CAPITULO 27 – MEDO!
Alastor Ford não parecia notar as olheiras de ambos, muito ocupado em tagarelar sobre a boa noite que tivera e sobre o divino pão que lhe era servido.
Longe de sentir-se elogiada, Hermione sentia-se cansada. Não eram nem sete horas, mas estava exausta. Sem Juanita, preparar todo o café da manhã e assar tantos pães a deixara acabada, mas era necessário, visto que os empregados haviam regressado pela manhã e estavam famintos pelo alimento que os deixaria de pé pela manhã toda.
Com alguma ajuda de um abatido Suares, ela serviu o café e correu para estar na cozinha quando Ford acordasse.
-Realmente, estava faminto – ele disse, pondo as mãos sobre sua enorme barriga de chope – Faz muitos anos que não saboreava um pão tão divino! – seus olhos brilhavam, olhando na direção de Hermione que ficou de costas, ocupando a mente com suas tarefas apenas para não ter que olhar para aquele porco imundo!
-Mandei um dos meus empregados para buscar sua carruagem, para podermos fazer o concerto e enterrar seu cavalariço – ele disse, bebendo seu café lentamente.
-Obrigado, filho - ele disse com olhos de rapina, analisando o homem a sua frente e então lembrando-se da mesma face abatida e de profundas olheiras que notara em Hermione – Diga-me, é boa a vida de fazendeiro? Ou a capital ainda está em seu sangue?
-Acho que a capital nunca esteve no meu sangue – ele disse sendo sincero – É uma vida difícil, o trabalho é pesado, mas é reconfortante ver as melhorias que fizemos. O senhor gostaria de vê-las mais tarde?
-Sim, sim, se conseguir andar, ficarei encantado em ver toda a fazenda! – ele olhou de um para o outro, e então sorriu, deduzindo que aquelas olheiras tinham nome e sobrenome: Lua de mel! – Mas, diga-me, filho, como foi que vocês dois se acertaram em tão pouco tempo?
Era uma pergunta a qual ele esperava. Hermione aparentemente também, pois não se abalou, continuando a lavar a louça, olhando para ele por sobre a cabeça do velho Ford. Era um olhar que dizia: Vamos, minta!
-Para ser franco, não nos acertamos. - ele sorriu, olhando também por sobre o homem, para ela que estava de pé, com os olhos arregalados – Houve sim um acordo, entre nossos pais e muitos anos atrás.
-Oh, é mesmo? – ele pareceu deveras interessado!
-Sim, quando voltasse com meus estudos completos, Hermione e eu nos casaríamos, unindo nossas fazendas em uma única e bela propriedade Granger-Wesley.
-Fico surpreso em saber, visto que Hermione tocou essa fazenda praticamente sozinha por tanto tempo – ele não parecia disposto a soltar o osso, e insistia em pegá-lo em uma provável mentira.
-Claro, foi uma tristeza, quando meu cunhado morreu, e papai me escreveu para que não voltasse ainda, visto que faltava pouco para concluir meus estudos. O senhor deve saber como é caro manter um filho em uma faculdade em Londres.
-Oh, sim, meu filho quase me leva a falência e ainda me volta sem um diploma! – ele lamentou a má sorte e Rony sorriu, vendo que fisgara seu peixe.
-Como dizia, ficou acordado que esperaríamos, e quando meu pai me escreveu, vim imediatamente para ocupar meu lugar de noivo, e posteriormente marido.
-Sim, foi uma tragédia – ele disse fazendo o sinal da cruz e olhou para ele com olhos arregalados ao lembrar0se de algo – Diga, houve alguma das mortes dentro da casa?
-Não. Nenhuma das mortes foi dentro da casa – Hermione disse seca, pois odiava tocar naquele assunto.
-Menos mal, é um péssimo agouro – o velho resmungou – Penso nas razões de seu pai ao negar auxílio à Hermione durante todo o tempo antes do casamento. Foram dois longos meses sozinha nessa casa, a mercê de todos os riscos!
