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2. Vingardium Leviosa


Fic: In Aeternum


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 2- Vingardium Leviosa


- Ronald Weasley-


Rony continuava em seu quarto, em silêncio. Aquela primeira viagem de trem ainda passando em sua cabeça, como um filme. Ao fundo ele escuta o ranger da escada, e desejou que ninguém estivesse vindo para tirá-lo de seus pensamentos.


Flashback


Draco Malfoy havia humilhado a família de Rony na primeira briga- de muitas- que tiveram. Novamente, a garota que ele apenas conhecia agora por Hermione Granger invade a cabine, logo após ter visto três garotos saírem rapidamente de lá.


- Que foi que aconteceu?


- Acho que apagaram ele - Rony olhou para seu rato. Como Hermione conseguia o incomodar tanto naquela época!?- Não... Não acredito... Ele voltou a dormir.


Ele resolve ignorar a garota e vira-se para Harry:


- Você já conhecia Draco Malfoy?


Harry contara para ele sobre o Beco Diagonal, como conhecera aquele que durante anos foi seu inimigo.


- Já ouvi falar na família dele. Foram os primeiros a passar para o nosso lado depois que você-sabe-quem desapareceu. Disseram que tinham sido enfeitiçados. Papai não acredita nisso. Diz que o pai de Draco não precisou de desculpa para se bandear para o lado das trevas. – Rony sentia-se incomodado, aparentemente a garota não planejava deixa-los a sós tão cedo. - Podemos fazer alguma coisa por você?


- É melhor vocês se apressarem e trocarem de roupa. Acabei de ir lá na frente e perguntar ao maquinista e ele me disse que estamos quase chegando. Vocês andaram brigando? Vão se meter em encrenca antes mesmo de chegarmos lá!


- Perebas andou brigando, nós não. Você se importa de sair para podermos nos trocar? – Rony não entendia perfeitamente o porquê do tom de voz dela o irritar tanto.


- Está bem. Só vim para cá porque as pessoas nas outras cabines estão se comportando feito crianças, correndo pelos corredores. E você está com o nariz sujo sabia?


Rony amarrou a cara para a garota. Lembrou que quando fora entrar no trem sua mãe tentara, em vão, livrar seu rosto de uma mancha. Sentiu-se ridículo enquanto a garota, após lhe chamar a atenção, saía da cabine, decidida. Ele e Harry vestiram-se em silêncio, enquanto Rony ainda tentava assimilar a briga com Malfoy e a raiva que sentiu por Hermione lhe apontar o nariz e dizer que estava sujo. Ela era tão irritante! Será que fazia questão de incomodar as outras pessoas?


Mais tarde, quando já estavam no castelo, o que mais temia que acontecesse, aconteceu. Como acontece na maioria das vezes em que não queremos determinado desfecho para uma situação, ele acontece: tudo que pode dar errado vai dar.


- Hermione Granger!- chamou a voz da professora McGonagall.


- Grifinória!- anunciou o Chapéu Seletor.


Rony gemeu. Também queria poder ser escolhido para a Grifinória, mas isso significaria ter que conviver dia após dia com Hermione. Somente após todos os anos que passou ao lado dela, foi que ele sentiu-se sortudo por naquele momento o velho e esfarrapado chapéu ter os colocado na mesma casa.


(...)


Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida de leve na porta. Parecia que ele tinha adivinhado que seria retirado de seus devaneios. Mas antes que ele pudesse dizer para a pessoa que a porta estava aberta e que podia entrar, ele escutou uma voz.


- Ron... Sou eu... - era Hermione.


Ele sentiu um tremor percorrer seu corpo. Será que era possível? Ele estava ali, relembrando com detalhes os primeiros momentos que passara ao lado dela, e ela, como que pressentindo que estava em seu pensamento, aparece na porta do seu quarto.


- Entre, Mione... Está aberta!- ele falou sem pensar, sem calcular direito o que estava fazendo. Não podia a deixar esperando.


Ela entrou sem cerimônia, indo se sentar ao lado dele na cama. Ele sorriu, lembrando-se que esse era o jeito dela. Aquela menininha metida do primeiro dia de aula ainda morava em algum lugar dentro daquela garota. Garota que ele agora conseguia ver com mais clareza do que nunca, e conseguia achar diferenças na beleza dela que só a faziam ficar mais bela.


- Sua mãe queria que eu viesse até aqui. Você está bem?


Ótimo. Sua mãe pedira para ela ir até o seu quarto. Então não fora nenhuma força do destino que a trouxera ali. Apenas Molly Weasley e sua preocupação maternal.


Mesmo sem que ele quisesse, sentiu uma pontada de decepção. Seu ânimo pareceu afundar um pouco. Imaginara, mesmo que por um instante, que ela diria que tinha ido até ali porque sentia sua falta, ou que queria conversar... Estar ao lado dele.


- Estou bem, na medida do possível.- ele a olhou, sério.- E você? Tudo certo com os seus pais?


