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6. Verdades


Fic: In Aeternum


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 6- Verdades


Memórias do quarto ano:


(trechos de: Rowling J.K- Harry Potter e o Cálice de Fogo, tradução de Lia Wyler- Rio de Janeiro: Rocco., )


-Hermione Granger-


Hermione tinha diante de si uma xícara de chá que lançava no ar fios de fumaça cada vez mais fracos, mas a garota não estava atenta ao fato de que a bebida começava a esfriar. Seu café da manhã estava quase intacto em cima da mesa, seu estômago parecia não querer trabalhar. Ela não conseguia sentir fome nem mais nada naquele momento. Mesmo que tivesse descido as escadas, logo após Molly Weasley sair do quarto e ela poder se vestir, sentia que parte do seu corpo havia ficado lá em cima, juntamente com o moletom de Rony que ela deixara cuidadosamente dobrado em cima de sua cama arrumada.


Tinha a constante sensação de arrepios lhe percorrendo o corpo, ainda era tão vívido em sua memória tudo que havia acabado de acontecer. O frio na barriga não a abandonava talvez por isso nada que estivesse naquela mesa maravilhosa de café da manhã a chamasse a atenção.


Harry e Gina entraram, naquele momento, pela porta dos fundos. Ambos sorrindo e conversando animadamente. Gina tinha o cabelo levemente bagunçado. Hermione abaixou os olhos para a xícara de chá, não querendo parecer intrometida.


- Oi, Mione...- Gina sorriu para a amiga e se sentou ao lado dela, parecendo levemente ansiosa.


- Bom dia!- a garota respondeu, sorrindo de volta.


Harry se postou as costas de Gina e passou a mão delicadamente pelo cabelo da namorada, fazendo com que voltasse ao lugar.


- Estávamos alimentando as galinhas...- Harry mirou Hermione, mas após anos de convivência com o amigo, ela sabia que os dois deveriam estar em um passeio, no mínimo interessante, pelo jardim da Toca.


Gina não pareceu se importar com o olhar que Hermione lhe dirigia, suas bochechas estavam levemente rosadas quando ela falou.


- Harry acabou de ter uma idéia maravilhosa.


Hermione não sabia do que se tratava, mas achou estranha a empolgação da amiga.


- Uma idéia...?


Gina assentiu e olhou Harry rapidamente, depois seus olhos encontraram os de Hermione.


- Estávamos conversando sobre Hogwarts, logo estaremos indo para lá e...


Nesse momento, Rony entrou pela mesma porta que os dois haviam passado há alguns instantes, mas seu rosto não estava tão feliz.


- Ótimo Gina. Vocês sempre ficam com o serviço mais fácil. Aqueles gnomos não dão um segundo de paz. Eu realmente não me importo que o jardim fique lotado deles mas...


Ele viu os três ali, parados. Harry continuava atrás da cadeira de Gina. Hermione pareceu sentir que as mãos que ainda seguravam a xícara com o seu chá, agora gelado, estavam adormecendo repentinamente. Os olhos do ruivo pareceram se perder e esquecer o que mais estava naquela cozinha. Por um momento, Hermione sentiu as pernas tremendo por sentir naquele olhar que ele estava vendo apenas ela.


- Mas....?- Gina ainda fitava o irmão, aparentemente sem entender porque parara.- Ora, Rony...sempre dividimos as tarefas. Além do mais, mamãe mais nos manda fazer isso para termos o que fazer e não ficarmos por aí...


Ela deu uma olhada significativa para Harry, que mirou os próprios sapatos.


Hermione desviou do olhar de Rony, com certa relutância, e mirou o amigo. Harry parecia sem graça.


- Harry...- ela falou mais baixo. O amigo a fitou.


- Ahn...- ele olhou Rony como se quisesse se desculpar por algo que tenha feito.- Digamos que sua mãe vai ficar feliz quando as aulas começarem. Acho que ela pensa que vou de certa forma desconcentrar Gina...


- Hum, então aparentemente a Sra. Weasley não está gostando de ver vocês apenas se beijando por aí.- Hermione rolou os olhos.- Mas é óbvio que isso não é problema.


Todos os olhos estavam nela agora. Ela sentiu o olhar de Rony novamente, tentou se concentrar para continuar.


- Eu acho que entendo o que está se passando na cabeça dela, sabe... com certeza ela tem por você um sentimento como se fosse um filho, Harry... mas Rony já decidiu que não vai voltar à Hogwarts, e ela provavelmente teme que Gina faça o mesmo.


Gina franziu o cenho, absorta nos próprios pensamentos.


- Não pode ser... ela sabe que decidi voltar. Vou terminar Hogwarts.


- Acho que sua mãe já se acostumou com surpresas, nem sempre agradáveis.- Hermione abaixou os olhos para mesa.- Ela teme que você decida de última hora que não quer ficar longe do ém do mais, aposto que ela está se perguntando sobre a reunião no Ministério que teremos.


Rony aproximou-se da mesa e puxou uma cadeira, largando-se nela.


- É verdade... falta pouco agora.


Harry também resolveu se sentar, todos absortos provavelmente imaginado o que aconteceria naquela reunião.


Um barulho de asas quebrou o silêncio repentino, duas corujas entraram pela janela aberta e largaram cartas idênticas sobre a mesa.


O símbolo de Hogwarts que lacrava o envelope, fez com que Hermione pegasse rapidamente a que era endereçada a ela. Respirando rapidamente, ela abriu.


Logo que percorreu os olhos um alívio estranho foi a invadindo. Sabia que McGonagall faria de tudo para ajuda-la a regressar a escola, mas ao ver a lista de livros do sétimo ano, ela sentiu que tudo aquilo era realmente verdade. Logo, estaria comprando o seu material e indo para Hogwarts.


Havia uma folha anexa à sua carta, que ela reparou que não havia na de Gina.


Cara Hermione


Foi com muita alegria que recebi sua carta, pois não esperava nada de diferente nas suas escolhas. Certamente que não haverá problema algum no retorno da senhorita à Hogwarts. Assim que as aulas começarem marcaremos uma conversa para que eu possa ajudá-la nas disciplinas que cursará e na escolha da carreia no Ministério. Espero que possa ajudá-la a concluir seus estudos em Hogwarts da melhor maneira possível e peço que não hesite em pedir meu auxílio quando necessário.


Imagino que Potter e Weasley tenham decidido tomar caminhos diferentes e espero que repasse a eles meu votos de sucesso e que aguardo uma visita deles em Hogwarts, onde sempre serão bem-vindos.


Junto à carta está a lista de livros e materiais necessários para seu último ano.


Até breve,


Professora Minerva McGonagall


Diretora da escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts


Hermione manteve os olhos fixos na carta, assimilando tudo que acabara de ler. Não sabia se no fundo esperava ser nomeada Monitora Chefe, mas sentiu uma certa decepção ao ver que não havia distintivo nenhum dentro do envelope. Não podia culpar ninguém por isso, no ano anterior não havia como ter cursado Hogwarts e certamente não dariam o cargo de monitor chefe a alguém que estivesse um ano atrasado.


Percebeu que estava parada olhando fixamente a carta. Gina lia por cima de seu ombro o que estava escrito.


- Hum...isso é perfeito para o plano que Harry estava bolando.


Hermione piscou os olhos repetidas vezes para se concentrar, deu uma olhada rápida na lista de livros e tentou compreender o que Gina falava.


