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7. FIM DA LINHA


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 7 - FIM DA LINHA


 


 


O prazo que o banco dera a ela se findou naquele dia, e Hermione estava de pé esperando ser recebida pelo banqueiro. Tinha na bolsa, o valor para o pagamento daquele mês e muita esperança de conseguir um milagre.


Passaram-se dois meses e nada acontecera. Cuidava dos campos e já aparecera alguns interessados em trabalhar. Bastava agora, o banco permitir que continuasse com aquilo que era seu de direito.


Viera preparada, pois sabia que haveriam pessoas interessadas na compra da fazenda. Queria que o banco tivesse a idéia de que tudo estava bem, por isso cuidara com esmero da aparência.


O vestido era antigo, mas pouco usado, e tinha um rosa pálido, que deixava sua pele ainda mais pálida, mas graças ao pó de arroz que sua mãe tinha, um resto que sobrevivera junto com sua vaidade, ela dera cor as faces e escondera as marcas do sol.


Carregava uma bolsa delicada, onde guardara o dinheiro e alguns documentos que provavam seu legitimo direito a terra. Os cabelos estavam soltos, presos apenas em um dos lados, por uma bela presilha que seu irmão lhe dera antes de morrer. Não tinha jóias, e a única que tinha estava escondida sob sua roupa íntima, caso o pior viesse acontecer.


Ela quase saltou quando foi convocada a entrar. O gerente do banco pareceu surpreso em vê-la tão bonita e foi mais amável que da última vez em que se viram. Ouviu atentamente seu pedido, seus argumentos.


Em dado momento entrou um homem alto, e ela reconheceu como sendo Percy Wesley. Sentiu um aperto no peito. Ele a cumprimentou educadamente, mas o aperto prevaleceu, enquanto era levada a outra sala para esperar.


Por uma hora ela esperou, sentindo o medo crescer.


Quando a porta se abriu, ela levantou-se imediatamente, olhando com raiva ao ver quem era.


-Somos os únicos interessados na fazenda - ele disse rapidamente, olhando para ela e franzindo as sobrancelhas. – Pedi uns minutos para conversarmos antes de fazer minha proposta de arremate.


Hermione afastou-se olhando para outro lado, tudo para não olhar para ele.


Com isso ele teve um minuto de liberdade longe de seu olhar ferino para analisar o que via.


No fim de tudo seus irmãos tinham razão. Carlinhos chegara a dizer que se casaria se ela quisesse, pois ele lembrava do quanto ela era doce e bonita antes da morte do irmão, mas ele duvidara. Mas parecia que era verdade.


Com roupas limpas e bem cortadas, ela estava vistosa. Ainda muito magra, mas era a vida difícil que levava a coitada. Tinha cabelos longos e cacheados, bonitos e chamativos, assim soltos. Seu colo era tentador, como o colo das moças sedutoras e seu rosto era mais do que uma máscara de raiva e rancor. Era uma face bela.


-Tenho metade do valor para adquirir a fazenda. A outro metade será um longo empréstimo com o banco, bem mais caro que o valor da hipoteca. Estou lhe dizendo isso para que entenda, não estou lhe fazendo um favor. Meu pai achou que deveria elucidar isso.


Ela olhou para ele com dúvida no olhar e ele se aproximou notando que ela estava aberta para conversar, do seu jeito, mas estava.


-Casamos você herda a fazenda, eu poupo meu dinheiro para investir na plantação e no gado. Em poucos anos pagaremos a hipoteca e seremos livres de qualquer dívida. Todo o ganho das terras será para nossa vida e nosso conforto. É um bom negocio, não é?  - ele perguntou e ela não disse nada – Se nos casarmos, o banco vai aceitar. Pela lei seu marido pode assumir a dívida. Conhece minha família, sabe que não faríamos nenhum mal a você. Não perde nada aceitando esse acordo.


Ela fitou-o demoradamente. Tinha um turbilhão de emoções passando em sua mente, e todas elas estavam em seus olhos.


-Não quero me casar com homem algum – ela disse por fim.


-Um casamento de conveniência - ele lembrou-a – Seremos casados e nos respeitaremos, mas não é necessário fingirmos o que não sentimos.  – Ele tentou uma aproximação, mas ela se afastou.


