder argumentar. Ela tinha razão em puni-lo por ter feito segredo.


Não sabia que suas razoes era mais profundas. Tinha medo. Em seu interior, sentia como tendo confessado seus sentimentos. Então, deixar que ele lhe fizesse amor era tão intimo e profano, que causava arrepios em sua pele.


Os dois ficaram frente a frente desconfortáveis.


Era sempre assim nos longos dias que viviam. Ele estava começando a retomar as atividades do dia a dia, do trabalho da fazenda, mas ainda passava algum tempo de resguardo por causa da dor. Mantinham-se num acordo mudo, onde não poderiam avançar a linha invisível que ambos criaram em volta de si próprios.


Rony mantinha distância para não subjugá-la pelo próprio desejo, pois  não confiava em si mesmo no quesito Hermione. Tinha receio de lhe fazer amor muito selvagemente e causar-lhe dano.


E Hermione impunha distancia por motivos muito parecidos, agravados pelo medo de se entregar totalmente. Estava com um pé do outro lado da linha, e quando a cruzasse não teria volta, seria sua  mulher para sempre. Com ou sem casamento. Com ou sem amor, ela estaria em suas mãos e nem sequer se importaria com as conseqüências!


-Quer ler um pouco antes do jantar? – era uma oferta de paz, e ele concordou.


Os dois deixaram  a saleta, e sentaram-se na sala, muito próximos. A voz macia o hipnotizava suavemente, como se um veneno muito potente estivesse em suas cordas vocais.  A maneira como a olhava, devorando seus traços, o pescoço esguio para uma mulher tão pequena, os braços fortes e finos, o colo delicado e os seios que se pronunciavam ali...


-Desse jeito não posso ler – ela avisou, ao parar e olhá-lo com acusação.


-Não posso evitar.


Hermione revirou os olhos, decidida a não se irritar.


-É louvável o esforço que faz para não se importar  -ele continuou atiçando-a.


-Pois não sabe o quanto me custa não arrancar seu olhos – ela revidou, virando uma página do livro.


-Sei apenas o quanto me custa, não arrancar as suas roupas – ele continuou naquele tom sedutor que a tirava do serio.


-É desse modo que espera que eu não fique nervosa e grite? – fechou o livro desafiando-o.


-Sinto falta dos seus gritos – sorriu.


Era impossível saber se ele se referia realmente aos gritos de ódio, ou aos de prazer. Ela suportou seu olhar  malicioso, decidida a não se deixar vencer.


Para o seu bem, ou não, eles foram interrompidos pelo conde, que descia a escada de malas prontas. Não tinha muita coisa consigo.


Hermione levantou-se triste, mas sem saber como demonstrar.


-Não será uma viagem longa, garanto – ele disse olhando para ela, com tanta ternura que lhe doeu o coração –Seja uma esposa comportada e continue se cuidando, Hermione. Volto em poucas semanas. Sentirei imensamente sua falta. Sentirá a minha?


-Acho que sim – não foi muito enfática, mas seus olhos diziam tudo que o conde precisava saber.


-Entendo plenamente o que Madeleine disse na carta, quando referiu-se a você como sendo seu  coração – ele disse contendo a vontade de abraçá-la, para não ofende-la – Agora, é o meu coração também, e não posso esquecer a felicidade que traz a minha vida.


-Eu...- ela se afastou um passo, encontrando Rony olho atrás de si. Ele sustentou seu corpo, um braço possessivo em sua cintura, impedindo-a de fugir de algo que lhe fazia  bem.-...espero que tenha uma boa viagem.


-Espero o mesmo, e principalmente voltar o mais rápido possível.


Edgar se aproximou, falando mais baixo, e piscando, numa singela brincadeira, que Rony riu alto ao ouvir:


-Tem certeza que não quer vir comigo, Hermione?


Ela sorriu e acenou enquanto ele saia da casa.


Rony acompanhou-o até a carruagem e pela porta aberta, ela observou os dois conversarem em cochichos. Contou até dez para sufocar a vontade insana de obrigá-los a contarem o que escondiam dela.


E precisou contar até vinte para sufocar a vontade de gritar com Rony por deixar seu pai ir embora. Ele vivia dizendo que faria tudo para vê-la feliz, mas não tentara convencer o conde a ficar.


Não havia notado o quanto se importava com o conde, até sentir as lágrimas no rosto. Aquele homem era diferente dos outros. Era um debochado, como Rony. Piadista, austero apenas em momentos sérios, e muito fácil de se apaixonar.


Apoiada no batente da porta, ela limpou as lágrimas, antes que Rony visse. Ele era capaz de ter um chilique se a visse chorando.


-Não consigo parar de chorar, o tempo todo – ela reclamou baixinho, quando notou que Gina se aproximava.


-Quer que eu faça alguma coisa?  Um chá? Um doce? É só pedir!


