CAPITULO 40 – SUSPIROS NO AR
Os dias passaram correndo, e numa quarta feita, quase um mês depois da agressão, Hermione decidiu que não agüentava mais. Não sobreviveria a mais nenhum dia com Ginerva ao seu redor, ora tratando-a como uma inválida, ora atazanando sua vida.
Pouco via Juanita, pois se recusava a estar no mesmo cômodo que Gina, visto que as duas não se acertavam, e voluntariosa, Juanita não baixava a cabeça para quem quer que fosse.
Sem contar, o drama de passar seus dias trancada naquele quarto. E sem contar também, que sentia falta de mais.
Nos primeiros dias não sabia o que era esse ‘mais’, no entanto, passada a confusão de seus sentimentos, sabia muito bem que a falta que sentia era de Rony. Ele não dormia no quarto, dormia no quarto de hóspedes, enquanto era Gina quem dividia a cama com Hermione.
Segundo ele, era pesado e grande demais para correr o risco de rolar sobre ela e feri-la. Conversa, sabia que era apenas conversa.
Rony não tinha coragem de admitir que estiva com raiva, ou ao menos sentido pelo fato de ter posto em risco a fazenda.
Sua resignação havia chegado ao fim, junto com a maior parte das dores. Sentia-se menos dolorida, menos inchada.
O olho estava quase curado. Podia abrir e deixar os olhos sem pesar, e dormir sem medo de não enxergar ao abrir os olhos!
O ombro tinha desinchado, e conseguia mover o braço e a mão, apenas não conseguia segurar e apertar com força ainda. Ontem conseguira manter a colher na mão para levar aos lábios várias vezes, antes de sentir dor, o que em muito a agradável!
A perna havia desinchado e não sentia nenhuma dor! Apenas suas costelas ainda incomodavam, mas não era uma dor tão forte para que ficasse enfurnada naquela cama!
Sempre que Gina saia de perto, ela levantava e arriscava uns passos, para exercitar a perna e garantir que não estaria enferrujada quando melhorasse, mas eram sempre às escondidas, para não ter que ouvir os discursos de Gina, e principalmente de Rony, sobre não levantar sozinha, para não se ferir, que ainda não estava pronta para sair da cama e essas coisas todas que a tiravam do sério!
Decidida, ela afastou as cobertas e sorriu consigo mesma ao ver sua oportunidade surgir, num raro momento em que Gina lhe dera espaço. Fora preparar a banheira para seu banho e era agora, ou nunca!
Sentia todo o corpo dormente de tanto ficar deitada, mas isso não era empecilho.
As pernas estavam pesadas, e quando ela pousou os pés no chão, sentiu um formigamento horrível.
Esperou uns segundos, para ver se passava, e como nada aconteceu, decidiu forçar. Segurando-se na borda da cama, tentou levantar.
Ficou uns dois segundos de pé antes de cair sentada de novo.
Sabia que essa fadiga se devia a ficar tanto tempo na cama, sem fazer exercícios. Era disso que precisava; uma caminhada para soltar os músculos dormentes!
Apressada para não ser pega em flagrante, ela tentou de novo. Dessa vez a dor nas costas apareceu, mas não foi forte o bastante para abalar sua decisão.
Tomando fôlego, ela tentou novamente se erguer, ariscando mais que a poucos passos pelo quarto. Andou até a porta e entreabriu.
Sorriu quando avisou o pequeno Duran, nem tão pequeno assim, visto que seria um homem muito alto quando crescesse, ele vivia dentro da casa, e suspeitava que fosse uma precaução de Rony, pois caso algum comparsa daquele ladrão aparecesse, o menino correria e chamaria ajuda.
Chamou-o baixinho, e quando o menino entendeu o que desejava, não teve coragem de contrariá-la.
Hermione sorria de orelha a orelha quando sentiu novamente o gostinho da liberdade!
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Como um pressagio, Rony soube que algo estava errado quando avistou Gina na varanda, esperando por ele. Ela estava muito vermelha, e tensa.
-O que aconteceu? - ele perguntou direto.
-Hermione saiu - ela disse com a voz um pouco estranha.
-Hermione foi levada? – um toque de pânico apareceu em sua voz. Talvez aquele ladrão não estivesse sozinho afinal!