Para essa questão ele não tinha resposta, e engolindo sem seco tentou achar uma saída.
-Eu não deixei que me ajudassem! - Hermione falou, surpreendendo-o pelo seu rápido raciocínio – o Sr.Wesley deixou alguns homens guardando a propriedade a distância. Mas não o deixei me ajudar, estava muito... inconformada para aceitar ajuda – ela falava pausadamente, numa mentira tão clara, para quem a conhecia que era surpreendente que o homem não percebesse!
-Bem fez seu pai. Não se deve forçar uma mulher quando ela está nervosa. – ele disse machista.
Rony viu quando ela revirou os olhos de impaciência e sorriu.
Esse sorriso não passou despercebido a Ford, que com olhar experiente, soube exatamente o que queria dizer!
Hermione deu graças quando eles se afastaram, indo para o pátio atrás de cavalos.
Que passassem o dia na rua, era melhor que ter que aturar aquele homem dentro de sua casa! Apressada, correu ao quarto para esconder qualquer sinal de sua presença e afastou o grande armário, notando que a jóia de sua mãe, que escondia estava protegida.
Aliviada, arrumou o quarto e então o quarto principal, fingindo não notar que fora ali que passara a noite mais desconcertante de sua vida.
Era algo sobre a qual não queria pensar.
Decidida, arrumou a casa, e partiu para a casinha de Juanita para ver se precisava de alguma coisa.
Ocupou parte da manhã em consolá-la e ajudar a cuidar do pequeno Ruan, que não parecia capaz de se recuperar. Triste, com a possibilidade do menino morrer, ela voltou à cozinha para preparar o almoço. Surpreendeu-se ao ver que tanto Rony quanto o Sr.Ford conversavam na sala.
Eles conversavam sobre gado e a plantação, e quando a notaram Rony estendeu a mão convidando-a para sentar-se com eles.
-Preciso preparar o almoço. Juanita não pode deixar o filho.
-Ele está piorando? – perguntou notando em sua face certo abatimento.
-Não, mas também não está melhorando – disse suspirando – Vou preparar o almoço.
-Tem uma mulher prendada – Ford disse a ele pensativo – Não pensaria que Hermione é tão dedicada como esposa, vendo-a brigar comigo por causa das terras! Se soubesse antes... – ele deixou a frase no ar, e Rony pode perceber sua expressão mudar ao notar que ele entendera uma sugestão no ar -... Um homem viúvo há muitos anos, poderia repensar sua chance de ser feliz filho.
Rony fez uma expressão de incrível nojo ao imaginar o que teria sido da vida de Hermione se caísse nas mãos asquerosas de um homem como Alastor Ford. Corrupto, ladrão, e quem sabe estuprador, porque não? Quantas vezes não vira casos na corte, de jovenzinhas inocentes sendo jogadas as garras de velhas cortesãs para serem treinadas na arte da prostituição, apenas por serem pobres e órfãs?
-Hermione é uma mulher de respeito e continuará o sendo – ele alertou em tom baixo, ao notar o olhar sonhador do homem.
-É claro que sim, filho, um homem da minha idade não espera competir com um rapagão! – ele riu de um humor só dele – mesmo assim, um velho homem solitário pode sonhar, não é?
-Não com a minha mulher – ele alertou e ambos se calaram com a súbita chegada de Hermione trazendo um café.
Ela agradava o homem com o mesmo desprendimento de quem cuida de uma cobra, apenas para usá-la para picar seu pior inimigo. Queria o velho homem forte e saudável, apenas para colocá-lo porta a fora!
Não passou despercebida a Hermione o clima tenso, e esperava sinceramente que Ronald não resolvesse brigar com Ford depois de recomendar tanto zelo e cuidado com o hóspede!
