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37. CUIDADOS


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 37 - CUIDADOS


 


 


Juanita gritou ao vê-los se aproximarem, e passado o susto, apressou-se a abrir bem a porta a dar passagem para Rony. Ele levou-a diretamente para o quarto deles e a depositou com cuidado sobre o colchão.


-Deus do céu! O que aconteceu? – Juanita olhou a menina naquele estado e então, olhou para Rony, talvez supondo errado. Mas havia tanto desespero em sua face, que mudou de idéia.


-Não sei o que aconteceu – Rony disse a voz tremendo um pouco – Não sei por que aconteceu!


-Ela está...? – Juanita tocou sua pele, no pescoço, para sentir a respiração – Oh, bom Deus, está viva! Pobrezinha, está toda machucada!


-Eu sei – ele não tirava os olhos de Hermione, sem reação. Sem saber o que fazer.


-Patrão – Suarez chamou da porta, o chapéu nas mãos, em sinal de respeito – Vou juntar alguns homens para vistoriar a fazenda, pode haver outros como ele.


Rony concordou com a cabeça.


-Mande um deles trazer um médico.


Suarez concordou e saiu, sendo seguido por Juanita que desapareceu por alguns minutos.


Ele se aproximou da cama, e tocou o rosto machucado, como se isso pudesse acalmar seu medo. Segurou sua mão, no braço que não estava machucado e sentiu-se desamparado por não poder fazer nada.


-Preciso de ajuda para despi-la – Juanita disse regressando com uma bacia de água morna e uma toalha limpa, alem de uma garrafa de uísque pela metade.


Rony concordou, segurando-a com todo cuidado, deixando-a sentada. Juanita rasgou o que sobrou do tecido, cortando do lado esquerdo, para não sacrificar ainda mais o ombro inchado. A seguir descobriu seu tronco, e então puxou o vestido pelos quadris, abafando um som de pena ao ver o estado do quadril e das costelas.


-Ao menos esse animal não a desgraçou – Juanita sussurrou, retirando as ultimas peças de roupas, e conferindo que não havia ferimentos sugestivos em suas coxas e intimidade.


Rony fechou os olhos, pois não queria dizer nada, não queria pensar nisso agora, quem era aquele homem. E de onde Hermione o conhecia!


Juanita começou a limpar a terra e o barro de sua pele e de sobre as feridas e o fez rapidamente, olhando para o ombro deslocado.


-É melhor o colocarmos no lugar agora que a pobrezinha está desacordada – ela disse e Rony engoliu em seco.


-Sabe fazê-lo?


-Que Suarez não ouça, mas as moças do Saloon sempre apanham, não é a primeira vez que faço isso!


Ele deixou-se comandar, e Juanita o mandou levantar e esperar. Ela segurou Hermione de modo a deixá-la imóvel e então, direcionou-o sobre o que fazer, e como fazer.


Com um movimento rápido, certeiro e forte, ele recolocou o ombro no lugar, com um som desagradável do osso se movendo. Hermione pareceu sentir a dor, mas não se moveu.


Juanita tinha razão, era melhor que fosse agora.


-Acha que a perna está quebrada? – ele não sabia como podia estar fazendo essas perguntas sem, no entanto desabar de ódio, pena, e algo maior, que não sabia definir, um sentimento horrível de presenciar sua Hermione naquele estado.


-Acho que não, mas tem uma costela quebrada – ela disse apalpando-as. Havia uma marca arroxeada formando-se e a pela estava muito ferida. – Só o medico pode ver a perna, eu não sei dessas coisas.


-Está fazendo um bom trabalho – ele disse agradecido e ela sorriu.


-Ela vai sentir muita dor – ela avisou ao derramar a bebida de álcool puro sobre os cortes em seu busto, e barriga. Ela se mexeu, e Juanita terminou o mais rápido que pode – Só espero que isso não a estrague por dentro – ela disse baixo passando a mão sobre o enorme hematoma em sua barriga – Há outro no quadril e nas costas. Esse homem queria deixar sua marca, sem dúvidas.


-Ela lutou – ele disse convicto – Tenho certeza que lutou.


-Disso não a menor dúvida! – Juanita concordou – Não há nada que possamos fazer, além de passar um ungüento nas feridas e esperar o médico.  – Juanita apanhou uma camisola limpa e com a ajuda de Rony, vestiram-na – Não é bom sinal que fique desmaiada tanto tempo.