-Não! Um dos empregados a viu sair com Duran, filho da empregada. Eles foram... Passear, eu acho.
-Ela saiu... Andando? – era difícil saber o que estava sentindo naquele segundo enquanto esperava a resposta.
-Deve ter ido correndo, porque não a vimos sair!
Mal terminou de falar, e seu irmão irrompeu para longe. Gina não o seguiu, afinal, era assunto de casal, e a cada dia que passava naquela casa e os via juntos, mais e mais se convencia que tanto Hermione quando Rony haviam sido apanhados na própria armadilha. Aquele acordo de casamento, mais parecia uma pálida lembrança!
Rony apeou do cavalo quando avistou os dois. Duran brincava no lago, mas Hermione estava sentada na relva macia, rindo e falando com o menino.
Nos últimos dias ela estava sempre mal humorada. Ranzinza e reclamona, o que compreendia, afinal, ele mesmo enlouqueceria dentro de um quarto o dia todo!
Olhou para ela, e sentiu o coração parar quando ela apoiou-se no braço que não sofrera ferimentos e se levantou.
-Duran, me ajude aqui! - ela pediu gentil, e o menino correu para fora da água, oferecendo o braço para que ela se apoiasse – Vamos para casa, antes que ELE de por minha falta.
Havia uma ênfase no ‘ele’ que ditava a regra de sua ironia. Ele também era conhecido como seu inimigo, vulgo, marido.
O possível descontentamento que poderia sentir por te burlado sua ordem de ficar no quarto e repousar, foi completamente subjugado, pela felicidade de vê-la andando livremente.
E livre, era como Rony sentia-se, ao finalmente, tirar de sobre os ombros o medo por sua saúde.
-Muito tarde para isso - ele falou de longe, assustando os dois – Te peguei, Hermione. No flagra.
-Oh – ela olhou para ele, e por incrível que parecesse, havia divertimento em seu olhar – Achei que um passeio seria mais saudável que morrer de tédio ao lado da sua irmã.
Ele se aproximou e ofereceu as rédeas de seu cavalo para o menino, que em dúvida, acabou soltando a patroa e cuidando do cavalo.
-Leve-o – ele mandou e o menino não precisou de uma segunda ordem para montar e disparar. Adorava cavalos e não perderia a oportunidade de montar um belo animal como aquele. – Arrumou um comparsa para suas fugas?
-Acho que sim – ela concordou cordata, e sentiu-se um pouco instável sem o apoio de Duran. – Acho que vou cair – ela estendeu uma das mãos em sua direção e foi o que ele precisou para se aproximar.
Hermione pedindo sua ajuda, querendo seu apoio, era demais para seu coração massacrado pelo medo e pela angustia durante aqueles terríveis dias de espera!
Ele segurou seu rosto entre as mãos, antes de beijá-la, olhou em seus olhos, vendo a confusão e algo mais, antes que ela fechasse os olhos.
Um longo mês sem beijar seus lábios, pensou, mesmo quando os ferimentos melhoraram, ele não se sentiu capaz de tocá-la enquanto sentia tamanha aflição. Afastara-se para permitir sua cura, para não atrapalhar, não causar mais dano. Tinha medo de causar mais sofrimento caso não se controlasse e lhe fizesse amor.
Agora, o medo tinha ido embora, e ele a beijou.
Encostou seus lábios, apreciando o modo instintivo e convidativo como Hermione abriu os seus, pedindo por mais. Mas ele demorou a lhe dar o que desejava. Usufruiu do calor, apoiando uma das mãos em sua cintura, para segura-la e lhe dar apoio, e fez carinhos em seu rosto com a outra, enquanto massageava os lábios macios com os seus.
Hermione soltou um suspiro nada discreto, pouco antes de Rony aprofundar o beijo. Sua língua seguiu o caminho para dentro de sua boca, e ela gemeu baixinho, talvez esperando que ele não notasse.
Era delicioso sentir a forma como suas mãos pequenas se agarraram a cintura masculina, não por querer mais apoio, e sim, por querer tocá-lo. A língua masculina provocou a feminina, até ser impossível não corresponder. E quem gemeu foi ele, ao sentir o quanto aquele beijo estava tornando-se quente e avassalador.