- Que?


- Lembra...? Estava lhe falando que Harry havia tido uma ótima idéia.


Gina tinha um brilho no olhar característico dos Weasley.


- Mione...- a voz de Rony provocou uma sensação esquisita nela. Ao mesmo tempo que sentiu o coração disparar e os pêlos no seu braço se arrepiarem, um conforto a preencheu por dentro.- Tudo certo? Para voltar para Hogwarts, quero dizer.


- Sim...- ela sorriu para ele.- Está tudo o.k.


Ele sorriu de volta e o coração de Hermione pareceu mais leve quando ela viu que não havia decepção nos olhos do ruivo.


- Com licença- Gina abanou a mão na frente do rosto de Hermione.- Posso terminar de falar? Você vai gostar... e você também.- ela mirou o irmão, que piscou abobalhado.


- Do que você está falando?- Rony enrugou a testa.


Gina suspirou, Hermione percebeu que ela já estava perdendo a paciência.


- Harry teve a idéia de pedirmos autorização à McGonagall para que eu e Hermione pudéssemos ir todos os finais de semana à Hogsmeade. Assim, poderíamos nos encontrarmos com vocês lá.


Hermione riu, não pôde se conter. A idéia era tão absurda.


- Gina! É nosso último ano! Imagina o quanto teremos que estudar! Além do mais...


- Mione, pense no que você está falando.- o olhar que a amiga lhe dirigiu foi tão cheio de significados que Hermione ficou paralisada. Gina apontou com a cabeça para o irmão, sentado do outro lado da mesa. Ele tinha os olhos baixos e parecia levemente decepcionado.- Você certamente gostaria de sair mais do castelo, não é?


Harry tossiu.


- Gina, acho que o que Hermione quis dizer é que os professores provavelmente não vão gostar dessa idéia, por ser um ano difícil e decisivo.


Hermione sorriu para o amigo, sentindo-se aliviada. Aquilo lhe dera tempo para pensar. A cabeça de Rony agora estava erguida, ele olhava para ela com vívido interesse.


- C-claro, Harry está certo.- Hermione desviou do olhar de Rony e fitou o amigo.- Espero que não aja problema nenhum.


Rony parecia aliviado agora, esboçou um sorriso e olhou para Gina.


- Você acha que McGonagall vai aceitar a idéia?


- Acho que sim. Leia o que ela escreveu para Mione!


A garota tirou a carta das mãos de Hermione e passou para o irmão. Ele percorreu os olhos rapidamente, terminando de ler antes que algum deles pudesse falar algo.


- Hum, e ela nos convidou para visitar Hogwarts, Harry.- o amigo sorria, mas Hermione teve a súbita impressão que não era apenas por causa do convite para a visita. Havia algo mais naquele sorriso.


- Acho uma boa idéia.- Harry começou a caminhar pela pequena cozinha e se postou próximo a janela.- Lembro de ter visto várias pessoas visitando Hogwarts ao longo do tempo que estivemos lá. Pessoas como Lúcio Malfoy, por exemplo. Se ele podia ter livre acesso à escola, certamente não irão nos proibir.


- É...- Rony tinha um olhar sonhador.- É bom saber que poderemos rever o castelo sem sermos alunos, sem todo aquele stress de provas e notas.


Gina levantou-se com um pulo e correu para abraçar o namorado.


- É verdade. Sabia que não haveria problema. Claro que você já era uma celebridade antes, mas agora....


Hermione riu, mas antes que pudesse falar, Rony colocou suas palavras em voz alta.


- O que realmente mudou agora? Já falavam dele mais do que de qualquer outra pessoa antes de ele dar um fim a Voldemort. Aposto que logo Harry será como uma notícia-velha-de-jornal-de-anos-atrás sabe...


Dessa vez todos riram e Gina colocou as duas mãos na cintura e fingiu estar zangada com o irmão.


- Acho que você está enganado, Rony. Bom, na verdade só saberemos realmente como vocês estão sendo vistos depois dessa tal reunião no Ministério.


A partir daí, a conversa pareceu morrer um pouco. Gina sentou-se ao lado de Hermione enquanto Rony postava-se ao lado do Harry, os dois conversando algo que Hermione não era capaz de ouvir de onde estava. De vez em quando, Rony lançava um olhar rápido em direção à ela, mas logo voltava a sua atenção ao amigo diante de si.


- Então...- Gina falou baixinho.-... acho que o ano será muito mais fácil se pudermos dar um jeito na distância não é.


Hermione fez sinal afirmativo com a cabeça.


- Ah, vamos Mione! Você não sabe o que é passar quase o ano todo longe de quem a gente ama. Enquanto vocês estavam correndo atrás das Horcruxes ao invés de no seu sétimo ano na escola, eu senti na pele o que é isso.


Hermione não pôde conter uma certa irritação na voz.


- Eu posso não saber pelo que você passou nesse último ano, Gina. Mas certamente sei o que é sentir a distância de alguém que a gente, ahm, gosta de verdade.


O rosto de Hermione ficou extremamente corado, mas Gina continuou a falar, para seu alívio.


- Hum, certo. Acho que você também já deve ter provado um pouco do que chamamos de saudade. Mas ás vezes você precisar ser menos racional, Mione. Imagine. Rony e Harry vão estar em Londres, provavelmente. Nós em Hogwarts. Imagine se não pudéssemos ir à Hogsmeade, ou que eles só pudessem falar conosco através de cartas.


- Eu sei. Entendo o que você está dizendo Gina. Certamente gostaria que pudéssemos estar todos juntos lá.


- Você só vai entender como a idéia do Harry foi útil, no momento em que entrar pela sala comunal, ou no grande salão, e não encontrar o rosto de quem você "gosta de verdade".


Gina desenhou aspas no ar, obviamente debochando por Hermione ter ficado tão envergonhada pelo fato de ter falado de seus sentimentos tão abertamente.


- Você tem razão.- Hermione suspirou. Enquanto olhava para Rony conversando com Harry ela pareceu entender o que a amiga lhe falava. Estava tão preocupada nos últimos dias em se acertar com o ruivo e garantir que pudesse retornar a Hogwarts como planejara, que quase não pensara em ficar tanto tempo longe dele.


Quando haviam conversado sobre a vontade dela de terminar a escola, aquele sentimento de perda aflorou nela mais forte do que nunca. Mas havia algo no olhar do garoto, que sempre lhe dizia que tudo iria dar certo. E daria. Ela sentiu-se uma boba por não ter compreendido completamente a idéia de Harry e Gina no primeiro momento. O que ela estava pensando afinal? Em ver Rony apenas nos passeios autorizados à Hosgmeade? Eles não eram assim tão freqüentes.


Um frio na barriga a tomou quando ela percebeu realmente que não estava sendo completamente emocional, e sim, bastante racional. A partir do momento que a carta de Hogwarts pousara em sua mão, ela havia planejado inconscientemente a sua volta, mas não havia realmente pensado nas conseqüências daquilo.


- Hein, Mione.- a voz de Gina lhe tiraram de seus pensamentos.- Você não quer ir logo ao Beco Diagonal comprar tudo...digamos, hoje de tarde?


Gina esboçou um sorriso culpado.


- Por mim tudo bem. Por que a pressa?


Gina aproximou-se mais da amiga e baixou a voz tanto que Hermione teve que fazer leitura labial para entender.