Voltando a cozinha, ela saiu da casa dedicando atenção a horta, onde com ajuda de dois dos filhos de Juanita, trouxe para casa tudo que precisava para o grande almoço dos empregados. Duran, o mais velho, tinha uns onze anos, e Hermione pediu que ajudasse com os ovos, apanhando-os na granja. O garoto, muito feliz em ajudar, tagarelou sem parar sobre como queria ser um grande fazendeiro como o patrão ou então, um grande homem da terra como seu padrasto.
Num impulso, Hermione virou para ele e disse:
-Aprenda a cuidar da terra, Duran, mas quando tiver idade, daremos um jeito para que vá estudar!
-Mesmo? – ele parou surpreso, era um menino de pele queimada, e Hermione suspeitava que algum escravo pudesse ser seu pai biológico, e não um cliente do bordel onde Juanita trabalhou. Tinha grandes olhos verdes, herdados da mãe, e feições bonitas, e seria sem dúvidas um homem muito bonito.
-Sim,se pudermos, ajudaremos seus pais nisso. Agora, peça a Suarez para me trazer leite, sim?
-Pode deixar! - ele saiu correndo, como uma lebre com os irmãos atrás dele, sorridente como um menino que ainda não sabe a sorte que tem!
Ela estava quase terminando de cortar os legumes, para colocá-los numa panela, num grande sopão com pão caseiro e ovos, quando Duran voltou arfante, com uma novidade:
-O que foi? – ela perguntou sorrindo.
-Tem uma mulher procurando pelo patrão! - ele disse contente em ajudar.
-Uma mulher? – franziu o cenho, só de pensar que seria Susan e sua mãe novamente – Rony está na sala com sua visita. Avise-o.
Por nada no mundo perderia seu tempo anunciando aquelas duas!
Ela ouviu vozes e esperou quase se esquecendo do incidente, quando Rony voltou com certo pavor na face.
-Pelo amor de Deus, Hermione! - ele disse alarmado e ela largou o que fazia.
-O que aconteceu? – ela largou as fatias de pão que cortava e encarou-o.
-A Sra.Barth está aqui! – ele disse como se fizesse sentindo.
-Qual o problema? – ficou aliviada, quase sorrindo – A Sra.Barth é parteira e está sempre indo de uma fazenda a outra. Muitas vezes, parou por aqui para beber um pouco de água e descansar as pernas. É uma mulher de saúde frágil. Não deve se incomodar com sua presença.
-Será que não vê? - ele ficou surpreso com sua naturalidade – Uma parteira pode fazer exames Hermione, que nos deixariam em maus lençóis!
-Ora, pare com isso – ela disse com desdém – Sra.Barth é uma boa mulher.
Surpreso por vê-la crer tão cegamente em alguém, ele quase se acalmou.
-Foi ela quem me trouxe ao mundo – Hermione comentou e ele ficou quase cego pelo seu pouco caso.
-E isso faz dela uma santa? – ele jogou na cara dela.
-O que você acha que a trouxe aqui? – perguntou irritada.
-O velho Ford aparece aqui, agora a parteira da cidade, muita coincidência não é?
-Não, não há coincidência nenhuma. A Sra.Barth sempre está por aqui. Você não sabe, não é daqui – era uma acusação, e ele respondeu a altura.
-Pois lhe digo, eles estão de combinação. Não sou cego Hermione. Está na cara deles!
-Se é como diz, o que faz aqui lhes dando tempo para tramar as nossas costas?
Suas ásperas palavras o excitaram.
Qualquer padre diria que estava possuído! Excitar-se com rudeza e acusações, quando poderia ter o amor e dedicação de uma boa mulher? Qualquer uma, mesmo a oferecida Susan.
Voltando para a sala, ele enfrentou a longa e desgastante conversa que se seguiu. Assuntos tolos que em nada o agradavam, pois não o enganavam. Não havia nenhuma mulher para parir na fazenda de seu pai, e tampouco acreditava que uma senhora tão velha pudesse ter vindo de cavalo desde a cidade, até ali. É claro que alguém a trouxera em uma carroça!
