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50. PEQUENA SEDUÇÃO


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 50 –PEQUENA SEDUÇÃO


 


 


 


 


 


A tarde se arrastou. E como uma grande afronta, Hermione se fez presente. Talvez para minar seu autocontrole, ou sua paciência, mas bem da verdade, é que se fez presente a cada segundo.


Depois de remoer a raiva e o choro, decidira que o melhor a fazer era frustrar-lhe a farra! Destruir sua felicidade e fazer da vida dele um grande inferno!


Como agora, sentada em seu sofá, ao lado de Gina. Falava sobre francês, idioma que Harry dominava perfeitamente. No outro sofá, Lilá esperava o momento de se fazer notar. O que era difícil visto que a pequena megera atraia a atenção dos dois homens.


Em dado momento, um debate se fez entre Hermione e Harry, quando ele a desafiou a conversar em francês. Para ela, uma grande novidade. Era acostumada a ler e escrever, e poucas vezes trocar algumas frases com seu pai.


Descobriu então, que tinha fluência no idioma falado também! Algo que arrancou risadas de Harry, quando ela entendeu suas piadas sujas em francês e respondeu a altura. Gina parecia muito incomodada, mas perdoou Hermione quando ela disse em dado momento:


-É muito bom em francês, sr.Potter. Tenho pensando muito em ensinar Gina, mas com estou convalescendo....- deixou a sugestão no ar.


-Tenho certeza que posso começar seu trabalho, sra.Wesley – ele sorriu de volta, apreciando mais uma oportunidade de ficar  a sós com Gina.


-Por favor, me chame de Hermione. Não gosto de ser tratada como sra.Wesley – ela disse gentil, mas a acidez em sua voz era destinada ao calado homem, em seu canto, observando com olhos de profundo desgosto.


-Naturalmente – ele reclamou em seu canto, atraindo atenção de Lilá.


A loura abriu os lábios para falar, mas Hermione foi mais rápida:


-Não há lugar mais agradável para aprender do que na margem do lago – disse pensativa – a brisa refresca o calor e ajuda a pensar melhor! Posso pedir a Duran, que os acompanhem todas as tardes para um passeio e claro, para que Gina possa se instruir. – seu sorriso era apenas para irritar Rony – Como deve saber, Sr.Potter, Gina está em idade de casar-se...


-Hermione... – Gina sussurrou, avermelhando rapidamente.


-...e como não há muitas opções de bons partidos, tenho certeza que em breve Gina será levava a corte de Londres para escolher o melhor dos interessados!


Sua língua era afiada, e Rony teve que fazer força para na admirá-la. Ela deixava claro a Harry o que perderia se não tomasse uma decisão rápida. Para um bom entendedor, estava bem obvio. Gina em um salão da corte seria o mesmo que um bife suculento em um banquete de tubarões. Seria cortejada a desposada antes que Harry tivesse tempo de dizer ‘não’.


Consciente disso, Harry se moveu desconfortável. Hermione poderia jogar a cunhada em seus braços, mas referia mostrar-lhe o que perderia!


-Talvez não seja necessário – ele disse entre dentes, desconte com a idéia de algum outro homem desposando-a.  era uma imagem desagradável!


-Oh, não me diga que pensa em casamento, Harry! – Lilá soltou um risinho desagradável, falando com intimidade – Nunca desejou casar-se!


-Não era realmente um assunto que despertasse meu interesse.  –ele esperava poder fugir. – olhou para  o amigo, e achou que precisava de ajuda – diga-me, Rony, me arrependeria de abrir mão das minhas convicções ante-casamento?


-Depende – ele disse olhando para Hermione.


-Depende do que exatamente? – Harry insistiu.


-Ora, Harry, depende do que deixara para trás! – Lilá manifestou-se levantando com dificuldade, e aproximando-se de Rony, tocou sobre seu peito, e descansou o rosto em seu ombro. – Diga, amor, preferia ter esperado por mim, não é? – seus lhos azuis claros miravam Hermione com o olhar de uma mulher dissimulada.