- O presente de Harry. O aniversário dele já é amanhã.


Hermione não conseguiu conter uma exclamação, bateu com a mão na própria testa:


- Nossa, realmente! Onde estava com a cabeça? Esqueci completamente!


Enquanto escutava Gina começar um discurso sobre as idéias de presente que gostaria de dar a Harry, Hermione deixou seu pensamento vagar. Compraria algo para o amigo assim que chegasse lá e faria todas as suas compras de Hogwarts. Após isso, gostaria de visitar seus pais,a maioria de suas coisas estavam na sua casa. Após isso, poderia passar os últimos dias das férias na Toca, ao lado de Rony.


Apenas pensar em retornar à Hogwarts era maravilhoso. Mas ela sabia, que só seria perfeito caso ela, Rony e Harry estivessem juntos lá. Ela se flagrou imaginando como seria, ela chegando de mãos dadas com Rony à plataforma, Gina e Harry ao lado dos dois. A viagem de trem seria certamente perfeita, assim como o dia a dia no castelo.


Mas será? Será que a rotina de estarem novamente naquele castelo não os lembraria de todos os momentos traumáticos que haviam passado ali? Será que ela e Rony não brigariam todos os dias como haviam feito durante tantos anos?


Talvez o destino achasse que o relacionamento dos dois apenas daria certo com aquela distância. Talvez, se Rony retornasse à Hogwarts, voltaria a ter seu comportamento infantil e irresponsável, ele e Hermione discutiriam por pequenas coisas e acabariam terminando tudo que estavam construindo.


Uma sensação estranha se apoderou de Hermione. Ela lembrava com detalhes das piores brigas que haviam tido, por motivos tolos e sem fundamento. Alguns, por motivos suficientes, como ciúme não admitido, por exemplo.


Gina continuava falando a sua frente, e Hermione não se esforçava para entender. Havia brevemente captado que a amiga agora falava das disciplinas que iria cursar comparando com as notas que obtivera nos N.O.M´s.


Enquanto sua mente viajava, apenas parcialmente escutando a garota diante dela, Hermione apenas torcia para que no futuro, quando ela e Rony tivessem toda a sua vida pela frente sem maiores preocupações, o que sentiam um pelo outro fosse suficiente para impedi-los de brigarem.


Flashback


Antes de começarem o seu quarto ano em Hogwarts, os garotos puderam ver de perto a Copa Mundial de Quadribol. Estavam agora, escutando Ludo Bagman começar a narrar o jogo, a ansiedade tomava Hermione por mais que ela não fosse fanática por Quadribol. Estar ali, rodeada de bruxos de todo o mundo, era simplesmente envolvente, a aura do lugar inspirava alegria e espontaneidade.


Aquele ano tudo foi diferente. Hermione tinha claro em suas memórias várias cenas que agora a faziam rir, mas que haviam a tirado do sério naquela época, quando ainda tinha quatorze, quase quinze anos, e era apenas uma adolescente vivendo todas aquelas emoções.


- E agora, sem mais demora, vamos apresentar...os mascotes do time búlgaro!


- Que será que eles trouxeram?- a voz do Sr. Weasley tirou Hermione dos seus pensamentos, o que haveria de tão emocionante no desfile dos mascotes?- Ah-há!Veela!


O Sr. Weasley limpava os óculos rapidamente nas vestes, os recolocando no rosto a tempo de mirar, encantando, aquelas mulheres estranhamente bonitas que entravam no campo.


Hermione não entendia porque toda empolgação. Buscou os olhares dos amigos, mas Harry e Rony tinham ambos, as caras mais abobalhadas que ela já havia visto.


Agora as veelas dançavam e Hermione revezava-se em olha-las e tentar captar o olhar de Rony, ao seu lado, mas o garoto não parecia mais capaz de vê-la. Quando olhou para Harry, teve a impressão de que o amigo iria pular do camarote, tinha uma perna passada por cima da borda.


- Harry, que é que você está fazendo?


Sua voz soou mais rude do que esperava, a indignação por ver o comportamento dos garotos lhe subindo a cabeça.


O Sr. Weasley agora tirava das mãos de Rony o chapéu que ele arrancava, um por um, os trevos.


- Você vai querer isso depois. Depois que a Irlanda disser a que veio.


- Hum?


Hermione não soube dizer se foi o olhar abobado de Rony, ou a sua boca levemente entreaberta ou até mesmo a raiva irracional que se apoderava dela devido ao desfile das veelas, só soube que não era capaz de se conter. Tinha vontade de esbofetear a cara de Rony para fazer volta-lo a si. Contendo sua raiva, mordendo a língua para não falar algumas besteira, ela deixou escapar um muxoxo alto. Esticou o braço e teve que controlar todos os seus sentimentos para apenas puxar Harry de volta à cadeira dele, tentando tirar seus pensamentos de Rony.


Após o jogo, quando toda a confusão devido aos Comensais de Morte já se instalara, Hermione teve sua paciência novamente testada por Malfoy, que aparece por entre as árvores da floresta, apenas para debochar de Rony que havia tropeçado.


- Não é melhor você se apressar, agora? Não quer que descubram sua amiga, não é?


Malfoy se dirigia a Rony com um tom de voz debochado, o amigo pareceu incapaz de responder.


- Que é que você quer dizer com isso?- Hermione o desafiou, lançando-lhe um olhar ameaçador.


- Granger, eles estão caçando trouxas. Você vai querer mostrar suas calcinhas no ar? Porque se quiser, fique por aqui mesmo... eles estão vindo nessa direção, e todos vamos dar boas gargalhadas.


- Hermione é bruxa.- a voz de Harry a surpreendeu, mas ela sentiu uma sensação reconfortante ao saber que não precisaria agüentar calada as provocações de Malfoy.


- Faça como quiser, Potter. Se você acha que eles não são capazes de identificar um Sangue Ruim, fique onde está.


- Você é que devia olhar sua boca suja!- Rony gritou. Hermione sobressaltou-se, mirando o amigo com vívido interesse. Repentinamente, sem entender perfeitamente porque, apenas por ver aquele rosto de fúria em Rony, por Malfoy a ter ofendido, Hermione pareceu achar absurda a idéia de ter se zangado com o amigo anteriormente, por causa da veelas.


- Deixa pra lá, Rony.- ela agarrou o braço dele, impedindo-o de fazer alguma besteira. Rony parou no meio do movimento que fizera em direção a Malfoy. Hermione sentia um calor estranho no rosto. Ainda fitava Rony, surpresa. Aquelas reações por parte do ruivo sempre a pegavam desprevenida, parecia haver algo mais naquele olhar.


Foi também, minutos após a briga com Malfoy, que a primeira discussão dos dois devido aos elfos domésticos foi travada, durante toda a confusão. Falavam do elfo do Sr. Crouch, que aparentemente não conseguia correr corretamente.


- Sabem, os elfos domésticos têm uma vida duríssima. É escravidão, isso é que é! Aquele Sr. Crouch fez Winky subir até o topo do estádio, e ela estava aterrorizada, e enfeitiçou ela dessa maneira para que nem possa correr quando eles começam a pisotear barracas! Por que ninguém faz nada para acabar com uma situação dessas?


A voz de Hermione parecia levemente trêmula, ela sentia-se muito indignada perante a situação que vira se formar diante dela, a agonia do elfo para correr.