Ou carruagem. Era isso em que pensava durante todo o tempo que esforçou-se a ser educado.
Hermione não conseguia deixar de pensar em como ele era tolo, quando Duran apareceu na porta dos fundos e ela o mandou entrar. O menino não quis, pois tinha os pés descalços cheios de barro, pois ajudava na plantação.
Ele tinha prazer com a terra e ela sorriu ouvindo o que dizia. Então, mandou-o para casa olhar por sua mãe e seu irmão adoentado, e pensou no que acabara de ouvir.
Temendo ter que dar razão a Rony, chamou-o na cozinha com descrição, e ele olhou-a em expectativa.
-Suarez voltou – ela avisou, sem olhar em seus olhos e quando o fez decidiu que deveria começar a evitar contato visual com aquele homem! Como sempre, ele queria falar baixo, pausado, e quase em seu ouvido! – Não encontrou a carruagem, muito menos o cavalariço ou seu corpo sem vida. Não havia nada na estrada. Mas haviam marcas de rodas de carruagem seguindo nessa direção, e elas acabaram pouco antes dos limites da fazenda, seguindo em recuo.
-Um estratagema sem dúvidas. – ele chegou à conclusão óbvia - Mandou o cavalariço embora de propósito, só não esperava machucar-se.
-Acha que o cavalariço trouxe-a hoje, a seu mando?
Como sempre, surpreendia-se com sua capacidade de completar os raciocínios lógicos.
-Que outra explicação teria para tanta coincidência? – soltando o ar que estava preso em seus pulmões, ele sugeriu – Termine o jantar e sorria. Vamos empanturrar esse porco e rezar para que ele tenha uma indigestão!
Ela conteve um sorriso, e precisou de toda sua força de vontade para não rir. Ele sorriu ao notar que ela fazia força para não rir, e tocou sua face, pronto para implorar que risse para ele. Ou de algo que disse, ou dele que fosse, mas que risse, para que soubesse como era seu riso. Conhecia seus sorrisos, mas queria ouvir o riso.
Ela olhou para ele, e o humor sumiu de ambas as faces e ela entreabriu os lábios, surpresa pela proximidade que permitira, e antes que os dois pudessem se decidir, pela proximidade, ou afastamento, os passos pesados os alertaram que tinham companhia.
Mesmo assim ele não se afastou. Não queria tirar as mãos de sua pele macia. Muito menos fugir do mel que tinha seu olhar.
-Muito bom o cheiro da comida...
Eles ouviram a voz pastosa de Ford e se separaram, a tempo de vê-lo parar de falar e os dois intrusos olharem para ambos com expressões muito parecidas.
-O jantar está quase pronto! – ela anunciou, afastando-se corada e arfante, mesmo sem haver razão para tanto.
Ford olhou para a Sra.Barth e então riu:
-Filha, me de um pedaço de pão ou mordo o pé de sua mesa. A fome e o vinho, ainda acabarão comigo!
Era um brincadeira, mas ela o serviu a contragosto, tratando a Sra.Barth com certa frieza agora que tinha suspeitas parecias com as de Rony.
Rony. Quando ele deixara de ser Wesley, para ser Ronald, e então, Rony, ela não sabia. Era uma das coisas que não conseguia controlar, assim como a satisfação que tomava conta dela ao cuidar de outros interesses que não fossem apenas a plantação e o gado.
Estava contente demais com seu dia a dia, e estava começando a ficar preocupada com essa súbita mudança!
O jantar foi rápido, com Ford devorando praticamente tudo que havia sobre a mesa. Hermione, que não era dada a comer, agradeceu quando Rony salvou um pouco do guisado colocando-o em seu prato, usando seus longos braços para alcançá-lo antes que Ford o fizesse, caso contrário, dormiriam sem jantar!
