CAPITULO 82 – PASSANDO A PERNA NO DESTINO
Tão logo Rony foi atrás de Hermione, Harry se afastou de toda a família Wesley, se refugiando na varanda, tendo olhado de um modo para Gina que ela não teve dúvidas sobre precisarem conversar.
Saindo discretamente na casa, sem que não lhe dessem falta em meio à discussão que se armou sobre como resolverem o problema, ela encontrou Harry.
Sério, ele se virou para a noiva com os olhos verdes brilhantes, e com algo que a encantou.
-Faria uma loucura comigo? – ele perguntou direto, sem meias palavras.
-Já fiz uma loucura com você – ela respondeu, segurando aquele tolo ramalhete nas mãos, sentindo-se vazia e estúpida por ver suas ilusões perdidas diante dos problemas de seu irmão.
-Sim, mas a loucura que peço não fará mal a ninguém, muito menos a nós – ele se aproximou, sorrindo tão bonito e empolgado, que Gina sentiu o coração derreter.
-O que tem em mente?
Enquanto Harry explicava, ela ouvia atentamente.
-Rony saberá que fez isso por Hermione – Gina disse se afastando dele magoada.
-Não vê Ginevra, que faço isso pelos dois? Para que um casamento tão bonito não acabe! - defendeu-se – E faço por nós dois, pois não poderia deixá-la pára trás por tanto tempo! Diga que aceita – segurou seu rosto entre as mãos, os olhos verdes hipnotizando-a.
Gina ponderou que não lhe contara sobre a suspeita de esperar um bebê, sendo assim, Harry realmente a desejava ao seu lado.
-Mamãe ficará magoada... – era uma última tentativa de ser racional e responsável.
-Sua mãe pode entender o amor – ele justificou notando como os olhos azuis como o céu, límpidos e expressivos se umedecera de emoção e expectativa – Venha comigo Ginerva! Não pense!
-Sim Harry! Eu vou!
Harry soltou seu rosto e apanhou sua mão, e em meio a sorrisos incrédulos e olhares apaixonados, os dois saíram correndo na chuva, subiram na carruagem, e sem que ninguém notasse, estavam na estrada, indo em direção à cidade...
Hermione não estava no quarto. Praguejando contra a dor e a sensação de perca, ele a procurou na cozinha. Um dos meninos de Juanita brincava com um carrinho de madeira e indicou a porta dos fundos, provavelmente por onde ela passara.
Não precisou procurar muito. Ela estava ao lado da casa protegida pela areazinha dos fundos.
-Hermione, precisamos falar, entre na casa – ele pediu nada disposto a andar na lama ou na chuva.
-Eu não quero falar, por isso sai da casa – respondeu.
-Acontece que eu tenho que falar, você querendo ouvir ou não, e não posso pegar essa chuva. Vai entrar ou vai me obrigar a fazer uma besteira?
-Estou ouvindo o que diz, não preciso entrar! – reclamou.
-Hermione, não faz assim. – ele pediu, cansado.
Muito cansado.
Hermione olhou em sua direção. Estava pálido e obviamente sentia dor. Dando o braço a torcer entrou na cozinha e pretendia se afastar quando foi abraçada.
-Não se afaste por causa de Lilá – ele pediu assustado com o que estava acontecendo – Daremos um jeito nisso...
-Sempre teve medo dela. Do que ela poderia fazer! – afastou-se, por mais tentador que fosse ficar em seus braços – tinha medo que ela contasse que já era casado!
-Não! Hermione!
Ela não ouviu, empurrou-o e escapou.
-Tudo faz sentido agora! Não poderia contar a seu pai que já era casado com uma cortesã que esperava um filho de outro homem! Foi por isso que fez tanta questão de voltar! Ninguém saberia de seu pecado, não tão longe! Tanto medo que o banqueiro soubesse que não dormíamos juntos... Era apenas receio que ele exigisse explicações, que ele xeretasse sua vida e descobrisse seu casamento!
-Juro que não é verdade! Nunca me casei em segredo com Lilá! Porque esconderia isso de Harry? Diga-me, porque esconderia isso do meu melhor amigo?
-Não sei! - ela gritou confusa. – Vergonha talvez, afinal, ela também era mulher de Harry!