- Sim, está tudo bem... - ela olhou para as próprias mãos.- Assim que pude expliquei para eles que gostaria de ficar por aqui alguns dias. Esperei eles assimilarem todas as informações e vim. Sabe, o feitiço da memória deixa as pessoas mais confusas do que eu poderia imaginar.


Agora a conversa tomava um rumo que ele achou mais interessante. Afinal, ela deixara seus pais para vir à Toca. Sem esforço nenhum, ele sorriu.


- Você estava dormindo? Te acordei?- Hermione o fitou, preocupada.


- Não, não... – falou, sentando-se na cama numa postura melhor. - Na verdade, eu estava... Ahn, lembrando...


Ele parou e desviou o olhar do dela.


-... lembrando...?- ela o encorajou a continuar.


- Você lembra - ele ria enquanto falava - da nossa primeira viagem de trem para Hogwarts?


Ela fora pega de surpresa. Claro que lembrava daquela primeira viagem. Estava tão ansiosa e nervosa, queria absorver cada detalhe de tudo.


- Como eu poderia esquecer?- ela sorriu e o fitou nos olhos.


- Hermione Granger-


Flashback


Ficara preocupada achando que os garotos andavam brigando, mas Rony não parecia querer nutrir uma conversa com ela, quando ela retornara a cabine e indagara se estavam se metendo em confusão.


Ele não a olhava, continuava conversando com Harry, a ignorando.


Aquilo a incomodou mais do que deveria, não estava acostumada a ser ignorada, posta de lado. Dava a impressão de que ele não a queria por perto, dividindo a cabine com ele e Harry.


- Perebas andou brigando, nós não. Você se importa de sair para podermos nos trocar?


- Está bem. Só vim para cá porque as pessoas nas outras cabines estão se comportando feito crianças, correndo pelos corredores. E você está com o nariz sujo sabia?


Ela resolveu mostrar a Rony que ela também podia o fazer sentir-se mal, já que ele insistia em querer se livrar o mais rápido possível da presença dela.


Depois disso, ela saiu bufando de raiva. Por que eles continuaram a conversar como se ela não estivesse lá?


Sabia que seu comportamento era infantil, mas mesmo assim não podia evitar.


(...)


- Você não me pareceu muito simpático aquele dia... - ela admitiu para ele, enquanto ria.


- E eu tive certeza que você era a pessoa mais mandona que eu havia conhecido.


- Mandona?- ela riu demoradamente. - Achei que você me achasse uma metida!


- Metida também... - ele confirmou com a cabeça. - Principalmente após alguns dias em Hogwarts.


Ela franziu a testa e tentou se lembrar de quando havia o incomodado novamente. Tentou recordar os acontecimentos em ordem. Ela tinha certeza que o momento da seleção das casas também o deixara frustrado, já que eles haviam sido selecionados para Grifinória.


- Você lembra? Quando ficou trancada para fora da sala comunal por culpa minha e de Harry?


Ela vasculhou a memória e a cena veio em sua cabeça. Mas não era algo muito agradável, aquela era uma época que ela ainda não estava 100% adaptada à escola. Andava grande parte do tempo sozinha, ou na biblioteca. Nas refeições, escutava as conversas das outras meninas, sempre observando de longe o que Harry e Rony poderiam estar aprontando.


Flashback


- Com licença - Hermione havia interrompido a conversa de Harry e Rony.


- Será que a pessoa não pode comer sossegada nesse lugar?- ela estava cansada de ser tratada assim pelo ruivo. Ele sempre lhe respondia de forma grosseira.


- Não pude deixar de ouvir o que você e Draco estavam dizendo.- ela resolveu se dirigir a Harry dessa vez.


- Aposto que podia – resmungou Ron. Ela tentou ignorar.


- ...e você não deve andar pela escola a noite, pense nos pontos que vai perder para a Grifinória se for pego, e você vai ser. É muito egoísmo da sua parte.


- E, para a falar a verdade, não é da sua conta- Harry respondeu para ela, imitando o tom de voz do amigo. Mas receber uma resposta curta do garoto não a ofendia tanto quando era com Rony.


- Tchau- Rony olhou para ela e saiu. Aquele “tchau” pareceu ser mais gelado do que qualquer outra palavra.


Ela sabia o que devia fazer. Precisava provar para si mesma que a raiva que sentia estava apenas associada com os garotos estarem quebrando as regras.


Naquela noite, ela viu Ron e Harry de robes, descerem para a sala comunal. Ela estava lá, esperando. Repentinamente, ela acendera a luz.


- Não posso acreditar que você vai fazer isso, Harry.- Sentia-se ridícula no seu robe cor de rosa, mas estava fazendo o que deveria ser feito. Sabia que se dirigisse a palavra a Harry iria se sentir menos incomodada.


- Você! Volte para a cama.- infelizmente Rony intrometera-se, não deixando o garoto responder.


- Quase contei ao seu irmão, Percy, ele é monitor, ia acabar com essa historia. – ela olhou para ele enquanto falava, testando sua reação.


- Vamos- Rony novamente estava a deixando para trás. Porém,dessa vez ela não iria ficar quieta. Os seguiu.