Tomado pelo desejo, quebrou o beijo por um segundo, para erguê-la nos braços, e então, colou seus lábios novamente, continuando de onde pararam, com o mesmo fervor e intento.
Acharia o melhor lugar para deitá-la na grama e então, fariam amor. Ali, sobre o sol quente, ele saciaria aquela fome que o queimava por dentro. E que queimava Hermione também.
-Oh, não! – eles não ouviram o grito a distancia – Rony!RONY!
Ele quebrou o beijo, olhando em volta, e então, para trás, até avistar sua irmã correndo em sua direção.
Em seus braços, Hermione demorou um segundo para conseguir desgrudar os olhos de seu rosto e olhar para onde ele olhava.
-Que susto! Porque não voltaram com Duran? – ela estava ofegante.
Rony tinha uma frase na ponta da língua, mas a conteve. Gina era inocente em relação ao que se passava entre um casal, e não poderia dizer a ela que fosse embora, pois desejava possuir a esposa em plena luz do dia, ao ar livre!
Precisava resguardá-la para ser inocente até o casamento. Depois, seria problema do marido dela!
-Estamos voltando, Hermione ainda não pode subir no cavalo - ele explicou, sorrindo e esperando não parecer tão mentiroso quanto se sentia.
Gina não era burra, e pelo modo como a cunhada mantinha os braços em seu pescoço, e estava corada, percebeu que havia mais, muito mais!
Por enquanto, ela aceitava as mentiras, mas ainda tinha esperanças de arrancar de Hermione a verdade sobre a noite nupcial.
Nem que para isso tivesse que parar de implicar com ela!
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Hermione gostaria de ter forças para protestar ao ser colocada sentada não cama, mas seus argumentos morreram quando avistou a banheira cheia de água e notou a forma como Rony olhou para ela.
-Deixe, eu faço isso – Rony avisou a irmã, ansioso para livrar-se dela.
-Ora Rony, se estou aqui, não precisa...
-Ginerva - ele a fez parar ao ficar sério e usar seu nome completo – Quero um momento a sós com minha mulher. Vá dar um passeio.
Gina inflou de revolta por ser tratada como uma criança e também de curiosidade, e sem alternativa, saiu fechando a porta atrás de si.
-Vou mandar Gina de volta para a casa dos meus pais – ele resmungou.
-Ela tem ajudado bastante – ela disse pensativa – Porque quer mandá-la embora?
-Porque Gina é uma enxerida - ele respondeu, sentando-se ao seu lado, e pondo as mãos nas suas costas, nos botões que prendiam o vestido.
-Ela é curiosa e está ansiosa para se casar – contou.
-Pobre Harry. Tenho medo de perder o amigo - ele brincou e ela conteve um sorriso.
-Não diga isso. Gina será uma esposa muito dedicada – havia um traço de confiança em sua voz – embora, não entenda, porque alguém queira tanto se casar!
-Não? Não tem uma suspeita da razão? - ele provocou, aproveitando, para descer o vestido por seus ombros, e beijando seu pescoço – Posso pensar em uma razão ao menos...
-Para isso, não é necessário casar-se - ela afastou-se um pouco.
-Tem toda razão - achou melhor não testar sua sorte provocando-a!
-Porque está concordando comigo? Sempre tenta me fazer mudar de idéia!
Hermione olhou-o a espera de uma resposta sincera.
-Quero fazer amor com você, Hermione – confessou humilde.
-Por isso não quer me irritar? – um vendaval de emoções explodiu dentro dela diante dessa conversa, e o rumo que estava levando-os para outro lugar!
-Não posso tirar de você o que não quiser me dar. Não quero te machucar – ele tocou sobre uma das marcas em sua barriga, abaixo dos seios, ainda cobertos pelas roupas íntimas.
-Continuo não querendo esse casamento – disse um pouco sem vontade, sem ênfase.
-Sentiu minha falta? – ele decidiu investir ao notá-la mais acessível. – Sei que senti a sua.
-Dormiu no outro quarto todos esses dias... - ela deixou escapar e soou como uma cobrança.
-Não podia correr o risco de te esmagar se rolasse para seu lado da cama - ele contou feliz ao constatar que sentira mesmo sua falta.