Rony apanhou a garrafa de uísque e posicionou sob seu nariz, esperando que o cheiro de uísque barato pudesse substitui o álcool.


Estava com a respiração suspensa, esperando. Ela se mexeu, e os olhos se entreabriram um pouco, e imediatamente, tentou se afastar.


-Hermione, sou eu, não se mexa, sou eu, Rony. Não vou machucá-la – ela não parecia notar a diferença entre ele e o seu agressor – olhe para mim amor, sou eu, seu Rony. – abraçou-a contra seu peito, cuidadoso com seus ferimentos - Não se mexa tanto, pode se ferir ainda mais. Hermione fique calma, está tudo bem agora.


Ela se acalmou um pouco, sentindo seu cheiro, seu calor, reconhecendo sua voz, seu toque, e um soluço escapou de seus lábios. Começou a se lembrar e a lágrimas vieram, pois apesar de ser forte, não era de ferro.


-Ele está morto, não pode  mais feri-la – ele prometeu – vou ficar aqui, do seu lado, nada vai te machucar de novo.


Ele a colocou sobre o colchão, e limpou as lágrimas em sua face, arrumando seus cabelos sobre o travesseiro e notou como seus lábios cortados, limpos do sangue, porém marcados pela agressão tentavam se mover apesar da dor.


-Dói - ela disse baixinho.


-Onde dói mais? – perguntou para se localizar e poder dizer ao médico, caso ela perdesse os sentidos novamente.


-Ombro... - ela tentou olhar para o local, mas estava zonza demais -Oh... Não consigo...


-Não se mexa mais – ele pediu – A perna dói?


-Um pouco... – lágrimas correram em sua face e ela perguntou recuperando um pouco da voz perdida  - Ele... Ele... Oh...?


-Não – ele beijou sua testa, o único lugar que não tinha machucado, o resto estava inchado – não, ele não fez isso. Embora, preferia que houvesse abusado de você a espancá-la desse modo. – desabafou e ela não respondeu nada. Fechou os olhos e quando os abriu, Rony ficou aliviado, pois dormir após traumas não era um bom sinal.


-Foi culpa minha... – ela sussurrou, sentindo - se culpada.


-Não, não foi. Agora, não pense nisso. Precisa descansar, o médico vai demorar. Juanita está preparando algo para a dor.


-Rony...


-Estou aqui – ele manteve sua mão, na dela, mas sem apertar – Vamos conversar um pouco, enquanto o médico não chega o que acha? – sorriu para distraí-la, mas Hermione não era tão fácil de ludibriá-la.


-Por que... Está fazendo isso?


-Porque pode ter batido a cabeça, e não quero que durma enquanto o medico não a ver – ele foi sincero, pois Hermione preferia a verdade sempre.


-Não... – ela parou quando ficou difícil falar por causa dos lábios feridos. – Porque está aqui?


É claro que ela perguntaria esse tipo de coisa. Era típico dela.


-Porque não tenho nenhum outro lugar a qual deseje estar. – ele beijou sua mão e ela gemeu, pois havia uma escoriação profunda atrás do braço, e ele não vira ainda.


-Desculpe. Está difícil achar todos os seus machucados... – ele tentou sorrir para distraí-la e ela soltou um som como quem acha graça. – Mas não se preocupe, vamos remendá-la aos pouquinhos.


-Tadinha, vai assustá-la – Juanita reclamou voltando com uma bacia menor, com um líquido de cheiro estranho. Atrás dela um calado Duran trazia uma jarra e uma xícara. – Coloque ali – ela disse ao filho – Ele ficou assustado, porque machucaram sua patroa favorita.


-Hermione tem um admirador – Rony brincou e ela olhou para ele com olhos atentos, olhos que lacrimejavam, e ela não queria  mais chorar.


-Vai doer um pouco – Juanita avisou, pedindo ao filho que saísse e fechasse a porta.


Por vários minutos passou o ungüento pela pele ralada, cortada e esfoliada. Hermione tentou não lamentar diversas vezes, mas a dor era muita. Estava chorando, quando Juanita passou uma esponja com o remédio entre os seios onde ele cortara a pele com canivete, felizmente, de forma superficial.


-Suarez o matou – Juanita informou – ele acha que seria prudente se livrar do corpo e não avisar as autoridades.


-Por quê? – Rony estranhou.


-Porque esse homem pode ter comparsas ou amigos. Não quer atrair vingança para sua casa quer?


-Suarez tem razão. – Hermione disse baixo.


-A perna dói muito? – Juanita perguntou espelho das dúvidas de Rony.