- Ué, os elfos são felizes, não são?- a voz de Rony fez com que ela se virasse, mal acreditando que estava escutando aquilo dele.- Você ouviu Winky durante a partida...."Elfos domésticos não devem se divertir"... é disso que ela gosta...que mandem nela...


- É gente como você, Rony- falava com veemência agora, extremamente irritada. Sabia que deixara transparecer na voz sua raiva.- que sustenta sistemas poderes e injustos, só porque são preguiçosos demais para...


Um estrondo na floresta a interrompeu, mas ela sentia que nascera dentro dela um sentimento novo, uma vontade de vingar aquelas criaturas inocentes. Queria que as pessoas ao seu redor entendessem o que ela queria dizer, queria principalmente convencer Rony de que Winky não era feliz, que era obrigada a ficar satisfeita com aquela sensação.


- Vamos continuar andando, vamos?-Rony olhou irritado para ela, e ela soube naquele momento que aquela briga não terminara ali. Ela sentiu, mesmo sem saber, que aquele assunto ainda seria motivo para muita dor de cabeça.


Logo, ainda no primeiro banquete de Hogwarts, Hermione descobrira através do fantasma de Nick Quase Sem Cabeça que diversos elfos domésticos trabalhavam em Hogwarts. A garota ficara muito surpresa, nunca vira nenhum! Recusara-se a comer no primeiro instante, agüentando as opiniões diferentes da dela de que eles gostavam do que faziam. Após isso, decidiu que havia uma maneira mais inteligente de mudar toda aquela situação.


No seu quarto ano foi que fundou o F.A.L.E, ela deliciou-se com as lembranças que a tomavam ao pensar nisso.


- Fale?- Harry apanhou um distintivo que Hermione trazia junto com diversos outros na caixa.- Que significa isso?


- Não é fale.- sentia-se impaciente.- É F-A-L-E. Quer dizer, Fundo de Apoio à Liberação dos Elfos.


- Nunca ouvi falar nisso.- Rony retrucou.


- Ora, é claro que não ouviu. Acabei de fundar o movimento.


Sentia-se cheia de energia e disposta a fazer a diferença, se pudesse, na vida dos elfos domésticos. Convenceu Rony e Harry a participarem do movimento, mesmo que soubesse após algum tempo que fora contra a vontade dos dois.


(...)


O trio olhava para o aviso com a data sobre a chegada das delegações de Beauxbatons e Durmstrang. Ernesto MacMillan da Lufa-lufa saiu correndo falando que avisaria Cedrico de que faltava apenas uma semana para a data prevista.


- Cedrico?- a voz de Rony soou desafiadora.


- Diggory. Ele deve estar inscrito no torneio.- Harry respondeu prontamente.


- Aquele idiota, campeão de Hogwarts?- Rony não escondia a decepção na voz.


Hermione teve vontade de rir.


- Ele não é idiota, você simplesmente não gosta dele porque ele derrotou a Grifinória no quadribol. – Hermione não achava justo acusarem o garoto apenas por causa de um jogo, Rony não o conhecia e era completamente desnecessário chamá-lo de idiota. Além do mais, nos últimos dias, sentia necessidade de criticar Rony em suas atitudes. Não sabia porque se indignava tanto com certos comportamentos do amigo, mas era como se não pudesse conter as palavras..- Ouvi falar que é realmente um bom aluno, e é monitor.


O modo como falara, como se o assunto estivesse encerrado, fez Rony sentir real necessidade de lhe dar uma resposta à altura. Na sua cabeça, formava-se a imagem de Cedrico, boa aparência e postura de aluno-perfeito. Um típico sabe-tudo, exatamente como Hermione.


- Você só gosta dele porque ele é bonito.


- Perdão, eu não gosto de pessoas só porque são bonitas. - sentia-se mais indignada do que nunca com a resposta do ruivo. Aquelas palavras saíram antes que pudesse detê-las. Novamente, falava mais do que deveria. Como ele podia achar que ela gostasse das pessoas só porque eram bonitas?


Rony fingiu um pigarro, o som a lembrou nitidamente a palavra "Lockhart".


A cabeça dela começou a trabalhar rapidamente. Rony realmente achava que gostava de Lockhart? Como ele podia acreditar que uma garota de doze anos soubesse realmente o que estava fazendo ao ser fã de um escritor de livros? Ainda era tão imatura na época, admirava o professor e o achava realmente bonito, mas chegar ao ponto de ter que escutar de Rony que gostava das pessoas porque eram bonitas era o fim. O sentimento dela era muito mais que isso. As pessoas que lhe chamavam a atenção não precisavam ser bonitas.


Mas estranhamente, as pessoas que ela realmente se importava tornavam-se bonitas perante seus olhos. Enquanto Rony e Harry continuavam a conversa com ela, os observou.


Fixou seu olhar durante alguns segundos no cabelo muito ruivo de Rony, perguntando-se se o garoto incluiria a si mesmo em um grupo de pessoas que ele considerasse bonitas. Ela piscou os olhos diversas vezes e sacudiu a cabeça, pois o seu pensamento afirmava para ela que ela sim, o incluiria nesse grupo. Ficou nervosa e tentou afastar esses pensamentos, culpando Rony por ter começado toda aquela história dela gostar das pessoas só porque eram bonitas. Ele a forçara a pensar naquilo tudo.


E nos próximos dias ela tentou, em vão, provar para si mesma que todas as pessoas com quem se importavam lhe chamavam atenção aos olhos. Observou Harry e Rony lado a lado, na mesa do café da manhã. A combinação escura do cabelo rebelde de Harry com seus olhos claros era bonita, mas ela se viu inclinando a cabeça para o lado e fitando Rony, os cabelos vermelho vivos, os olhos azuis. E ela parou olhando aqueles olhos. Ficou alguns minutos assim, até perceber que estava parada há muito tempo, enquanto comia seu café, olhando o amigo.


Por que repentinamente aqueles olhos azuis estavam chamando tanto a sua atenção? Pareceu sentir uma pedra pousar em seu estômago. A resposta formou-se pronta em sua cabeça, mas ela a empurrou para o mais fundo que pôde no seu cérebro, decidindo que não queria pensar naquilo agora.


Isso se provou praticamente impossível, pois com o passar dos dias ela tentava entender perfeitamente tudo que estava acontecendo. Será que era por isso que ambos sentiam-se tão constrangidos quando estavam sozinhos? Ela se lembrou do ano anterior, das brigas por causa de Bichento e Perebas, dos momentos que haviam estado em Hogsmeade sozinhos, como a conversa parecia morrer.


Após a chegada das duas outras escolas que participariam do Torneio Tribruxo, Hermione não pôde mais se enganar.


Fleur, ainda então desconhecida pelos garotos viera em direção à mesa deles.


- Com licença, vocês von querrer a bouillabaisse?


Rony ficara púrpura com a aproximação da garota. Hermione sentiu seu próprio rosto ficar quente, um gosto amargo se instalou em sua boca quando Rony tentou falar, mas não saiu nada mais do que um fraco gargarejo.


- Pode levar. - Harry respondeu a garota.


Hermione ainda não tirara os olhos do ruivo, uma indignação que não parecia fazer parte dela a tomando.


- Vocês já se serrvirram?- a garota continuava a falar, até a voz dela irritava Hermione agora.


- Já. Estava excelente. – a voz de Rony saiu trêmula.