Hermione corou, sem saber por que estava tão feliz em constatar que suas conclusões sobre ele estavam erradas.
Para ser franca, várias de suas conclusões apressadas haviam caído por terra nos últimos dias. Primeiro, ele não desejava casar-se com Susan, ou não teria a salvo daquele malfeitor.
Seria prático e proveitoso tornar-se viúvo. Estaria livre e com a fazenda, mesmo assim, a protegeu e salvou. Cuidou de suas feridas e vinha tratando-a como a uma princesa.
Rony não desejava livrar-se dela. Essa constatação aquecia seu sangue e a fazia ferver por dentro. Se por um lado sentia aquela sensação de contentamento, por outro o perigo era ainda maior. Aceitar Rony em sua vida trazia implicações que não suportaria!
Rony sentiu o exato momento em que Hermione ficou tensa. Não barrou seus carinhos, mas ficou muito séria e tensa.
-Hermione – ele chamou sua atenção, segurando seu queixo e olhando em seus olhos – Não me afaste, não depois do susto que levei.
-Não tive a intenção que nada disso acontecesse! – ela lamentou, empurrando-o e se afastando.
Relembrando toda a culpa, Hermione levantou, agradecendo não sentir tanta instabilidade.
-Acha que a culpo? Hermione, o único culpado está morto! – notando que nada que dissesse a faria pensar o contrário, e achando que não tinha tempo para fazer sua cabeça, pois não desejava perder o momento a seu lado, pôs as mãos em seus ombros, contornando-os, a curva suave e seguindo para seus braços.
-Eu o trouxe até aqui! – ela se afastou, mas ele insistiu, abraçando-a e pousando o rosto contra o seu.
-Involuntariamente. Sua única intenção era se proteger de um medo imaginário de ser roubada, nunca poderia supor que chegaria a acontecer algo assim!
Hermione gostou de ouvi-lo falar desse modo, e embora fizesse sentido, se recusava a acreditar que não fosse sua culpa!
Ele notou como ela fechava os olhos e se recostava em seus braços e achou melhor tirar as preocupações de sua mente. Soltou o abraço e terminou de soltar o vestido, fazendo-o cair e revelar o corpete de rendas e os calções íntimos que usava. Era bom ver que usava seus presentes.
Afastou seus cabelos para soltar os botões e fitas que prendiam a seda, e aproveitou para sentir seu perfume e distribuir beijos inocentes por todo seu pescoço e ombro.
O tecido escapou do seu corpo e foi parar ao chão, junto com a última peça que a cobria. Rony tirou a roupa por uma perna, segurando-a com carinho para que não desequilibrasse e então, fez o mesmo com a outra. Sentiu o impulso quase incontrolável de sentá-la na cama, abrir suas pernas e provar novamente seu sabor.
Mas hoje, Hermione não merecia apenas paixão devastadora, ela merecia cuidado. Não podia correr o risco de causar-lhe dor!
Por isso, contentou-se em despir seu corpo e ajudá-la a entrar na banheira. Quis tomá-la nos braços, mas Hermione sentia-se bem para andar, não seria ele quem a impediria, ainda mais depois do medo e da aflição de pensar que isso não seria mais possível!
Hermione deixou o corpo relaxar ao entrar em contato com a água. Andar havia tirado todas as suas forças, e sabia que se devia ao fato de ter ficado tantos dias sem se exercitar. Fechou os olhos e saboreou o momento de relaxamento, quase se esquecendo de Rony.
Abriu os olhos ao sentir que ele derramava água sobre seus ombros, talvez para chamar sua atenção. Fixou o olhar nele, e esperou.
-Quando percebeu que podia mover a perna sem dor? - ele perguntou, não querendo parecer interessado demais, muito menos contar a ela do que poderia ter lhe acontecido de verdade.
-Hum... Uns quatro dias depois eu já andava pelo quarto quando ninguém estava vendo – contou, ainda olhando para ele.
-Porque não me contou nada? – ele ficou perturbado por achar que poderia ter evitado todos aqueles dias de medo!