-Levando-se em consideração que nesse exato momento estaria esperando o nascimento do seu filho em uma casinha de subúrbio, com a despensa vazia e sem o menor conforto, imagino deva agradecer ao fato de não ter ‘esperado’ por você  -ele respondeu atravessado.


-A pobreza nunca me assustou!  -ela disse batendo o pé graciosamente no chão.


Hermione riu. Um risinho desagradável que fez Lilá olhar em sua direção:


-Porque ri? Vê graça em meu amor incondicional por Rony?


-Não, para ser franca,  me perguntava qual a motivação que a levou a vida de cortesã. Terá sido uma mãe doente, ou uma avó a beira da morte? Deixe-me pensar! Não, claro que não, deve ter sido para manter alguma pobre orfanato, ou quem sabe, ajudar a caridade!


-Acha que sou ambiciosa?  - Lilá fingiu surpresa.


-E existe alguém que não ache?


Sua voz era suave, mas cortante.


-Mamãe me contou que se aprende francês desde cedo em Londres!– Gina elevou a voz, cortando a discussão, visto que não queria perder esses momentos ao lado de Harry.


Ele entendeu, e engatou uma simpática conversa sobre a corte, que serviu unicamente como desculpa para olhar diretamente para ela, e seu decote.


Hermione fingia prestar atenção, mas ao notar que Lilá sussurrava palavras no ouvido de Rony, levantou-se. Normalmente ele a seguia, para tirar sua paz onde quer  que fosse, e contando com isso para afastá-lo de Lilá, ela refugiou-se na cozinha, tocando uma maçã de sobre a cesta de frutas, pois sentia muito apetite.


Rony observou um pouco surpreso quando ela mordeu a fruta. Não era hora do jantar, e normalmente, mesmo sob pressão, ela comia menos que nada. Sendo assim, vê-la espontaneamente se alimentar era um choque agradabilíssimo!


-Gostaria de um banho no lago? – ele perguntou num impulso.


-Fui proibida  -ela disse azeda.


-Não, não foi proibida de. Apenas pedi que não o fizesse sem minha presença – lembrou-a.


Aquele olhar sujo continuava ali, direto em seu coração e ele engoliu em seco.


-Temos um acordo, Hermione, não pretendo quebrá-lo. Será apenas um mergulho para refrescar o calor. Além disso, preciso me afastar dela um pouco!


-É mesmo? E porque não foi trabalhar? – havia ironia em sua voz.


-Porque tenho medo que vocês duas se matem na minha ausência – havia uma pitada de humor em sua voz – e claro, não posso deixar Harry sozinho com Gina e Lilá. Seria cruel.


-Não se preocupe com Gina. – ela disse a voz  macia não o enganando – sua preocupação maior deveria ser sua mulher e seu filho.


Ele fechou os olhos por um segundo pedindo paciência aos céus.


-Preocupo-me com minha mulher que não permite que tenha o filho que desejo – ele contornou a situação, notando uma sobrancelha subir em sua testa, em desaprovação – quanto a qualquer outra, esqueça. Não me interessa.


-Se você diz  -ela deu de ombros, não querendo admitir a satisfação com a resposta.


-Me dê uma mordida – ele pediu se aproximando e ela pensou em negar, mas lembrou-se que sua parte no acordo, era tratá-lo como a um marido, então, apenas estendeu a fruta, mas ele não apanhou, segurou seu pulso enquanto se curvava para abocanhar um pedaço da polpa suculenta.


Aqueles lábios cravados, sorvendo o alimento a hipnotizaram enquanto ele olhava para ela. Engoliu em seco se afastando, mas ele não deixou. Enlaçou sua cintura, a despeito de sua resolução em não permitir, e disse baixo:


-Essa noite, irei mordê-la – era uma ameaça.


Suas pernas ficaram moles e ela disse a si mesma que era parte do acordo para não prejudicar Juanita, e o deixou beijá-la.


A fruta estava ali, não totalmente mastigada, e Hermione sorveu com sua língua o gosto agridoce juntamente com o gosto de Rony, sentindo que escorregaria se ele não estivesse segurando-a.


