CAPITULO 80 - SEM DONO
O bom humor de Rony havia se esvaído totalmente até o final daquela semana. Há três dias do casamento de Gina, estava sentando e até se arriscara a andar uma vez. Um curto passeio até o corredor, barrado pelo gritos de sua mãe.
Aliás, estava farto de sua mãe.
Estava farto de Gina.
Estava farto de Juanita.
Estava farto de Hermione.
Tudo em que podia pensar era em sair daquela casa de mulheres. Era egoísta, pois era cuidado como um príncipe, mesmo assim, estava cheio de tanto paparico!
Sua algoz resplandecia felicidade, desde que os enjôos pareciam ter ido embora. Sentia muito sono, e haviam desenvolvido uma estranha rotina. Dormiam juntos todas as noites, e permaneciam na cama até o meio da manhã quando a preguiça de Hermione ia embora.
Depois disso, lhe fazia companhia.
Aí estava o problema.
Uma solidária e caprichosa companhia. E platônica. E dessa vez, a culpa não era de Hermione!
Fechou os olhos humilhado ao lembrar-se da primeira vez que ela lhe dera banho de esponja. O que prometia ser uma das experiências mais eróticas da sua vida se mostrara um completo fiasco, quando a despeito de todas as tentativas inocentes de Hermione em seduzi-lo não obtivera resultado.
Ela não comentara nada. Nem mesmo nas vezes seguintes. Mas ele não tinha dúvidas que ela saiba!
-Porque está tão irritado? – ela perguntou na tarde anterior, quando passava a esponja úmida por suas pernas, cuidadosa e assexuada como deveria ser uma enfermeira – Achei que gostasse de se lavar!
-Eu gosto, e gosto principalmente que você o faça – resmungou – por mais que não demonstre...
Ela olhou para ele em dúvida sobre ter entendido, e continuou esfregando a pele, até chegar aos pés, onde esfregou as plantas e entre os dedos.
-Não espera se curar da noite para o dia, não é? – ela perguntou enigmática, como quem pergunta por metáforas.
Na ocasião se recusou a responder. Não queria falar sobre isso. Nem mesmo com o médico se deu ao luxo de falar. Como expor sua impotência diante de outras pessoas? Nem pensar!
Hoje, depois de almoçar e se despedir de sua mãe, ele finalmente ficou sozinho com Hermione. Molly voltava para casa, pois com o filho se recuperando e bem cuidado, não havia mais nada para fazer ali.
Sentada numa cadeira ao lado da cama, Hermione costurava quieta e pensativa.
-Algo errado com os vestidos que lhe dei? – perguntou para puxar assunto.
-Não – respondeu sem erguer os olhos para ele – Devo estar ganhando peso. As costuras estão apertadas – respondeu ao acaso.
É claro que estava ganhando peso. Em poucas semanas não entraria em nenhuma de suas roupas. Sorriu, mas ela não notou entretida com as agulhas e linhas.
-É uma surpresa descobrir que entende de agulhas. – ele sorriu – desperdicei dinheiro com Suzan.
-Se atreva a esperar que costure vestidos e verá o que faço com as agulhas – respondeu ciumenta por ele tocar no nome da outra.
Rony apenas sorriu, entendendo que seu mau humor era por outra razão. Assim como o dele. Pensativo fitou o teto em busca de respostas.
Terminando o trabalho com o vestido, ela olhou para Rony, tão quieto e ofuscado por medos tolos. Aquele homem era um idiota!
-Quer que leia para você? – perguntou, já prevendo a resposta.
-Não – respondeu a expressão fechada.
-Poderia trazer o tabuleiro de xadrez e...
-Não - negou veemente.
-Quer ficar sozinho para dar respostas mal educadas para as paredes? – ironizou.
-Se as paredes não me responderem de volta – retrucou.
-Porque tanta raiva? Está se recuperando tão bem!
-Oh sim, me recuperando muito bem – ele satirizou, ainda olhando para o teto.
-O que tem? Gostaria que fosse diferente? Que estivesse fraco e sofrendo?
-Não, claro que não. Mas ao menos, teria razões para não me sentir menos homem!