Hermione não soube dizer se era a pose da garota, que inclusive tivera uma postura debochada anteriormente durante o discurso de Dumbledore, ou se era o modo como Rony falara, quase sem fôlego, quando se dirigira a ela.


Hermione olhou para os próprios cabelos e depois para os loiros de Fleur e sentiu-se uma estúpida, encolheu-se levemente na cadeira, sentindo-se a pessoa mais feia do salão. A beleza da garota parecia brilhar perante seus olhos, e a expressão idiota no rosto de Rony não ajudava em nada ela.


Ele continuava a fitá-la, enquanto ela caminhava de volta para a sua mesa. Harry ria, juntamente com outras pessoas.


- É uma veela!- Rony olhou para Harry, a voz rouca.


- Claro que não!- Hermione falou antes que pudesse realmente pensar no que estava fazendo. - Não vejo mais ninguém olhando para ela de boca aberta como um idiota!


E pouco importava para ela que realmente tivessem outras pessoas que a estivessem olhando na mesma forma que Rony. O fato dele estar daquele jeito a deixava louca de vontade de levantar daquela mesa no mesmo momento e sair dali.


- Estou dizendo, não é uma garota normal!- Rony agora se curvara para o lado, continuando a olhar Fleur. - Não fazem garotas assim em Hogwarts.


Aquilo bastou. Hermione sentiu como se um gelo descesse pela sua garganta e parasse em seu estômago. E ali ele ficou. Ela abaixou seus olhos para o prato, parecia que não estava dentro do seu corpo. Sabia que as pessoas ao seu redor poderia a ver, poderiam entender o que estava se passando dentro dela.


Mas será que ela entendia perfeitamente o que estava acontecendo?


Apenas mais tarde, enquanto estava deitada em sono em sua cama no dormitório, olhando para o teto, foi que teve que aceitar que pensar durante tantas horas do seu dia em Rony, não era algo natural. Ela suspirou demoradamente e virou-se de lado, encolhendo-se debaixo das cobertas.


"... será?"


Infelizmente, ela não podia mudar seu comportamento. Ela não podia deixar todas aquelas sensações a tomarem. Logo, viu-se sozinha com Rony, durante o café da manhã, em que o amigo, magoado, desabafava com ela. O episódio recente da escolha dos campões do torneio pairava diante deles.


- Quero dizer você acredita realmente que outra pessoa colocou o nome de Harry naquele Cálice?


- Ron, eu já lhe disse. - novamente aquele assunto voltava. O nome de Harry ter saído do Cálice de Fogo, tornando-o o segundo campeão de Hogwarts, era a única coisa que se falava na escola. O pior de tudo era ver que Rony não acreditava que o amigo tivesse sido pego de surpresa. - Harry está sempre conosco. Você acredita mesmo que ele faria uma coisa dessas?


- Não sei. Acho que faria. - a voz dele era fria, ele parecia distante. - Ele não precisa de mais fama, precisa Mione? Ele já tem tudo que alguém gostaria de ter. É conhecido por todo o mundo bruxo, tem dinheiro, tira notas razoáveis...


- Rony, o caso é que... - ela se ajeitou na cadeira. -... Você não está aceitando o fato de Harry ser inocente nessa história. Ele não quis isso, Rony.


- Fique do lado dele então. - Rony se levantou com a mochila nos ombros. – Por que eu seria o escolhido para campeão da escola? Não sei nem porque cogitei a idéia. Eu já devia ter me acostumado com a posição de "reserva". O amigo de Harry Potter. Apenas um dos filhos entre todos os outros filhos. O pior da turma. Sempre...


E ele saiu, caminhando rápido. Hermione não fez questão de segui-lo, sabia que o amigo estava com um dilema interior.


Ele certamente não acreditava que Harry tivesse posto o nome no Cálice de Fogo, Hermione torcia para que fosse assim. Algo dizia para ela que o fato de Rony estar tão nervoso era porque Harry sempre era o primeiro em tudo. Rony sentia-se sempre inferiorizado, exatamente da forma que ela se sentira quando Fleur estava perto deles aquele dia, e toda a atenção de Rony estava na garota.


Ela suspirou e olhou para o teto encantado que imitava o clima fora da escola, sentindo que se o dia ficasse completamente cinzento, faria par com o que ela estava sentindo. Por que tinha que estar sentindo tudo aquilo em relação à Rony? Justo agora que ele e Harry não estavam mais se falando, parecia não haver para onde fugir. Parecia que o destino queria que ela encarasse o ruivo frente e frente, para se lembrar de tudo que estava sentindo.


(...)


- Ronald Weasley-


- Acho que você está enganado, Rony. Bom, na verdade só saberemos realmente como vocês estão sendo vistos depois dessa tal reunião no Ministério.


A voz de sua irmã o fez lembrar, quase com um susto, que faltava muito pouco agora para a reunião. O mais rápido que pôde, postou-se ao lado de Harry, a voz ansiosa.


- Falta pouco agora. Sinto que essa reunião realmente vai mudar as coisas, cara.


- Acho que sim. - mas o olhar de Harry não estava fixo nele, ele tinha olhos apenas para Gina que conversava com Hermione.


Percebendo que o amigo continuava parado ali, ele o mirou.


- E o que você achou? Da idéia?


- Idéia?- Rony concentrou-se na mudança de assunto. - Sobre Hogsmeade e todo o resto?


Harry fez sinal de afirmativo com a cabeça e Rony sorriu.


- Acho que vai dar certo. Quero dizer, não vão vetar o famoso Harry Potter.


- Nem o seu melhor amigo e tão famoso quanto ele, Ronald Weasley.


Os dois riram.


- Estive pensando nisso mesmo... Em como seria difícil ficar longe ahn... - ele não pôde conter o vermelho que tomou seu rosto.


- Longe da Mione?- Harry riu, completando a frase. - Pois é, Rony. Sei que você não vai gostar muito de ouvir isso, mas... Senti muito a falta da sua irmã enquanto ela estava em Hogwarts e nós estávamos na busca pelas Horcruxes... Sei exatamente como se sente...


- Por um lado é bom ouvir isso. Sei que você é o cara certo pra ela. Pelo menos tenho certeza, agora, que você não está brincando com os sentimentos da minha irmã.


- Em algum momento você achou que eu estava?


As orelhas de Rony estavam agora mais vermelhas que seu rosto.


- N-não só que... Com toda aquela história... Vocês terminarem e depois vocês dois estarem se agarrando no quarto dela dias antes do casamento de Gui...


- Não vamos desenterrar essa história, vamos?


- Só queria que você entendesse como um irmão se sente ao ver a irmã deixando de ser uma menina... E um cara barbudo rondando ela a cada instante.


- Cara barbudo?- os dois riam consideravelmente, sem conseguir continuar o diálogo. - Ora, vamos Rony. Sei como é. Esse sentimento que você tem é o que eu tenho pela Hermione. Ela sempre foi como uma irmã. E sempre teve um cara barbudo rondando ela... Desde sempre.


Rony riu, mas ficou apreensivo, interpretando tudo que o amigo dissera.


- Na verdade, desde muito antes de ser um cara, sabe. Antes era só um pirralho.


Rony não conseguiu rebater o que o amigo dizia. Os olhos de Harry o fitavam com um olhar acusador.


- Eu não sabia que você tinha esse sentimento protetor de irmão com a Mione... Você sabe...


- Sei... Mas eu deixei isso bem claro para você. Não deixei?