Desde que suas suspeitas por uma gravidez, haviam sido frustradas, Gina vinha se dedicando a gravidez de Hermione com carinho esmerado. A ponto de quase irritá-la.


-Quero ir para a cidade, e me despedir como deveria ter feito – ela confidenciou, num dos raros momentos de fraqueza.


-Hermione, eu sinto tanto que seu pai tenha que partir justamente agora que se conheceram! Tenho certeza que é algo muito importante ou ele não a deixaria!


-Será? – não pode evitar perguntar, os olhos cheios de lágrimas.


 -Porque duvida? – ela sorriu, puxando-a pela mão em direção a cozinha onde o jantar estava na mesa esperando.


Na varanda, Rony esperou que as duas entrassem antes de entrar. Ouvira o singelo pedido de Hermione, aquele que jamais confessaria em voz alta, e muito menos para ele.


Não poderia deixá-la sofrendo. Não mesmo!


 


 


 


 


Hermione terminou seu banho e se secou, antes de vestir-se. Sentia falta das tentativas de sedução de Rony, mas não podia reclamar, visto que cumpria seu pedido em deixá-la em paz.


Magoada com a partida do conde, movia-se lentamente pelo quarto. Vestiu a calça intima, achando que as fitas nas pernas, próximas aos joelhos estavam apertadas, ela soltou-as e amarrou novamente, mais frouxa.


 Separou a camisola, mas antes de vesti-la observou-se atentamente no espelho. Distraída somente notou que a porta havia se aberto e fechado atrás de Rony, quando entrou.


Silencioso, observou o modo como permaneceu de pé em frente ao espelho. Os cabelos caiam por suas costas, macios e sedosos, tão brilhantes quanto seda, e era capaz de notar essa diferença, pois quando a conhecera, embora fossem madeixas lindas, não eram tão vivas e bem cuidadas.


Hermione olhava no espelho procurando algo. Os seios estavam inegavelmente maiores, mais cheios. Era a prova mais clara de sua gravidez, pois estavam quase duas vezes maiores que o normal. A cintura estava muito fina, mas quando ela virou de lado ele pode ver o inchaço que as roupas escondiam. Uma curva inegável abaixo do umbigo, que desembocava em uma pequena barriguinha. Em outras mulheres que conhecera, seria apenas um dobra de vinho e doces, uma demonstração de saúde, mas em Hermione, era a prova concreta de seu filho crescendo em sua barriga.


Ela tocou sobre a barriga, com uma expressão indecifrável, e ergueu os olhos para o espelho, notando-o. Não tentou se cobrir ou fugir, apenas olhou para trás e disse um pouco desconcertada:


-Há alguns dias ela cresceu...não estava assim...simplesmente, apareceu....


-Está crescendo e aparecerá ainda mais, não precisa ficar assustada. – explicou.


-Juanita diz que vou engordar a partir do quinto mês, que moças magras como eu escondem a gravidez até o quinto mês e depois arredondam. – contou.


-Vamos esperar e ver se acontece – ele se aproximou, tocado por ela não fugir – Eles estão lindos – olhou para seus seios, e ela fez o mesmo.


-Estão pesados – contou, corando um pouco – Juanita me faz beber muito leite...para ela, é como se o bebê fosse nascer amanhã!


-É que ele sugará seu seio. Ela se preocupa que tenha leite para ele.  – mais perto, ficou a sua frente, esticando o braço e passando a mão suavemente sobre um seio – Pensa em como será um filho em seus braços?


-Não – confessou – Não consigo sequer imaginar como será. Você consegue?


-Não – ele sorriu – Descobriremos juntos como será. – era um pressagio.


Ela concordou com uma aceno, mas não se afastou. Deixou-o correr a mão pelo seu ventre, inclusive juntar as duas mãos em volta de sua cintura.


-Está linda. Cada dia, mais linda – ele elogiou, antes de inclinar-se para beijá-la.


-Não – ela impediu, virando o rosto, e impondo distancia entre eles, com as mãos em seu peito – Não quero brigar, já disse. Não me obrigue a fazer isso!


-Hermione – ele reclamou, insistindo em mantê-la em seus braços – Espera um filho meu, não há mais nada que possa usar como desculpa para não ser minha mulher! Então, porque se nega, se eu sei o quanto gosta de fazer amor? O quanto se entrega e goza quando fazemos amor?


-Não diga siso! – afastou-se, quase o empurrando, conseguindo se soltar, pois ele não desejava feri-la. Apressada vestiu a camisola ocultando a nudez – Não farei amor até o bebê nascer. É minha decisão, e não tente mudar!


-Mas o que tem a ver uma coisa com a outra? Está inventando desculpas para fugir de mim! – aumentou a voz, sentindo-se rejeitado. – não fará mal alguma fazermos amor!


-E quem lhe garante isso? – ela retrucou cruzando os braços com petulância.


-Hermione, a gravidez tem sobrevivido até mesmo à agressão que sofreu. Não acha que se fosse perdê-lo, teria sido nesse  momento?