Sua mão liberta pousou no pescoço masculino, os dedos dentro dos cabelos ruivos e ele gemeu aprofundando o beijo.


Em dado momento, os lábios quase se separam quando ele mudou a posição da cabaça, cobrindo seus lábios pequenos com os seus.


Era macio, era selvagem e duro, sim, os músculos ao seu redor, eram rijos e entre as pernas de seu marido, mais rijo ainda, pressionando outra ela. Contra seu estomago fino. E quem gemeu foi ela. Nada ostensivo, apenas desejoso.


-Agora nos dois temos gosto de maçã  -ele sussurrou deixando seus lábios quando o ar faltou – Isso mesmo, é exatamente isso que espero durante essa semana, Hermione.


-É mesmo? – infelizmente não conseguiu impregnar o descaso e desrespeito que desejava. Estava tonta de desejo!


-Exatamente. Então, quer se refrescar em minha companhia?


Assim, de perto, o azul de seus olhos em seus olhos, o hálito quente em seu rosto, as mãos grandes em seu corpo...fechou os olhos, antes de concordar com um aceno da cabeça.


Triunfante ele se afastou e fez uma carranca ao ver que eram observados. Gina parecia muito interessada em ver um beijo explicito, mas tanto Lilá quanto Harry não pareciam tão felizes assim. Harry descontraído, mas um pouco constrangido e Lilá batendo furiosamente o leque em suas mãos impacientes!


-será maravilhoso nos refrescarmos as margens de um lago!  -Lila disse imediatamente pensando em uma saída.  – Não poderia ter idéia melhor, meu amor!


-Infelizmente, esse passeio ficará paras outro dia – Rony disse mantendo Hermione um pouco escondida atrás de si.


-Mas acabei de ouvir seu convive... – ela disse esperançosa.


-Esse passeio ficará para outro momento – ele respondeu, sorrindo, e enlaçando os dedos na mão de Hermione – Vamos dar uma olhada no pasto. O que acha, Hermione?


-Preferia ficar... – era um habito, ele pensou. Contrariá-lo era um habito!


-É claro que prefere – ele respondeu menos irritado que há poucos minutos atrás.


O mundo se abrira diante dele, lindo e ensolarado!


-Estaremos para o jantar – ele avisou e antes de sair se voltou, com palavras um pouco ásperas – Harry...lembre-se do que conversamos.


Harry apenas concordou e afastou o olhar.


Era um homem experiente e sabia muito bem o que fariam nas margens lago. Para ser bem franco, ver a expressão entregue e indefesa de Hermione, as faces coradas, os cabelos um pouco bagunçados e os lábios inchados, lhe revelara um lado apaixonado e passional de Hermione.


Uma jovem pequena e delicada, que praticamente desapareceria nos braços de Rony, não fosse sua presença impregnante e o efeito que tinha sobre aquele homem tão alto e forte.


Ele sorriu para Gina e a chamou para  sala, esperando que sua voz doce pudesse tirar de dentro dele a sensação ruim que a imagem do casal entrosado em um beijo arrebatador lhe trouxera.


 


 


 


 


O clima hostil foi restabelecido no instante em que Rony esperou que ela subisse no cavalo.


-Realmente não é necessário – ela reclamou, quando notou que ele subira também – Sou uma excelente amazona!


-Sei disso, é melhor do que eu, inclusive – reconheceu – Porém não quero que caia, caso sinta-se indisposta. Ainda está convalescendo!


-Está exagerando!


-Não, não estou!


Sua ênfase a fez se calar, quando os dois avistaram a imagem de Juanita tratando as galinhas. Seus filhos ao seu redor, com exceção de Duran que passava bom tempo do seu dia na casa, como um pequeno escudeiro vigiando a residência.


-Juanita é uma boa empregada  - ela disse esperando talvez comove-lo.


Rony engoliu em seco e montou o cavalo, logo atrás de Hermione. Ela endureceu o corpo, as costas retas, mas ele ignorou passando um braço por sua barriga, trazendo-a para junto de seu peito. Primeiro, por segurança, e depois pelo prazer que esse contato lhe proporcionava!


