CAPITULO 73 - TERREMOTO
Hermione estava pronta para admitir a verdade. Estava ansiosa. Tentara mentir a si mesma, inventar desculpas, mas a única verdade era que queria estar com Rony.
Por isso propôs uma vergonhosa troca, quando poderia muito bem tê-la expulsado daquela casa. Outra mulher simplesmente o teria convidado a sua cama, mas Hermione... Não, não podia baixar a guarda!
Talvez, depois dessa noite, o deixasse dormir no mesmo quarto. E porque não? Os chás de Juanita ajudavam, e não engravidaria.
E também, não fazia sentido viver uma guerra dentro de casa, quando a única coisa que precisava fazer era deitar em sua cama, abrir as pernas, e suportá-lo por alguns poucos minutos.
Sorriu a esse pensamento infame. Era bem mais que isso! Estava apegada a esse homem! Vergonhosamente apegada! O que não queria dizer muita coisa visto que logo passaria.
Era assim que deveria acontecer. Entusiasmo, e então, decepção.
Em pouco tempo, talvez poucos meses, não poderia nem olhar para ele! Era assim em todo casamento não era? Sua mãe sempre parecera apenas amiga de seu pai.
Decidida que não havia riscos, ou tentando se convencer disso, Hermione terminou de se arrumar.
Era noite, estavam sozinhos em casa e Rony estava tomando seu banho. Fechou os olhos imaginando a água escorrendo em sua pele branca, banhada pelo luar...
Surpresa pela nitidez dessa imagem colocou a escova de cabelo na penteadeira e levantou-se.
Vestia um penhoar que era novo, e nunca usara. Era longo, de seda clara, com rendas delicadas nas bordas. Estava nua sob ele, e sentia o coração acelerado cada vez que a seda tocava sua pele ardente.
Havia se banhado mais cedo e tomado cuidado para colocar algumas pétalas de flores na água, para adicionar um aroma floral à pele. Cuidara dos cabelos com muita atenção, secando-os com cuidado, para que os crespos ficassem delicados e soltos, macios ao toque.
A pele estava macia também, o aroma suave de flores irradiando de cada poro.
A cama estava arrumada, os lençóis trocados e limpos, o quarto impecável. Estava tudo perfeito. Faltava apenas Rony.
Ou não. Ouviu seus passos no chão de madeira e se sentiu apreensiva. Não era sua noite de núpcias ou coisa parecida, e sabia agora, melhor que qualquer mulher o que se passaria sobre aquela cama, mas estava nervosa!
Terrivelmente ansiosa e nervosa! Dera-lhe a permissão para fazer o que quisesse com seu corpo, e por mais que tentasse ser espirituosa, conhecia o senso de oportunidade de Rony, e tinha certeza do que ele iria querer!
Oh, e como sabia!
Sentiu uma punção, uma palpitação em seu âmago, entre suas pernas, e lamentou a própria imaginação!
Com a respiração suspensa, disfarçou a emoção que a deixava frágil demais fingindo arrumar os travesseiros sobre a cama como se isso fosse muito importante!
Rony entrou, e não pode deixar de notar que Hermione disfarçava o interesse. Vestindo apenas a calça aberta, pois não havia mais ninguém na casa além deles, com o peito ainda brilhando pela água do banho e os cabelos molhados, ele jogou a toalha em um canto, e se aproximou.
-Se arrumou para mim Hermione?
Ela virou o rosto em sua direção, tão rápido que poderia ter quebrado o pescoço, tamanha força.
-Oh, sim. – disse recuperando a compostura – Uma pessoa pode ser vestida cuidadosamente, até mesmo para ser enterrada. Não sabia?
-Sim, sabia – ele respondeu sorrindo. – Está linda.
-Não fiz nada para isso – revidou nervosa.
Estava tentando achar palavras para lhe dizer que o permitiria dormir com ela nas noites seguintes. Mas estava difícil achar um meio de fazê-lo sem parecer que cedia, ou que se vergava a sua vontade!