-Não desejo homem algum – ela tornou a afirmar – Não quero dividir minha vida com um homem. Não quero e também não terei filhos.


-Esse pensamento está errado, Hermione – ele disse sério – Se eu comprar a fazenda, ou qualquer outro o fizer, estará na rua. Quanto tempo acha que demoraria para algum homem tomá-la? Quanto tempo demorará para estar grávida de algum bastardo? Diga-me. Acha que sua vida será pior vivendo ao meu lado, e tendo uma vida ao lado de alguém que quer cuidar de você e do que é seu?


-Porque não volta para a cidade? Tem um diploma, não tem? Porque quer ficar aqui? - ela perguntou do nada, como se isso fizesse toda a diferença.


-Porque toda minha família está aqui. E um homem sem família não é nada.


-Meu pai lutou a vida toda para manter a fazenda - ela disse a si mesma.


-Então faça isso por ele. Saímos daqui, e o juiz de paz nos casa em meia hora. Meu irmão já falou com ele, está tudo acertado, até o final do dia, a fazenda será sua novamente. Será nossa.


-Não quero que encoste em mim – ela disse finalmente, passando uma das mãos nervosamente sobre a face - não quero que homem algum encoste em mim.


Então, era isso. Rony pesou os pós e contras. Ela cederia com o tempo, pensou. Nunca conhecera uma mulher que resistisse muito tempo em uma decisão de virtude.


-Posso viver com isso.


-Não, não entendeu – ela disse séria e seu olhar quase o assustou – se tentar tocar em mim, eu o mato. – era um aviso. – não pense que terei piedade. Não pense que isso não acontecerá. Teremos quartos separados.


-Como quiser - ele concordou abalado por essa nova revelação.


-Não pense que é o culpado por essa decisão – ela disse fazendo força para não soar tão acusadora - apenas... não poderá ser diferente.


-Temos um acordo. Faremos o melhor para nós dois. Posso tocar em sua mão? – ele pediu estendendo a mão em sua direção – Eles esperam que saiamos daqui de braço, como qualquer casal apaixonado - ele sorriu para ela, e Hermione levou muito tempo até estender a mão e deixá-lo segurar a sua.


Ela quase a puxou de volta, ele notou. Mas se manteve firme quando saíram da sala, e falaram rapidamente com o banqueiro.


Em uma hora eles saíram da sala do juiz com uma certidão de casamento assinada por ele. Eram marido e mulher, mas pareciam mais dois estranhos fazendo um negócio entre si.


E foi essa a impressão que o banqueiro teve ao vê-los saírem de lá com o documento que garantia a anulação do leilão. E foi tomado por essa certeza que ele decidiu se proteger de algum eventual golpe.


 


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Hermione Granger Wesley não o convidou a entrar na casa. Ela ficou na varanda e olhou para ele, esperando que dissesse algo.


-Estarei aqui amanhã cedo - ele disse acabando com o pesado silêncio entre eles – É só o tempo de apanhar minhas coisas e falar com os trabalhadores que meu pai arrumou para nós - ele garantiu. – Estarei indo a cidade logo cedo, quer que eu traga algo?


-Eu não sei – ela ergueu a face orgulhosa – Tem comida suficiente para uma pessoa, e minha família não tinha muitos móveis, se quiser conforto não achara aqui – ela explicou, mas soou como uma acusação.


-Estarei de volta ao meio dia. Vou comprar mantimentos.


Achou melhor não retrucar a sua indireta. Antes de sair da propriedade ele se voltou e teve que alertá-la, com a sombra de um sorriso.


-E quanto à arma, deixe-a na casa. Não quero nenhum acidente por aqui - ele avisou.


Ela nem se deu ao trabalho de responder. Estava óbvio o que pensava.





Autora: atualização dia sim, dia nao. Estou adorando saber que estão curtindo. Esperem só para verem os capitulos mais a frente. mal posso esperar pela reação de voces quando lerem as NCs futuras!

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Comentários: 1

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Enviado por mirely lopes em 18/07/2011

Estou ficando cada vez mais empougada com sua fic!!! tá muito muito muito boa...

Nota: 1

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