- Vocês não se importam com a Grifinória, vocês só se importam com vocês mesmos, eu não quero que a Sonserina ganhe a taça das casas e vocês vão perder todos os pontos que ganhei com a Prof.ª Minerva por saber a troca de feitiços.


- Vai embora. - mas ela não queria ouvir. Iria falar o que tinha que falar e ir se deitar, antes que se metesse em confusão também.


- Tudo bem, mas eu preveni vocês, lembrem-se do que eu disse quando estiverem amanhã no trem voltando para casa, vocês são tão...


Mas quando ela se virou para voltar à sala comunal, o retrato da mulher gorda estava vazio.


- Agora o que é que eu vou fazer?


- O problema é seu. Nós temos de ir, se não vamos nos atrasar – Ron continuou o caminho.


- Vou com vocês- ela os alcança. Rony não parecia estar gostando nem um pouco dela os acompanhar até o duelo marcado entre Harry e Draco.


- Não vai, não.- retrucou.


- Vocês acham que vou ficar parada aqui, esperando o Filch me pegar? Se ele encontrar os três conto a verdade, que eu estava tentando impedir vocês de saírem e vocês podem confirmar.


- Mas que cara-de-pau.


Eles não paravam de discutir. A sensação que ambos tinham é que precisavam ter a última palavra. Harry foi quem deu um final a discussão.


- Calem a boca, vocês dois. Ouvi uma coisa.


- Madame Nor-r-r-a?


Mas era apenas Neville, dormindo. Ele explicara para o grupo que se esquecera da senha. No fim, ele os acompanha, comentando que havia melhorado do braço quebrado na aula de vôo.


Por fim, aquela lembrança trazia um frio na barriga de medo de serem pegos andado na escola à noite: era um plano de Draco e Filtch os esperava.


- Eu...disse...a vocês- Hermione não conseguia reprimir as palavras. Precisava provar que estava certa- Draco enganou vocês...


Ela continuou falando, mas os meninos começam a correr.


Perdidos acabaram entrando em uma sala diferente para se esconder, foi quando conheceram Fofo, o cachorro de três cabeças de Hagrid que guardava o alçapão que ia em direção a pedra filosofal.


Hermione conseguia lembrar do susto daquele dia com clareza, trêmulos sentados na sala comunal após finalmente conseguirem retornar.


- Espero que estejam satisfeitos com o que fizeram. Podíamos ter sido mortos, ou pior, expulsos. Agora, se vocês não se importam, eu vou me deitar.


Rony ficara olhando para ela de boca aberta.


- Não, não nos importamos. Qualquer um pensaria que nós a arrastamos conosco, não é mesmo?


Após a primeira briga real que tivera com Rony, Hermione ficara sem falar com os futuros amigos por um tempo. Sabia que eles sentiam-se aliviados com isso, ela não estava sendo muito simpática. Temia que sua grande chance de ter ido para Hogwarts, ter sido descoberta bruxa, fosse estragada por dois garotos que tinham faro para encrencas.


Porém, ela quebrou o silêncio um dia.


- Então suponho que você ache que ganhou um premio por desobeder ao regulamento?- ela indagou Harry.


- Pensei que você não estava falando com a gente- foi apenas o que Harry lhe respondeu.


- É, continue a não falar- Rony falou, daquele jeito frio- Está fazendo tanto bem a gente.


Mione se afastara com o nariz empinado. Mal sabiam eles, o quanto magoava ouvir aquelas palavras. Ela sabia que os repreendia demais, mas só queria que eles entendessem que era para o seu próprio bem. Porém, enquanto Rony continuasse acreditando que ela fazia “bem a eles” por não lhes dirigir a palavra, ela continuaria quieta.


(....)


- Lembro, lembro sim...- ela abaixou os olhos. Não tinha mais um sorriso no rosto.- Por que você insistia tanto em ser grosso comigo, Ronald?


- Eu insistia em ser grosso? Olha, Mione... me desculpe mas você não era uma pessoa fácil de lidar. Eu e Harry éramos crianças, primeiro ano em Hogwarts! Não sabíamos direito o que estávamos fazendo...


- Só iam atrás de confusão...- ela olhou para ele e esboçou um sorriso.- Mas não foi essa briga que eu fiquei remoendo por mais tempo.


Rony abriu a boca para falar, mas parou abruptamente.


- O-o que você quis dizer com... ficar remoendo nossas brigas?


Ela sentiu uma sensação muito incômoda tomando conta dela. Levantou-se rapidamente, quase pulando da cama e começou a caminhar.


- Deixa pra lá, Rony... vim aqui lhe fazer companhia e não ficar lembrando de coisas que já deveríamos ter deixado para...


- Não...- ele a interrompeu.- N-não precisa falar... eu sei do que você está falando.


Ela se virou para ele e o encarou nos olhos. Como ela não falou, ele resolveu arriscar.


- Lilá?


Ela deixou o ar escapar rapidamente pelo nariz, fazendo um barulho engraçado. Óbvio que era essa briga (se é que podia chamar de briga) que ela lembrava mais. Havia a ferido por muito tempo. Acordava todo dia pensando que teria que ter forças o suficiente para ver os dois juntos.