-Hermione, me escute, eu nunca fui casado! Nunca houve uma mulher capaz de me fazer cometer essa loucura! Não até conhecê-la! Não posso lhe provar agora, mas posso provar! Escreverei a um grande amigo de Londres, é juiz, e irá me enviar os documentos necessários para provar minha inocência!
-Não haverá tempo! Será que não ouviu seu irmão? – lágrimas se formaram em seus olhos, mas ela não notou, gritando com ele – Vou perder minha fazenda! Vou perder a única coisa que me resta! - alarmada, lembrou-se que era tudo culpa dele! – Eu poderia ter pagado a hipoteca sozinha! Se não houvesse surgido um comprador, se você não houvesse surgido com seus gestos falsos e dissimulados, eu teria conseguido! Por sua causa perderei a única coisa que me sobrou na vida!
-Não, não é a única coisa que lhe resta! Sim, irão tirar a fazenda de nós. Será leiloada e vendida. – vendo a dor em sua face, baixou o tom de voz, não querendo assustá-la. –Essa venda será desfeita quando eu provar que estão errados. Recuperaremos as terras Hermione.
-É mentira! – acusou.
-Não, não é! Provando a veracidade do nosso casamento, Lilá será presa, e a fazenda recuperada. Não estou brincando, não é um blefe. Teremos que esperar, nossa vida será muito difícil, mas vamos recuperar tudo. Eu juro que vamos!
-Está falando besteiras! – se esquivou de seu toque.
-Querer cuidar de você é besteira? – atirou em sua cara.
-Porque se importaria?
-Porque é minha mulher, a única mulher que carrega meu nome e possui meu coração – sua voz era carregada de sinceridade – Hermione, acredite, não estou mentindo. Se estivesse, o mais acertado seria estar fazendo as malas e me preparando para fugir. Bigamia é crime Hermione.
-Crime? - ela empalideceu.
-Um crime que não me preocupa. Lilá conseguiu estragar nossos planos, mas não nosso casamento ou nossa felicidade. Está me entendendo?
-Eu... Não sei se acredito em você. – foi sincera.
-Não pode ao menos me dar um voto de confiança? – pediu humilde.
-O que quer dizer? – afastou-se, cruzando os braços, olhando para seus olhos com pavor.
Sim, tinha pavor de ficar sozinha novamente. Pavor de ficar sem a presença daquele homem divertido e sedutor.
Havia tanta cor em seus dias, que só de pensar em ficar só, via tudo preto e branco. Não queria perder a fazenda, mas a idéia de perdê-lo era ainda mais dolorosa.
-Fique do meu lado e me apóie.
Era um pedido difícil.
-Não posso permitir que encoste em mim novamente, pode não ser meu marido. – avisou – além do mais, não quero que outras pessoas saibam.
-Hermione... - ele pensou em argumentar. Estavam se acertando, estavam caminhando para uma vida juntos, e ele estava prestes a lhe contar do bebê. Como voltar atrás?
-Não pode ser de outro jeito! – ela disse alarmada com a idéia dele se recusar.
-É a única mulher da minha vida – ele insistiu.
-Nesse momento, não é o que todos pensarão – avisou com a expressão indecifrável.
-Não sinta medo Hermione – ele pediu comovido com seu olhar angustiado – Vou dar um jeito, eu juro que vou resolver isso. Tenho... Tenho um valor pequeno, depois dos gastos com a fazenda, mas posso tentar usar isso a nosso favor. Posso conseguir um empréstimo, eu não sei. Tenho que pensar com calma, mas uma coisa eu posso te dizer com toda a certeza: nada nesse mundo vai me afastar de você!
Hermione estremeceu e virou-se de costas, para que não visse o tamanho da emoção que a percorria. Limpando as faces, ela tirou as marcas das lágrimas, olhando acusadora para a imagem de Guilherme que não anunciara a chegada.
-Harry e Gina sumiram – ele avisou seco e direto.
-Harry e Gina? – Hermione maneou a cabeça incrédula.
-Sabe onde estão? – Gui disse acusador.
-Harry está com pressa para se casar – ela disse sorrindo.
Que ao menos alguém pudesse ser feliz pensou.
-Ginevra estando com Harry está protegida. – Rony constatou, sentando em uma cadeira, suas forças praticamente nulas – Preciso que Percy leve um recado ao juiz. Pode chamá-lo? Preciso ir para o quarto, não me sinto bem...