-Acontece, Ronald, que cria sua é como vaso ruim, não quebra! – ela agrediu, com raiva por ele não respeitar seu desejo de proteger e cuidar do bebê.


-Mais uma razão para não me dizer não! – ele quase gritou. Ofendido, sentia vontade de sacudi-la até arrancar-lhe um sim.


-É bem típico de alguém como você! Passa meses escondendo um segredo de mim, escondendo a gravidez, com medo que eu fizesse mal ao bebê. E quando sou eu quem quer ter cuidado, não se importa nem um pouco!


-Ah, então, é esse o problema? Está me punindo por ter ocultado a gravidez!


-Está enganado! Estou tentando preservar minha saúde. A saúde do meu filho! – reclamou.


-Nosso filho! Não vai começar a se referir a ele desse modo, como se fosse apenas seu! Não permitirei que crie nosso filho como um inimigo do próprio pai! – avisou.


-Acha que faria uma coisa dessas? Que seria tão perversa e egoísta a esse ponto?


Havia magoa em sua voz, e ele maneou a cabeça, derrotado. Sentou-se na beira da cama, e estendeu uma das mãos em sua direção em um pedido de trégua. Ela aceitou o contato, apenas para ser trazida a seu colo.


Desconfiada, sentou-se sobe suas pernas, esperando o momento em que ele trairia sua confiança.


-Sinto muito, não deveria tratá-la desse modo. Tem se esforçado para cuidar da gravidez e estou sendo egoísta. Estou assim por causa do desejo. É tudo culpa do desejo que sinto. Estou tenso e frustrado, mas não é sua culpa. É minha culpa desejá-la a esse ponto!


-A mim, ou  a qualquer mulher – duvidou.


-Se assim fosse, não estaria aqui, mas sim em um cabaré. –ele retrucou adorando sentir seu cheiro de flores.


-E por acaso não foi em um cabaré quando me neguei a ser sua mulher? – ela acusou, os braços em volta de seus ombros, e a face apoiada em seu ombro, vergonhosamente traindo sua convicção em afastar-se.


Ele riu baixo, estreitando-a e levantando-se. Ela segurou-se com força em seus ombros, mas Rony a deitou na cama gentilmente, enquanto tirava a roupa para dormir.


-Isso ocorreu pois estava me provocando. Além disso, não nos amávamos ainda. Estava me apaixonando, mas não sabia – contou com naturalidade achando encantador o modo irônico como ela o olhou – Para minha total vergonha, não cumpri minha missão.


-E posso saber por quê? – perguntou corando, pois era obvio o que ele pensava.


Não tinha problemas em satisfazer sua mulher. Mais que uma vez, inclusive.


Ele tirou as calças e as meias, e deitou-se também, cruzando um dos braços atrás da cabeça enquanto olhava para ela com um meio sorriso no rosto.


-Escolhi uma rapariga que era pequena e magrinha, e tinha os cabelos crespos, e longos. Usava um vestido bonito e uma linda flor vermelha no decote do vestido. Eu queria tirar sua roupa bem devagar e aplacar todo o meu fogo naquele corpo tão sucessível. Ela não disse não. para ser franco, ficou bem decepcionada quando disse que ia embora. Acontece, Hermione, que ela tinha cheiro de perfume forte, e o batom era vermelho demais. Eu queria o seu cheiro de água e flor. Seus lábios rosados e sua pele macia. E você não estava lá.


-Mente tão bem que poderia me convencer – ela disse ao fim de sua narrativa e Rony riu.


Era estranho como às vezes achava graça do que os outros consideravam grosseria. Deitada de lado, Hermione cobriu a barriga com uma das mãos, acariciando e sentindo o estranho volume que crescia a revelia do seu esforço. Era a natureza agindo sobre seu intelecto.


A suprema vontade da vida, criando outro ser dentro dela.


-Aposto como ela deve permear seus sonhos, como algo não resolvido – ela disse um pouco rancorosa.


Ele virou a face em sua direção notando seus olhos brilhantes. Era o brilho do ciúme, convertendo sua voz e seu olhar em algo mais venenoso e azedo.


-Talvez sim – atiçou desejando do fundo da alma despertar nela sua paixão.


-Vá atrás dela então – retrucou, virando-se para o outro lado – Apague a luz, ou não poderei dormir e descansar!


Ofendida, sua mente pensava. Rony sorriu e apagou a vela, satisfeito em ver Hermione perturbada com ciúmes. Se não tinha seu amor, nem sua paixão, ao menos, tinha seu ciúme.


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: Capitulo surpresa! Será que pegarei algumas leitoras esperançosas por aqui, esperando que eu poste de surpresa? Espero que sim!!!


P.S: próximo no dia 20!!!


P.S: mudei a capa da fic! Notaram? É uma capa intermediária, pois terá outra que marcará a mudança de fase na fic!!!!!


 


Beijos!!!!


 


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.