- Deixou. - Rony sorriu para o amigo, que ainda o encarava seriamente.


- Falando em Hermione... - Harry arriscou uma olhada para ela. -... Como vão as coisas?


Aparentemente o amigo entendeu tudo antes que Rony pudesse montar as frases, mirava o rosto de Rony que estava incrivelmente vermelho com um sorriso torto.


- Não precisa nem me falar. Pelo menos dessa vez eu não precisei presenciar, não é?


- Não foi culpa minha, cara. Aquele dia... na sala precisa. Bom, fui pego de surpresa tanto quanto você.


- Sei, acredito.- Harry tinha um ar debochado- Não posso dizer que não tenha ficado feliz.


Pairou um silêncio entre os dois, em que Rony só conseguia encarar os próprios pés. Sentiu a mão de Harry pousar no seu ombro.


- Sempre torci por vocês dois. E sempre soube que daria certo.


Rony o fitou, aparentemente sem palavras. Ouvir aquilo do amigo valia mais do que qualquer coisa. Lembrava de que em muitos momentos fantasiara achando que a amizade de Hermione e Harry poderia ser algo mais. Ouvir Harry falando que sabia que daria certo, o fez acreditar que daria.


- Não fica aqui parado. - Harry apontou com a cabeça a amiga, que tinha o olhar perdido. Antes que Rony fizesse menção de se mexer, Harry foi em direção a Gina e a puxou pela mão. A garota sorriu abertamente para ele.


- Combinado então, Mione? Hoje à tarde?


- Claro!


Harry franziu o cenho.


- O que tem hoje à tarde?


- Nada de importante. Mione e eu precisamos comprar nosso material no Beco Diagonal.


- Tudo bem. Precisam de ajuda?- Harry olhou de Gina para Hermione.


- Ah, não se preocupem. Sei como pode ser torturante para um garoto fazer compras com garotas.- Hermione certamente não usaria esse argumento em outra ocasião, pois sabia perfeitamente bem que conseguiria se divertir na viagem ao Beco Diagonal mesmo com Rony e Harry reclamando da demora dela enquanto escolhia os livros.


Harry e Gina trocaram um olhar significativo e saíram em direção à escada. Antes de pensar no que estava fazendo, Rony sentou-se na cadeira que a irmã acabara de desocupar.


- Tem certeza de que não precisa de ajuda nas compras?


- Não, de verdade.- Hermione não pôde conter o calor repentino que subiu pelo seu corpo.- Já está tudo combinado com a Gina.


- O.k.


Dessa vez Rony não tinha mais medo nenhum de se aproximar da garota. Ficava nervoso com si mesmo só de pensar em como havia hesitado anteriormente.


- Você está pensando em alguma coisa especial para o aniversário do Harry? Podíamos fazer alguma coisa.


- Acho que sim. Vou conversar com mamãe porque ela certamente vai querer fazer parte da organização da festa.


- Acho que um jantar com a comida da sua mãe vai deixar Harry mais feliz do que qualquer outra coisa.


- Tomara.


Parecia haver uma certa necessidade de preencherem o silêncio, nem que para isso precisassem falar de qualquer coisa. Porém, ambos falaram tão rápido tudo aquilo, que agora apenas se encaravam, sem pensar em nada para dizer.


Rony segurou a mão dela, despreocupadamente, saboreando o momento em que podia olhar fundo nos olhos dela sem medo, sem receio.


Hermione sorriu para ele e para sua surpresa, levando o tempo apenas de uma batida de seu coração, ela uniu os lábios nos dele. Delicadamente e apenas por um instante, após recuou para observar o efeito que causara.


Rony a mirou, aturdido e um sorriso iluminou seu rosto. A felicidade pareceu inflar seu peito, tomar cara espaço do seu ser. Sua cabeça parecia trabalhar mais rápido do que nunca. Será que seria assim agora? Tão natural e tão perfeito ao lado de Hermione?


Ele resolveu testar se sua desconfiança estava certa. Beijou levemente o rosto da garota, trilhando um caminho de beijos até alcançar seus lábios. Quando permaneceu ali, sentiu um sorriso forçar sua boca e instintivamente sorriu também, levantando os olhos para Hermione.


Mas no instante seguinte, que pareceu se formar em câmera lenta, os olhos dela se fecharam e ele aproveitou a curta distância de apenas milímetros entre o seu rosto e o dela e a beijou novamente, com a mesma intensidade do beijo anterior que haviam trocado no quarto.


As mãos de Hermione, que pareciam tão pequenas para ele, estavam posicionadas dos dois lados do seu rosto. Ele a sentiu deslizar uma das mãos para sua nuca e entendeu como um pedido para que não parasse. Colocou, delicadamente, uma das mãos no pescoço dela, sentindo algo perpassar seu corpo ao fazer contato com a pele macia.


Dessa vez foi ela que se afastou, seus olhos prontamente abertos e levemente assustados.


- Rony, sua mãe e seu pai... seus irmãos... podem chegar a qualquer momento.- parecia sem fôlego, ele a encarou de volta.- Não acho uma boa idéia ficarmos aqui...- ela pareceu tomar fôlego de novo.-... desse jeito...


- Você tem razão...- ele sussurrou para ela e a beijou novamente no rosto, deslizando seus lábios até alcançar a orelha da garota.- Vem comigo...


Seu pensamento trabalhava a milhão. Não queria estragar o momento perfeito que se formava entre os dois. Ao invés de fazer o caminho até as escadas a levou pela porta até alcançarem o jardim.


Largou a mão dela apenas para abraçá-la o mais perto que pôde, enquanto caminhavam em direção ao pomar. Ele a puxou para que se sentasse ao lado dele, debaixo da maior árvore que havia ali.


Não sentia vontade de largá-la, seu coração batia tão acelerado e tão forte, como que em resposta ao que ele tanto ansiava.


Hermione tentou se virar para ficar de frente para ele, uma mão pousada delicadamente em seu peito. Ele sabia que ela podia sentir seu coração, mas não se importava. Não sentia mais vergonha.


Os olhos castanhos dela o olharam, como se ela fosse capaz de enxergar o que se passava dentro da cabeça do ruivo. Um sorriso lindo parecia iluminar todo o rosto de Hermione, ela não parecia querer desgrudar os olhos dos dele.


Não sentia pressa e viu que a garota também não. Ela pousou a cabeça delicadamente em seu peito, a própria mão servindo de apoio. Rony se viu envolvido pelos cabelos fofos de Hermione, apoiou o próprio rosto no algo da cabeça da garota e inspirou profundamente, absorvendo o perfume maravilhoso que emanava dela. Já havia a abraçado tantas vezes, mas nunca tinha tido a oportunidade de desfrutar aquele momento com tamanha certeza, sentindo-se completo.


Hermione suspirou e ele observou com o canto do olho um sorriso meigo e contido aparecer em seus lábios.


- Daria qualquer coisa para saber o que você está pensando Mione.


Ela tirou a cabeça do peito dele e o olhou nos olhos.


- Você sabe exatamente o que eu estou pensando.


- Sei?- ele ergueu uma sobrancelha.


- Sabe...


Ela voltou a deitar a cabeça, escondendo o rosto dos olhos dele.


- Mas como você sempre fez, durante todo o tempo que nos conhecemos, você finge não saber.


Ele viu que ela estava muito corada, ainda tentando fugir dos olhos dele.