-Primeiro. Gina estava sensível por causa da briga que tiveram. Achei melhor não irritá-la tentando sair da cama. Em segundo, você parecia pior que ela, reclamando o tempo todo. E terceiro, apesar de não terem me dito nada, eu sabia da possibilidade de ficar com seqüelas. Achei melhor não contar enquanto não tivesse certeza que estava tudo bem.
-Você sabia? – ele ficou imóvel, fitando-a e Hermione encolheu os ombros. – Como ficou sabendo?
-Rony, não sou tola – havia um traço de irritação na sua voz – quebrei uma costela e desloquei o ombro, e tudo o que faziam eram me perguntar da minha perna, que sinceramente, era o menor dos meus problemas! Foi fácil deduzir que algo estava errado!
-Não disse nada. Achei que não soubesse.
-Desculpe, talvez devesse ter contato antes - ela estava confusa com sua desolação.
-Sabe o inferno que foi passar todos esses dias esperando que acontecesse um milagre e você pudesse levantar daquela cama? – havia nele, também, um traço de confusão.
-Agiu como se não quisesse que eu fizesse esforços – ela defendeu-se.
-E não queria – ele sorriu – temos um problema de comunicação Hermione. Precisamos ser mais claros um com o outro. – ele apanhou a esponja, mas desistiu dela, esfregando as próprias mãos em seus ombros.
Hermione quase pulou de susto e outros sentimentos. Sentiu o coração acelerar, quando ele a ajudou a se mover, para que tivesse acesso as suas costas e pudesse lavar a pele.
Eram movimentos delicados e gentis, deliberados, ou não, visto que Rony apenas usufruía do prazer de tocá-la.
A pele lisa era estimulante, a pele uniforme e macia. Havia marcas roxas, mas ele podia ignorá-las, pois seu desejo era maior que qualquer outra coisa.
Hermione suspirou quando as mãos subiram para seus ombros novamente, e ele ajudou-a a se recostar na tina de madeira. Ele alisou seus braços limpando sujeiras imaginárias, apenas com o intuito de arrancar outros suspiros.
Cada braço ganhou atenção redobrada quando ela fechou os olhos para apreciar o contato.
Hermione quase gemeu quando as mãos subiram para seus seios. Gentilmente, acariciou a pele, como quem apenas limpa, e não desfruta. Passou o sabão sobre ambos, lavando-os com dedicação.
Suas palmas formigavam pela sensação dos seios macios embaixo delas, os bicos rijos acariciando a palma de sua mão. Hermione tinha os pêlos dos braços completamente arrepiados e sua respiração estava acelerada, por isso investiu, sabendo que não seria rejeitado.
Embalou um dos seios em concha, e apertou até ouvir um lamento de prazer. Seus dedos rolaram sobre a ponta, estimulando o bico. Pequenos apertões, puxões suaves. Tudo para enlouquecê-la, e depois repetir o mesmo com o outro seio.
-Abra os olhos - ele pediu baixo, para não quebrar o encanto.
Obediente, ela olhou, e Rony baixou a mão grande e calejada pelo trabalho da fazenda, fazendo carinhos em sua barriga, evitando contato com a área ainda sensível das costelas.
Rony queria que visse como seus dedos a tocavam. Entre suas pernas, ele desceu os dedos, lavando aquele recanto secreto. Ela entreabriu as pernas imediatamente, colaborando e facilitando, enquanto ele passava a mão para espalhar o sabão.
Os olhos castanhos pareciam hipnotizados e ouviu um gemido de surpresa quando ele passou o grande dedo indicador entre os lábios maiores, quase a penetrando.
-Oh... – ela não conseguiu esconder um gemido mais forte e Rony a beijou.
Não conseguiu beijá-la como queria, pois ela não estava interessada em beijos. Estava mais interessada nas sensações que ele provocava, com seus dedos longos e atrevidos.
Sorrindo, ele aprofundou o toque, sentindo o corpo pequeno se retesar.
-Oh, Rony... – ela envolveu seus ombros com os braços, quando a sensação ficou mais forte e mais intensa.
Seus dedos apertaram a malha da camisa de Rony, desejando rasgar o tecido e desnudá-lo, para sentir seu corpo quente e firme sobre o dela, mas não teve coragem, ou palavras para pedir tal coisa.
Deixou-se levar, sentindo e desfrutando daquelas sensações imensamente fortes e calorosas.