Hermione admirava em Rony sua capacidade de pedir ajuda. Não tinha problemas em admitir a própria dor.
-Chame seu irmão – ela repetiu, despachando Gui – Eu o ajudo a ir para o quarto...
Guilherme olhou de um para o outro, talvez indeciso sobre deixar o irmão nas mãos dela, mas ao notar o modo carinhoso como Hermione servia de muleta, apoiando um dos braços de Rony em seus ombros pequenos, ajudando-o a levantar e andar para o quarto, voltou à sala, envergonhado dos próprios pensamentos rudes a respeito daquela mulher.
Parte sua lamentava as próprias escolhas, ao casar-se com Fler.
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-Deus, quanto azar – Rony lamentou ao se recostar contra os travesseiros – Levo um tiro, e agora perco tudo que tenho. Só pode ser azar.
-É o azar da minha vida respingando em você – ela disse como se fosse uma praga, um tanto ácida – Juanita vive dizendo que sou azarada.
-Juanita não sabe de nada – ele resmungou, abrindo a camisa para conferir o curativo – Essas faixas estão me apertando... Estou sem ar.
-As faixas estão como deveriam estar, respire fundo, é apenas impressão sua – ela acalmou-o.
Pensativa, se afastou para a penteadeira, olhando para o espelho.
-E se você for preso? - ela perguntou de repente – O que acontece se for preso?
-Não serei preso, ao menos não imediatamente – ele esclareceu, numa careta de dor e raiva ao pensar nisso – O primeiro passo será uma investigação de todos os documentos apresentados. Se eu não provar a veracidade do que alego, então, serei preso. O que não acontecerá, pois estou falando a verdade.
-Tem certeza? – era uma pergunta válida.
Rony fitou-a por instantes, analisando a pequena mulher a sua frente. Com um olhar duro, de quem não se surpreende com mais nada na vida, ela o enfrentava, desafiando-o a magoá-la. Suspirando, ele deixou-a vencer.
-Tenho toda a certeza do mundo – respondeu.
-É bom que tenha mesmo! – a voz séria de Percy parado na porta do quarto cortou o dialogo entre eles, e olhou para o irmão critico – Grande confusão essa! Saiba, não é bom para minha carreira ter um irmão investigado!
-Fico horrorizado em ser uma mancha em sua carreira Percy – Rony respondeu com um sorriso velado, quase com humor – Agora, me conte exatamente o que Lilá contou. Quero saber cada palavra!
-Trouxe uma cópia do depoimento dela – ele tirou de dentro do paletó um documento muito bem dobrado - Não deveria ter feito isso, mas o juiz não dará por falta – esclareceu um pouco envergonhado.
Não era de sua personalidade correr riscos. Não era mesmo!
-Lhe sou grato irmão – Rony agradeceu, sabendo como era difícil para ele quebrar regras.
Hermione saiu do quarto enquanto ele lia e conversava com o irmão, mas não teve sossego. Molly a interceptou levando-a para a sala. Eles debatiam se deveriam ou não ir atrás de Harry, e Molly parecia um pouco desesperada sobre eles descobrirem a razão de tanta pressa.
-Gina lhe contou? – Hermione sussurrou para a sogra que a olhou com um olhar de reconhecimento.
-Não foi preciso, conheço minha filha - ela disse apreensiva – Sei que está cuidando dela Hermione.
-E alguém consegue cuidar de Gina? - ela perguntou irônica, mas com uma pitada de humor. – não é preciso tanto escarcéu! - ela disse acima das vozes de todos os homens.
Afinal, por maior que fosse o homem, nunca se intimidou.
-Gina está com o noivo. Eles têm presa em casar. É apenas uma loucura de dois apaixonados!
-E acaso sabe onde levam as loucuras de apaixonados? – Fred perguntou, sem humor dessa vez.
-Se estiverem casados, espero que os levem para uma vida plena e cheia de felicidade! – encarou o homem com um sorriso sádico – Porque não aguardam que Harry retorne? Se eles não voltarem casados, eu mesma ofereço a arma para que lavem as manchas na honra de sua irmã! – ironizou. – Se bem, que do jeito que é difícil achar um bom partido nessa terra, deveriam beijar o chão que Harry pisa!