-Não tenho reclamações quanto ao serviço – ele contou, conduzindo o cavalo com vagar em direção ao bosque. – o grande problema de Juanita é sua intromissão em nossa vida particular.


-Juanita é leal a mim – ela disse de repente ao pensar em suas palavras – assim como Suarez é leal a você.


-É uma situação totalmente diferente, Hermione – incomodou-se com essa perspectiva de verdade.


-Como? Suarez não me contou dos seus planos em manter Ford aqui! E não o fez em lealdade a você! Do mesmo modo que o acompanha e zela por sua segurança  a despeito do teor de suas ordens! E o mesmo faz Juanita!


-Ela está sempre contando segredos que não são dela! – retrucou.


-Apenas quando insisto! – defendeu-a. – Pedia algo para me livrar da possibilidade de ter filhos, e ela obedeceu. Não foi uma ordem, mas ela sabe o quanto é importante para mim.


Rony sentiu culpa, pois também sabia o quanto era importante para ela.


-Hermione – ele falou baixo, bem junto ao seu ouvido – Cumpra seus deveres e esqueço nosso acordo.


-Não – ela respondeu fechando a expressão.


Ele suspirou profundamente contrariado. Hermione era difícil.


Claro, ter sua ex-amante dentro de sua casa não era um afrodisíaco com a qual ele pudesse contar! Bem da verdade, tinha todas as razoes do mundo para detestá-lo!


-Espere  -ele mandou, ao chegarem em frente ao lago e apear.


Pela rédea conduziu o cavalo até a sombra de uma árvore e segurou-a pela cintura para tirá-la de sobre o animal.


Hermione pretendia reclamar e dizer que durante toda sua vida descera de cavalos sem ajuda de ninguém, mas se calou, diante do contato daquelas mãos.


 O corpo pequeno resvalou contra o peito largo e Hermione deu graças quando os pés pousaram sobre o chão e pode se afastar!


Não lhe daria a satisfação de ver o quanto mexia com seus sentimentos!


-Deixará que me refresque em paz?  -ela perguntou dando-lhe as costas.


-Não deseja minha companhia? – ficou surpreso.


-Claro que não!


Rony mediu sua decisão, achando ter ouvido um tremor atípico em sua voz, e achando haver ali uma pequena mentira, mas não podia ter certeza, visto que não via seus olhos.


-Não a importunarei.


Ela virou-se surpresa, sem crer. Ele também não podia crer que estivesse se resignando tão fácil!


Porém tinha uma divida para com Hermione, uma divida de culpa, depois de chantageá-la, impor a presença de Lilá e ainda por cima, fazê-la chorar.


-Aproveite seu banho, Hermione, apenas evite mergulhar  -ele recomendou, falsamente submisso.


Desconfiada, ela se afastou e começou a desabotoar o vestido. O ombro estava curado, mas girar o braço nesse ângulo ainda era um pouco doloroso, mas não reclamou.


Rony ficou de pé apreciando o espetáculo, que Hermione não suspeitava estar oferecendo a seus olhos carentes de olhar para ela. O vestido foi desabotoado com torturante lentidão, a as costas macias ficaram expostas quando ela tirou-o. Um movimento de quadril, e ele caiu ao chão, sendo descartado.


Usava o colete íntimo sem a costumeira camisa fina, pois  o dia era terrivelmente quente, sendo assim, sua barriga estava à mostra e sua cintura delgada também. O calção íntimo não era barreira para um homem imaginativo.


Ela livrou-se dos sapatos e soltou os cabelos longos, que esvoaçaram quando a brisa soprou na direção oposta e ela os tirou do rosto, olhando para trás, como se precisasse sondar se tinha sua atenção.


E tinha. De uma forma estranha, não havia nada em volta, apenas ela.


Andando em direção ao lago, não esperou comentários, apenas entrou cuidadosa na água, e nadou para a parte mais funda, mergulhando apesar de sua recomendação.


Rony andou até a margem, o calor o fazendo abrir a camisa e tirar o colete que usava, assim como os sapatos. O sol brilhava alto, e fulguroso.