Ela apenas maneou a cabeça, se arrependendo ao sentir o mundo rodar a sua volta.


Juanita apalpou a região, e não achou nada estranho. Uma coisa a menos.


-Às vezes as feridas mais feias, são as menos importantes – ela tentou fazer graça – nos deu um susto Hermione, da próxima vez, não saia sozinha sem avisar aonde vai!


-Juanita está errada – ele disse baixo quando estavam sozinhos novamente – tem o direito de andar livremente pelas terras que são suas, eu que como marido devo primar pela sua proteção, e proteção da fazenda, me perdoe Hermione, por não ter feito isso.


Ela fechou os olhos, sentindo a culpa remoê-la. A fazenda era segura. Mas nenhuma segurança é suficiente quando um dos dois é inconseqüente!


Pensou em Juanita, tão boazinha e preocupada, e sentiu uma pontada de dor ao pensar que ela e seus filhos poderiam estar mortos, por causa de sua inconseqüência! Lágrimas quentes rolaram em sua face e Rony sentiu a dor da culpa também aflorar.


-Não chore amor, isso me corta o coração – ele disse muito triste, muito pesaroso e beijou novamente sua testa, e sua bochecha, a que não estava tão machucada.


Mesmo com seu pedido, ela chorou. Chorou ao pensar no que poderia ter acontecido por sua culpa e no que aconteceu.


 


 


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-O ombro me parece bem - o médico disse sério. O Sr.Nut era um homem baixo, calvo e magro. Muito magro. Tinha bigodes longos e era muito paquerador, fato que fizera Suarez ficar dentro da casa ao lado da esposa o maior tempo possível.


Naquele instante, ele parecia mais interessado em Juanita e em como ela entendia de cuidar de ferimentos, do que na paciente.


-E a perna? – Rony insistiu, pois o homem não conseguia se concentrar.


-A perna está machucada, mas nada que alguns dias de repouso, com o pé sobre uma almofada não resolva. Nada de andar. Vai doer mais amanhã quando o trauma da batida tiver passado. Ela quebrou uma costela também, e estou preocupado com as marcas nas costas. Foram pancadas fortes e muitas vezes podem comprometer os movimentos, mas isso só o tempo vai poder dizer. Ela precisar de repouso, ficar na cama até a perna desinchar. Precisa beber as beberagens e os remédios que receitei e precisa se alimentar melhor. Está muito anêmica, mas isso vocês já devem saber. Atenção para o inchaço no olho, se em três ou quatro dias não ceder, me avisem, não queremos que ela perca a vista, não é? – se era para ser uma piada não teve a menor graça, pensaram – Acho que o que essa menina mais precisa, para ser franco, é de um pouco de sorte, mas isso, infelizmente, não posso lhe dar.


-Não seria mais prudente passar a noite aqui? – Rony levantou ansioso – Ela pode precisar de ajuda no meio da noite.


-Não, não creio – ele discordou – Fique calmo, os machucados são feios, mas vão sarar.


-Sei disso – ele concordou relutante.


Hermione iria melhorar. E ele? Iria passar aquela dor horrível que sentia?


 


 


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Na manhã bem cedo, Hermione despertou. Sentia dor no corpo todo, mas principalmente na perna e nas costelas. O ombro estava dormente, mas ela notou que não parecia tão pesado como no dia anterior. Havia comido na cama, e agora, esperava Juanita voltar  para entrar na banheira que já estava cheia há algum tempo, a água esfriando.


Estava quase adormecida, pois os medicamentos lhe traziam muito sono quando a porta abriu e Rony apareceu com uma bacia de água limpa.


-Bom dia - ele lhe sorriu e sem querer, ela retribuiu. – Espero que esteja sentindo-se melhor essa manhã.


-Estou dolorida. Em todos os lugares. – não era uma reclamação.


-Era esperado – ele concordou, colocando a água sobre o criado mudo. – Juanita está cuidando do almoço. – era quase uma justificativa.


-Vai me dar banho? – ela perguntou surpresa.


-Sim. – ele tentou não parecer tão empolgado com a idéia. – Primeiro vou tirar os restos de remédio de sobre as feridas, Dr.Nut recomendou que ficassem limpas e arejadas para não haver infecção.


Hermione observou seus movimentos, achando que Rony a considerava uma imbecil ou algo assim. De qualquer forma, cuidava dela, e tinha que lhe ser grata.


Por isso se calou enquanto ele tirava o remédio das feridas dos braços e dos arranhões das pernas.