-Levou um tiro, esteve às portas da morte. E ainda se atreve a pensar nisso? – perguntou irritada.
-Então, também notou? – vergonha e humilhação o fizeram olhar para ela com acusação.
-Notei exatamente o que? – ela instigou.
-Que não estou me portando como homem!
-Quanta tolice. Perdeu muito sangue. Seu corpo está se recuperando, mas é um processo demorado, não pode esperar estar em todo seu vigor masculino em tão poucos dias! – respondeu surpresa por ele não saber.
-Pensa isso? – ele estava surpreso.
-Gostaria que chamasse o médico para lhe explicar? – havia tanta ironia em sua voz que ele fechou a expressão.
-Não preciso de nenhum homem sabendo que não posso satisfazer minha mulher!
-O mal dos homens é pensar com as partes íntimas. – ela ofendeu, levantando-se e levando consigo o vestido.
-Aonde vai? – perguntou dependente de sua companhia.
-Vou preparar água para seu banho. Quer comer algo antes?
Rony procurou por provocação ou maldade em sua voz e face e não encontrou.
-Aceito um pedaço de bolo – deu o braço a torcer.
Hermione ocultou um sorriso enquanto saia do quarto. Na cozinha, serviu um pedaço generoso de bolo em um pratinho, apanhou suco de laranja e ainda um cacho de uvas. Aquele homem gostava de comer, e precisava se alimentar.
-Meu irmão está menos irritado essa manhã? – Gina perguntou num raro momento de descanso.
-Não está irritado, está preocupado – confessou, olhando para Gina e mordendo o lábio antes de confidenciar, como nos velhos tempos quando dividiam todos os segredos – Acha que está curado e não se conforma em não... Manifestar reação... Diante de mim.
-Se refere a...? – Gina soltou um risinho e provocou – Porque não o ajuda?
-Gina! – ficou chocado com sua ousadia – Já deveria saber que seus piqueniques na beira do lago com Harry não dariam em boa coisa! – disse resignada.
-Ele não me ama, mas ao menos deseja – disse ficando triste – como gostaria de impedir esse casamento, ao menos, até Harry me amar... – lamentou.
-Será mais fácil que a ame se estiverem juntos, todos os dias na mesma casa e na mesma cama – ela instigou - não acha?
-Talvez tenha razão – deu de ombros roubando uma das uvas – não conte a ninguém, mas acho que estou grávida. Não sangrei esse mês. E tenho sentido indisposição todas as manhãs... – ela confidenciou.
-Indisposição todas as manhãs...? – largou a bandeja assustada, lembrando de suas próprias indisposições. Sua palidez alertou Gina sobre ter falado demais.
Apressada se corrigiu.
-Dizem que as mulheres grávidas não menstruam. É verdade?
-Sim, é verdade – alívio varreu seu susto ao lembrar-se de sua regra, sempre em dia. – Prepare água morna, sim?
-É claro – Gina disse submissa e conformada com seus dias de escravidão – Tente ser bozinha com Rony... Ele está passando por uma situação muito difícil!
-Deixe de ser fingida Ginerva - ela repreendeu quase sorrindo – Quer me ver... Fazer essas coisas! Maliciosa, é o que é!
-E por acaso não faz? – ela perguntou certeira vendo Hermione corar – Oh, você faz! – surpresa irrompeu num riso malicioso – Harry não deixa que eu faça. Diz que sou muito delicada para essas cosias... tolo, pois moro de vontade de chup....
-Gina! – ela cortou corando furiosamente – Saia da minha frente e cale-se! Quer que eu morra de vergonha aos seus pés?
Gina ainda ria maliciosa quando Hermione entrou no quarto e fechou a porta.
Rony estava sentado, recostado nos travesseiros e comeu para distrair a mente. Hermione saiu novamente, buscou a água e trancou a porta. Ele suspirou resignado, humilhado e submisso.
De cara amarrada, deixou-se despir como uma criança faria.
-Porque não me ajuda? – perguntou para distraí-lo.
-Prefiro que você faça - resmungou, rejeitando a esponja.