- Estou certo...- ele olhou para o chão.- Não estou?


- Sim, está.- ela parou de andar e virou de costas para ele.


Quando ela subira ao quarto dele, não planejava reviver todas essas lembranças e sentimentos, alguns deles ela guardava só para ela.


Como poderiam saber, ainda quando haviam se conhecido em Hogwarts, que cada briga seria pior? Que só se magoariam cada vez mais por fugirem do que sentiam um pelo outro?


Flashback


Aula do professor Flitwick sobre feitiços de levitação. Rony e Hermione foram forçados a fazer dupla.


- Vingardium leviosa!- Rony falou, pronunciando de um jeito que quase não se conseguia entender as sílabas separadamente.


- Você está dizendo o feitiço errado. É ving-gar-dium levi-o-as, o gar é bem pronunciado e longo.- ela tentou o corrigir, mas aparentemente ele se ofendeu.


- Diz você então, que é tão sabichona.


-Vingardium leviosa!- ela pronunciara do jeito certo e sentiu uma sensação maravilhosa enquanto a pena subia em direção ao teto da sala perante todos os colegas, que olhavam atordoados o que a menina que nascera trouxa era capaz de fazer.


Rony estava de muito mau humor na altura que a aula terminou.


- Não admira que ninguém suporte ela.- ele falava, próximo a Harry.- Francamente, ela é um pesadelo.


Escutar que era um “pesadelo” era pior do que ter que escutar que era uma sabichona. Ela esbarrara propositadamente em Harry ao passar. Sabia que Harry vira que ela estava chorando.


- Ronald Weasley-


- Acho que ela ouviu o que você disse.- Harry falou para o amigo, cauteloso.


- E daí!- porém, ele sabia que a magoara. Sentiu-se constrangido, mas não podia demonstrar- Ela já deve ter reparado que não tem amigos.


Porém o peso em sua consciência aumentava conforme o dia passava. Hermione não apareceu na aula seguinte nem na tarde inteira.


Escutara Parvati contar a Lilá que Hermione estava chorando no banheiro das meninas, queria que a deixassem em paz. Rony ficara mais sem graça. Somente após algum tempo de amizade foi que compreendeu o quanto as palavras dele haviam a magoado. Obviamente não estava sendo fácil para ela. Conviver com pessoas diferentes, ter que aprender coisas que ela nunca ouvira falar. Há pouco tempo ela descobrira que era bruxa! Sentia-se perdida no meio de pessoas que tinham certeza do que eram. Ele se culpou durante muito tempo por ter falado aquilo e pior, por ela ter escutado e ele não ter feito nada para se desculpar.


Felizmente, o incidente com o trasgo naquela noite os uniu novamente. Parecia que alguém mexia certas pecinhas para que eles se encontrassem e se acertassem. Após serem avisados que o trasgo estava solto dentro da escola, os alunos foram instruídos a voltarem para os dormitórios.


- Acabei de me lembrar da Hermione- Harry parecia afobado.


- O que tem ela?- Rony sobressaltou-se. Ela não poderia ainda estar no banheiro chorando, ou poderia? Deveria ter voltado para a sala comunal, deveria estar em segurança! Não conseguia acreditar que o que falara a magoara tanto ao ponto dela nem aparecer na janta do dia das bruxas.


- Ela não sabe que tem um trasgo aqui.


- Ah, está bem. Mas é melhor Percy não ver a gente.- óbvio que iria concordar em ir em busca dela. Era sua culpa. Ele não contara a ninguém, mas sentia como se estivesse carregando um peso.


Foram em busca dela. Onde ela poderia estar?


Rony lembrava de quando viram o trasgo parar numa porta e espiar para dentro. Entrou devagar na sala. Ele e Harry então, ansiosos, cometeram um erro ao verem a chave na fechadura.


- A chave está na porta. Podíamos tranca-lo lá dentro!


- Boa idéia!


E foi o que fizeram.


- Pronto!


Ouviram um grito alto e enregelante. Rony sentira as pernas falharem. Era a voz dela. O que haviam feito? Ela estava lá dentro!


- Ah ,não- foi só que ele conseguiu dizer.


- Hermione- ele e Harry gritaram, desesperados, apressando-se para poder fazer algo.


Hermione estava encolhida na parede oposta.


Ao ver a cena, Rony ficara paralisado. A voz de Harry o acordou.


- Distrai ele!


Nada vinha a sua mente. Mas precisava fazer algo. Precisava tirar Hermione daquela enrascada. Seria o suficiente para ela entender que queria se desculpar?


- Oi, cabeça de ervilha- atirara um cano de metal no trasgo.


Enquanto isso, o cérebro de Harry parecia trabalhar em uma velocidade mais rápida.


- Vamos, corra, corra!- falava para Hermione.