-Consegue levantar o braço? - ele perguntou ajudando-a a sentar na cama.


-Acho que não – era verdade, não conseguia erguer sem causar dor no ombro.


-Não force. Vamos dar um jeito. Por agora, o melhor é usar as roupas antigas, que são mais largas. – disse pensativo, conseguindo passar a camisola por sua cabeça e desnudá-la.


Hermione baixou a cabeça, envergonhada de si mesma e por estar nua.


-Não fique envergonhada – ele ergueu seu queixo, olhando em seus olhos – Continua linda, apenas está machucada.


Ela não respondeu, pois não se considerava linda antes, quanto mais agora.


-Se me ajudar a entrar na banheira, tomo banho sozinha – ela disse baixo, não querendo brigar.


-E me tirar esse pequeno prazer? Acha que sou um homem de perder a grande oportunidade da sua vida? Hein? – piscou para ela – Eu fantasiava sobre isso quando te espiava - confessou, apanhando-a nos braços.


Sentir aquele corpo pequeno junto ao seu era uma tortura, e se recriminou por pensamentos tão feios, quando ela estava doente e desprotegida.


Gentilmente depositou-a na banheira e ela gemeu alto, os olhos s enchendo de lágrimas, pois a dor era horrível.


-Quer sair? – perguntou desesperado ao ver que a água em contato com os machucados despertava ainda mais dor.


-Não. Está passando. A água ajuda a aliviar a dor, mas primeiro, dói muito – disse, erguendo a mão e espalhando água por seu ombro machucado. Rony a imitou, se ajoelhando ao lado dela, e espalhando água por seu pescoço, e ombros, antes de apanhar a esponja e mergulhar na água.


Ela não era boba, sabia que havia muitas perguntas que Rony evitava lhe fazer, e que não escaparia para sempre das respostas. Mas por agora, preferiu se calar.


-Sente muita dor ao redor do olho? Consegue ver com clareza? – ele perguntou tentando não parecer tão preocupado quanto estava.


-Sim – ela notou seu esforço para não assustá-la – Uma vez levei um soco do meu irmão, ele não era muito cuidadoso, e era um homem forte. Foi sem querer, estava me ensinando a brigar, para me defender. Fiquei duas semanas com o olho roxo – era bom lembrar essas coisas – Dói, mas vejo com clareza.


-Isso é bom. Avise ao sentir qualquer dor anormal, está bem? Não precisa se fazer de forte, nem esconder a dor Hermione.


Ela não respondeu nada. Baixou os olhos, e olhou para si mesma, nua dentro da água. A banheira era grande pensou, e ficou surpresa consigo mesma, ao imaginar que poderia convidá-lo a entrar com ela.


Corou tão fortemente, que chamou sua atenção.


-Está tudo bem, Hermione? Quer sair?


-Estou bem – ela disse rápida demais, e ele notou sua estratégia de não olhá-lo nos olhos.


Um sorriso nasceu em seu rosto ao entender.


-Não se preocupe, também estou pensando besteiras - disse muito perto de sua orelha, beijando a região. Ela encolheu o rosto, sentindo o contato arrepiar sua pele. – Mas não é hora para isso Hermione – ele chamou quando percebeu que continuava envergonhada. – Porque está tão quieta? Deveria estar brigando comigo por estar tão perto!


-Não posso me cuidar sozinha agora – ela confessou – Eu...


-Não diga isso – ele pediu, fazendo-a olhar para ele – Se tem alguém capaz de se cuidar e fazer isso muito bem, essa pessoa é você. Cuidou de toda uma família. Nesse momento está frágil, e não precisa fazer tudo sozinha, tem a mim, tem a Juanita. Terá Gina – ele sorriu ao notar sua expressão – Eu sei, ela não é a melhor enfermeira que poderia lhe arranjar. Não posso descuidar da fazenda e Juanita precisa cuidar do serviço. Minha mãe se ofereceu para ajudar, mas a essa altura da vida, meu pai disse que não sabe mais viver sem ela ao seu lado – ele sorriu – acho que o entendo.


Ela fingiu não notar sua insinuação e continuou olhando para ele.


-Gina ficará no outro quarto até a chegada de Harry. Até lá espero que o segundo andar esteja reformado.


-Seu amigo lhe escreveu? – perguntou curiosa, tentando ignorar a forma como ele lavava suas costas com a esponja úmida e ensaboada.