-Não gosto quando faz assim – ela reclamou.
-Assim como? Irritado? De má vontade? Ranzinza? Emburrado? – ele ergueu uma sobrancelha em ironia – Não parece muito justo Hermione. Pois é assim que se dirige a mim.
-É diferente – ela tentou explicar.
-Porque é diferente? – insistiu.
-É alguém diferente de mim. – foi sua simples resposta.
Nu, sobre o lençol, ele tentou achar alguma reação em seu rosto, mas ela não demonstrava nada.
Hermione se ocupou da tarefa, tentando não prestar atenção nas coxas musculosas, as virilhas formidáveis. Muito menos ao peito que atraia seu olhar e fazia suas mãos formigarem por um toque.
Tinha que cuidar dele, e não podia fazê-lo se ficasse pensando besteiras!
Lavou-o com a dedicação de uma mãe. Quando chegou às virilhas, afastou qualquer pensamento malicioso.
A espoja deslizou sobre o membro adormecido que repousava para o lado.
Nos outros dias, apenas moveria a esponja para lavar abaixo e pararia, mas hoje, as palavras de Gina inundavam sua mente com bobagens!
Sem saber de onde tirava coragem para tanto, ergueu o membro nas mãos, percebendo o quanto era grande, mesmo em repouso. Passou a esponja em todo o comprimento, assim como em seus testículos. Gestos delicados e gentis, que ficaram um tanto mais possessivos.
Não havia resultado. Seria uma grande mentirosa se dissesse não se preocupar. Não que houvesse alguma ligação entre um tiro na barriga e a impotência masculina, mas o susto e o medo podem fazer horrores com a mente humana!
Audaz, moveu cuidadosamente aquele pedaço de carne. Rony notou o exato momento em que a enfermeira foi embora e Hermione apareceu. Seus dedos o tocavam com cuidado demasiado, mas tinham uma intenção muito clara.
Sentiu o prazer daquele contato, sentiu o desejo correr nas veias, mas não teve a mínima reação física. Furioso consigo mesmo, afastou suas mãos.
-Deixe, não vai acontecer nada – era um profundo e desgostoso lamento.
-Feche seus olhos Rony – ela pediu numa voz tão doce e aveludada que ele obedeceu.
Os movimentos carinhosos cessaram, e na escuridão de seus olhos fechados, escutou e sentiu seus movimentos, quando Hermione sentou na cama, muito perto, o corpo curvado sobre sua cintura masculina.
Segurando o pênis flácido nas mãos, ela tocou com a ponta da língua. O contato era diferente de quando ereto. Era estranho... Procurando reações, sugou com cuidado, até sentir que endurecia.
Muito pouco, mas endurecia. Animada, aprofundou o membro na boca, acariciando-o com a umidade de seu interior, a língua trabalhando para agradá-lo e encher de sangue suas veias e de plenitude seu ser.
Em outro dia comum, ele não demoraria tanto a reagir, para ser franca, já estaria à beira do gozo, mas hoje, não era um dia comum.
Usando de todo seu esforço e conhecimento adquirido nesses poucos meses de casada, pôs em prática tudo que sabia. Sugou, chupou e lambeu, ate ter entre seus dedos um lindo e ereto pênis em sua homenagem.
Olhou para a expressão de prazer na face de Rony e contrariando seu próprio prazer, sabendo que não poderiam ir até o fim, decidiu por uma pequena vingança.
Soltou-o e tirou da boca, aprumando as roupas e guardando a esponja e a bacia no chão. Rony abriu os olhos, esperando que ela retornasse, talvez sem as roupas íntimas, montasse em seu quadril, mas quando Hermione se adiantou para aporta, soube que não aconteceria.
-Hermione! – chamou angustiado.
-Aí está. Espero que agora pare de se lamuriar! - disse com indiferença falsa.
Rony ficou sozinho, fitando a ereção que o machucava por mais.
Apensar dos pesares sorriu.
Não podia se zangar, tinha que lhe ser grato.
-Mas e meu desejo de lhe retribuir? – perguntou impedindo-a de sair.
-Não pode se mover! – lembrou-o.