Rony estava tão descuidado, tão másculo, que seu coração estava disparado, as pontas dos seios rijos e incômodos, obrigando-a a cruzar os braços para que não se sobressaíssem sobre a seda fina.
-Sinto cheiro de rosas – ele disse se aproximando.
Deveria ser essa a sensação de uma frágil ovelhinha ao avistar uma ágil e cruel raposa se aproximando.
-Coloquei pétalas na água do banho – confessou, sem saber por que apreciava tanto o brilho em seus olhos.
Baixou o olhar só para uma checagem rápida, afinal, tinha o direito de sentir-se mulher ao notar o volume sob a calça.
-Estou assim o dia todo, desde que me fez promessas – ele acusou, parando muito perto, mas sem tocá-la – Duro como aço. Dolorido como a morte. E tudo por sua causa.
-Eu não entendo – ela maneou a cabeça, sem conseguir afastar os olhos.
-Eu também não. – contou, prendendo-a em sua teia de sedução, cativa de seu olhar sensual. – Sinta o que faz comigo. – era uma ordem.
Não havia dúvidas.
Tensa, estendeu a mão direita e tocou sobre a braguilha aberta da calça. O volume era imenso e se contraiu contra seus dedos.
Retraída pelas sensações que contraiam seu ventre e umedeciam suas pernas, intensificou o contato, envolvendo o volume com a palma da mão.
-Espere – ele pediu afastando seu toque – Venha até a sala.
-A sala? – ficou em alerta, sem entender o que queria. – Estamos aqui, no quarto... Porque quer ir para a sala?
-Porque sempre que entro em casa pela porta dos fundos, lembro de nós dois, fazendo amor sob as estrelas. Agora, quando entrar pela porta da frente, lembrarei de nós dois, naquele sofá velho e empoeirado que herdou junto com a fazenda! – havia uma pitada de humor em sua voz, mas ela não achou graça.
-Ora vamos, não quer isso de verdade! – ela protestou.
-Foi sua promessa. – sabia que no fundo ela estava tão empolgada quanto ele!
-Que homem irritante – ela reclamou, puxando a colcha da cama e levando-a com ela enquanto marchava para a sala.
Na sala, Rony observou-a estender a colcha sobre o sofá e ficar de pé olhando para ele com expressão contrariada.
Rindo por dentro ele sentou, mas fez sinal negativo quando ela pretendia fazer o mesmo.
-Não. Quero outra coisa de você – disse malicioso. – Tire o que está vestindo. – mandou.
Revirando os olhos de desgosto, obedeceu. Abriu a faixa delicada que prendia o tecido em sua cintura e abriu o penhoar, deixando-o cair pelos ombros. Poderia ter feito um charme, mas estava com a boca seca e ansiosa.
Fanfarrão! Sem escrúpulos.
-Sabe rezar Hermione? – ele perguntou lutando contra o riso ao ver sua expressão - Então, fique de joelhos.
-Não vou beijar uma boca que blasfema! – avisou, corando de raiva pela grosseria.
-Tudo bem, não irá beijar minha boca por enquanto – ele riu, se inclinando para frente quando ela se ajoelhou no chão, e tomou seu rosto nas mãos, beijando a ponta do seu nariz arrebitado. – Só quero vê-la sorrir Hermione. É uma brincadeira! Sorria para mim.
Revirando os olhos ela sorriu. Era incontrolável. Merecia quantos sorrisos Hermione pudesse dispor! Gozador! Palhaço!
Contrariando suas palavras anteriores, Rony reivindicou um beijo. Possuiu seus lábios com cobiça, exigindo uma resposta urgente. Quando os lábios se separaram, ela tinha as mãos em suas coxas em apoio, e uma expressão de quem quer mais.
Rony afastou-se, recostado nas almofadas, as pernas afastadas, permitindo-a ficar entre elas, ajoelhada no chão. Completamente nua, os seios macios, empinados e graúdos, mais cheios que outrora, fato que apenas ele poderia notar, pois tinha verdadeira fixação em seus seios. O ventre continuava liso, sem sinais, assim como o resto do corpo, mas os seios estavam mais volumosos, inchados.