- Hum... então acho que você deve estar pensando a mesma coisa que eu.- ele falou baixinho e viu que ela ficara repentinamente muito quieta, querendo ouvir com extrema atenção o que ele falava.


- E o que você está pensando?- ela não pôde se conter.


- Acabei de dizer... acho que estamos pensando a mesma coisa.


Ela rapidamente levantou a cabeça para encará-lo. Os olhos naquela expressão de extrema surpresa, a boca entreaberta.


- O que você quer dizer com isso?


- Você não acabou de dizer...- ele acariciou o rosto dela com as costas da mão.-... que eu sempre soube o que você pensava, e talvez eu acho, até o que eu secretamente pensava e não admitia, só preferia fingir que não sabia?


Ela parecia atordoada, ainda com aquela expressão de incredulidade misturada com surpresa.


- Eu estava esperando por isso há muito tempo.


Ela permaneceu quieta, olhando intrigada para ele.


- Muito mais do que eu admitiria há um tempo atrás.


Ele inclinou a cabeça para o lado, sorrindo.


- Quanto tempo perdemos...?


Ela sorriu para ele de volta, sentindo que todo o seu rosto unia-se àquele sorriso. Ele não parecia nem lembrar mais onde estava, os olhos dela o prendiam e era só ela que ele enxergava.


Aparentemente era aquilo que ela estava pensando também: no tempo perdido que agora ambos poderiam recuperar, um ao lado do outro, fazendo valer a pena tudo que haviam passado juntos.


Flashback


Parados à porta da masmorra de Snape estavam diversos alunos da Sonserina, usando um distintivo estranho prendido às vestes.


Hermione correu os olhos pelo distintivo:


Apóie CEDRICO DOGGORY- o VERDADEIRO campeão de Hogwarts.


- Gostou, Potter?- a voz de Malfoy era tão debochada, que Hermione sentiu que ele realmente a tiraria do sério se continuasse falando.- E isso não é só o que eles fazem, olha só!


Hermione observou a mão branca de Malfoy apertar o distintivo, e sentiu como se alguém lhe jogasse um balde de água fria. Onde antes apareciam as palavras de apoio à Cedrico, havia uma luz verde saindo da frase: POTTER FEDE.


Os alunos da Sonserina riam consideravelmente, todos apertando o distintivo para fazer companhia ao de Malfoy.


Hermione observou o amigo. Não queria sentir pena dele, pois sabia que isso não era um sentimento bom de nutrir por ninguém. Mas aquilo era tão injusto. Harry não pedira para ser campeão de Hogwarts, mesmo que antes de brigarem ele e Rony haviam sonhado com isso, caso houvesse a possibilidade.


Rony... nem o amigo Harry tinha agora ao seu lado para o apoiar. Hermione sabia como aquilo faria a diferença.


- Ah, engraçadíssimo.- Hermione mirava o rosto de Pansy Parkinson, certamente uma das mais debochadas do pequeno grupo dos distintivos.- é realmente engraçadíssimo.


Nesse momento o olhar de Harry se desviou dos Sonserinos e Hermione tentou enxergar o que o amigo observava.


Seu estômago deu uma cambalhota: Rony estava parado juntamente com Dino e Simas. Para seu alívio, ele não ria. Ela sentiu uma raiva subindo pelo seu corpo, sabia que em outra ocasião Rony estaria vivamente defendendo o amigo, da mesma forma como já fizera diversas vezes, inclusive em defesa dela.


- Quer um, Granger?- Malfoy estendeu um distintivo para Hermione.- Tenho um monte. Mas não toque na minha mão agora, acabei de lavá-la, sabe, e não quero que uma sangue-ruim a suje.


Rony, antes tentando se manter alheio a conversa, não pôde fingir que não havia escutado o que Malfoy dissera. Virou-se em direção à Hermione, para ver como a amiga estava lidando com a ofensa. Apertou a varinha dentro do bolso, mas Harry fora mais rápido.


Estendia a varinha em direção à Malfoy, Hermione tentava impedir o amigo de fazer uma besteira.


- Harry!- gritara.


- Anda, Potter, usa. Moody não está aqui para proteger você agora, usa, se tiver peito...


Malfoy também tinha a varinha apontada para Harry, um olhar de desafio encurvava suas feições.


Os dois se encaravam nos olhos, Hermione percorreu os olhos de um para outro, sem saber o que poderia ser feito para impedi-los.


- Furunculus!- a voz de Harry ecoou no corredor.


- Densaugeo!- a voz de Malfoy era firme.


Hermione mal teve tempo de ver os feixes de luzes que saíram das varinhas colidindo em pleno ar: no instante seguinte, sentia que algo batera com muita força no seu rosto. Ela cambaleou para trás, comprimindo a boca. Lágrimas escaparam de seus olhos. Ela não pôde conter o choro que veio juntamente com a dor.


Rony olhava a cena atordoado, tentando entender como o feitiço havia ricocheteado em Hermione. Seu coração pareceu dar um pulo dentro do peito, tentando escapar de suas costelas. Esquecendo da briga com Harry e como não queria ficar perto do amigo, ele correu em direção à garota.


- Mione!


Rony sentiu que sua mão tremia, mas sabia que precisava ajudar Hermione. Segurou a mão que Hermione levava a boca e delicadamente a afastou do rosto. Sabia que não deveria expressar surpresa para não assustar a amiga. Mas a visão não era nada bonita. Os dentes da frente de Hermione, já maiores do que o normal ao natural, cresciam em um ritmo acima do normal.


Rony não sabia o que fazer, ficou ali observando os dentes da amiga crescerem. Ela apalpou os dentes, incrivelmente assustada, soltando um grito de terror.


- E que barulheira é essa?- Rony ouviu a voz de Snape, e a raiva que sentia só parecia aumentar. Certamente o professor ficaria do lado de Malfoy.


Vozes de diversos alunos da Sonserina irromperam no mesmo instante. No instante seguinte, sem tirar os olhos de Hermione que o encarava nos olhos também, aparentemente pedindo ajuda silenciosamente, Rony escutou a voz do professor novamente.


- Explique.


- Potter me atacou, professor...- Rony ouviu a voz de Malfoy.


- Atacamos um ao outro ao mesmo tempo. – Harry gritava agora e Rony, mesmo zangado com o amigo o invejou naquele momento. Queria poder gritar e socar os dentes de Malfoy para dentro daquela cara pálida nojenta.


- Ala hospitalar, Goyle.


Rony virou-se em direção ao professor, que despachava o capanga de Malfoy para que pudesse resolver o que o feitiço de Harry causara em seu rosto.


- Malfoy atingiu Hermione! Olhe!– Sabia que sua voz soava desesperada. Mas naquele momento não importava.


Ele forçou Hermione a mostrar os dentes, percebeu que a garota fazia o maior esforço para que ninguém os enxergasse.


- Não vejo diferença alguma. - a voz de Snape era mais fria do que o normal.


Hermione deixou escapar um lamento, os olhos cheios de lágrimas. Ela virou-se na direção oposta a da turma e correu. Rony percebeu que ela corria o mais rápido que podia e logo a garota desapareceu.


Rony não pôde se conter. Começou a gritar com o professor, ouvindo que alguma voz fazia coro aos xingamentos que ele dirigia ao diretor da Sonserina. Xingava o professor de tudo que conseguia lembrar, a raiva agora parecia controlar o seu corpo.