Porém não era tão quente quanto o sangue que corria em suas veias. Muito menos, tão quente quanto o calor que queimava suas pupilas olhando para os cabelos que corriam por suas costas, molhados e pesados, enquanto ela me movia, aproveitando a água.


Depois de um pequeno exercício para fortalecer as pernas e os braços, ela parou de nadar, e mergulhar e apenas boiou. Estava tão refrescante que se pegou olhando em direção a Rony, com uma incontrolável vontade de conversar.


Ele esta perto da margem, suado e encalorado, metade das roupas no chão.


-Será que tem um lugar para mim em toda essa extensão de água?  -ele perguntou, mais alto que o normal, pois ela estava relativamente longe.


-Não, não há – ela respondeu no mesmo tom, nadando para mais perto.


-Vai me deixar queimar embaixo desse sol, Hermione? Não tem pena de mim? – era uma brincadeira, e ela afastou o olhar para não se deixar levar.


-Peça a sua amante que prepare-lhe um banho frio. Deve ser o bastante para aplacar seu calor!


-Hum, não sei. É um calor que vem de dentro, e nunca antes o senti com Lilá. Então, o que me sugere, Hermione? Como posso aplacá-lo?


-Não me interessa seus sentimentos  -ela respondeu ficando mal humorada.


-a mim interessa os seus, por isso estou perguntando se posso me juntar a você. É um pedido, Hermione.


Ela soltou um terrível suspiro de descontentamento antes de dar de ombros:


-Faça como quiser.


Era o mais próximo que chegaria de um convite. Resignado, tirou a camisa e a calça e mergulhou. Manteve a roupa íntima apenas para não irritá-la!


Aproximou-se e envolveu sua cintura com um braço, e Hermione colocou as mãos em seu peito, apartando-se dele.


-Não irei beijá-la a força, não se preocupe  - fez referência a vez que o fizera, aquele mesmo lago – Quero apenas abraçá-la.


-Por quê?  -perguntou petulante.


-Porque é bom e me faz sentir inteiro. Já teve essa sensação alguma vez, Hermione? De ter achado aquilo que lhe faltava para ser feliz?


Em duvida se era apenas um gracejo ou não, ela nada respondeu.


-Venho pensando muito em esquecermos esse acordo que nos uniu em casamento.  Em esquecer as razões iniciais e pensar apenas no nosso futuro. O que me diz, Hermione, podemos fingir que nos casamos agora, por querer?


-Sinto-me um papagaio, sempre me repetindo – ela disse acida – Não quero um marido!


-Mas não sou qualquer marido – ele tentou manter a calma – sou o seu marido!


-E que diferença faz?  -perguntou direta.


-Faz toda diferença! Sou um homem de mente aberta, quero vê-la estudar e se desenvolver intelectualmente, quero que me ajude a cuidar da fazenda, quero que seja feliz. Gosto de ouvir sua opinião e levo sempre em conta o que me diz. Não sou opressor, ou violento, sou o homem perfeito para uma mulher como você!


-Uma mulher como eu? – às vezes, ela se deixavas enfeitiçar por suas palavras, e perdia um pouco o foco.


-Uma mulher voluntariosa, cetiscista, intelectual demais para nossos padrões sociais, e sobretudo, doce como torta de nozes – ele sorriu notando sua confusão. Não era acostumada a ser elogiada.


Raramente sua mãe lhe dizia como era bonita, ou elogiava seus cabelos, quando ainda pequena, ao trançá-los. Porém depois que crescera, raras vezes alguém lhe dizia algo bonito. Todos os elogios eram para Ann, a graça da família!


-É meu doce preferido, Hermione – ele explicou, notando como suas mãos pararam de empurrar, e apenas tocava a pele. E exatamente sob as palmas pequenas, parecia queimar, como um raio de sol particular, a espalhar uma fogueira dentro de seu peito.


-Não fale desse jeito comigo  -ela pediu baixo, afastando o olhar.


-De que jeito? – perguntou, mas já sabia a resposta.


-De um jeito que não sou capaz de argumentar – ela explicou.