Era bom lembrar de como a história terminara. Eles conseguiram derrotar o trasgo. Ron usara perfeitamente o feitiço de levitação, feitiço que tinha desencadeado a briga dele com Hermione. Quando falara as palavras corretamente e o bastão do trasgo pairou no ar, ele arriscou olhar para ela. Ainda tinha medo nos olhos, mas parecia satisfeita de ver que Rony servira para alguma coisa.


Os professores, obviamente os repreenderam quando chegaram à cena. Foi aí, na frente de todas aquelas pessoas, que Hermione surpreendeu Rony. Se possível, ele sentiu-se mais culpado ainda após ver que a garota importava-se em salvar a pele deles.


- Por favor, Prof.ª Minerva, eles vieram me procurar.- Hermione respondera como resposta a indagação da professora do que havia acontecido.


- Senhorita Granger!


- Saí procurando o trasgo porque achei que podia enfrenta-lo sozinha. Sabe, já li tudo sobre trasgos.- era uma ótima justificativa. Qualquer professor acreditaria nisso, afinal Hermione era o tipo de aluno que já lera um pouco sobre tudo.


Sem perceber, Ron deixara a varinha cair. Estava tão surpreso e ao mesmo tempo um sentimento novo brotava em seu peito. Era assim que deveria se sentir em relação à Hermione? Ela não tinha o porque mentir, os defender. Era culpa dele. Se ele não tivesse a feito chorar o dia inteiro, eles estariam em segurança na sala comunal.


- Se eles não tivessem me encontrado, eu estaria morta agora. Harry enfiou a varinha no nariz do trasgo e Rony derrubou ele com o próprio bastão. Não tiveram tempo de chamar ninguém. O trasgo ia acabar comigo quando eles chegaram.


Era assim que Rony se lembrara do momento que finalmente percebera o quanto tinha a aprender com a garota. Tinha vontade de se desculpar, explicar que saíra nervoso da aula. Afinal, a garota mostrara que era superior a ele no quesito maturidade quando ficou ao lado deles. E ele sabia o quanto ela tinha aversão a desrespeitar o regulamento. O que motivara ela a mentir na frente dos professores, deveria ser mais forte do que a vontade de ter reputação de boa aluna.


Após aquele episódio, a vida de Rony em Hogwarts mudara completamente. Hermione agora era amiga deles, e ele começava a perceber as características boas da menina. Ela os ajudava com os deveres enquanto sentavam-se na sala comunal, insistindo que eles se dedicassem mais, pois só assim aprenderiam. Mas ele conseguia ver que por trás do sermão dela, sempre havia um sorriso de uma verdadeira amiga, preocupada com eles.


(...)


Hermione o encarou nos olhos.


- Não vamos mais falar disso... Eu não vim aqui para brigar com você.


- Desculpe Mione... Eu estava lembrando de coisas, sabe... E algumas lembranças acabaram vindo à tona.


Ela voltou a se sentar, mantendo uma maior distância dele agora.


Rony acomodou-se e se recostou no travesseiro, a olhando enquanto sorria.


- Mas isso é novidade...- ele lhe deu um sorriso torto.- Você não ter vindo aqui para brigar comigo.


Ela queria muito ter algo para jogar nele.


- Ronald!- mas não resistiu, e estavam rindo juntos.


Por um tempo permaneceram em silêncio. Sem se olhar, Hermione arriscou um olhar para o ruivo que a fitava de um jeito desconcertante.


- Então...


- Então... o que?- ela estava começando a sentir que perderia o controle. Não queria ficar o encarando, seu rosto certamente ficaria vermelho e a denunciaria.


Ele forçaria uma conversa. Parecia que conseguiam falar mais abertamente agora um com o outro.


Funcionou, após alguns instantes Hermione pareceu decidir que quebraria o silêncio.


- Ahn...- ela desviou o olhar e se remexeu incomodamente no lugar. – Então... Você estava aqui o tempo todo pensando, ou melhor, relembrando sua vida enquanto sua mãe está lá embaixo sozinha cuidando da cozinha? Francamente, Ronald, você tem coisas mais úteis a fazer ao invés de ficar povoando seus pensamentos com nossas brigas.


Ela estava rindo, queria quebrar o clima chato que se instalara. Mas obviamente ele não havia entendido a piada.


- Que foi?- ela o olhou, intrigada. - Era para se irônico, e não ofender.


Ela continuava sorrindo para ele, esperando uma resposta mais alegre por parte do ruivo.


- Ah, eu entendi...- ele olhou para o colchão. Esboçou um sorriso.- Mas você está errada em dois aspectos.


- Do que você está falando, Rony?- agora ela não entendia onde ele estava querendo chegar.


- Bom, não é que esteja realmente errada, apenas levemente equivocada. Primeiramente eu não sabia que minha mãe estava lá embaixo sozinha achei que Harry e Gina a estavam ajudando, então não tenho realmente culpa nisso.- ele piscou para ela, rindo.


- Bom, dessa você se safou. Mas eu acho...


- Segundo...- ele a interrompeu. Seus olhos estavam tão firmes no olhar que dirigia a ela que ela sentiu como se ele quisesse dizer algo mais, mas ela não conseguia compreender.- Eu não estava “povoando meus pensamentos com nossas brigas”.