Os mamilos ainda suaves, e ele mantive o olhar fixo neles, admirando o trabalho da natureza naqueles montinhos aveludados, tão pequenos que se enrugavam diante das promessas de seu olhar.
Hermione deixou que a olhasse, mas quando notou que os belos olhos azuis desciam mais ela tratou de distraí-lo, não querendo ser observada com tanta malícia. Ainda tinha um tanto de pudor da adolescência de moça virgem e protegida dos olhares masculinos.
Não sabia se exibir sem corar.
Ele teve sua atenção roubada quando os dedos finos se moveram sobre sua calça. O tecido foi forçado para baixo, junto com a roupa íntima, e ele ajudou erguendo o quadril até estar nu.
-Isso é tão devasso – ela disse a si mesma, mas ele ouviu.
-Por quê? – ele perguntou orgulhosamente exibido, acariciando a ereção que ela libertara, e satisfeito quando ela substituiu sua mão pela dela.
Mãos de fada, com toque de seda. Fechou os olhos saboreando as sensações infladas que percorreram seus testículos.
-Porque tenho que gostar de fazer isso? - ela apertou seu membro na base, e ele gemeu, pois era um aperto de quase revolta. – ele não quebra não é? – perguntou curiosa, movendo-o nas mãos, como se faz com um brinquedo curioso.
-Não. – respondeu, ficando sério ao pensar que Hermione poderia estar planejando algo do tipo para se livrar dele.
-Bom – ela respondeu enigmática deixando-o na duvida sobre ser ‘bom’, pois poderia divertir-se com ele sem medo, ou se era ‘bom’ pois poderia torturá-lo e machucá-lo sem se preocupar com o constrangimento de contar ao médico como o ‘quebrara’!
Hermione sentiu a mão direita ficar úmida quando apertou a parte superior contra a palma, e isso facilitou os movimentos. Concentrada, continuou movendo-o, sacudindo e infernizando Rony, causando as maiores sensações que podia agüentar.
Interessada em como isso parecia bom, curvou o rosto e repetiu um ato de horas atrás. Engoliu a cabeça bem devagar, fechando os olhos para apreciar o sabor levemente salgado, o calor, a textura, sentir o volume que preenchia sua boca com tanta veemência. Como se provasse um delicioso doce, tirou da boca com um suave “ploc”.
Animada pelos sons dos gemidos e também pela sensação quente que enchia seu corpo de pequenos tremores, voltou a chupá-lo, colocando o mais fundo que conseguia sem engasgar.
Rony quase saltou do estofado, sentindo aquele chupão profundamente. Precisou de toda sua força de vontade para não gozar imediatamente em sua boquinha exigente.
Tão concentrada, tão excitada, os seios pulando suavemente a cada movimento, as pernas levemente afastadas, deixando a mostra aqueles lábios vaginais tão pequenos e tão suaves, que suas mãos coçaram de vontade de tocá-los.
Seus cabelos cobriam suas costas nuas e seus ombros, caindo algumas mexas sobre os seios, e ele gemeu mais alto quando ela apertou com tanta força na base de seu pênis, que causou uma dor profunda de êxtase e medo.
Ele apertou as mãos no estofado, gemendo e arquejando contra as sensações profundas de prazer, suando e praguejando contra a própria incapacidade de se conter.
Hermione afastou os lábios no momento em que sentiu que inchava em sua língua e palpitava forte. Não queria engolir, só de pensar seu estômago revirava, e não era uma sensação que queria ter ali, agora, e com tanta vontade de prosseguir.
Usando as mãos como conchas, ela manipulou-o por vários segundos, vendo seu rosto se contorcer de prazer, vermelho e enrugado na testa, pela força que fazia para não sucumbir.
Apaixonada pela imagem pôs mais pressão até Rony praguejar alto e soltar um urro no momento em que o gozo foi maior que sua vontade de evitar. Um forte jato saiu, espirrando para cima e espalhando-se sobre eles. Em sua barriga musculosa e definida, sobre Hermione, em seus seios e ventre, escorrendo sobre a colcha que protegia o estofado.