-Ainda não, mas conheço Harry. Não resistirá a idéia de me ver casado com uma moça do interior – ele sorriu ainda mais ao pensar nisso – Não sei o que deve tê-lo surpreendido mais, eu estar casado, assumir uma vida de fazendeiro, ou estar feliz com uma moça do interior. – riu - Pode não parecer, mas já fui um homem sofisticado.


-Você é sofisticado – ela respondeu, olhando-o com certeza.


-É estranho não é? Pois diria o mesmo de você. Tem o porte de uma dama. O refinamento e a cultura.


-Não diga essas coisas – ela pediu.


-Eu sei que não gosta dos meus galanteios, mas sei também, que é apenas porque tem medo de não resistir a eles – brincou.


Hermione sorriu, apesar dos lábios machucados e ele parou de esfregar suas costas para receber esse sorriso.


-Gosto quando sorri para mim.


Hermione não respondeu, e Rony não insistiu. Mesmo porque, era uma tortura e uma benção banhá-la. Sua mente o recriminava por desejá-la, estando ela tão machucada e submissa, mas o corpo estava consciente de cada detalhe da proximidade de ambos.


Ele passou a esponja em seus braços, cuidadoso, subindo para seu pescoço, e seu colo, com muito cuidado ele passou a esponja sobre os seios, ignorando os mamilos rígidos e fingindo não notar a pele arrepiada. Queria lavá-la sem a barreira da esponja, com as próprias mãos, mas temia a própria reação. Evitou o corte entre os seios, e esfregou a barriga lisinha, e seguiu em direção a suas pernas. Terrenos menos perigosos.


 Movendo-se, apanhou um pé ensaboando e notando que ela sorria novamente, em cócegas. Olhou para ela, e ela comprou aquele olhar que dizia que outra hora, ele aproveitaria a informação de que sentia cócegas.


Tomou todo cuidado do mundo com a perna machucada, mas confessava que alisara e acarinhava a outra perna até ouvir um suave suspiro escapar de seus lábios.


Aproximou a esponja de sua parte íntima e Hermione o olhou com um aviso nos olhos. Sentindo-se incapaz de ser integro diante daquela tarefa, pôs a esponja em sua mão e se afastou fingindo buscar uma toalha. Tudo para não ver uma cena que com certeza o excitaria muito.


Hermione esperou que ele voltasse, depois de se limpar e quando Rony aproximou-se para lavar seus cabelos, teve que fechar os olhos e desfrutar.


Ele ensaboou as madeixas e alisou os fios entre os dedos, de uma forma que nunca achara ser possível um homem fazer. Rony enxaguou seus cabelos, e enrolou uma toalha menor, antes de tirá-la da água.


O corpo miúdo molhou-o por inteiro, mas era um prazer inenarrável, por isso lamentou ao sentá-la sobre a cama e apanhar uma toalha.


Secou seu corpo com proposital lentidão desfrutando daquela tarefa e notando pelas faces coradas e pela pele arrepiada, que ela também desfrutava.


-Irei lhe banhar todos os dias – ele disse como se fosse uma promessa de amor.


-Com Gina na casa, não é preciso que se dê a esse trabalho.


Ela não resistiu, ele pensou. Hermione não poderia resistir a lhe frustrar o desejo de abusar dela!


-Pois discordo. Gina pode afogá-la na água da banheira, e não sei se quero correr esse risco.


Hermione deixou-se ser cuidada, como jamais pensou que faria.


Rony ficou frente a frente, enquanto vestia-lhe uma camisola limpa, uma que fora comprada no dia anterior. Era rosa pálida, com renda no busto.  Quando olhou para Hermione, ela tinha os olhos fixos nele.


Devolveu aquele olhar e disse:


-Não me olhe desse jeito Hermione, ou faço uma besteira – avisou.


-Que besteira? – perguntou para provocá-lo.


-A mesma besteira que está na sua cabeça ao me olhar assim.


Ela engoliu em seco, e o brilho de desejo desapareceu de seu olhar e Rony parou de secar seus cabelos, entendendo que não dava mais para fugir da verdade.


-Vai me contar o que aconteceu?


Não pareceu que ela responderia, mas quando o fez, havia lágrimas em seus olhos.


-Sim.


 


 


 


Autora: postei o capitulo de madrugada, assim vocês tem ele logo cedinho para curtir!


Acham mesmo que Hermione é tão fácil assim?  Só porque o Rony é um príncipe encantado apaixonado? Imagine! Ela é uma guria forte!!!! Hehe...


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