Ele fez uma leve pausa. Hermione sentia-se inquieta enquanto esperava ele continuar.


- Eu estava envolto em pensamentos, por assim dizer...- ele desviou o olhar. Sabia que devia continuar, não podia guardar tudo aquilo que estava sentindo dentro do peito. As palavras gritavam para sair.- Faz algum tempo que esses pensamentos se focam em apenas um ponto.


Ela sentiu o coração batendo forte, parecia que seu raciocínio estava acompanhando o dele. O olhar que ele lhe dirigia, o som rouco que sua voz tinha agora, aquilo a estava deixando anestesiada. Não conseguia sentir seu corpo. Apenas tinha a leve sensação incômoda de que esquecera de controlar sua respiração, repentinamente mais rápida.


- Você, Mione...


Ela teve a nítida sensação de que seu corpo havia dado uma volta inteira ao redor de si mesmo. Sua cabeça girou e ela não conseguiu encontrar palavras. Ela era sempre a mais madura, ela fora a primeira a admitir que nutria sentimentos por ele, por que agora sentia que estava travada, incapaz de formar uma frase?


O jeito que ele a olhava não estava ajudando muito. Um calor repentino subiu, desde a ponta dos dedos dos seus pés até o alto da sua cabeça. Ele aproximou-se dela, com aquele sorriso torto no rosto que ela amava. Agora deveria estar muito vermelha, tinha certeza disso.


- Você pode me culpar por isso, se quiser...- ele abaixou o tom de voz, era quase um sussurro.


- Ahn... e- eu...


Ele estava pensando nela? Todo esse tempo? Estava ali lembrando exatamente do que? Ele falara no primeiro ano deles em Hogwarts, de Lilá... Episódios relacionados aos dois. Como ela não se dera conta? Será que desde o começo ele estava lhe dando indiretas?


- Ron...- ela suavizou a voz. Sorriu para ele, um sorriso que iluminou profundamente o seu rosto.


Estavam tão próximos agora, ela teve a sensação de que ele podia escutar seu coração acelerado.


- RONY!- era a voz de Gina. Parecia que um fio havia se partido no momento que os olhares de Rony e Hermione se perderam por um breve instante.


Ele suspirou e abaixou a cabeça, rindo.


- Eu vou matar a Gina...


Mesmo que uma leve decepção a tivesse atingido ao ouvir a voz de Gina, o tom de voz de Rony decepcionado, como ela, pelo momento ter sido quebrado, lhe deu uma sensação gostosa de borboletas no estômago.


Ouviram os passos de Gina, pesados, subindo as escadas.


- Ela está vindo, e não está feliz...- Rony riu.- Prepare-se...


Ele piscou para ela, divertindo-se com a situação. Ela tentou sorrir de volta, mas ainda não tinha voltado ao normal e o esboço de sorriso pareceu mais nervoso do que alegre.


Havia sido tão corajosa todo esse tempo. Afinal, o primeiro ( e único) beijo que haviam trocado, tinha acontecido por iniciativa dela. E mesmo que o ruivo tivesse correspondido à altura da empolgação da garota, ela tinha medo de dar um próximo passo. Já havia se magoado anteriormente. Não que acreditasse realmente que ele fosse a decepcionar nesse caso, mas mesmo assim a situação pedia cautela. Ela não queria o assustar, queria que partisse dele a iniciativa de levar a situação à diante.


Gina bateu na porta e logo depois entrou, sem esperar autorização do irmão.


- Fim do meu cochilo e do seu descanso... Venha ajudar na cozinha. Não vou deixar mamãe fazer tudo sozinha...


Hermione prontamente se levantou.


- Deixa que eu ajudo, Gina...


- Tudo bem, Mione... Mamãe falou que você quis fazer tudo até agora. Você acabou de chegar, descanse...


- Não me importo em ajudar... – a garota sorriu para a amiga, que sorriu de volta.


- Tudo bem... Mas convença esse cabeça-dura a vir também...


Rony estava parado atrás de Hermione, ainda mirando a irmã com um olhar debochado.


- Ah, ela não precisa de muitos argumentos para me levar junto...


Hermione suprimiu o instinto de se virar em direção ao ruivo, quando sentiu o hálito dele alcançar o seu pescoço.


Gina riu demoradamente.


- Boa, Rony...- se virou e desceu as escadas rapidamente. Hermione ficou feliz de ver que o ânimo da família, aos poucos, melhorava.


- Ahn... vamos então?- Hermione não conseguiu o olhar.


Ele estava se comportando de um jeito tão estranho, tão decidido que a estava assustando um pouco. Ou melhor, a pegando desprevenida. Ela não sabia como agir com um Rony que todo tempo lhe lançava indiretas, como que a desafiando.


Ele se aproximou dela e lhe deu um delicado beijo na bochecha, a puxando pela mão para saírem pelo quarto.


Ela o seguiu, radiante, sentindo-se extremamente completa andando de mãos dadas com o ruivo.