Quando diminuiu a quantidade de líquido, ela recolocou na boca, para limpar o que sobrava sem o comprometimento de precisar engolir tanta coisa.
Rony lamentou quando ela parou. Hermione acariciou suas coxas peludas e de músculos fortes, sem nem perceber o que fazia.
Havia uma expressão inocente em seu rosto que contradizia vergonhosamente seu sorriso levado e malicioso.
Rony levou alguns segundos para se recuperar, por entre as pestanas entreabertas observou aquele corpo pequeno e sedutor se erguer, e se mover ao seu redor. Hermione sentou ao seu lado no sofá, beijando seu ombro, e seguindo para seu pescoço. Ele apreciou sua iniciativa, correndo um dos braços por trás dela, e apertando suas nádegas roliças.
Os beijos seguiram por vários instantes, molhando seu peito, arrepiando sua pele e o deixando novamente em pé, pronto para o sexo. As mãos de Rony entraram em seus cabelos, reivindicando sua boca para um beijo de tirar o fôlego. Tomando a dianteira novamente; ele a empurrou no sofá até estar deitada, com ele entre suas macias coxas.
Correu os dedos pela pele dela, e notou o pequeno tremor que a fez gemer e fechar os olhos. Aquela barriga lisinha sempre tirava seu fôlego, assim como o caminho que levava a sua feminilidade, um triângulo perfeito, e tão pequeno que era inacreditável que pudesse suportá-lo.
Ela gemeu, sentindo o fogo do seu olhar, e ele ergueu as vistas, espreitando sua face corada. Seus olhos brilhavam, seus lábios pediam beijos...
-Quer que eu te beije? Aqui? – encostou os dedos entre suas pernas, sobre a área molhada sem, no entanto aprofundar o toque.
Hermione sentiu como um pequeno choque, e maneou a cabeça concordando.
-Diga o que você quer Hermione, ou não saberei o que fazer – ele instigou.
-Hum... Você é um canalha – ela reclamou, se contorcendo, tentando de algum modo obter mais contato.
Rony deixou um dedo escorregar mais para dentro e Hermione perdeu o juízo, se empurrando avidamente contra aquele dedo atrevido.
Gemeu, sentindo o dedo entrar completamente e ele colocar outro. Como uma desavergonhada, ficou empurrando para dentro e para fora, pois ele estava imóvel, apreciando o show.
-Você é tão linda... – ele disse sentido seu calor, seus apertos internos, e amando o modo como ela estava molhada e pronta. – quer que eu te chupe Hermione? Fale!
-Por favor, você sabe que eu quero! - ela reclamou, incapaz de parar o próprio quadril. – Rony, por favor!
Incapaz de lhe negar um pedido tirou os dedos e segurou seu quadril com as duas mãos, antes de descer o rosto. Aspirou o cheiro doce e suave que ela exalava; cheiro de cio, e lambeu muito de leve sobre a fenda encharcada.
Um toque de nada, tão leve que poderia nem ter sido sentido se não estivesse tão excitada.
-Oh... – ela dobrou uma das pernas e Rony se preparou para ser chutado, mas ela não o fez; apenas se contorceu, quase gozando.
Estava muito perto, e tudo sem ser tocada. Ter descido sobre ele havia lhe deixado no ponto, como se apenas lhe dar prazer lhe bastasse para o próprio prazer, e Rony teve que concordar, pois ele próprio estava quase lá de novo.
Afastando as dobras de seus grandes lábios, ele chegou finalmente aos pequenos, que era ínfimos pedaços de pele que não podiam esconder o vale delicioso à frente. Sua língua penetrou ali, saboreando o gosto doce, rodando e penetrando aquele recanto, enquanto Hermione se contorcia, oferecendo seus gemidos como retribuição.