A viúva Barth conversava sem parar e em dado momento o assunto ficou picante demais, pois ela descrevia um incidente com um senhor bastante velho e sua jovenzinha esposa, algo que lhe rendera um enfarto na noite de núpcias.
-Nada que não fosse merecido – Hermione sussurrou entre dentes, e Rony disfarçou seu comentário áspero com um pigarrear dando o jantar como encerrado.
Hermione praticamente gemeu e alívio quando a cobra disfarçada em banqueiro anunciou que iria deitar e tão logo, a parteira o segurou sendo levada para o quarto que ela e Rony deixaram limpo há dois dias. Foi um alívio que não quisessem se banhar, pois definitivamente, não estava disposta a carregar baldes de água por causa daqueles dois!
E se Ford conseguia passar tanto tempo sem banho, azar o dele! Ela fazia questão de banhar-se todas as noites!
Foi um momento tenso. Ela esquentou água, sentindo os olhos dele sobre ela. Descobrir que era observada em seus banhos não era pior do que admitir que sabia ser observada!
-Coloque um móvel contra a porta - ele disse baixo – Ford pode sair do quarto e xeretar.
Ela não respondeu nada, engolindo a resposta ácida, pois sua garganta estava apertada de agonia. Então, essa noite, ele não a espiaria! Não era melhor assim?
Observou-o sair para a rua, e ouviu o som da água, daquele estranho modo de se banhar que ele inventara, e pensou em achar uma desculpa para espiá-lo também. Tão rápido quanto surgiu, ela afastou esse pensamento!
Imagine!
Estava ficando louca!
Horrorizada, tratou de trancar-se no quarto, como ele dissera e se banhar. A pele estava febril e Hermione achou melhor não demorar na água quente. Era como se estivesse com febre!
Havia vestido a camisola, e um casaco sobre ela, e terminava de se arrumar quando ele bateu a porta suavemente.
Ela engoliu em seco, fechando os olhos, pensando na longa noite insone que tinha pela frente.
Afastando a mesa que colocara contra a porta, para impedir qualquer entrada indesejada, ou mesmo que fosse espiada por olhos que não fossem de um azul profundo, ela esperou que ele entrasse.
Rony fechou a porta e recolocou a mesa no lugar, prendendo a porta, e aproximando-se da cama, onde sentou-se tirando os sapatos.
Não trocaram muitas palavras, mas ela ficou de pé, estática, na parca luz do lampião observando-o despir-se.
Ele tirou a camisa e virou-se para ela sorrindo.
Foi só então que notou que olhava para ele descaradamente!
Autora: Meninas, não me levem a sério!!!! Para as que já me conhecem, sabem que adoro fazer um terrorzinho psicológico, e para as novatas por aqui, estão sabendo agora!!! Sou 98% sado!!! Hehehehehe....
Não posso fazer greve, a fic já me dominou...heheh....
Sobre a fic, o próximo cap tem a primeira NC.
Estou um pouco preocupada sobre as opiniões, ainda mais porque serão 3 NCS praticamente em seqüência.
Gente, a minha beta vai entrar em recesso por alguns dias, por causa dos estudos, então, vamos desejar boa sorte para ela, ok?
P.S1: Disomers, Lua Tonks, Perséfone Black (já disse que adoro esse nome? Perséfone tem algum significado especial?), Thayna Zumba, meninas, eu ameaço greve sempre, por isso vão se acostumando, sim? Acho que as assustei, mas isso é parte do meu deslocado senso de humor negro...hehe....as veteranas aqui nem ligam mais...hehe...fiquei desacreditada...mas vocês terão oportunidade de me conhecer até o fim da fic!!!!!
P.S2:Aí, Natinha, o que eu respondo? Tenho projetos de fic até janeiro, mas se der tempo, prometo tentar escrever o que pediu,ok?
Beijos a todas
REFERENTE AO DIA 29/11