-Não quero que argumente – ele sorriu, sentindo o prazer de ser desejado. – Quero me divertir aqui, ao seu lado. E quero que se divirta ao meu lado.  Podemos fazer isso, como amigos?


-Sim – ela concordou, relaxando em seus braços, e ele manteve os braços em  volta de sua cintura, entrelaçando os dedos.


Os pequenos pés estavam soltos na água, e ele sorriu ao dizer:


-Apóie seus pés sobre os meus.


Ela encostou a ponta dos dedos sobre seus pés que estavam apoiados no fundo do lago e era preciso ficar literalmente na ponta dos pés, para ao menos nivelar a altura dos rostos.


-Você é tão pequena...-ele disse baixo e rouco, os olhos fixos em sua roupa intima molhada e transparente.


Suas mãos tocavam a pele nua de sua cintura, e uma das mãos desceu sobre seu traseiro, contornando a região com um gemido de apreciação.


-Não faça isso... – ela pediu, evitando contato visual. Suas mãos pousaram sobre os antebraços dele, e ela segurou-se quando ele começou a girar fazendo-a rodar na água. Era perigosamente divertido.


-Poe que não?- beijou seu pescoço, aspirando seu perfume.


-Porque não combinamos nada sobre o lago – ela alfinetou – Além disso não há ninguém aqui para ver como sou boa esposa!


-E essa é única razão para aceitar meus carinhos? Ainda mais cedo estava feliz em deixar que a tocasse!


 


                                           


-Isso foi antes...de saber quem realmente você é  -ela disse, talvez para ofender e causar seu afastamento, visto ser incapaz de resistir por si só!


-Acha que sou um homem ruim por ter tido uma amante? Uma cortesã? Não fui eu quem escolheu essa vida para Lilá! Não fui eu quem a incentivou a deitar-se com tantos homens a ponto de não saber quem é o pai de seu filho! Ou pior, não fui eu quem a ensinou a dar golpes!


-Mas foram tantos homens, parecidos com você, que ao usufruir de seu corpo e sua ambição, a fizeram ser assim!


-Não pode acreditar nisso!  -ele estava chocado.


“não, não acredito mesmo!”, pensou, mas não disse!


-Importa em que acredito? – notando sua expressão amarga, ela continuou, certa que assim ele se afastaria definitivamente – Ela está hospedada na casa que diz ser sua. Isso diz muito sobre o tipo de homem que é.


-Exatamente a que se refere?


-Mantém essa mulher sobre seu teto, pois como diz, ela passa por um momento difícil financeiramente sem seus clientes habituais, então, nada mais natural que após o parto ela o recompense com seus préstimos.


-E porque eu imploraria sexo com você, se tenho isso em mente? – havia incredulidade em sua voz.


-É um homem cheio de vontades que não consigo compreender.


Era isso. Rony soltou-a, mas tomou cuidado para ter certeza que não afundaria e se afastou.  Mergulhou para esfriar a cabeça


Nadou por uma meia hora, sem olhar em sua direção. O dia quente ficou para trás, o corpo refrescado, porém a mente fervilhando. No fundo de sua mente a constatação que aprendera a adivinhar suas atitudes e perceber quando atacava para se defender.


Hermione mentia, apenas para afastá-lo.


E o que ele poderia fazer? Sentia-se ofendido e rechaçado!


Quanto mais lhe oferecia amor, mas arisca ela ficava!


Talvez a chave de tudo fosse lhe oferecer apenas o que conhecia: indiferença e solidão!!!!!


 


 


 


 


 


 


 


 


 


AUTORA: tadinho do Rony, ele está tentando ser racional e resolver o problema ‘Lilá’. Mas a Hermione não entende mesmo! Ele se esforça, é carinhoso, doce, apaixonado, e ela não libera nem um carinho! Nada! Tem muito marido por aí que não suportaria um terço das esnobadas que ela dá (o meu por exemplo, heheh....).


Convenhamos tem que ser muito confiante para não se deixar abalar. Rony é muito convicto de sua masculinidade, outro já estaria arrasado!


E o Harry, heim? Se saindo melhor que a encomenda!


Próximo capitulo tem NC...hehe...


 


Beijos!


 

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