Torturando a mulher em suas mãos, Rony subiu a língua, roçando sobre o clitóris sem pressa, dominador e voraz, arrancando dela pequenos gritos de incentivo. Com as duas mãos, agarrou sua bunda e apertou a carne, erguendo seu quadril, abocanhando o pequeno caroço, sugando com força.
Hermione soltou seus cabelos e agarrou os ombros fortes, amassando os músculos entre os dedos, cravando as unhas, apertando e causando uma dor que foi direito para seus testículos.
Chupando e mordendo, Rony sentiu quando ela começou a se contrair e passou um dedo, depois outro, colocando-os bem fundo, num movimento muito rápido de entra e sai. Ela gritou, gozando para ele, que ergueu os olhos analisando cada reação em sua face.
Derretida, era assim que Hermione estava; derretida em um líquido doce e cheiroso, que corria de sua fenda e encharcava suas mãos e sua boca. Derretida em um amolecer de cada osso, completamente saciada.
-Hermione – ele ronronou seu nome, subindo sobre ela, seus quadris estreitos se insinuando entre suas pernas levemente curvadas, pois o prazer a deixara completamente relaxada.
Ela pousou as duas mãos em suas nádegas másculas, sentindo o contrair daquela carne a cada movimento de aproximação.
Ele roçou os quadris, esfregando seu membro contra sua pélvis e sua barriga, e Hermione gemeu, apertando a carne sobre suas mãos.
-Perfumada – ele sussurrou enquanto beijava seus seios, querendo e precisando reacender nela a mesma chama que ainda o consumia – perfumada e macia, você me deixa louco Hermione.
Algo em seu olhar traia a tranqüilidade de sua voz. Uma necessidade primitiva que o fez avançar, penetrando em sua vagina úmida e ainda palpitante do recente gozo.
-Oh... - Hermione engoliu um soluço quando entrou todo, sem dificuldades. Talvez fosse a posição, recostada contra o braço do sofá, talvez fosse o quanto úmida estava e relaxada, mas entrou sem esforço nenhum, fato incomum.
Eram movimentos lentos, Rony tinha outra coisa me mente. Isso era apenas para ela, apenas para satisfazê-la antes dele se satisfazer, mas como sempre, perdeu o controle antes que sua mente pudesse registrar o que acontecia.
Hermione arquejava, perto do orgasmo, quando ele se forçou a parar.
-Aonde você vai? - ela perguntou surpresa e apavorada quando ele se afastou, empurrando-se para trás. Seus olhos castanhos fitavam sua ereção com o desejo evidente e anunciado, e tentou agarrá-lo, mas Rony segurou suas mãos mandando:
-Vire-se.
-Mas eu quero...
-Disse que faria tudo que eu quisesse. – lembrou arfante, e num fio para mandar tudo para o inferno e terminar o que começaram!
-Rony... – ela estava prestes a implorar para que não parassem, mas desistiu, pois não era de voltar atrás em sua palavra. Sentando-se no sofá, ela ficou de joelhos e se virou de costas.
Como não era boba, e sabia muito bem o que prometera e o quanto ele era esperto, Hermione segurou com ambas as mãos no braço do sofá, ficando de quatro.
-Relaxe... – ele disse suave, soprando seu ouvido e arrepiando sua pele.
-Muito fácil para você falar – ela reclamou completamente zonza e com as pernas moles pela excitação.
-Serei gentil – prometeu.
-Mentiroso.
Realmente, era um mentiroso.
Nada no mundo o faria parar, nem mesmo se ela implorasse!
-Não sinta medo – ele pediu, se posicionando.
-Não tenho medo de nada! – ela praticamente gritou quando ‘aquilo’ cutucou um local que até bem pouco tempo era puro e intocado – Oh, meu Deus. – ela fechou os olhos em verdadeiro pânico.
Rony desistiu de penetrá-la, pois estava muito tensa, e colocou os dedos no lugar, acariciando o interior aveludado de sua intimidade, até estarem úmidos. Ela gemia e se contorcia, e ele subiu um dedo, forçando a passagem no canal apertado de seu ânus.