-Posso sim. Acaso não notou que estou quase curado?
Era uma visão tentadora. Nu, excitado e belo. Mas não podia ser fraca!
-Pois se perde pelo ‘quase’. Deixei um livro na cabeceira. Volto mais tarde!
Apressada para fugir, saiu e fechou a porta.
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Naquela noite jantou com as visitas. Toda a noite se reunia com Rony e jantavam no quarto, mas hoje, envergonhada, preferira jantar na cozinha.
Sabia que atrapalhava a conversa de Harry e Gina e sabia muito bem a razão dos olhares enviesados de Gina em sua direção.
Eles viviam uma espécie de casamento antecipado. Almoços e jantares íntimos. Quartos no segundo andar não vigiados. Passeios no lago sozinhos.
Negligenciados, estavam se acostumando a vida de marido e mulher, mesmo sem a bênção do padre.
-Porque não janta com meu irmão essa noite Hermione? – Gina perguntou com tato.
-Porque ele merece ficar sozinho por algumas horas. Está muito aborrecido e me aborrecendo também!
-Meu irmão acha que a bala o afetou em outras partes... – ela riu maliciosa para Harry – Eu disse a Hermione que mostrasse a ele que está enganado...
-Ginevra! – ela brigou corada – Não fale desses assuntos na frente de Harry!
-Qual o problema? Somos todos experientes – disse com tanta petulância infantil que Hermione não controlou a vontade de humilhá-la.
-Experiente? E o que sabe uma rapariga que se espreita pelo mato, comparada a uma senhora casada? – seu olhar era de desafio e Gina corou revoltada.
Seu olhar para Harry exigia que a defendesse, mas ele apenas maneou a cabeça.
-Não é certo falar de assuntos tão íntimos na frente de um homem que não seja marido de Hermione. Sei que podem achar um momento mais apropriado para suas conjecturas Gina.
-Como queira, meu noivo – sua falsa submissão não enganava ninguém.
Hermione estava envergonhada, ainda mais ao constatar que obviamente Gina contaria todos os detalhes da conversa que tiveram a Harry.
Gina serviu o jantar e serviu o copo de vinho para Harry e para si própria, e para Hermione água. Ela não costumava beber, por isso não se importou.
Algum tempo depois na sala, Harry serviu-se de Uísque e deixou o copo sobre a mesinha no meio da sala, dedicando sua atenção a Gina que lhe fazia perguntas sobre a fazenda que ele ambicionava comprar. Arthur negociava com os Gueen a compra da fazenda, enquanto ele cuidava dos interesses de Rony.
Hermione estava aflita de voltar ao quarto depois do que fizera à tarde. Sentia um pouco de vergonha, mas o calor em suas entranhas era a prova de sua submissão e alma pervertida.
Se Rony insistisse um pouquinho... Ela fechou os olhos, apanhando o copo de Harry e levando aos lábios, bebendo num gole só! Seu pai sempre dizia que o uísque enervava os sentidos e nos poupava da realidade.
Sentindo a ardência em sua garganta e uma tontura, quase derrubou o copo ao tentar por de volta no lugar.
-Não deve beber Hermione, não está acostumada! – Gina alertou, tirando o copo de perto dela.
-Estou bem... – respondeu sentindo a voz enrolada.
Como prova levantou-se e tropeçou nos próprios pés.
-Acho melhor me deitar...
Nenhum dos dois ousou contrariá-la. O álcool subira totalmente a sua cabeça, pois não era acostumada a beber nada forte.
Com passos tortos, vigiados a distancia por Gina e Harry que trocavam sorrisos, ela entrou no quarto.
Rony estava quase adormecido pelos medicamentos, quando ela entrou batendo a porta sem querer, soluçando.
Ele notou que não chorava, era um soluço diferente. Suas faces estavam coradas e ela ria sozinha.
Hermione tirou o vestido e a roupa de baixo e vestiu a camisola, ao contrário, sem nem notar.
Engatinhou sobre a cama, despencando ao seu lado, olhando para o teto.
-Você bebeu Hermione?