-É o que faz? – Gui perguntou incapaz de se conter.
-Não, mas tenho certeza que sua mulher o fará quando descobrir o quão rico Harry é! – respondeu a altura.
Gui se calou, e Hermione sentiu-se culpada por usar dessas palavras duras para encerrar uma discussão como essa, tão sem sentido.
-Vamos nos sentar e aguardar – Arthur disse, acalmando os ânimos – Hermione, filha, porque não nos serve alguns dos seus deliciosos bolinhos? Rony falou tão bem de seus doces!
Era uma tentativa de acalmar a todos e ela ficou grata, murmurando algo como “não demoro”, antes de sumir para a cozinha.
Exausta, ela sentou-se numa das cadeiras da cozinha, e apoiou o rosto numa das mãos, sentindo uma horrível vontade de chorar.
E se ele fosse mesmo casado?
Essa pergunta martelava em sua mente.
Um casamento errado, com a mulher errada, mesmo assim, um matrimônio que invalidava a união de ambos.
Se fosse verdade, não haveria nada entre eles. E se mesmo assim, Rony preferisse viver com ela? O que faria? O mandaria embora? Quer dizer, ambos iriam embora, mas e depois, viveria com um homem casado com outra?
-Meu filho não mentiria Hermione.
Ela olhou acusadora para a visão sempre tão conciliadora de Molly.
-E como pode ter certeza? Passou muito anos sem vê-lo. – perguntou sem notar que uma lágrima corria em sua face, de mágoa, dor e medo.
-Porque eu olho em seus olhos, e reconheço o meu menino que foi embora tão pequeno. Ele não mente para nós. Nunca mentiria.
-Se engana, é um mentiroso! – ela lembrou que ele era metido a estratégias para conseguir o que queria.
-Não em assuntos sérios! Rony é um gozador, e sabe aproveitar o bom da vida. Culpa nossa, que deixamos um menino sozinho em uma escola fria e sem sentimentos. Ele é o homem que deveria ser. Honesto, bondoso e sincero com quem ama. Não duvide disso – ela se aproximou e fez um carinho nos cabelos de Hermione.
Ela segurou o pranto, mas não pode evitar algumas lágrimas.
-Eu o mato se for casado com aquela mulher! – confessou entre lágrimas.
-E terá minha permissão para fazê-lo se for verdade – Molly disse sorrindo. – Agora, limpe esse lindo rosto, me diga onde guarda os pratos e os talheres, e vá cuidar de seu marido.
Hermione obedeceu, lembrando-se de sua própria mãe. Era fácil gostar de Molly. Mesmo sendo ela mãe do homem detestável que a colocava em todos os tipos de situação inusitadas.
No quarto, Percy discutia com Rony como falar com o juiz e sobre um documento que Rony ditava para Percy, e que deveria ser entregue com urgência ao juiz e ao banqueiro.
Ele levantou os olhos em sua direção, reconhecendo as marcas de choro, e odiou Lavander com todas as suas forças!
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Anoitecia, e a impaciência dos homens Wesley crescia. Depois de aplacar os ânimos por mais vezes que podia contar, Molly estava adormecida num canto do sofá enquanto os filhos jantavam, numa confusão de vozes masculinas que poderiam assustar outras mulheres.
Juanita se apressara a servir o jantar e ir embora, visto que Suares não a queria perto de tantos homens. Ciúmes, ou apenas zelo. Fosse o que fosse ela não ficaria para saber o resultado.
Restara a Hermione servi-los e se encarregar que não voltassem ao assunto ‘Harry’.
Ignorando a conversa e o riso alto e irritante, ela serviu Guilherme novamente, achando que aquele homem comia demais para seu gosto. Era de fato, alguém acostumado a comer apenas quando ia visitar a mãe, pois a esposa se recusava a cozinhar.
Com um longo olhar irritado para ele, ela sorriu para Fred, que contava uma de suas piadas sujas, e esperou que estivessem todos comendo para revirar os olhos.
Da cabeceira da mesa, Rony piscou o olho para ela, como quem pede desculpas por isso. Ela sorriu sem querer, se conformando em jantar de pé, na pia. Tudo bem, não tinha muito apetite mesmo.