Não mentiria dizendo ser a primeira vez que fazia isso, ou que era novidade. Várias vezes tivera esse prazer nos braços de mulheres que hoje, não lhe diziam nada, então, sabia o que estava fazendo. A única novidade era ser a primeira mulher que conhecia que não estava preparada para siso.
Forçou o dedo que entrou fácil. Hermione saltou, pela surpresa e pela delícia, aceitando melhor do que da última vez.
-Mais um pouco Hermione, só mais um pouco – ele pediu, segurando sua cintura e a puxando com força contra a mão, deixando o dedo entrar mais fundo.
Ela grunhiu gemendo, e a outra mão de Rony entrou entre suas pernas, acariciando seu clitóris para lhe distrair a mente e aquecer o corpo. Quando achou que estava suficientemente relaxada, puxou o dedo e introduziu mais um.
Hermione não pareceu notar a diferença, o que era bom, pois não sentia dor.
De olhos fechados, se deixou levar, gemendo a cada investida. Era estranho, novo e absurdamente devasso, mas era tão aprazível que sentia o ventre se contraindo de antecipação.
Sentindo que estava finalmente no ponto, Rony tirou os dedos e se posicionou. Encostou a cabeça do pênis e forçou. Escorregou lentamente, e ele gemeu, pois era apertado como o inferno!
Mais um pouco e ele parou, pois da outra vez não passara dali. Forçando, sentiu quando ela se retesou e reclamou de dor. Mais um pouco e ela gritou para que parasse.
Doía de um jeito estranho, e a palpitação dolorosa fez companhia à outra palpitação entre suas pernas. Dobrando o corpo ela encostou a cabeça no braço do sofá, os seios balançando contra o estofado a cada penetração.
Fundo, o mais que supôs conseguir, ele gritou, o prazer sobressaindo a qualquer fantasia. Agarrava seus quadris e chocava-se contra sua carne como um louco. Ela ainda gritava que não, mas não havia mais desespero ou medo em sua voz.
-Toque-se – ele disse em seu ouvido, curvando o corpo, e chupando seu pescoço – toque em seu corpo Hermione, por favor, acabe logo com isso!
Só deixaria fluir o sentimento do prazer quando tivesse certeza de tê-la saciado, e estava ficando desesperado.
Hermione não quis se tocar, não queria acabar com aquilo. Era feio admitir, mas era deliciosa a pressão, o calor, à vontade por um ‘mais’ que nunca vinha.
Talvez ele tivesse razão... Devesse se tocar.
Desceu um dos braços e esfregou sobre sua parte mais sensível, que praticamente pingava de tesão. Aquela brasa queimou e incendiou seu ventre de tal modo que suas pernas quase não a sustentaram. Ele mordia seu pescoço, investia e saia rapidamente, seus testículos batendo contra sua fenda, e Hermione quis sentar-se sobre ele, e o sentir novamente em seu canal apertado.
Quis tanto e com tanta força, que gozou se contraindo e apertando-o em seu orifício mais impensável de ser provado. Rony achou que morreria quando foi esmagado pela força de seu gozo. Ele próprio estourou e gozou furiosamente, enchendo-a com seu esperma. Ficou bombeando várias vezes, mesmo sabendo que não havia mais nada dentro de si e que ela precisava descansar.
Quando terminou, saiu e escorregou pelo sofá, sentando. Recostou a cabeça para trás, o corpo respirando com dificuldade, o peito arfando, a pele vermelha pelo esforço, suor correndo e molhando seu rosto, seu peito e todo o mais.
O pênis ainda estava endurecido, mas era apenas uma reação natural, e ele fechou os olhos, cansado, satisfeito e derrotado. Hermione vencera. Até mesmo quando cedia, ela ainda assim o vencia!
Acabado, extorquido e domesticado. Era assim que se sentia. Curvando-se a uma vagina aveludada e cremosa. Era homem afinal, não tinha cérebro. Acabado. Era um pensamento hipócrita e pouco machista, mas era a verdade, e apesar de tudo entendia os trinta anos de casamento de seus pais.