-Um golinho – disse rindo, como se fosse uma grande piada – Nossa, como está quente aqui dentro...
-Não deve beber! – reclamou, pois estava grávida.
-Huhum... Foi um copinho só... Bem pequenininho... – mostrou o dedo, como se fosse uma criança muito mimosa – Oh, como sua pele é quente... – disse sentindo calor que vinha de seu corpo.
Encostou-se contra ele, passando uma das penas sobre as dele e cheirando seu pescoço.
-Tão quente...
-Está bêbada Hermione – ele achou a coisa mais incrível do mundo vê-la desse modo, descontrolada e frágil, perdida em seu mundo interior sem as inibições que normalmente tinha.
-Porque não me beija... Eu quero um beijo... - cruzou as pernas nas dele, se roçando provocativamente – Oh, quanto calor sinto aqui embaixo!
Uma de suas mãos tocou sua virilha sobre a camisola e gemeu, se esfregando nele mais um pouco.
-Hermione... – ele era um homem honesto, que jamais abusaria de uma mulher bêbada. Além disso, estava machucado...
-Oh... – ela gemeu, se tocando sobre o tecido e ele fixou o olhar em sua face, seus olhos turvos.
Talvez Hermione nem lembrasse na manhã seguinte...
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Rony tentou acariciá-la e lhe dar prazer, mas ela não deixou. Agitada pelo álcool ficava se mexendo sem parar e ele acabou rindo quando se enrolou na camisola. Ajudou-a tirar o tecido, contemplando o corpo que se revelou.
Ela se balançou no lençol, exibindo o corpo sem vergonha alguma. Seus seios eram erguidos o tempo todo, assim como abria e fechava as pernas, sem nem perceber.
Rony se apoiou em um braço, e colocou uma das mãos entre suas pernas, para aliviá-la do peso do desejo que o álcool trazia a seu corpo. Era uma reação química. Alguns bêbados choram, outros brigam, e alguns como Hermione, querem sexo.
Sem travas, ela estava toda soltinha.
Uma tentação!
Seus dedos a encontraram molhada e aberta, e a sondou com saudade. Fazia mais de dez dias que não a possuía...
Alguns toques depois e ela se contorceu chegando ao clímax para sua total surpresa. Gemendo exageradamente, ela alcançou o ápice, arquejando e se oferecendo.
Tentado ao extremo se moveu na cama, tomando cuidado com o ferimento em sua barriga e se colocou entre suas pernas.
Com toda certeza, Hermione arrancaria suas vísceras na manhã seguinte quando descobrisse! Excitado com o pensamento de ouvir seu gritos e talvez, até levar alguns tapas, penetrou-a gentilmente.
Totalmente relaxada pela bebida não ofereceu a menor resistência, e Rony começou as investidas achando que o prazer superava a dor física. Alguns movimentos depois, ele notou que seu quadril feminino parava de se mover, e ela estava imóvel.
Merda! Hermione apagara!
Frustrado, pensou em parar. O mais digno a fazer era parar, não era?
Bem... Ela não teria como saber que continuara após seu desmaio, teria? Além disso, não era um estupro. Era sua mulher e pedira por isso! Estava bêbada, verdade, mas ele não era um santo!
Decidido a aproveitar, continuou penetrando seu doce e cálido corpo, observando seus lábios entreabertos pelo sono, seus seios balançando com as investidas, e antes que pudesse mudar de idéia, gozou.
Conteve um grito de prazer para não acordá-la, e gozou tudo que podia dentro de seu pequeno corpo. Quando terminou, beijou sua boca, mesmo que não fosse correspondido.
Caindo de costas na cama, posou uma das mãos sobre a ferida do tiro, cansado e satisfeito.
Sentia dor, mas o relaxamento do orgasmo superava qualquer sofrimento!
Era um cretino, e provavelmente um cretino morto quando Hermione acordasse e notasse o que fizera, mesmo assim, era um cretino feliz!
Autora: esse Rony não presta! Mas olha, bem que eu gosto de um safado! Alias quem não pegava hein? Já pensaram? Um Rony bêbedo dando sopa por aí? Eu pegava! Hehe...