Não era justo que Hermione pagasse pelo erro de Harry ao tentar atacar Malfoy. Talvez se ele não tivesse cedido às provocações do Sonserino, Hermione não estaria em apuros agora.


- Vejamos.- a voz do professor era suave.- Cinqüenta pontos a menos para a Grifinória e uma detenção para cada um, Potter e Weasley. Agora, entrem ou será uma semana de detenções.


Rony caminhou com os passos firmes para o fundo da masmorra. Sentia seu corpo inteiro tremendo de raiva, não fazia questão de controlá-la.


Sentou-se ao lado de Simas e Dino, não querendo olhar para Harry e pensando em Hermione. Gostaria de sair correndo daquela masmorra imunda e ir atrás da amiga, para saber se naquele momento ela já conseguiria ter voltado ao normal.


- Antídotos!- a voz de Snape era tão indiferente, ele agia como se nada tivesse acontecido.- Vocês já tiverem tempo de pesquisar suas fórmulas. Quero que as preparem cuidadosamente e depois vamos escolher alguém em quem experimentar.


Após uma batida na porta, Colin Creevey entrou discretamente na sala. Foi até a escrivaninha do professor.


- Que foi?


- Por favor, professor, me mandaram levar Harry Potter lá em cima.


- Potter tem mais uma hora de Poções para completar. Subirá quando a aula terminar.


Rony não pôde conter um sorriso. Se ele não podia sair da sala em busca de Hermione, nada mais justo que Harry também fosse forçado a assistir a aula até o final.


- Professor, o Sr. Bagman é quem está chamando. Todos os campeões têm que ir, acho que querem tirar fotos...


A voz de Colin era nervosa. Rony arriscou um olhar para Harry que parecia levemente incomodado. Quando percebeu que Harry olharia para ele, fitou o teto e permaneceu ali imóvel, como se não tivesse prestado atenção a nada que fora dito.


- Muito bem, muito bem. Potter deixe o seu material, quero que volte aqui depois para testar o seu antídoto.


- Por favor, professor, ele tem que levar o os campeões...


- Muito bem! Potter apanhe a sua mochila e desapareça da minha frente!


Rony sentiu que era seguro olhar agora. Viu Harry jogar a mochila por cima do ombro e ir em direção à porta.


Ótimo, pensou, certamente mais um pouco de publicidade não fará mal.


Assim que Harry saiu da sala, Snape mirou a turma com um olhar frio.


- O que estão esperando?


Permaneceram parados, em choque, algum tempo. Quando se deram conta de que o professor queria que começassem o trabalho, correram em busca dos materiais.


Rony estava arrumando tudo ao lado do seu caldeirão, quando Malfoy passou muito perto de sua mesa, falando propositadamente mais alto.


- O famoso Potter. Consegue se livrar de qualquer aula apenas para tirar uma fotos. – Rony sentiu que o Sonserino agora o olhava, mas resolveu não levantar o olhar, certamente não conseguiria conter a raiva que ainda estava dentro dele.- Então, Weasley. Gostou dos novos dentes de sua amiguinha? Malfoy atingiu Hermione!- ele fez uma voz esganiçada, fazendo os outros Sonserinos próximos rirem.


Rony apenas levantou os olhos quando eles já estavam afastados o suficiente, e ele não corria o risco de perder a paciência e enforcar Malfoy.


Torceu apenas para que aquela aula passasse o mais rápido possível, antes que seu cérebro armasse uma idéia para conseguir envenenar Malfoy e esconder os antídotos da sala para o ver agonizar no chão.


(...)


Hermione não soube dizer quando tempo permaneceu deitada sobre o peito de Rony, sentindo a respiração dele, os braços do ruivo firmemente envolvendo seu corpo de um jeito protetor.


Permaneciam em silêncio e aquele momento sem palavras não era tímido. Não havia necessidade de falarem nada. Ambos sabiam que estarem juntos bastava.


Hermione sentiu um leve sobressalto enquanto Rony levava uma das mãos aos seus cabelos. Moveu-se lentamente, levantando a cabeça para olhá-lo nos olhos.


Encontrou aqueles olhos azuis a encarando de volta. Rony tinha um sorriso leve no rosto, um semblante sereno.


Lentamente, ela ergueu a mão e tocou o rosto do garoto, deslizando os dedos pela bochecha até alcançar a sua boca. Rony, mantendo os olhos fechados, segurou a mão que Hermione pousara em seus lábios e a beijou delicadamente.


Hermione acabou com a pouca distância que havia entre eles e com a maior calma que pôde reunir, o beijou novamente. O ruivo retribui o beijo da mesma maneira delicada que Hermione começara, os dois braços a envolvendo fortemente.


Parecia que haviam se passado horas, Hermione não pensava em quebrar o beijo. Um de seus braços abraçava Rony e o outro descansava ainda em seu rosto.


Rony afastou o rosto brevemente, apenas alguns milímetros, beijando três vezes os lábios úmidos dela. Ela abriu os olhos lentamente, enquanto sentia um arrepio repentino no pescoço: Rony agora deixava apenas a ponta de seu nariz encostar na pele da garota, ela podia sentir sua respiração quente.


Sua mão esquerda acariciou os cabelos de Rony, seus olhos estavam semi-abertos, apenas para observar o brilho intenso que o sol fazia naquele vermelho que ela tanto amava.


Rony a olhou, um olhar sério e ao mesmo tempo cheio de significados. Ela não conseguia decifrar o que ele queira dizer.


- Mione...- a voz dele pareceu trazer a ela uma sensação de extrema paz e conforto. Rouca, mais baixa do que o normal, como se falasse ao coração dela.- Você se importaria se eu fosse com você quando for visitar seus pais?


Hermione parou o carinho em seus cabelos no mesmo instante, esperara qualquer coisa, menos aquilo.


-V-você quer ir comigo?


- Não quero que você vá sozinha.- aquele sorriso torto que ela tanto amava brincava no rosto de Rony.- Ficaria muito preocupado.


Ela permaneceu em silêncio, apenas admirando o brilho do olhar dele.


- Você...se importa que eu te acompanhe?


- Não, claro que não!- ela voltou ao presente, tentando firmar sua atenção na conversa.


- É que eu estava pensando nisso, sabe. Se estiver tudo bem pra você. Logo depois você irá para Hogwarts. Não quero perder mais nenhum minuto ao seu lado.


Aquele familiar arrepio a percorreu, sem que nada além das palavras dele chegassem a ela. Ela sorria, abertamente para o ruivo. Ele pareceu extremamente feliz com a resposta muda dela.


Rony inclinou-se para tocar seus lábios por um breve momento, enquanto suspirava longamente.


- Acho melhor entrarmos. Por mais maravilhoso que esteja aqui fora. Daqui a pouco minha mãe aparece gritando, querendo que a gente ajude nos preparativos pro almoço.


- Tudo bem.- ela sentia que não havia necessidade de dizer mais nada. Tudo que queria dizer parecia ter sido expressado em gestos, e não em palavras.


Hermione colocou-se de pé, sentindo alguma dificuldade a fazer isso. Parecia que seu corpo ficara extremamente anestesiado, tanto tempo ao lado de Rony.


Ele se levantou também, uma mão ainda firme na sua cintura. Os dois começaram a fazer o caminho de volta para a casa, Hermione passando uma mão ao redor de Rony, impedindo que o abraço fosse quebrado.


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