Entendia agora o sentido da palavra ‘fidelidade’. Não tinha a ver com respeito. Tinha a ver com achar a vagina certa. Obviamente, não diria isso em voz alta, não se quisesse viver para ter trinta anos de casamento com Hermione!
Inocente, não viu o modo como era observado. Hermione se mexeu no sofá, olhando para ele e sua ereção. Sentia o corpo exausto, mas tinha uma coisa dentro dela, um vazio, e tudo que pode pensar foi em engatinhar silenciosamente e subir sobre ele.
Rony abriu os olhos quando ela montou sobre suas pernas, achando que queria um beijo e um abraço. Foi pego de surpresa, quando ela baixou sobre ele, introduzindo-o inteiro, sem aviso.
-Hermione?
-Oh... Não fale... – ela o beijou.
Grudou os peitos contra seu tórax, amando a forma como seus mamilos eram atiçados contra sua pele, sentindo aquele mastro preencher cada pequeno vazio que pudesse haver dentro de si.
Segurou as mãos de Rony, e jogou seus braços fortes em volta de sua própria cintura, sussurrando em seu ouvido:
-Me pegue!
Era uma ordem, e ele obedeceu, olhando seu rosto vivamente iluminado pelo desejo e prazer. Hermione pulava sobre sua ereção, em busca de mais, beijando-o, mordendo, exigindo e obtendo mais e mais.
A sensação de ser partida era deliciosamente intima, e a pequena dor das invasões era estimulante, criando dentro dela uma devastadora sensação de querer mais.
Ela fechou os olhos bem fortes quando não pode mais conter as sensações, o corpo tremulando e se movendo desesperadamente.
-Mais... Mais... Mais... Mais... – ela balbuciava sem nexo, acompanhando cada penetração.
Em dado momento suas costas enrijeceram, seu corpo ficou tenso e no segundo seguinte, tudo estourou. Como uma explosão de cores, levando-a a um grito desesperado de prazer. A sensação mais forte que sentira naquela noite, levou consigo toda sua força.
Despencando contra o peito suado de Rony, ela nem se mexeu quando ele a fez sentar-se em suas pernas, como uma boneca de pano, encolhida contra ele.
Rony surpreendeu-se com o que poderiam fazer juntos. Havia tido tanto prazer que ainda sentia as mãos tremendo, no entanto, não conseguira mais ejacular. Não havia mais nada dentro de si. Hermione levara tudo, fato raro em seu histórico sexual.
Esperou um pouco para se acalmar, antes de tomá-la nos braços e se erguer.
-Não se atreva a me derrubar – ela disse em seu ouvido, os braços enlaçados em seu pescoço.
-Não me atreverei – ele garantiu, entrando no quarto e a colocando na cama com toda sua gentileza. – Vou buscar um copo de água, você quer?
-Sim - ela suspirou, mordendo o lábio – Precisa tirar a colcha do sofá ou Juanita saberá que foi lá que... Bem... – corou, e não terminou a frase.
Rony andou pela casa nu; livrando-se do pano manchado e trazendo água para os dois. Hermione bebeu seu copo todo, voraz.
-Está melhor agora? – provocou, deitando-se ao seu lado, cobrindo-os precariamente com o tecido fino do lençol.
-Não está de todo ruim – bocejou, se enrolando contra ele, o rosto em seu peito, completamente relaxada.
Rony sorriu abraçando-a. Não a abraçara, mas sim ao contrário.
-Porque está rindo? - ela teve força e disposição para perguntar – Está rindo de mim?
-Não. Estou rindo de mim. – ele respondeu enigmático.
Com medo da resposta, Hermione se calou. Pretendia perguntar mais, mas o sono venceu e ela adormeceu antes de ouvir o primeiro ronco de Rony...
Beta: Quem se atreve a falar alguma coisa?
Autora: esse negocio de Nc está ficando muito revelador...por favor, não comentem esse fetiche por dedos, sim? Isso nem deveria estar aqui....
(juro que fico corada quando escrevo essas coisas...heheheheheheh)