Ele introduziu parte do dedo em sua intimidade, enquanto escovava os dedos sobre o clitóris, sentindo-a estremecer e gemer contra seu ombro. Estava em uma posição ingrata, e pretendia entrar na banheira com ela.
Deixou-a rapidamente, e tirou a camisa. O fato de Hermione observar calada e não reclamar trouxe uma onda de excitação devastadoramente forte, e ela ofegou quando avistou sua ereção livre das roupas.
Seu suspiro o fez quase sorrir, não estivesse absurdamente tenso. Entrou na tina de água, e ela moveu as pernas para lhe dar mais espaço. Imediatamente apos sentar-se, ele agarrou os belos tornozelos, e puxou-a para si.
Hermione mordeu os lábios quando se sentiu exposta e fraca. Deixaria que fizesse o que desejasse com seu corpo, pois era exatamente isso que desejava!
E o pior, é que não sentia um traço de arrependimento!
-Sente alguma dor? - ele perguntou numa última tentativa de se parar.
-Não – ela mentiu, pois naquele momento dor alguma poderia fazê-la fugir disso! Não estava pensando com clareza, e era até bom, pois ao deixar de pensar, se permitia sentir sensações únicas de prazer e contentamento.
-Recoste-se - ele pediu com suavidade, mantendo suas pernas abertas ao redor de seu quadril, se movendo, ajoelhado contra o fundo de madeira. Precisou erguer seu quadril para ficar na altura certa para o que tinha em mente, mas não se arrependeu.
O atrito direto entre os sexos tirou seu ar, e ele manteve uma das mãos apertando um seio, enquanto a outra segurava o próprio membro e o roçava contra os grandes lábios, investindo e parando, num movimento de provocação, que desejava prepará-la e enlouquecê-la.
-Hum... Não faça isso – ela pediu, mordendo o lábio enquanto mantinha os braços em seu pescoço.
-Não gosta? – pontuou a pergunta esfregando a cabeça de seu pênis em seu clitóris e ela fechou os olhos, saboreando.
-Eu... Oh...
Não desejava que gozasse ainda, por isso parou, continuando a provocá-la mais abaixo, e em dado momento, penetrou a cabeça em seu sexo, sentindo o calor e a umidade, que ali dentro era mais viscosa e consistente que a água a sua volta, sendo inconfundível. Gemeu, esperando que ela se acostumasse, visto que fazia vários dias, e eles tinham um desajuste físico muito grande.
Não precisou esperar muito, pois Hermione passou a perna que não fora ferida por suas costas e o puxou com braços fortes em sua direção, erguendo o quadril para frente, até obrigá-lo a resvalar para dentro de si num movimento único e profundo.
Ela choramingou com os lábios entreabertos buscando ar, os olhos fechados, apertados, suportando a pressão da união e também, a devastadora profundidade do desejo que a consumia e ameaçava trasbordar enquanto o sentia acomodado e pulsante bem fundo dentro de si.
Rony não resistiu àqueles lábios macios, e beijou-a, lenta e eroticamente, enquanto girava os quadris estreitos e a fazia choramingar novamente de prazer. Não se movia, estava lá dentro, deliciando a ambos com essa união.
O beijo cresceu, e foi impossível permanecer parado, impossível não atender aos apelos de ambos, e ele se mexeu, saindo lentamente, observando o modo como ela olhou para baixo, analisando o membro rijo e avermelhado pelo sangue que o fazia inchar assustadoramente maior que quando plácido, e observou assolada pela imagem, aquele monumento roçar sua abertura e sumir lentamente para dentro.
Seu gemido foi alto e Rony cobriu seus lábios em um beijo mais guloso, menos premeditado, e completamente entregue.
Perdidos nos braços uns dos outros, eles não ouviram nada.
Autora: Sai com meu maridinho ontem a noite e acabamos a noite em um lugar muito especial (Motel...se você não tem idade, não considere essa observação...) e nem lembrei de fic!!!! Hehe...Por isso estou compensando, postando 2 capitulos.
Beta: Olhe como a Marja é maldosa né, a gente louca pra mais uma nc e ela faz isso, ou melhor, ainda não fez...
Capitulo ref. 11/12.