A possibilidade de ser a amante de seu próprio marido lhe tirara o apetite!
Perdida em seus pensamentos, assustou-se com a movimentação que se seguiu. Alguém chegava barulhento e aos risos, e ao ouvir a porta ser aberta e a voz de Molly, todos saíram em disparada para a sala.
Gina tinha o mais lindo e apaixonado sorriso na face, apesar do vestido molhado e dos cabelos imundos pela chuva. Havia barro vermelho quase até seus joelhos e o mesmo em Harry.
-A carruagem atolou aqui perto! - ela contava para a mãe. – Pai! -ela gritou estendendo a mão para ele, mostrando a aliança – Estou casada pai!
-Minha filha! – ele a acolheu em um abraço; alivio de pai em sua face, enquanto olhava para o genro – Que loucura foi essa Harry? Roubar minha filha!
-Não pude me conter Sr.Wesley – ele disse com um sorriso idiota e igual ao de Gina em sua face – O juiz nos casou e o padre marcou a cerimônia para quando voltar! Aqui está a comprovação! – estendeu a Rony a certidão de seu casamento com Gina. – Gina é oficialmente a Sra.Potter!
-Wesley Potter! – ela corrigiu – Jamais deixarei de ter o nome de meu pai! – seu belo sorriso se aliou as lágrimas de felicidade – É o dia mais feliz da minha vida mãe!
-E é o meu também! – Molly disse com a voz embargada enquanto desconjuntava a filha em um abraço maternal. – Minha filhinha está casada Arthur!
-E por pouco não fica viúva! – Fred disse com algo de aviso na voz – Se não voltasse com essa certidão Potter, não sei não...
Para contrariar as palavras, ele lhe deu um abraço de irmão, assim como os outros.
Quando Harry olhou para Rony, parecia um pouco temeroso.
-Onde pensam morar agora? – Arthur perguntou.
-Farei uma oferta irrecusável aos Gueen amanhã bem cedo, quero ter a fazenda garantida para quando voltar – ele disse feliz em contar – não me importo de ser roubado, só quero garantir que tenhamos nossa fazenda o mais rápido possível!
-Voltar de onde? – Rony perguntou intrigado.
-Irei a Londres, buscar pessoalmente as provas de sua inocência. Por isso não pude esperar. Não poderia deixar Gina. Ela ficará, pois é uma longa viagem, mas ficará minha esposa – havia uma conversa em seu olhar que apenas Harry, Hermione e Molly poderiam entender – não poderia conceber a possibilidade de outro homem desposá-la em minha ausência.
Era uma boa desculpa para ocultar outros fatos.
-Harry convenceu o juiz a esperar meu irmão! Precisava ver como é influente! Ele ouvia como se fosse uma serpente sendo encantada por um mago! - ela disse com encanto único de uma moça apaixonada – E Ford? Nunca vi um homem parecer tão apaixonado por outro! Se Harry quisesse, tenho certeza que ele trocaria de lugar comigo!
-Não diga tolices filha! – Molly criticou sua malícia.
-Porque esteve vendo o banqueiro? – Rony perguntou desconfiado.
-Não poderia partir e deixar para trás uma situação dessas. Não depois de passar as últimas duas semanas trabalhando e sentindo na pele o sacrifício que faz para manter essa fazenda. Não é direito que uma mulher como Lavander destrua isso, uma mulher, que me culparei pela vida toda por ter apresentado a você! – baixou os olhos, envergonhado – Por isso... Eu não lhe dei um presente de casamento... Então... Bem... – ele tirou um documento de dentro do casaco, que estivera a salvo num bolso, esperando o melhor momento – Paguei a hipoteca em seu nome.
Suas palavras caíram sobre Rony com a força de uma tonelada. Olhou diretamente para Hermione.
Era isso. Harry a amava a ponto de fazer uma coisa dessas.
E agora, todos saberiam.
Beta: Que Rony mais tolo esse não, quem me dera ganhar um presente assim!!!
Autora:Tadinho do Rony. Leva um tiro, temque aturar um amigo fura olho, e ainda o mau humor da Hermione. Isso que é azar...heheheheh.
Tem uma NC daqui a pouquinho. Estou chegando em uma fase intermediaria, por onde eles terão que passar para chegar a segunda fase da fic.
Beijos