Flashback


- Hermione Granger-


- Estamos quase chegando, me deixem pensar, me deixem pensar...- estavam no jogo de xadrez encantado da Profª. McGonagall.


A rainha acabara de virar o rosto para Rony.


- É....é o jeito...preciso me sacrificar.


Ela não acreditava que estava escutando aquilo. O que ele estava pensando?


- Não!- Hermione e Harry gritaram juntos.


- Isso é xadrez! A pessoa tem que fazer alguns sacrifícios. Dou um passo à frente e ela me come, isso deixa você livre para dar o xeque-mate no rei, Harry!


- Mas...


- Você quer deter Snape ou não?


- Ron...


A rainha golpeou Rony com força na cabeça com o braço de pedra e ele caira com estrondo no chão. Um medo muito forte se apoderou de Hermione e ela não segurou um grito. Permaneceu parada, em choque, no seu lugar. Ele tinha que estar bem. Ele não podia....ela não gostava de pensar. O baque havia sido tão forte!


Após ganharem o jogo ela e Harry correm para a sala seguinte. Hermione lembrava que olhara desesperada para Ron, se perguntando se ele ficaria bem e carregando seu coração de uma preocupação tão forte como nunca sentira antes. Fora atrás de Harry


- E se ele...?


- Ele vai ficar bem. – Harry a tranqüilizou. - Que é que você acha que vai acontecer agora?


Após isso, passaram por um trasgo derrotado e seguiram. O medo de Hermione aumentava. Precisavam terminar com aquilo logo. Ela lutava contra a vontade de voltar para Rony e fazer o possível para que ele voltasse a si.


O próximo desafio para chegar à pedra filosofal era a sala das garrafas, onde havia uma charada que Hermione lera e após algum tempo de raciocínio, decifrara, usando toda sua força para realizar tudo o mais rápido possível.


Harry havia dito para ela tomar da garrafa que a faria voltar. Assim, junto com Rony, montariam nas vassouras e voltariam pelo alçapão. A idéia lhe parecia ótima, poderia ajudar o amigo a voltar a si. Teria certeza que ele estava bem.


Hermione tomou então a garrafa que a faria atravessar as chamas e voltar. Virou-se passando pelas chamas roxas e retornou para onde estava Rony, mais ansiosa a cada passo que dava.


Aproximou-se correndo, o coração batendo forte.


- Rony! Rony!- ela tinha medo de sacudi-lo, poderia ter algo quebrado. - Ora, vamos Rony! Você tem que acordar!


Ela só se concentrava no que tinha que fazer. Esperava do fundo do coração que Harry conseguisse alcançar seu objetivo.


Ela queria muito poder usar um feitiço para reanimar Rony, mas sabia que as habilidades que tinha adquirido até então não seriam capazes de a ajudá-la nessa tarefa.


Ficou sentada ali, ao lado dele, esperando por um milagre, ainda chamando o seu nome. Após alguns longos minutos, ela viu que ele queria abrir os olhos.


- Rony, Rony! Sou eu!- ela o segurou pelos ombros.- Você está me ouvindo?


A voz dela alcançou seus ouvidos. Mas ele sentia-se perdido. Onde estava? O que tinha acontecido? Alguém continuava chamando seu nome.


Que voz irritante! Já ouvi... já ouvi...


Então ele abriu os olhos, para que pelo menos a voz parasse de incomodá-lo. Deu de cara com Hermione debruçada sobre ele, o rosto preocupado, cabelos mais bagunçados que o normal. Seus dentes da frente parecendo assustadoramente maiores, considerando que já eram grandes. Tentou falar, mas sua voz saiu entrecortada.


- Hm- Mione? – foi o máximo que ele conseguiu falar, sua cabeça latejava e ele sentia-se levemente enjoado.


- Ahn? – ela tentou entender o que ele falava.- Como você está se sentindo? Rony?


- Aah...- ele sentia-se tonto. Com a ajuda de Hermione, conseguiu se sentar.


- Harry seguiu. Deve estar cara a cara com Snape agora...


Ele sentiu-se brevemente apavorado. Ficara desacordado enquanto os amigos seguiram em frente?


- Sente-se melhor?


- A-acho que sim...- sua voz estava estranha, pelo menos conseguira falar.- O que faremos agora?


- Vamos voltar. Precisamos avisar Dumbledore!


Hermione continuava enérgica e agora, sabendo que Rony estava bem, sabia que tudo daria certo. Harry iria conseguir, ela tinha certeza que ele era capaz.


Os dois voltaram para a sala das vassouras voadoras. Ela sabia que precisava fazer isso, mas não gostava da sensação de voar em algo tão desprotegido.


Rony analisou a expressão de assombro no rosto da amiga.


- Que foi?


- Ahn... nada...- e ela prontamente se aproximou de uma vassoura, a mirando como se fosse um livro grosso que precisasse ler rapidamente.- Vamos...


- Você...ahn... acha que consegue?


- Eu tenho que conseguir!- ela montou a vassoura. Suas aulas de vôo não tinham sido das melhores e ela jurara para si mesma que jamais montaria em uma vassoura novamente.


- Nossa... - Rony a imitou, alcançando outra vassoura.- Você é decidida, não?


Ela lhe lançou um olhar que o fez se calar. Logo, ela o estava seguindo. Rony parecia se virar bem com a vassoura, aprendera um pouco com os irmãos, mas ainda precisava de prática.


Fizeram o caminho de volta tranquilamente, mas sabiam que a parte crítica seria passar novamente por Fofo.


Quando alcançaram o alçapão, Hermione se adiantou e passou a frente de Rony. Apontou a varinha para Fofo que já estava os mirando com as três cabeças, olhares igualmente assustadores em todas.


Ela lançou aquela chama azul, que agora parecia facilmente manipulável, em direção ao cachorro, mirando nos olhos. A chama pairou a poucos centímetros do focinho do bicho. Sabia que Hagrid não ficaria nem um pouco feliz se Fofo se machucasse, por isso apressou Rony com um sinal de cabeça e eles passaram em direção a porta da saída, enquanto o cachorro continuava distraído, recuando apavorado com a chama estranha e misteriosa que pairava perante seus olhos.


Finalmente eles conseguiram abrir a porta e sair. Sabiam que deviam correr o mais rápido que suas pernas agüentassem. Hermione largou a vassoura no chão assim que pôde.


- Eu juro que nunca mais monto em uma vassoura!


Rony riu para ela e desmontou também, acompanhando a corrida da garota.


Mais tarde, naquele dia, visitaram Harry na Ala Hospitalar. Ele queria saber o que tinha acontecido com eles, enquanto ele seguia em direção a pedra, que na verdade não estava tentando ser roubada por Snape, para a surpresa de Harry.


- Bom, eu voltei sem problemas. Fiz Rony voltar a si, isso levou algum tempo, e estávamos correndo para o Corujal para nos comunicar com Dumbledore quando o encontramos no Saguão de Entrada, ele já sabia, e só disse: Harry foi atrás dele, não foi? E saiu desabalado para o terceiro andar.


Era estranho falar isso agora, que tudo havia passado. Que tudo estava bem. Sentia-se aliviada. Conversaram com Harry sobre tudo que havia acontecido, tentando assimilar todos os acontecimentos que levaram ao desfecho da situação.


Quando perceberam o ano terminara. Seu primeiro ano em Hogwarts! Fora a primeira da turma, mal podia acreditar! Porém, sentia-se feliz, pois sabia que tinha se dedicado para tal.


Quando percebeu, o trem já estava parado e Rony, Harry e ela estavam na plataforma, despedindo-se.


- Vocês precisam vir passar uns dias conosco. Os dois. Vou mandar uma coruja para vocês.


Rony sorriu para ela, ela sorriu de volta. Haviam acontecido tantas coisas em um ano! Agora estava indo de férias, passaria muito tempo longe de seus novos amigos. Com certeza sentiria falta.


Aprendera a lidar, aos poucos, com a antipatia gratuita que ela e Rony nutriam um pelo outro. Ela ainda não conseguia formular uma teoria adequada do porque isso ter acontecido, mas aos poucos o convívio entre os dois parecia melhorar, principalmente porque Harry intervinha na maioria das vezes, encerrando a discussão dos dois.


Hermione lembrava desse primeiro ano com muito carinho. Naquela época, mal sabia ela que o segundo ano na escola reservava ainda mais surpresas; que com o tempo, as brigas dela e de Rony tomaria um caráter diferente; e que principalmente, ela acharia uma resposta para o porquê de se sentir tão diferente com relação ao amigo.


(...)


E agora, olhando para trás, enquanto caminhava de mãos dadas, em direção à cozinha, com o garoto ruivo que conhecia há oito anos, ela teve certeza: por mais voltas que a vida dela tivesse dado, por mais lágrimas derramadas que tivessem havido, e por mais desentendimentos que tivessem tido, ela sabia que viveria tudo de novo, apenas para sentir essa felicidade imensa de estar ao lado dele.


Depois de tantas voltas que a vida dela dera, parecia que finalmente estava se entrelaçando à dele. Ainda não havia nada entre os dois para quem olhasse de fora: apenas dois grandes amigos, que se conheciam há anos, andando de mãos dadas. Uma cena carinhosa, mas que mostrava muito mais para quem os conhecia.


Havia muito mais entre os dois. Muito mais do que qualquer pessoa poderia entender. Os caminhos que levaram os dois até ali haviam sido cheios de marcas e lembranças, que pertenciam apenas aos dois e a mais ninguém.


E para ela, apenas a expectativa de poder ter um futuro inteiro pela frente (e ela torcia que esse futuro fosse ao lado de Rony) bastava. A ansiedade na boca do seu estômago era quase prazerosa.


Ela sorriu. Agora não havia nada nem ninguém que a impedisse de ser feliz ao lado de Rony. E mesmo que houvesse, ela não permitiria que algo se colocasse no caminho dos dois novamente.

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Comentários: 1

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Enviado por CJuliaMes em 03/01/2012

capítulo lindo!

Nota: 5

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